23 dezembro 2010

17 dezembro 2010

Wagner Mouravilhoso


Voce quer saber por que Wagner Moura e intelectualmente mais interessante do que a maioria dos ourtos atores?

Entao, leia isso.

13 dezembro 2010

Cenas de Woody Allen


Revi uns trechos de Maridos e Esposas ontem.
Vejo e gosto de Wood Allen, ou melhor, gosto de seus filmes, nao tenho a menor simpatia por ele. Depois que ele pegou a enteada entao, nem se fala.
Mia Farrow me da aflicao. Acho que ela parece um amalgama de garoto imberbe com uma freira, ou seja, a representacao do maximo da asexualidade. E isso se repete em todos os filmes que vi com ela - a mesma boca branca fragil, o mesmo cabelinho de freira, a roupa oscilando entre lacos de boneca antiga com pijamas. Bom, se nao eram pijamas, pareciam ser.
Wood Allen fazendo Wood Allen. Mas isso e dado, se quero ver um filme com ele sera assim, aquele magrelo flacido branco escritorio, pouco cabelo, muito nariz e cara de quem nao come carne.
Ja que estou implicando, vamos implicar geral. O que a Juliete Lewis tem na boca? Porque aquela fala mooooole?
E ela aparece fazendo aquele tipinho que Allen adora - a aluninha. Chega a ser caricatural, olhar de baixo pra cima, fala mole, pacote completo. Aquela que nada sabe tgeria que aprender tudo com o tal,o fodao,o hiper tcham. O inseguro master, ne?
A aluna deslumbrada com o professor - a ponto de nao reparar na careca ou na
pelanquina branca - jovem, bonita e inteligente. Em alguns filmes essa entidade aparece, as vezes assim, as vezes burra, mas sempre aluninha.
Quando essa personagem reage e critica, deixa de ter encntos, e ele perde o interesse. Porque o grande lance parece ser a jovem mulher que esta mais para plateia do que para companheira. Aquela que vai babar diante de cada babaquice que ele diz.
Mia diz isso (aspas) Essas bobagens que voce diz podem impressionar suas alunas, mas para mim sao apenas isso, bobagens ( aspas). TOIM!
Ai,ai, o cara faz realmente terapia atraves dos proprios filmes.
Realmente ele deve curtir isso, dado que papou a enteada - alguem lembra da historia? onde Mia flagra fotos eroticas da entao garota tirada pelo Pelancudo? E o Pelancudo casou mesmo com a enteada, puta chute no saco da Mia, fala serio.
Algumas cenas sao realmente antologicas. Quando o Amigo do Pelancudo esta em uma festa, ja separado da mulher, acompanhado de uma Namoradinha. A cena e cruel. A Namoradinha do Amigo do Pelancudo tenta inadvertidamente explicar porque a astrologia seria algo da esfera da ciencia. Os integrantes da festa desdenham a coitada, que esta sentada sob os olhares criticos e ironicos, tentando argumentar, toda enrolada.
Como ela esta sentada e os outros em pe, argtumentando sem se exaltar, parece mais cruel ainda.
Quando ele a tira da festa, ela grita, esperneia, fazendo uma cena que parece manha de crianca mal educada, fazendo o cara parecer o que e - um cara patetico que decidiu namorar uma mulher trinta anos mais jovem. Todos tem que pagar um preco, o dele e a vergonha publica.
Voltemos a Mia.
Seu pergonagem e descrito tomo agressivo-passivo e concordo plenamente. Parece envolta naquele clima esteril de freira, mas acana definindo o que quer e tomando, nem que pra isso, faca chantagem emocional. Sabe aqueles coitadinhos que conseguem tudo? Os ratinhos que roem corda? Entao.
Ah, quase me esqueci....e a Judy Davis? Ganhou minha admiracao quando conseguiu ser uma pentelha master e ainda assim ter Liam Neeson pegando no seu pe nervosamente. Como? Como?
Sei la. Mas ela volta para o marido - O Amigo do Pelancudo - e continua sua vida sensata e sem sexo.
Woody Allen transforma essa personagem na chata que sabe fazer tudo melhor do que todos. Aquela que critica o chef do restaurante, critica o maestro, parece sempre ansiosa, torcendo as maos, pouco riso e muita neura. E ele nao para por ai, constriu a personagem frigida e tensa, nao ha como nao ver isso. Entao fico me perguntando... como esse constroi personagens femininos.
So sobram essas e as Julietes Fala Mole?
Caraca, meda.

11 dezembro 2010

Curtas


*** Fiz uma cirurgia, mas estou legal.

*** Estou de ferias.

*** Meu teclado esta sem acentos.

*** Li dois livros de contos do Neil Gaiman, e nem preciso, obviamente, dizer que Coisas Frageis I e II sao brilhantes. Pra variar, mergulham em um territorio de contos de fadas, terror, loucura e fantasia. Adoooro. DepOis resenho aqui, estou em fase de digestao.

*** Comecei a ler A Rsinha Margot. Quem se lembra do filme pode ter certeza, Patrice Chéreau viajou bastante sobre o romance de Dumas. Existem os casos, as intrigas e tal...mas a forma como isso e descrito nao lembra em nada o surubao que e o filme. Eu realmente gosto do filme, assisti ha anos no Cineclube Paradiso- que fechou ano passado - mas sempre achei que sofria de severos anacronismos. Nao pOsso falar com propriedade sobre o periodo, mas o filme me pareceu uma leitura tortuosa e quase caricatural. Vale a pena lembrar que as pilhas de corpos da Noite de Sao Bartolomeu sao identicas as pinturas sobre esse evento tragico. Pavoroso.


***Tenho assistido hoooooras de The Big Bang Theorie, nao existe melhor serie de humor pra mim. Humor geek autentico, no cerne, no jargao e nas manias.

*** Recebi visitas de amigas queridas que conheco ha dez mil anos, o que pode ser melhor?

*** Enjoei do twitter, desisti do orkut, continuo adorando o facebook.

***Quero ver o filme sobre o Facebook,

*** To zappeando demais e acho que isso esta interferindo na minha concentracao. Vixe.

*** Gosto de blogs de organizacao, craft, etc. Mas algumas vezes elas parecem saidas do Mulheres Perfeitas e eu juro que morro de medo das personagens do filme...robos que vivem o estilao Um Sorriso no Rosto e Um ssado no Forno. Meda, meda. Muiras vezes elas falam claramente que se espelham nas donas de casa da decada de 50.
Respeito intensamente as mulheres que optam por serem donas de casa e se esmeram nisso, nao obstante, quando isso passa a ser o centro da vida e o pico do prazer, apavoro.


*** Mas tambem tenho medo que quem, ao fugir desse estereotipo, acaba se embarangando de proposito, no meohor estilo Bagulho Intelectual To Nem ai. Ninguem vai me convencer que alguem e mais ou menos intelectualizada porque usa sovaco cabeludo e peito caido. Descupae. Sao duas faces da mesma moeda, o Duas Caras do Batman. Iguais do recorte e na ausencia de alteridade.

*** ta bom,eu sei, to chata.

10 dezembro 2010

Feliz Natal, queridos

Queridos leitores-amigos, vi esse video no facebook e adorei. Vejam ate o final, vale a pena. Genial, geek e fofo.

beijos natalinos antecipados.








