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06 julho 2012
Nossa loucura de todos os dias.
Vi esse croqui do Louboutin no site Garotas Estúpidas e imediatamente lembrei da mania ensandecida de pés pequenos que assolou a China durante muitas décadas.
Apesar de reconhecer que o salto alto é uma tortura insana, confesso que cedo ao senso comum e acho bonito. E uso. E gosto. E até aprendi que o tal solado vermelho é leeeaaando.
Mas apesar disso tudo não posso deixar de pensar em quem foi o dono ou dona dessa ideia doida de colocar a gente com essa coisa no pé.
Mas ao olhar esse desennho e ver o pé deformado, torto, estranho, só pude me lembrar disso:
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15 outubro 2011
Eu e o Professor
No meu primeiro ano na Unicamp, nada foi como eu esperava. História não era o que eu achava...me sentia um ET quase todo o tempo, pois minha trajetória era tão diferente dos outros que não conseguia me sentir fazendo parte do grupo.
Eu vinha de escola pública, eu sempre tinha trabalhado e me via fazendo parte de um grupo que nunca tinha pago uma conta na vida, adolescentes no total sentido da palavra.
Uma hora ou outra eu cruzada alguém que também se sentia um et e a gente estranhava tudo naqueles rosados garotos burgueses.
Não que eu nao gostasse deles, até gostava, só não me identificava com praticamente ninguém. Aos poucos me ambientei e formei um grupo se seria coeso até o fim da graduação e se despedaçaria em trinta mil pedaços após a formatura, sobrando apenas aqueles que realmente tinham elaborado um laço de amizade muito profundo. Pra minha alegria, são meus amigos até hoje.
Estive a ponto de desistir, tinha passado em jornalismo também, mudaria de curso e pronto.
Mas foi ai que li o livro do Professor.
Foi o seu primeiro livro, considerado por ele até um tanto quanto ingênuo. Talvez ele tenha razão, se compararmos com os três posteriores( que, claro, li também)
Mas o livro era ótimo, inegavelmente.
O tal primeiro livro teve um impacto inesquecível nos meus vinte anos.
Me lembro de pensar que,se aquilo era fazer História, então aquilo eu queria aprender a fazer. Eu gostei de tudo: do objeto de pesquisa, da análise absolutamente peculiar das fontes, da maleabilidade única para lidar com a palavra.
Inegavelmente um grande historiador e um grande escritor.
Consegui uma bolsa trabalho, logo deveria prestar algum serviço pra unicamp. Tinha parado de trabalhar e não podia me dar ao luxo de viver de dinheiro de pai, nem combinava comigo.
Procurei Professor para auxilia-lo em sua pesquisa.Para surpresa de todos, ele aceitou. Era famosa sua recusa em aceitar bolsistas, pois efetivamente gostava da pesquisa e creio que não se via com um assistente pra fazê-la.
Talvez tenha aceitado ao ver meu jeito de deslumbrada que só as meninas de vinte anos podem fazer.( Claro, aos trinta isso se torna ridículo....rs)
Mas ao contar isso, me lembro de como fui toda sorridente pedir para ser sua bolsista, falei com ele em um lugar que nem existe mais, tomado pelas mudanças que houve no IFCH.
Ele me aceitou, mas não posso dizer que eu o tenha auxiliado.
Ele me orientou na minha primeira garimpada no Arquivo Edgard Leuenroth, comentou comigo minhas descobertas, riu de mim muitas vezes, corrigiu umas tantas, ensinou umas outras.As reuniões em que eu mostrava minhas primeiras descobertas, em que eu comentava as fontes que tinha trabalhado, foram, pra mim, inesquecíveis.
Eu me sentava na ponta da cadeira, falando demais pra esconder o embaraço, enquanto ele observava sorrindo e falando pontualmente.
Descobri todo um universo de jornais, revistas, boletins, micro filmes, História que ia se fazendo na minha vista.
Não desisti da História.
Fiz todos os cursos que pude com Professor, e voltei a fazê-lo 15 anos depois, como ouvinte, só pra matar a saudades.
Pra minha - grata - surpresa, ele se lembrava de mim. Mais contida do que aos vinte anos, ainda sorri internamente quando em uma aula ele disse." eu estava pensando no que a Vivien falou na outra aula"
Ele estava pensando no que eu tinha falado. Pensei "yesssssssssss...!!!"e tive vontade de dançar como o caranguejo da propaganda de cerveja,mas nao movi um músculo, claro. Não ter vinte anos tem suas obrigações....