08 dezembro 2010

Vivinha e Daniel em São Paulo II - o inóspito - post de 2008





















Levei Daniel pra conhecer o Memorial da América Latina. Eu já fui várias vezes,quase sempre levando alunos. Ele gostou. Minha parte predileta é o Pavilhão da Criatividade, em especial, o mapa onde andamos em cima das pequenas esculturas estilizadas. Quando levava crianças de quinta série, elas rolavam em cima. Daniel curtiu, mas preferiu a parte onde está o quadro do Portinari e as colunas do Carybé. Realmente lindas.

Mas que o Niemeyer nunca conheceu um lúpico, ah ,meus amigos, não conheceu. Atravessar aqele sol+concreto é praticamente um suicídio lento. Segundo Daniel, ele também nunca conheceu um cadeirante, porque a passarela é impossível pra eles. Sério mesmo. Nem com uma boa alma segurando, só se o fulando largar a cadeira e deixar o cara se estraçalhar no final.

Lindo,porém,inóspito.Se for pra escolher uma obra dele, prefiro aquele museu de Niterói. Ao menos fica perto da água.

E eu tentanto levar um papinho cabeça com meu filho,arrisquei essa:

- mas o cara tem um estilo marcante,né? dá pra identificar...igual aquele espanhol que eu gosto..

Antes de eu continuar e dizer "o Gaudí", o sacana ri da minha cara:

- ah,claro que sei...o Antonio Bandeiras?

Bom, ele também. Mas o assunto era sério, caracoles.

Mas vamos aos micos: na saída do banheiro da lanchonete havia um pequeno desnível, eu dei uma tropeçadinha, juro, foi apenas uma tropeçadinha....então, por reflexo, apoiei as mãos na parede. Riam, crianças: não era parede, era uma divisória que se estabacou com chão, com todo,todo o barulho possível.

Daniel disse que eu saí com a maior cara de bunda, olhando pra um lado, pro outro, com cara de quem pensa "será que alguém ouviu?"

ô coisa.





***** texto publicado originalmente em janeiro de 2008.

26 novembro 2010

No dia dos professores, saudades do José Luiz

Eu pensei em falar sobre o dia dos professores, pensei em comentar as coisas incríveis que acontecem, o provilégio que é poder participar de momentos tão importantes da vida das pessoas.
Mas não quero falar como professora, quero falar como aluna que fui.
Eu gostaria de falar do José Luiz, ou Zé luiz, pra nós, seus alunos no ensino médio. Zé Luiz me apresentou a música de Chico Buarque, me apresentou ao terrores da didadura em debates em que nós, os alunos, nos inflamávamos, inquietos com tanta coisa com a qual discordávamos. Foi certamente a pessoa mais importante na minha formação intelectual e politica na adolescência. Eu mal podia esperar por suas aulas e quando ele dizia: "alguém tem alguma colocação a fazer"? podia contar com minha mão erguida, palpites, opiniões e muitas, muitas duúvidas. E eu não era a única. Os outros palpitavam, discordávamos entre nós, concordávamos, decidiamos continuar o papo no bar do Beto ( Coisa que ele discordava, aliás, com veemência. Ele argumentava que a localização do tal bar era ilegal, dado que ficava na frente de uma escola. Mas nós, tomados pela tolice ingênua e linda da juventude, achávamos lindo continuar o papo da aula ali, no nosso queridissimo Bar do Beto)
Era fins de 80 e nós queríamos mudar o mundo. As aulas dele faziam as coisas terem um sentido diferente.
Nós nunca o deixávamos sair da sala de aula, sem ir atrás, ainda discutindo, perguntando, questionando. Zé Luiz - incrivelmente parecido com Sidney Poitier - foi meu professor de História e com ele conversei sobre livros, filme e política, muita política. E ele tinha toa a paciência do mundo com minha pressa juvenil e minhas tolices.
Exatamente por isso fico tão feliz quando acontece comigo, quando um aluno me acompanha ao final da aula, ainda com discussões por terminar. Exatamente por isso, sinto uma infelicidade extrema quando escuto um enfadado "sei lá" ou um dar de ombros para a aula, para o tema, para o mundo. Uma atitude me leva ao paraiso, a outra, ao inferno.
Quanto terminei o colegial e passei na Unicamp, voltei pra dar um beijo, milhões de obrigadas e um livro do Manuel Puig. Só depois de formada, já trabalhando, entendi o olhar de felicidade que ele tinha para mim naquele dia.
Hoje, no dia dos professores, vinte anos depois, só posso dizer que sou professora graças a ele e até hoje, digo para meus alunos uma frase que ele sempre repetia:

"Gostaria que vocês nunca perdessem a capacidade de se indignar"

Zé, um grande beijo pra você.




####publicado originalmente em 2008 e republicado agora, com atualizações.

18 novembro 2010

Os chatos











É muito bom ser professora. Eu já contei tanta coisa de alunos...já falei disso, disso e disso. Mas hoje eu queria falar sobre o Lado Negro da Força.Porque nós, professores, também temos o nosso ladinho Dart h Vader, vamos combinar.
Eu gosto dos meus alunos, sempre gostei.Em todos os anos como professora, só não gostei de dois alunos. Mas não foi só não gostar, eu confesso aqui, eu detestava aquelas criaturas.
Uma era uma garota chata. Chata, gente, chata...não era bonita, nem feia, nem burra, nem inteligente: era um zero à esquerda. Era uma tentativa patética de ser indisciplinada, mas era tão chata que nem adeptos pra bagunça conseguia.
Nada contra os indisciplinados: em geral, são engraçados, criativos, me dei bem com grande parte deles. Mas essa coisinha aí eu confesso, eu passava longe, eu doava, eu preferia não ter conhecido.
Mas o pior era o menino. Eu fui sua professora há muitos anos, hoje ele é adulto.
Era uma criança medonha e deve ser um adulto medonho, não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe, sacumé?
Ele era um lindo garoto, no maior padrão angelical: olhos imensos, azuis, cabelinho loiro.Mas eu vou dizer pra vocês....nunca conheci um menino tão cruel com as outras crianças, tão sádico, tão manipulador.Tudo com os grandes olhos ingênuos negando....
Vocês podem estar ai pensando que vou queimar no fogo do inferno por dizer isso, mas eu não tenho culpa de ter dado aula pro Bebê de Rosemary crescido!
O moleque parecia saído de um filme de terror, saca criancinha malévola no estilo A Profecia???
Nunca vi aquilo, tão jovem e tão escrotinho.
Pra se ter uma idéia, os professores chamavam a criatura de "anti cristo". Um dia, na sala dos professores, a professora de português dizia:
- Ah, eu venho dirigindo e rezando, rezando...
( risadas de todos)
- Aí eu me imagindo colocando a mão na cabeça deles e rezando...
( risadas de todos)
Sério, povo, a turma era tenebrosa messs.
- E o "anti cristo", você também abençoa??
- Até que eu eu tento, mas pelo sim e pelo não, não dou as costas pra ele não...