No final da aula, uma menina bonitinha sorriu pra mim: "ele é o máximo, nao é?"
Sorri de volta. É ..ele é o máximo
****texto publicado originalmente em 2006.
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21 setembro 2011
O Amor nos Tempos do Brega
Esse cara aqui substituiu Elvis no meu Olimpo de Homens Maravilhosos.
Em 1978 eu tinha dez anos, queria crescer e me apaixonar por alguém tão fantástico assim.
Anos depois, teria namorados e maridos que seriam péssimos dançarinos, e curiosamente, o namorado que mais gostei foi único que dançava bem e gostava disso.
O clipe aqui, maravilhosamente cafona, elegantamente brega, era meu sonho de consumo na época.
Divirtam-se.
@@@post publicado originalmente em novembro de 2010.
Agora, confesse, é possível tirar os olhos dele?
Em 1978 eu tinha dez anos, queria crescer e me apaixonar por alguém tão fantástico assim.
Anos depois, teria namorados e maridos que seriam péssimos dançarinos, e curiosamente, o namorado que mais gostei foi único que dançava bem e gostava disso.
O clipe aqui, maravilhosamente cafona, elegantamente brega, era meu sonho de consumo na época.
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12 abril 2011
Assim, assado.......( requentando post por conta de um papo matinal)

( Hoje na sala dos professores, falei que volta e meia colocava coisas que tinham rolado com eles e/ou com outras pesoas aqui no blog. Um professor me perguntou se nomeio as pessoas ou como eu as identifico. Bom, eu faço assim, ó;)
Recebi umas amigas pra almoçar ontem. Primeiro estávamos eu, amiga UM , amiga DOIS e um amigo-vizinho. Assim, com um elemento do outro gênero presente, a conversa foi divertida, porém comportada.
História de vida, religião, piadas, comida, casamentos e outros badulaques.
Depois que meu amigo-vizinho foi embora, o papo virou papo-mulherzinha, claro....tem um momento que tem que virar.No meio da conversa, falamos sobre o Marco Aurélio Garcia, tinhamos sido alunas dele, três gerações de unicamp. Concordamos que é um gentleman, cachimbando e falando com a tranquilidade que lhe é peculiar.Falamos sobre como é cheiroso - com certeza, o homem mais perfumado que já vi.
A estrutura de sua aula é diferente dos outros, os demais professores estabelecem uma análise em relação à fonte, um trabalho que pretende formar historiadores efetivamente.
Marco Aurélio, por sua experiência e atuação, tem outro foco. A aula tende a ser mais panorâmica, digamos.Sempre com muita propriedade e profundidade, claro.
Mas amiga UM me saiu com essa.:
- Eu gostava dele, principalmente, porque ele é meio gordo.
Olhamos pra ela. Continuou:
- Eu gosto de gordo.
Continuamos olhando, porque eu nunca tinha visto alguém dizer isso assim, sorridente, peremptória.
- Eu gosto sim, gordo me da uma idéia de ...idéia de abundância....
E a palavra abundância veio junto com um gesto desenhando uma barriga imaginária.Meio grande, claro.
Ela exemplificou:
- ué, vocês estão estranhando? eu tenho uma amiga que gosta de magro, magriiiiiinho.......
- franzino..? perguntei - aquela carinha de homem que não come carne?? Assim é horrível....
- isso...ela diz que adora ver ossos, costelas....franzino, frágil. - ela explicou.
Nessa altura ríamos de tudo, gordinhos, magrinhos, ossudos e comedores de carne.
- eu gosto de bonzinho - emendei - gosto de inteligente, "bom moço", meio sorvetão...sabe tipo o Hugh Grant,aquela coisa meio tímida, meio engraçada? Acho uma delícia.
Todas riam do meu homem ideal.
- eu até gosto daquele estilo super chiquérrimo, meio Al Pacino no Poderoso chefão...mas aquele controle todo, aquela segurança, me deixa nervosa. Sempre acho que vou deixar cair algo no chão - eu disse - Além disso, eu sou facilmente "enganável"...não saco sutilezas, com um cara assim, me ferro muito.Prefiro não ter que ficar "interpretando",sou lerda pra essas comunicações sutis....rs... acho chaaato....
Amiga UM continuava:
- meu problema é que tenho 49 anos e os gordos dessa idade sao feios...