******* queridos, leiam os textos que deixei linkados aqui, são três textos que gosto muito e que traduzem bem a vida dentro de sala de aula. Beijos.**********

15 novembro 2010

A Lolita de Nabokov


Sempre que eu ouvia a expressão Ninfeta, imaginava que se referia a garotas adolescentes bonitas e sensuais. Qual não foi a minha surpresa ao ler Nabukov.
O protagonista, cônscio de sua pedofilia, descreve a ninfeta como meninas entre nove e doze anos (!), que mesclariam, para os olhos turvos do personagem, sensualidade e ingenuidade. Não que olhar para meninas de quinze anos não seja repulsivo vindo de um homem barbado, mas olhar para uma criança de nove consegue ser mais asqueroso ainda.
O livro é fantástico.( Eu sempre prefiro obras onde o leitor pode se embrenhar no imaginário das personagens, para além dos que colocam o foco na ação. Em outras palavras, me interessa mais como as personagens percebem a ação, como elas decodificam a ação, do que a ação em si.
Por isso gosto tanto de Virginia, Berlim, do Biajoni.)
No caso de Lolita, a trama efetivamente é chocante. O personagem, H.H. se perde em delírios pedófilos até que consegue encontrar sua presa ideal: a filha da dona da casa onde ele se hospeda.
Não vou abarrotar esse texto de spoilers, porque vocês devem efetivamente ler a fonte, os clássicos não são clássicos por acaso, enfim.
De forma que prefiro chamar a atenção do eventual leitor desta Casa para alguns pontos: a trivialidade da menina, uma adolescente absolutamente comum, que é sequestrada da sua infantilidade e presa a um universo porco de um adulto repulsivo. Ele mesmo percebe o quanto a destrói, seja com seu ciúmes doentio, seja com sua rotina de prostituição, onde os objetos de consumo juvenis são moeda de troca para sexo.
Uma das coisas que achei curiosamente cruel foi a forma como H.H. compreende as mulheres: não há meias palvras, ele sente repulsa por elas. São descritas de forma vulgar, pouco atraente, grosseira e tola. A própria Lolita, garante ele seria interessante por no máximo três anos, pois perderia a "nifescência" e se tornaria - horror dos horrores - uma jovem universitária.
Existe todo um universo curioso dentro de mentes doentias, Nabukov é consciente disso e explora toda a sordidez desse homem que teme mulheres. Por isso, pela maleabilidade estonteante com ele manuseia as palavras e pela pérfida forma como o personagem vê as pessoas, é necessário ler Nabukov.

09 novembro 2010

Roda Viva versão "Como É Essa Coisa?"









Alguém por favor por de explicar exatamente o que aconteceu com o Roda Viva? Primeiro: é sério que o Heródoto Barbeiro dançou porque perguntou sobre os pedágios para o José Pedágio Serra? Sério?
Ah, caraca.
Bom, pra quem quatro blocos, sendo que o último serve para o "balanço" dos participantes. Em outras palavras, todo mundo diz que foi bom, ótimo, muito rico e que gostaria de fazer mais perguntas para o entrevistado, que dá uma jogada de confete de volta.
Sabe jogador dando entrevista? Falando sempre a mesma coisa? "Vamos dar tudo de si (sic), fazer um bom jogo, um grande futebol, o time está unido e seguir a instrução do professor e blábláblká". Gente, é igual. Mesmo papo repetitivo, inútil e abosolutamente previsível.
Augusto Nunes, que era meu ídolo na adolescência e juventude, por quem eu suspirava pelo charme e pela inteligência, está um fiasco. Não tanto pela aparência, os anos o atingiram em cheio, mas ainda dá um caldo. Mas perguntas superficiais, má condução de resposta, impaciência e outros problemas me fazem olhar pra ele com profunda decepção.
Marilia Grabriela é uma chata, mas isso não tem conserto. O pior de tudo é que ela e Paulo Moreira Leite gesticulam tanto que me lembram a entrevista - no mesmo programa - de José Celso Martinez Corrêa, que estava tão histriônico que as pessoas começaram a escrever perguntado se ele estava drogado. Um pé.
O que mais me incomoda mesmo são as perguntas vagas, mal elaboradas, que se repetem com aquela profusão de gestos e terminam com "como é essa coisa? " ou " como é isso?", o fim da picada, o fim dos tempos, o apocalipse das entrevistas.
No Roda Viva de ontem estava Contardo Calligaris - pausa para o suspiro apaixonado - que foi absolutamente brilhante e charmoso como sempre. Parecendo ficar surpreso com o nivel das perguntas. Quando indagado por Augusto Nunes se "ele conseguia se analizar ou precisava de alguém para isso", respondeu com um certo sorriso matreiro que "não se analizava, porque ninguém se analiza, é preciso do Outro para isso".
Sem desenvolver a resposta, foi quase lacônico, como quem diz: meu filho, pesquise antes de falar batatada...
De resto, a entrevista por boa por conta dele. Mona Dorf, jornalista convidada, foi sem sombra de dúvidas a melhor e mais elaborada. O resto..."ah, como é esa coisa?"
Faça-me o favor.

04 novembro 2010

Porque os homens que não gostam de hq me irritam


Conversando com um fulano, recém apresentado pra mim, no Franz :
- O que é isso nessa sacolinha, história em quadrinhos?
- Sim.
- Você gosta?
- Adoro.
- Ah....é.....esse Marvel escreve bem mesmo, heim?
-...................


(2007- Colégio de freira)
Saindo da sala dos professores. O professor me pára:
- Vivien, você já viu o vocalista do Ira?
- Ahã...sei. O que é que tem?
- Lembrei de você, ele está parecendo aquele ET do Matrix....você vai saber, você gosta dessas coisas....
- ( ET...? Do Matrix..?) ( cara de dúvida)
- É...aquele assim...( faz um gesto de garra com a mão )
- Ah...o Wolverine...( sorriso amarelo )

Gauchismos








Faz algum tempo, o Bia me emprestou alguns livros bacanas, entre eles, o Música Perdida, escrito por Assis Brasil. Na época, muito impressionada com o livro, escrevi uma resenha e a publiquei aqui.
Agora, vendo que a Copa de Literatura vai acontecer, vi que o autor estaria envolvido e achei seu email. Joguei a vergonha no saco e escrevi para ele - mesmo com aquele receio de ser pentelha - e mandei a resenha.
Para minha grata surpresa, ele me respondeu rapidamente e de forma absolutamente gentil. O que reforça minha tese que a arrogância pertence aos mal amados e medíocres, pois quem tem uma carreira sólida e respeitabilidade, não precisa desses artifícios.
Para felicidade do meu ego querido, o professor Assis Brasil elogiou a resenha e pediu (!!!) para linká-la em seu site. Quasei pulei, né, crianças. Afinal, o que uma blogueira comum como eu estaria fazendo por lá? Adorei mesmo, pra mim é uma honra poder dar meus pitacos dentro da obra de um autor tão especial.
Após alguns emails, tomado de "gauchice", Assis Brasil escreveu:

"Buenas (desculpa; é que acordei muito gaúcho, hoje).
Tua bela resenha já está no meu site, inclusivamente com um link para o teu blog.
Mais uma vez, miles de gracias,
e um quebra-costela bem cinchado do
Assis Brasil
PS.: minha gauchice passa; amanhã estou normal..."


Depois de rir com a expressões peculiares desses sulistas, perguntei se poderia publicar isso no meu blog. E ele, ainda no arroubo da gauchice, respondeu:


"Buenas e me espalho! Nos gordos dou de plancha e nos magros
dou de talho!
Mas é claro, guria, podes botar o meu chasque no teu blog.
Vai ficar mais lindo que beijo de prima, e eu mais faceiro
que guri penteado.
Um quebra-costela bem cinchado do
Coronel Assis Brasil [todo gaúcho-homem é coronel --
ainda estou sob o ataque de gauchidade. Depois do meio-dia,
quando eu já tiver engraxado o bigode com um costilhar de
ovelha, já serei brasileiro de novo]"


O site do professor(ou coronel?) Assis Brasil é esse aqui, e pra quem não leu, minha resenha é essa.

*** publicado originalmente em abril em 2008.

01 novembro 2010

O meu país tem uma mulher presidente























"E cada pai e mãe olhe agora nos olhos de suas filhas e diga: a mulher pode".

( Dilme Roussef)



E fica a dica pára quem quer ler sobre preconceito e machismo nessa campanha histórica: aqui e aqui.

28 outubro 2010

Baseado em fatos reais


























Professora chega em casa, deita no sofá, mãos na cabeça, fazendo a dramática:

-Meu trabalho não serve pra nada, nada. Não consigo inspirar aqueles meninos, são tão conservadores, alguns tão alienados que me dá uma angústia hoirrível. Não sirvo pra nada ali..Parece que o negócio é consumir, usar etiquetas idiotas, ouvir músicas idiotas, ninguém quer ler, caraca, em pleno ano eleitoral..e ..bláblábláblábláblá...caraca, sou professora, não sou domadora de leões...chego no maior pique, cheia de ideias e blábláblá....sério, não adianta. Eu não faço a menor diferença na vida daquelas crianças.

Filho da Professora, acostumado às nuances da profissão da mãe, consola:

- Claro que seu trabalho faz diferença. Nem todo mundo vai ser alienado, vocêvai ver, logo eles já estarão lendo jornal, comentando as notícias, vendo o mundo. Desencana, mãe.

- .............( meneando a cabeça e querendo pular de um abismo)


@@@@@@@@@@@@ Dias depois @@@@@@@@@@@@

Professora chega em casa, toda animadinha, joga a bolsa, senta no sofá, pega a cadelinha no colo, conta:

- Você nem acredita, precisa ver que bacana a moçada da sétima série discutindo política, discordando, dando opiniões, tudo com a maior qualidade! Adoro quando discordam de mim, adoro discutir com gente inteligente, argumentos interessantes, não piadinhas imbecis de gente burra, mas argumentos mesmo, estruturados..adoooro isso.....odeio aluno com cara de morri-ontem-sentei-aqui-cadê-o~coveiro...

Filho da Professora:

- Viu, não falei? É isso. Tinha certeza de que logo alguma coisa legal ia acontecer.

- Ah, e outro dia eles terminaram uma prova...um abriu um livro, depois outro, e outro. Quase tive uma síncope, disse pra eles que isso era o sonho de qualquer professor...METADE da classe lendo concentradíssima! Até fotografei...haha
E blábláblá...uma aluna vai cantar "Meu guri" e a outra diz que adora Chico, Cazuza, Caetano...não é o máximo?



@@@@@@@@ à noite @@@@@@@@


- Te contei sobre a eleição da quinta série,né?

- Contou, mãe, deve ter sido bem bacana mesmo. Eles devem ter gostado. Eu queria ter visto

- Foi DEMAIS....Cada equipe escolheu um deus grego e fez campanha...maior barato a campanha.E o debate? Você tinha que ver que demaaaaaiiiss...deu até segundo turno, olha que bonitinho...rs...depois eu te conto como foi, mas olha, acho que deu pra ficar claro o que é democracia, participação política.
(Pensando) Sabe? Alguns daqueles meninos um dia podem mesmo se candidatar. Já pensou?

13 outubro 2010

Tropa de Elite II - A jornada do capitão Nascimento


Fui assistir Tropa de Elite II com Daniel nesse feriado. Adorei.
No começo,o discurso de extrema direita do capitão - ou melhor, coronel - Nascimento, interpretado de forma genial pelo insuperável Wagner Moura, me arrepiou. Caraca. Pensei: mas que porcaria, vou ter que ouvir mesmo isso? Vou ter que ver meus alunos desenhando a caveira como belos inocentes úteis? Vou ouvir todos os reaças dessa cidade elogiarem essa fala?
Wagner Moura é um cara que existe, sua maneira de criar o personagem é dotada de uma intensidade rara e assustadora. Seu carisma natural é transferido para o persongaem, o que também é um problema.
Mas creio que esse inicio seja fundamental para o desenrolar do filme, pois ao perceber que seu inimigo é outro, Nascimento vai caminhando em convergência ao seu duplo/oposto/perfeito: o personagem Fraga, defensor dos direitos humanos, deputado e ...segundo marido da ex do capitão. Assim,os dois opostos vão se alinhando ao descobrirem inimigos em comum.
Fraga é apresentado ao público em uma aula - que eu gostei,aliás - e ganha território ao negociar com presos rebelados. Ele aé chamado para negociar com os presos e segue rapidamente, em um helicóptero. Para desgosto do BOPE, Fraga se nega a entrar com colete, dando legitimidade e força ao personagem, que dialoga firmemente com os revoltosos.
Para não furar o filme com spolier, me limito a dizer que há uma incrivel transformação no personagem central, que atinge seu ápice no final.( Não conto, oras, assistam.) Além disso, a certeira e caricatural crítica ao politicos presos ao poder da Mídia, à corrupção policial e às milicias trazem angústia ao espectador: como conviver com essa lama toda? É algo pra se pensar. E pra se discutir.
Outro ponto interessante é a apresentação da midia ralé, do jornalismo marrom de último nível, algo que se vê com frequencia nas tvs e que, infelizmente, tem público garantido. Ao ouvir as risadas da plateia diante de um ator que apresentava um desses programas de sensacionalismo barato, me perguntava se riam dele ou com ele.E quer saber? Acho que era com ele mesmo. Triste isso.
Algo que me perturba muito é a associação que parte da molecada faz entre o Bope, a ausência de corrupção e a tortura. Os policiais desse batalhão, aparentemente contrários às maracutaias tão comuns dentro das outras corpirações, não titubeiam em usar qualquer tipo de tortura e/ou assassinatos. Assim, para um espectador desavisado, vai tudo no mesmo pacote, e a porrada e os assassinatos seriam legítimos.
Vale a pena ficar atento para o discurso do protagonista no final. Vale a pena atentar para isso.
Qualquer outro que assista e que tenha o menos senso crítico vai compreender.Longe de fazer a apologia das estratégias do Bope, o filme à lá Senhor da Guerra, aponta outras esferas e infinitas possibilidades de violência e exploração.
O Alex Castro diz que falar que algo é um "soco no estômago" não é elogio. Mas esse filme é isso: um forte, incômodo e doloroso soco no estômago.

11 outubro 2010

Elvis e a invenção da adolescência


Sexta é um dia bom pra conversar, deveria até ser o dia nacional do papo.
Algumas vezes vou até o Café Filosófico da cpfl, o que quase sempre rende bom papos.
Nessa sexta fui ver uma palestra em especial: Elvis e a invenção da aolescência, com Márcia Tiburi e Fernando Chuí.
Na verdade, era rock e a a adolescência, mas meu incconsciente leu ELVIS, ELVIS, ELVIS. Claro. *suspiro*
A apresentação foi boa, teve uma ondulação, uma variação entre momentos de repetição de um conceito, momentos "papinho de botequim ponto com" e alguns períodos de um raciocinio realmente interessante.
Eu quis discordar, concordar, perguntar: ms qualquer opção dessas deveria ser feita com microfone e câmera no rosto e meu super inflado ego ainda não tem segurança para tal empresa.
Fernando Chui intercalava o papo com interpretações das músicas, o que deu cor e ludicidade para a apresentação. Márcia é indubitavelmente articulada, mesmo que isso envolva um raciocinio nem sempre tão elaborado.
No caso, a ideia era de que a criação do conceito de adolescência está vinculado ao aumento da perspectiva de vida ( sim, eu sei que é óbvio, mas entendo os palestrantes, tem que se partir de um ponto pára desenvolver a reflexão).
De resto, apesar de perceberem o potencial revolucionário - em todos os aspectos - do período da juventude, apontam a absorção disso dentro de uma lógica capitalista, onde antes de serem sujeito de qualquer coisa, esses jovens são um mercado consumidor promissor.
A apresentação foi basicamente isso, tendo uns lampejos de Adorno e alguns exemplos musicais. Foi bom, gostei de ter ido.
Infelizmente, como fui sozinha, fiquei na mesa com duas outras pessoas, uma dessas era um piloto que pediu para fazer uma pergunta e fez um discurso. Se você assistir isso pela Cultura, a mulher do lado do chatinho, com cara de vergonha e morrendo de vontade de socar aquela boa nervosa e tola, sou eu.
Coisas da vida, pessoas.