- ué, tem gordinhos de 40...- sugeri.
- mas eu acho horrivel me envolver com homens mais novos.....
Amiga DOIS,que opta entre homens muito mais velhos ou muito mais jovens, veio em seu socorro.
- você está sendo preconceituosa....deixa fluir......
Amiga UM ainda sonhava alto:
- nunca casei com um gordo.( amiga UM casou três vezes)...hummm...gordo de terno preto.....uma loucura!
Rimos de novo.Papo super mulherzinha, né?
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16 janeiro 2011
A sua anti-cara metade

Apesar de eu ser uma rendida aos filmes mais românticos, mais tolos, mais ingênuos do mundo, não compartilho a concepção de "alma gêmea". Sempre achei essa definição não apenas idiota, mas reducionista e fatalista. Cara, quem acredita nisso ou está angustiado porque perdeu a tal cara-metade ou está procurando em todos os lugares. Um saco.
Mas sempre achei que seria mais lógico haver um interesse por alguém que tivesse similaridades intelectuais, artísticas, políticas...Claro que o interesse pelo outro não é pautado pela lógica, não é tão "vulcano" assim.
Outro dia eu conversava com uma amiga muito próxima e ela me contava que está realmente interessada em alguém com um perfil totalmente diferente do dela. Não só ele não se interessa pelas "geekices" que ela adora, como tem um padrão de comportamento diametralmente oposto a todos os namorados que ela teve.
E ela me confidenciou que adora. Acha tudo uma delícia, acha a risada dele uma delícia e me afirmou que, apesar de conversar normalmente com ele, sua cabeça imagina milhões de outras coisas durante a conversa, a ponto dela rir em momentos inoportunos.
- E ele? - perguntei.
- Sei lá! E a gente consegue perceber se o cara está interessado ou não? Eu já sou devagar...e atualmente os caras são tão estranhos...- afirmou, rindo.
Ela me disse que gostava de tomar a iniciativa, quando isso não era moda. Agora que todas as mulheres fazem isso, ela prefere esperar, prefere ser cortejada.
Enquanto isso acontece, ela sorri e imagina mil histórias enquanto ele fala.
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04 novembro 2010
Porque os homens que não gostam de hq me irritam

Conversando com um fulano, recém apresentado pra mim, no Franz :
- O que é isso nessa sacolinha, história em quadrinhos?
- Sim.
- Você gosta?
- Adoro.
- Ah....é.....esse Marvel escreve bem mesmo, heim?
-...................
(2007- Colégio de freira)
Saindo da sala dos professores. O professor me pára:
- Vivien, você já viu o vocalista do Ira?
- Ahã...sei. O que é que tem?
- Lembrei de você, ele está parecendo aquele ET do Matrix....você vai saber, você gosta dessas coisas....
- ( ET...? Do Matrix..?) ( cara de dúvida)
- É...aquele assim...( faz um gesto de garra com a mão )
- Ah...o Wolverine...( sorriso amarelo )
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04 outubro 2010
Quem tem voz?
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21 fevereiro 2010
Sábado Em Cena - Matrix
Ok, sei que hoje é Domingo, mas a sessão se chama Sábado em Cena e adoro seguir as tradições que eu crio.
Enfim: escolher Matrix era algo claro para mim, pois é um filme emblemático que adorei, seja porque representa de forma genial a Alegoria da Caverna, seja porque os efeitos são inusitados, seja porque a narrativa é instigante. Acho que eu poderia continuar citando motivos.
O difícil pra mim foi definir uma cena - mesmo porque várias estão indisponíveis - porque existem várias cenas antológicas.
Escolhi essa pela força: ao descobrir sua essência Neo consegue dominar o exterior. Como sempre fui uma entusiasta do poder do sujeito face às estruturas, essa cena é fundamental para mim. E além de tudo, olha só a carinha do Keanu Reeves...ai, ai.
Enfim: escolher Matrix era algo claro para mim, pois é um filme emblemático que adorei, seja porque representa de forma genial a Alegoria da Caverna, seja porque os efeitos são inusitados, seja porque a narrativa é instigante. Acho que eu poderia continuar citando motivos.
O difícil pra mim foi definir uma cena - mesmo porque várias estão indisponíveis - porque existem várias cenas antológicas.
Escolhi essa pela força: ao descobrir sua essência Neo consegue dominar o exterior. Como sempre fui uma entusiasta do poder do sujeito face às estruturas, essa cena é fundamental para mim. E além de tudo, olha só a carinha do Keanu Reeves...ai, ai.