08 outubro 2010

Sexta musical - Tatiana Rocha

Queridos, essa baiana-campineira é uma das melhores cantoras que já tive a oportunidade de ver. Além disso, uma escritora boa demais da conta.;0)
Essa música, em especial, é uma das que mais gosto. Acho que consegue traduzir de forma genial o universo feminino.



05 outubro 2010

'"Tropa de Elite, osso duro de roer" - post sobre o primeiro filme







A primeira pessoa que vi falando do Tropa de Elite, foi a Andréa .Eu nem sabia o que era BOPE.De lá pra cá, fugi dos textos que falavam do filme, para tentar assistir com menos bagagem,com mais abertura para minha propria análise.De cara havia a questao, ser ou não fascista , não dava pra não pensar nisso.Porque apesar de não ler as análises, alguns dos temas das discussões sobre o filme sempre acaham chegando, só dá pra fugir totalmente, indo pra Marte. ( Ou preenchendo diários de classe, claro).
Não achei fascista, não achei que faz a apologia ao Bope. Mas abre o flanco para essa interpretação, afinal, mostra o ponto de vista do Nascimento e isso, muitas vezes, acaba desenvolvendo uma cumplicidade entre espectador e filme.
Então, para um expectador mais afeito a porrada e que tem simpatia por "justiceiros", parece ser uma apologia.
Por mais que seja óbvio - e é obvio - é importante falar sobre a questão plástica do filme e no seu tempo: o ritmo dele é instigante demais,ele é visualmente interessante e os atores são um show à parte. Se eu disser mais uma vez que adoro Magner Moura, vou acabar ficando ridícula.Mas eu não temo o ridículo quando ele é bem intencionado e assim, repito: o cara é simplesmente um dos melhores atores que já vi.
Gosto de filme com narrador, gosto dessa coisa que acaba sendo uma forma de modelar meu olhar, direcionar. Nesse caso, o narrador era um personagem que eu sentiria aversão logo de cara. E senti mesmo.
Pra mim não adianta mostrar o lado "papai em crise", "marido com apartamentinho ferrado" para eu simpatizar: a História prova que homens terriveis no trato social podiam ser adoráveis em casa. O filme "A Queda - as últimas horas de Hitler", apresenta o fuhrer sendo carinhoso com o cachorro, entre um surto e outro, por exemplo.
Ao msotrar o cotidiano, o personagem deixa de ser apenas o Outro e o vilão por exelência,como ficou reduzido o Baiano ( em apenas uma cena ele é visto com a mulher e filho),passa ser um cara comum. E os caras comuns não são monstros, são?
Ah, gente, são.
E a HIstória prova.Mas para algumas pessoas, pode parecer que não.Esse é um dos pontos que abrem o flanco para a interpretação "pró bope", creio.
Impossível não ver como a autoridade, ou melhor, como o grande prazer no abuso da autoridade e da violência estão impressos no Capitão Nascimento.
Em busca de valores éticos louváveis - como a repulsa a corrupção e a convivência pacifica entre policiais e traficantes - Capitao Nascimento se advoga o direito de "trazer a doze".Assim, ainda que sob um objetivo correto, Nascimento cede/entra/mergulha na lei da selva.
Se alguém me disser que os traficantes fazem o mesmo, vou ficar irritada.Porque se a lei for usar as memas estratégias e regras da marginalidade, voltamos a barbárie. Aliás, é exatamente isso que vivemos, o que é deprimente.
Me apavoro em pensar que vivo em um mundo onde um ou outro "capitao nascimento" decide quem vive e quem morre. Policial e padre, pra mim, só à distância.
E muita distância.
Obviamente sei que o cotidiano deles é estressante e coisa e tal, não creio que seja possível não surtar eventualmente ,ou tomar bola, como o Nascimento.Mas isso não significa que direi que apoio. Tenho repulsa por justiceiros e afins, tanto quanto qualquer outro tipo de violência.
No conto "A Coleira do Cão", Rubem Fonseca demontra, de forma absolutamente genial, como um policial acaba se envolvendo, se deixando seduzir pela possibilidade de usar qualquer método, de estar além da lei e mais do que isso, de efetivamente se sentir envolvido pelo poder da violência: de ser pego pela "coleira do cão".
Nesse conto,filmado pela Globo com o excelente Murilo Benício, um delegado honesto tenta trabalhar dentro de uma esfera de lagalidade, até perceber que todos na delegacia - menos ele, como descobriu - estavam atravancados com uma rede de corrupção e abuso de poder.
Até que ele mesmo se sente seduzido, tomado, pela chamada coleira do cão, onde o poder, associado a uma fálica arma o transforma.
Inevitável pensar no prazer que proporciona aqueles policiais a chegada, o terror, o tal tapa na cara. Um amigo de infância, hoje policial no Rio , diz pra quem quiser ouvir que "dar tapa na cara é bom pra caramba".
O persongaem Neto, notadamente perturbado,com a cena hiper "Taxi driver" ,que seria o escolhido ( doido por doido...)para substituir o líder do BOPE é morto. Sua morte é vingada pelos companheiros. Sim, vingada, ou seja, um conceito fora da legalidade, onde o policial se torna também juiz e carrasco.
A responsabilidade dada ao coletivo, sintetizada na crítica ao uso do baseado dos universitários é e não é interessante. Em um primeiro momento, com minha patológica aversão ao Estado, penso que o coletivo pode e deve exercer seu poder: usar drogas cria a marginalidade? Em parte, sim.
Mas a questão principal é: usar drogas, pura e simplesmente, cria a marginalsidade?
Não.
Eu sei que vcs vão dizer que estou usando um grande clichê, mas por incrível que pareça, para alguns espectadores do filme , ainda há que se apontar: as condições sócio econômicas criam a marginalidade, em alguns casos, fica impossível fugir dela.
O fato de haver usuários de drogas não tornou eu ou você que está lendo, traficantes. Mas se nossas condições fossem outras, poderia ter tornado.
Eu confesso que me incomodei um pouco com a visão tortuosa que foi transmitida acerca dos universitários. Concordo em parte, mas como toda generalização é burra, creio que apresentar absolutamente todos os estudantes como "garotos-danoninho-esquerda-festiva" é exagero.E aquela aula que reduziu Foucault a papo de botequim com secundaristas foi o fim da picada. Ali era só pegar um professor para dar assessoria, porque um bom professor torna palatável textos densos. E se evitaria aquela cena - insólita - da aula.
Arnaldo Jabor inexplicavelmente acredita que tem a capacidader de traduzir o inconsciente coletivo, desta forma, diz que não foi o olhar sádico que teve peso sobre o público, mas a forma que o público se sentiu "vingado".Acho pertinente sua interpretação, mas acho tolo acreditar que uma chave explicativa dá conta da leitura do público.Aliás, ele disse isso baseado em quê? Achologia é terrível.
Fiquei pensando sobre as estratégias de treinamento do BOPE, em grande parte, parecidas com o treinamento espartano e também próximo ao que se vê expresso na pesquisa "Tortura Nunca Mais". Nesse caso, o policial tortura os amigos, passa por tortura. Depois disso, arrebentar com qualquer um fica fácil, principalmente se for o Outro, o inimigo, o diabo, ou sei lá como eles traduzem isso.
No momento da tortura, o cara confessa, mente, bota a mãe no meio, diz que assinou o livro do capeta com o sangue de bebês. Qualquer um que tenha lido Guinzburg ou outro historiador que pesquisou o Santo Ofício percebe isso.
Assim, acho que algum personagem que relativizasse um pouco esse olhar maniqueísta de Nascimento, que questionasse suas ações poderia contrabalaaçar um pouco a narrativa.Ainda que sob a ótica do BOPE, acho que tenderia a possibilitar uma interpretação mais aberta e múltipla.
Então, ainda que eu não acredite que o diretor tenha elaborado um filme para tecer loas a esses métodos policiais, me deparo com William Wach soltando essa piadinha-pérola, ao falar sobre corrupção da polícia.
"é..o capitão Nascimento não gostaria nada disso..."
Pois é, o capitão América também não.