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04 dezembro 2009
Eu quero um Zeca Baleiro de Natal

Fui ver um pocket show do Zeca Baleiro na terça. Minha gente, minha gente, eu não sei o que rola, mas neguinho pega o violão, começa a cantar e vira um deus.
Ele é comum, baixo, um rosto praticamente anônimo: mas começa a cantar e a mulherada - me inclua aí - praticamente se joga no palco.
Com classe, claro.
O lance do pocket - além do fato de ser gratuito - é que como só cabem poucas pessoas, você fica ali, pertinho do cara, praticamente amigo de infância.
Ele assoou o nariz, se desculpando, perguntou:
- Vocês já viram Sinatra fazer isso? Que vergonha, no palco...
E todo mundo achando lindo.
Em outro momento:
- O que vocês disseram pra enganar essas crianças e trazerem elas aqui? Falaram que era show do NxZero? Do Freno?
Diante das risadas, perguntou diretamente a um menino de seis anos:
- E você...gosta do Fresno?
Surpreendentemente, o moleque não titubeoou:
- Toca Rauuuul!!!!
A gragalhada foi geral e quando ele tocou aquela música em que ele comenta o invitável "toca raul" da boemia, deu umas olhadas significativas pro molequinho.
Na minha frente, uma gordinha de cabelos muito vermelhos se rebolava em algo que ela acreditava ser coquete, dos lados, namorados sorridentes filmavam tudo com seus celulares.
Uma moça diz:
- Zeca, essa música foi ouvida agora, em Salvador! - e mostrou o celular.
Ele riu, todo charmoso:
- Ainda bem que não pago essa conta...quem era? baiano ou baiana? Baiana? Manda um beijo pra ela.
Gente, vamos combinar, apesar de rápida, é interação e é uma delícia.
O show foi bom demais, as músicas de lançamento, algumas já conhecidas, umas palavras aqui e ali.
A Frou sempre o achou atraente e eu sempre disse a ela pertencia que ele ao elenco de "gatos" dela: ou seja, homens feios. Porque a minha amiga adora homem feio, avemaria.
Mas nesse caso, eu reconheço: é um feio-bonito cheio de charme, mais Wagner Moura e menos Brad Pitt, sacumé?
Bom demais da conta.
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03 outubro 2009
Sobre água, rosas e caldeirões

Então, fiz o tal shiatsu. Só conhecia massagem tradicional, que adoro. Shiatsu foi a primeira vez.
O encantador nessa terapia é que o corpo físico está amalgamado com todas as questões emocionais, tal e qual na acupuntura, que também gosto muito.
Segundo a massagista, ao analisar os pontos que doem e os que não doem, dentro de mim há uma mocinha, uma criança que foi magoada. Olha isso.
Parece que minha fatia adulta até que está legal, o problema é com a Vivinha juvenil.
Isso está me interessando de sobremaneira. Essa viagem interna não foi proposital, aconteceu. Junto com outras mudanças - boas - veio uma vontade de caprichar no auto-cuidado, na auto massagem, nos banhos prolongados de banheira, em caprichar para uma noite de sono melhor.
Essa atração por água é velha, já comentei aqui no blog.
Mas a atração por flores, é totalmente nova. Não que eu não gostasse de ganhar flors, por exemplo. Sempre gostei, apesar de ter ganhado poucas vezes. Mas nunca comprei tantas flores pra minha casa, nunca senti essa necessidade quase visceral de tê-las por perto. Em especial, rosas, ando fissurada por rosas.
Se eu já gostava de cozinhar, isso se tornou mais do que u ritual, se tornou uma necessidade deliciosa, um momento meu, uma forma de expressão e conforto.
Estou fascinada por histórias de "bruxas", no sentido de compreender formas de expressão da feminilidade. O blog da vez, dentro desse movimento, é o Casa Claridade.
Vou contando pra vocês o processo de mudança.
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29 setembro 2009
Colcha de retalhos

Continuo fazendo uma super faxina nas minhas coisas. Essa limpeza geral está sendo um processo muito louco. Abrir pastas e encontrar cartas antigas, provas de vestibular(!), papéis inúteis misturados com fotos memoráveis é um exercício interessante. Se trata de liberar a vida de coisas passadas, que já não importam e de guardar aquilo que sempre vai importar.
Recebi um email de uma amiga que falava sobre isso, sobre liberar espaço para que as mudanças e as coisas boas possam entrar na vida. Então, que entrem.
Essa limpeza ainda vai ter várias fases. Quero organizar meus livros, que estão misturados, na maior balbúrdia. Quero olhar e saber onde está cada papelzinho, cada caderno, cada prato e cada copo.
Não vou chegar a etiquetar, "panelas", "liquidificador", como fazia o segundo marido de Dona Flor, o doido. Mas estou quase lá.
A sensação é muito boa, é de controle sobre a vida.
Acho engraçado como coisas tão prosaicas como arrumar armários possam ter um efeito tão grande na mente da gente. Acho fantástico.
****
Continuo também andando todos os dias com a Renildes. Gente, minha cadela é a Lassie.
Ela sabe o horário que andamos e me cobra isso. Posso zanzar pela escada o dia todo, na hora da saidinha dela, se subo...ela se rebola toda. Ontem latiu, em chamando, como não fui, voltou, quase com as patinhas na cintura, latindo:
"então, vamos ou não vamos?".
Fomos, claro. E tomamos chuva.
****
Ando conversando com um amigo de comecinho de adolescência. Uma coisa maravilhosa e rever um namoradinho de mil anos, não há cerimônia, como se continuássemos jovens tolos. Welcome aos enta, Vivien.
****
Estou relendo Garcia Márquez e eu definitivamente sei que meu amor é eterno.
****
Na quinta feira vou fazer shiatsu, ver uma amiga querida à tarde e outra amiga queria à noite. Meu projeto agora é ser feliz todo dia.
****
Apesar do Daniel me deserdar por isso, continuo assistindo a novela do Manoel Carlos do Leblon. Pão e circo para o povo, minha gente.
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31 julho 2009
Tipos de Homens

Bom,tem o intelectual espirituoso, que é o meu favorito. Diferentemente do intelectual padrão, ele não se sente na obrigação de gostar de filme iraniano, não faz cara de conteúdo e não lê por obrigação.
É aquele cara que conversa com naturalidade, bom humor - mas humor na medida, não é um macaco pulando - sabe ser sagaz de um tanto que faz você pensar que ouvi-lo é uma delicia. Principalmente de manhã, antes do café, ainda com a cabeça no travesseiro.
Fala sobre política sem ser dogmático, tem uma relação de fé, mas nenhuma religião.
Outra opção da enquete era o sarado de academia.Um saco. Acorda e dorme olhando os bíceps, come coisas integrais, lê página de esportes. Não vai ao cinema, vê dvd em casa e tem preconceito contra cinema nacional, que não conhece.
Usa tênis dia e noite, traça as colegas de malhação e é um babaca de carteirinha.
Alguém aguenta isso?
A terceira opção era o artista em crise. Bom, tem quem goste, recebeu votos e tudo.Mas eu, particularmente, durmo só de pensar. Está em crise criativa, pinta ou escreve coisas incompreensíveis, assiste aos espetáculos de mil horas do Zé Celso Martinez Correia, jura que adora mímica e bebe vinho barato. Bebe vinho caro, quando tem grana, mas como nunca tem, encara um porcaria mesmo.É até gente boa, serve pra ser amigo ou pra apresentar pra aquela amiga desesperada, mas não dá pra perder cinco minutos não.
Geralmente, edipiano e profundo.Ou uma tentativa de ser profundo.
O militante boêmio seria, certamente, minha escolha há vinte anos. Naquela época, nada era mais sexy pra mim: olheiras, copo na mão e revolução no discurso.
Hoje eu poderia até ser amiga, mas acordar ao lado desse é coisa pra mulher militante e boêmia. E não sou nada disso há muito tempo.
Esse é o cara que anima a roda, carismático e romântico. Mas com validade vencida.
Tipo "alfa" provedor tem suas qualidades, pode ser gentil, cavalheiro e isso é bom. Mas vamos combinar, os "alfa" tem uma nódoa de um machismo tacanho que só sendo muito lerda pra aguentar.
O cara paga a conta e grita isso, não gosta de maquiagem e não gosta de ler. Quando compra um livro, está na lista dos mais vendidos.
Leva em restaurante caro, mas não é gentil com o garçom.Tipo muito estranho.
O tipo "beta" é aquela coisa meio Edu Guedes, saca? Um tanto quanto assexuado, assumindo de vez seu lado mulher, vê novela,chora, faz a linha sensível.