*****post originalmente publicado em 2007.

Pretendo ver o Tropa de Elite II, então, vamos esquentando os tamborins.

04 outubro 2010

03 outubro 2010

Sexta Musical - The Smiths

"Você pode tirar uma garota dos anos 80, mas não pode tirar os anos 80 de uma garota"
(Nigella)




***publicado originalmente em janeiro.

27 setembro 2010

Cadê?




Nos dias que acordo assim, mal humorada, penso que todos as pessoas incríveis morreram.

20 setembro 2010

Dicionário de Gogoiês


Pra quem conviveu com minha avó Gogóia, era fácil entender. São termos antigos, uns reais, outros inventados por ela mesma.












Babilônia: mulher desarrumada, com roupa estranha. Pode ser substituido por "mal ajambrada". ex: " Olha aquela babilônia ali, ah,que coisa...!"

Guarda Vestidos :guarda roupa, ainda que seja de homem.Ex :"pega ali,no guarda vestidos dos meninos.".

Os "meninos":os sete filhos bigodudos.

As "meninas":as cunhadas velhinhas.


prestimosa : moça prendada e com iniciativa.



ajutório: Ajuda, auxílio nas coisas da casa. "Vivinha, você não vai dar um ajutório pra sua mãe?"


escrúpulo :nojo . Ex " Fulana não come isso, você sabe, ela é muito escrupulosa".



consetir : permitir, deixar.ex: "Papai jamais consentiria isso."

Tágio : apelido do irmão favorito, Carlos.


incomodada : menstruada.



escurruluimcumtrim : acabou. Não, não me peçam pra explicar, não faço a menor ideia.


macaco-do-rabo-comprido: aquele que pede de volta um presente que recebeu, baseado em uma historinha que ela contava. ex;" Devolve isso pra ela, seu macaco-do-rabo-comprido!"

$$$$ Ri muito.Alguém me "explicou" o significado correto para a palavra escrúpulo....rsr....bom,pessoa não-leitora, se ela usasse dentro do código correto...não teria porque estar nessa lista,certo?
ah,adivinha! Babilônia também significa outra coisa...rá!

19 setembro 2010

A Bienal que não houve ou O dia salvo por Kracjberg













Vamos começar aqui já deixando tudo bem claro: não sou historiadora da arte e me compreendo como alguém com um olhar no máximo curioso diante da arte, nunca com um olhar de conhecedor.
Mas como acredito que Marilena Chauí foi certeira ao questionar a fala do "discurso competente", me advogo o direito de dar meus pitacos, apenas enquanto indivíduo.
Porque, em útlima instância, se a arte só puder ser apreciada/criticada/discutida por conhecedores....ela perdeu parte da sua essência transformadora.
Dito isso, vamos às críticas.
Que porcaria de Bienal foi essa? Algúem me explica? E se alguém vier com o papo de discutir o vazio, juro que surto.
De todas as que fui - e sempre vou, porque adoro me emabananar em obras que não entendo e nem finjo que o faço, adoro ficar confusa, impressionada, divertida, assustada, diante das exposições - de todas as que fui essa, com certeza, foi a mais frustrante. Porque todas me provocaram algo e essa...bom, essa me provocou tédio.
Em mim e na meio dúzia de gatos pingados que rodavam em torno daquela exposição que parecia feira de ciências de colégio tosco.
A Bravo! comentou algumas obras, inclusive o escorregador ( parece que o artista estava dentro de um cinema, um técnico saiu irritado e o público começou a gritar "volta,Valério!", e em minutos todos gritavam a mesma coisa, o que leva a pensar sobre o comportamento de manada, essas paradinhas.Bacana, gostei.)
Mas sei lá...200 mil pro "Valério"? Isso dentro de um contexto que dizia que a Bienal estava com a grana reduzida?
Nem me alongo, porque vou me repetir, então, resumo da ópera:
Vazia, chata pra caramba, inodora, insípida.
E acho , realmente, que deixar um andar inteiro vazio é uma grande sacanagem, tanto com os artistas, quanto com o público: aí vira uma questão pragmática e política, é simplesmente retirar das pessoas o direito de interagir com produções artísticas.
Isso porque ainda li por ai que a Bienal não teria mais tanta importância, porque outras mostras assim acontecem na Europa e suprem esse papel
Eu li isso e me senti em Marte. Não preciso bem comentar, preciso?
É uma observação de um elitismo tão perverso que eu fiquei pasma ao ler.
Mas para salvar o dia havia uma exposição muito bacana na Oca, comemorando os 60 anos do MAM. Essa exposição está fantástica, com ênfase para o setor do Kracjberg, cuja obra eu já era fã...e diante do contraste da chatice anterior, só me deixou mais impressionada. A foto aqui do post é uma pequena amostra do trabalho dele, um polonês radicado no Brasil, totalmente envolvido com a questão ecológica.
A exposição toda está muito bacana, vale a pena ir.
O MAM também está interessante, com uma parte repleta de obras que são instrumentos musicais nonsense dos quais uma música igualmente doida pode ser tirada.
Foi um dia bacana, apesar do tédio da Bienal.
No dia seguinte, fomos na Cultura da Paulista, porque que havia lido duas resenhas muito interessantes sobre o Filho Eterno, uma do Alex Castro e outra do Antonio Marcos Pereira, e eu que nunca dei a menor pelota pra crítica, me acostumei a ver na Copa de Literatura um ótimo lugar para ter referências de livros bacanas.
E cá entre nós, um livro que fez o Alex Castro chorar em público? Ah, quase me rasguei de curiosidade, tinha que ler aquilo.
E O Filho Eterno, que li no mesmo dia e reli no dia seguinte, é uma mostra disso. Vou resenhar pra vocês, meus queridinhos, claro que vou. Mas dou a dica: comprem e leiam, porque é realmente um grande livro.
Mas a Sherazade aqui só conta no outro post.;0)


****publicado originalmente em 2008.

15 setembro 2010

Tem aluno que....


Faz uns mil anos que sou professora. Já tive aluno de tuuuudo quanto foi jeito: inteligente, engraçado, chato, preguiçoso, plugado, playboy, mano, emo ( juro que alguns eram bem legais), bem humorado, esforçado, cego, com Down, gênio, bipolar, adotivo, filho biológico, hetero, gay, com dificuldade, rico, bobo, generoso, agressivo, gentil, criativo, falante, calado, tímido, expansivo.
Outro dia um carro buzinava histericamente, dentro dele, um homem adulto ( adulto, povo, vejam isso) berrava: Vivien, Vivieeeeen, tiiiiaaaa!!!
Converso com alguns pelo orkut, vejo suas vidas, filhos, profissões. Morro de orgulho deles, me lembro de trabalhos, de micos, de saídas de estudos - que me deixavam de cabelo em pé e coração na mão.
Rimos juntos de coisas banais do passado. Dou uma de mãe e conto no twitter que a jovem jornalista que ali posta ia pra aula com uma boneca no colo, ela quas me mata, a gente se esborracha de rir.
Outros esqueci, outros faço questão de esquecr, porque, vamos lá, né? sou professora, não a Madre Tereza de Calcutá!
Mas acho que tenho um provilégio ímpar: eu consigo estar com eles em um momento nevrágico de sua vida, momento que eles só vão sacar o nível de importância décadas depois. Mas eu sei hoje e acho incrível.
É um provilégio ver essas jovens mentes se desenvolvendo.
Hoje foi um dos dias que isso ficou mais claro: passei parte da tarde escolhendo canções de protesto e outras ligadas à contracultura para um grupo de alunos muito especiais apresentar na Mostra Cultural da escola.
Vou ser muito, muito coruja se eu disser que eles escrevem bem, cantam bem, tocam bem, desenham bem...e PENSAM melhor ainda? Ah, vou ser, mas paciência. É uma moçadinha de ouro, povo.
E a apresentação? Vai ter trechos de Brecht, vai ter pinturas, vai ter uns lances cênicos e eu me pergunto se seria possível qu eu me realizasse tanto assim em outra profissão. Duvido. Como eu disse, é um privilégio.

13 setembro 2010

Lado de lá

Fui com minha mãe assistir Nosso Lar. Sim, queridos, eu sou uma dentro das altas estatísticas dos filmes espíritas, e sim, sou protestante. E viva a tropicália religiosa, minha gente!
Eu gostei, acho que o cinema brasileiro tem que abrir o leque mesmo, enveredar por diversas tendências e encher o cinema de brasileiro...assistindo brasileiro.
É bacana, fiquei torcendo para que aquilo exista mesmo.
O caso é que minha mãe e eu já combinamos: ela faz uma reforma nas casas e dá um upgrade no visual de lá e eu ensino o povo a fazer tabule.
Não vivo sem tabule, cidadãos, e parece que do lado de lá é sopa todo dia. Ah, não. Achei o lugar legal, mas sopa todo dia? Ai, gente, vou reclamar com a gerência.


20 agosto 2010

Colcha de Retalhos


@Adoro propaganda eleitoral: e não estou brincando não, gosto mesmo, seja pra rir, criticar ou realmente admirar.
Rio dos mesmos que todo mundo ri, daqueles que riem de si mesmos - e o que é pior - riem da gente também, pois a candidatura é uma palhaçada mesmo.
Critico os que discordo, seja pela postura, orientação política ou pela cara de vampiro brasileiro (hehe). Elogio a propaganda do PT, não apenas porque obviamente VOTO DILMA PARA PRESIDENTE, Marta pra senadora e Mercadante governador ( preciso de boas sugestões para deputados, mandem, please), mas porque está realmente bem sacada, bem estruturada e focada na desconstrução de estereótipos que a direita teima em tentar colocar.


@Descobri o Facebook. O primeiro momento de um contato com uma nova rede social é sempre de uma cegueira à lá Saramago. Mas os olhos se acostumam, a mente também e tudo fica divertido.


@Tenho ficado muito, muito pouco tempo on line, mas se fico, vou na Lola e você deveria ir também. Melhor impossível.


# Fui no aniversário da menina mais fofa do mundo: a Lia, filha da Karen e do Bia, amgios queridíssimos. Lá encontrei Belle, jvoem inteligente que eu adoro e de quem Daniel sente falta dos papos, pois mora nos EUA e vem pouco pra cá e ShiraPai e Fabiana.( Ainda não conheci o Francisco, mas nao vejo a hora.;0) )


# Fui com alunos na Estação Ciência e na Bienal do Livro, conto melhor depois de descarregar as fotos. Mas já adianto que foi ótimo, eles foram uns fofos.


# Um amigo da igreja que vou morreu de repente. O coração uma hora batia, minutos depois, não batia mais. Dá pra gente pensar como a vida é frágil e ridicula.
Toda hora penso em N. , sua mulher, e na dor de sua perda. Não dá pra falar nada, porque tudo fica pequeno.


Então é assim: coisas muito boas, coisas muitos ruins, coisas comuns. E a gente vai levando.


10 agosto 2010

"deitar e rolar" e "nem pensar"


Essa proposta quem me passou ontem foi a Luana. Fazer uma lista de personagens literários que eu levaria pra cama - nas palavras da Menina Eva, aqueles de "deitar e rolar" - e os que não passariam nem perto na porta de entrada, ou seja, os "nem pensar".
Vamos a isso...
***** categoria, "na cama com Vivinha"

Leitor, de Se um viajante de uma noite.. do Calvino. Apaixonado por livros, faz dessa paixão o elo com a Leitora. Interessante e meio inseguro, insiste em procurar se aproximar da Leitora, em um caminho interessante e curioso. Um homem sem pedantismo, alguém com quem eu passaria muitas horas.

Rambert, da Peste, de Camus. Um homem que "parecia à vontade na vida", jornalista inteligente, comprometido, confiável.


Athos, dos Três Mosqueteiros, de Dumas. Calado, intenso, protetor. Diferente do cansativo Dartagnan, do Bêbado Porthus e do misto de quase-padre e mulherengo Aramis.


D. Afonso da Maia, patriarca dos Maias, Eça de Queiroz. Creio que o único personagem de Eça que é íntegro, interessante, auto-suficiente. Uma espécie de Locke do Lost versão lusitana.
Não sei com um homem tão interessante foi criar um filho tão imbecil e um neto tão inútil.


Francisco Leal, de Amor de de Sombras, Isable Allende, fotógrafo, atraente, politizado e apaixonado.


Marcos, da trilogia Subterrâneos da Liberdade, de Jorge Amado. Arquiteto inspirado em Oscar Niemeyer, simpático ao partidão, mas sem ser militante 24h por dia, como os outros personagens. Um gentleman cool, uma delícia.


********** categoria "nem pensar"***************



Mathieu, da A Idade da Razão, Sartre. Eu já falei dele, nem vou repetir. Tem tudo o que desprezo em um homem.

Bentinho, de D. Casmurro, Machado de Assis, neurótico, monotemático, obsessivo. Divã nele!

Headcliff, de O Morro dos Ventos Uivantes, Bronte. Já falei dele na Lulu: atormentado, psicótico, um exemplo pseudo-romântico entendiante. Divã + lexotan.

Arhtur, versão Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley. Banana, dominado pela chata da mulher. Se ele vivesse atualmente seria barrigudo e ela usaria bobs no cabelo.

O Médico, do Ensaio Sobre a Cegueira, do Saramago. Apesar de ser casado com a mulher mais interessante do livro, consegue pular a cerca nas fuças dela. Um bosta.