Se eu encontro um tipo assim, soco a criatura até virar gente.Só digo isso. Passo.
Geek rpgista: eu adoro. Em geral são engraçados, do tipo que pode ficar horas falando sobre seriados antigos ou sobre Alan Moore. É meio tímido, mas surpreende no momento certo. Não bebe, toma litros de fanta uva e tem um personagem há anos com o grupo que joga.Dá caixa inteira de Star Trek no seu aniversário e liga várias vezes por dia.
Como eu disse, o tema aqui é brincadeira e convido você a brincar comigo. Escolha um e descreva do seu jeito. Vou gostar de ler.
******* Esse post foi publicado originalmente no ano passado, após uma enquete com os(as) leitores(as) sobre "tipos de homens".
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07 junho 2009
Eu e meu aniversário

Sexta foi o dia encontrado pra comemorar meu aniversário à noite.
Na segunda, dia em que fiz 41 anos, saí pra almoçar com minha mãe, Daniel e Solange, uma amiga queridíssima, de quem já falei aqui.
Na noite de segunda, comemos umas pizzas com meu tio e minhas primas e na sexta, saí com uma prima e algumas amigas.
O lugar escolhido foi a Apô, uma boate aqui da cidade. Como eu sou totalmente não-balada - inclusive torço o nariz pra essa expressão - explico porque escolhi esse lugar.
Quando me mudei para Campinas, em meados de 80, essa boate fervia. Obviamente eu não ia, pois tinha aversão patológica a qualquer coisa que pertencesse a mauricinhos e patricinhas.
Os anos se passaram e a tal boate mudou de lugar e de público. Ou melhor, continuou com o mesmo público...mais velho e modificado.
Eu não sou mais a militante com tênis furado e bottons, definitivamente, ainda detesto pessoas fúteis, mas acredito que aja outra coisa ali.
Adultos que querem sair e não topam tropeçar com adolescentes bêbados em todos os bares, por exemplo.
E, gente, adoro música anos 80, fazer o quê, adoro.
Me diverti muito, minhas amigas também. Desde o simpático sushi da entrada, até a despedida pra pegar o táxi, tudo foi bacana.
Quem estiver por aqui, recomendo: Apô para os maiores de 30, com certeza.
(Isso não vale pra Kidult e Cangurus, claro, quem tem 30 e acha que tem 20....pode continuar nas mesmas...ãh..."baladas".;0)
Beijos.
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02 junho 2009
M. ....de mico público!

(Esse post está ligado ao novo projeto do Leo, do Indizível, cuja proposta é falar sobre ...micos publicáveis. Vamos a isso.)
Isso aconteceu há anos.
Eu estava entrando no cabelereiro ( adoro ir ao cabelereiro, lavar minha cabeça lá é quase um prazer sexual) quando vejo um cara, com um bebê no colo, sorrindo pra mim.
- oi, Vivinha.
-* *glup* *
E quem disse que eu sabia quem era o sujeito? Vivinha é meu apelido favorito, mas é um apelido familiar, usado por poucos e queridos amigos. Quem era aquele fulano?
Bom, poderia ser um amigos dos meus irmãos....eles me apresentavam assim "minha irmâ, Vivinha".
Mas qual amigo....o nome....o nome....quem era esse fulano?
Minha cara de tacho era tão evidente, que ele disse, ainda sorrindo:
- não está me reconhecendo, né?
- desculpa - disse, entre aliviada e envergonhada - não estou.
- sou eu, Vivinha, o M.
- NOSSSAAA.....desculpa, eu...eu....me desculpa mesmo.....- rindo
M. tinha sido meu namorado. Por oito anos. OITO. A adolescência inteira.
Isso, eu tinha encontrado meu ex namorado, melhor dizendo, meu ex noivo ( fui noiva , uia que brega....rs) e não tinha reconhecido o cidadão. Ele estava ali, acompanhando a mulher no salão, coisa estranha.
Pra disfarçar, peguei o bebê no colo. Perguntei o nome, quando ele respondeu, caímos na risada.
A filha dele tinha o nome que EU havia escolhido pra filha que a gente teria um dia. Bizarro.
De qualquer forma, ele me mostrou a mãe do neném, trocamos um cumprimento amarelo.
O papo teve lá seus toques nostálgicos;
(Tem ido pro Rio? viu fulano? viu sicrano? sabia que fulano. blablablá.....ahhahah...blablablá...sério??? blablablá......)