Estebán Trueba e Pedro Terceiro, ambos de A Casa dos Espíritos, Isabell Allende. Duas faces da mesma moeda, representando a direita podre e sem principios e a esquerda vivendo om um violão e sem privacidade. Não olharia pra nenhum deles.

Dorian Gary, do Retrado de Dorian Gray, Oscar Wilde, um metrosexual sem ética. Tô fora.
.



***** texto publicado originalmente em 2007, quando eu ainda respondia todas as memes que me enviavam. E, olha, sabe que era bacana?

09 agosto 2010

AtaqueDeBobeira.com.br

















É isso que dá ter amigas desde a adolescência, as criaturas crescem, amadurecem, mas não adianta. Quando juntas, agem como se fossem as mesmas malucas que eram quando calouras na Unicamp, em 1989.
Ai na foto: Pat fazendo careta e puxando Frou para um lado, eu puxando pra outro e Frou rindo.
Vixe maria, tem jeito não...três retardadas, digo isso pra vcs.
Sorte minha, ter amigas há tantos anos e ainda fazer micagem. E fotografar. E colocar no blog.
Ou seja, é muita disposição pra pagar mico, né?
Isso é saúde mental, crianças, juro!

05 agosto 2010

Mais do mesmo ou Ói nóiiiis aqui traveis






















Dica muito, muito maneira do Julio, o blogueiro-viajante que dá dicas pra lá de interessantes.
Bom, segundo o Julio, eu deveria ir no restaurante O Leite, nas palavras dele :" Fica no meio de uma área meio caída, mas vale a pena ir."
E bora ver o que é que a baiana tem.




















Daniel, meu fiel escudeiro, também se amarra nessas frescurinhas deliciosas, e O Leite é rico nas melhores frescurinhas deliciosas que vocêr possa imaginar. Tem um ar retrô e muito charme.
Uma das coisas mais bacanas pra fazer em uma viagem é se deliciar com acepipes
( olha que palavra mais deliciosa, parece temperada, picante: acepipe)
Se isso vier embalado em um lugar cheio nhémnhémnhém, melhor ainda. Se isso tudo for acompanhado de Daniel: pronto, tá perfeito.
Dica do dia pra quem for pra Recife: vá n'O Leite.







04 agosto 2010

Os Botelhos em Olinda















Eu assino Vivien Morgato pra tornar o nome mais curto, mais prático. Mas também sou uma Botelho. Daniel não tem Botelho no nome, mas tem sangue e Felipe, meu blog-amigo há anos, também carrega esse sobrenome.
Não somos primos, mas o nome e a identidade em relação aos gostos poderiam dizer que somos.
Felipe´é arquiteto, mas deixou essa profissão pra ser diretor de teatro. O papo entre esse trio foi farto, fácil e rico: sabe quando há aquela facilidade de comunicação super rápida? Então.
Daniel virou fã.





Antes de sentar pra papear e comer a gente passeou por Recife à noite, vendo tudo de outra forma, e visitou uma igreja. Sai da pequena igreja, desci umas escadas e me espatifei no chão. Linda, loira e japonesa, benhê.
Não contente com isso, quebrei o tamanco e a gente teve que fazer uma pequena caça à uma loja aberta, pra poder comprar uma sandália de couro.
Devidamente calçada, a noite continuou. Me diverti muito, conversei pra caramba e foi, certamente, a noite mais bacana que passamos por lá.
Sem dúvida, as pessoas com as quais mais me identifiquei e com as quais mais gosto de conversar, encontrei aqui, na blogosfera.;0)



















29 julho 2010

Primeiro dia, tapioca e tubarões


Demorei muito pra contar sobre a viagem que fiz para Recife, porque voltei de viagem e continuei de férias: lendo, dormindo, vendo filmes, essas coisas boas e caseiras que dá pra fazer sem pausa em tempos de ócio.
Mas a viagem foi ótima. Primeiro porque viajar com meu filho é sempre bom,a gente gosta dos mesmos lugares, das mesmas comidas, tem o mesmo ritmo pra conhecer as coisas.
Depois porque vi amigos de blog muito queridos, conhecidos através da blogosfera há anos, mas ao vivo e à cores pela primeira vez: bom demais.

Assim que a gente chegou no hotel, decidiu sair pra dar uma voltinha básica: Boa Viagem é um bairro super bonito, coisa e tal. E toca a andar. O plano era achar uma barraquinha em frente ao mar, tomar um suco e comer um peixe ou qualquer outra coisa.
Mas só tinha tapioca.
Olha só, eu odeio tapioca. E tapioca em um banco alto, em mesa, todo incômodo? Nem a pau, juvenal.
Tudo é muito bonito, ventava deliciosamente, estava bom. Mas nada de peixe.
Passamos por uma construção grande, aparentemente um auditório ou algo do gênero, ao lado, uma escultura de uma mãe retirante e seus muitos filhos. Falei para o Daniel: olha ali, parece a mãe do Lula.
E para minha grata surpresa, é ela mesma. O lugar será um grande e bem estruturado Centro Cultural, com local para eventos, biblioteca, essas coisas.
















Eu adorei, além de sempre ficar animada em ver locais como esse, acho a homenagem mais do merecida, pois Dona Lindu foi uma mulher absolutamente guerreira e impressionante.
E toca a andar. Insisto nisso porque tomar um suco gelado na praia é uma das coisas mais relaxantes do mundo, e eu queria isso. Afinal, todos os locais litorãneos que conheço tem isso, com ofertas de coisas diferentes, mas tem mesa, cadeira, blá blá blá.
O fato, queridos, é que em Boa Viagem não rola, não tem. Existem várias - e super organizadas - barraquinhas à beira mar, mas não tem mesinha - snif - e muitos menos peixe. Tem tapioca pra todos os gostos, menos o meu, é claro.
Daniel sucumbiu à iguaria, mas foi fome mesmo, porque quando eu perguntei o que ele tinha achado, disse "é diferente", código pra dizer "odiei" sem ofender o cozinheiro, quando este está por perto.

O vento estava delicioso, o calorzinho perfeito, o lugar bonito.
Depois da malfadada tapioca, a gente voltou para o hotel, não sem antes eu pirar de medo de tubarões (depois de histórias de horror contadas pela tapioqueira e pelos cartazes mostrando manfibulas famintas).
O jantar foi no hotel mesmo, onde comi um dos melhores camarões da minha vida, servidos com toda gentileza.
O dia seguinte? Só no próximo capitulo....;0)

14 julho 2010

Músicas que dão um treco

Eu não sei exatamente se adoro esse vídeo porque o Jair Rodrigues está lindo ou se é porque acho os festivais emocionantes ou se é porque ele vibra demais ...ou ainda porque quando ele canta "porque gado a gente marca, mas com gente é diferente" o povo simplesmente delira. Não sei.
Só sei que adoro rever.



13 julho 2010

Recife, ah, Recife...





Preciso de muito tempo pra contar tudo, o ateliê de Francisco Brennand,a a coleção de Ricardo Brennand, meu medo de tubarões, as tapiocas que não gosto, os resturantes charmosos, Olinda...e principalmente, os amigos.
Encontrar amigos blogueiros foi muito, muito bacana e contarei tudo por aqui.
Por hora, leiam a queridissima Jan, e esperem por mais.;0)
Na foto: Jan, Daniel, eu e Cynthia.

03 julho 2010

"Hasta la vista, baby!"






O próximo post será de Recife. O Eckhout é pra entrar no clima da terra.
Notícias em breve! beijos.