Foi engraçado, foi estranho. Foi legal.
Foi super bacana ver o cara por quem fui extremamente apaixonada e nem saber quem ele era.
Foi muito bom saber que qualquer amor, arremedo de amor, pseudo-amor, ou coisa que o valha, pode ser totalmente superado, esquecido e...talvez até, esnobado, por que não?
He..he...gostei.
Foi mico, mas foi bom.
@@@@ texto publicado anteriormente em novembro de 2006.
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24 maio 2009
01 de junho de 1968

Eu adoro fazer aniversário. Já comemorei de diversas formas, em bares, indo pra São Paulo com o então namorado, cozinhando, fazendo festa com dj e show de dança do ventre. Há algum tempo descobri que o lance, pra mim, é comemorar em etapas: sem misturar tribos, como eu disse pra Clélia. Assim posso dar atenção e curtir os diferentes amigos, sem stress. Nada pior do que mesa de bar onde as pessoas não se conhecem, não tem afinidades e tem que puxar papo...parece que o papo bom sempre está laaaaa do outro lado da tal mesa.
Essa forma me deixa também esticar o prazer desse dia.
Ano que vem pretendo fazer uma mega festa, afinal, quarenta anos tem de ser comemorado.Ai vou querer misturar muitas tribos, inclusive amigos aqui do blog. Crianças, vão ensaiando, porque todo mundo vai ter que dançar até o sol raiar
Nessa foto aqui falta o Ricardo, mas ele vai ter outras pra compensar.
Nessa foto aqui falta o Ricardo, mas ele vai ter outras pra compensar.
Esses aniversários - como os da foto - eram feitos na casa da minha avó e juntavam toda a molecada da família. E era uma delícia.
Taí gente, há 39 anos, no dia 01 de junho, eu era um bebê.
**** publiquei esse texto quando ia fazer 39. Fiz 40 e a sonhada festa não rolou. Paciência, outra hora rola. O fato é que na segunda feira farei 41.
Claro que essa semana será a "semana clássica do balanço" ( fiz isso, não fiz aquilo, ainda falta isso, etc).
Continuo com o hábito de comemorar por etapas e vou contar depois como foi.
Ontem, passeando com a minha vira-latas Renildes, pensei como o final de semana foi bacana, como meu filho é demais e como moro em um lugar que adoro.
Depois disso, fiz uma lista - gigante - de mil coisas que quero fazer e ter.
Vamos a elas, torçam por mim.
Beijos.
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14 maio 2009
As meninas

O ano era 1989, o lugar era a Unicamp e as três calouras tinham entre 18 e vinte anos. Estavam sentadas em uma escada, no IFCH, próximas da secretaria. Falavam banalidades e riam, riam da mesma forma como fariam durante os próximos quatro anos,achando tudo engraçado, achando todos muito engraçados, e principalmente, achando a si mesmas muito engraçadas.
Uma delas interpelou as amigas:
- Olha ali, não é o pessoal que estava apresentando o Brasil- século XXI?
- Acho que sim, são eles mesmos...eles falaram hoje. Eu não assisti, fui só ontem.
- Aquele ali não é o Fernando Henrique Cardoso?
***** pausa: atentem para a data, ele era o então professor da USP e senador, foi antes de seus mandatos como presidente *****
- Ele mesmo, pô, bonitão, heim?
- Credo, fulana...que velho.
- ah, mas dá um caldo...
( risadas, comentários impublicáveis)
- Ele foi professor da USP ainda jovem, sabiam?
- É mesmo, professor da USP, ai, fiquei nervosa...
( mais risadas)
- Olha só, vou passar ali e dar uma bundada nele.
- ????
- Só uma bundadinha, ué.
- Que isso, fulana, tá maluca?
- Eu vou andando e ai, sem querer, eu esbarro nele. Mole, mole.
- Como assim, sem querer??
- Bom, pelo menos um dia, quando eu for mais velha, vou poder contar que dei uma esbarrada nele. Nossa, olha que chiquérrimo....
( risadas)
A menina foi andando, completamente rebolosa, chegando perto do então professor, deu uma bundada no fulano. Totalmente sem querer.
Ele virou, ficou olhando, divertido.
Ela foi embora, as outras riam ainda. E rindo foram pra aula.
*****publicado originalmente em 13/11/07
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13 maio 2009
O dia que eu não estava na lista

Acho que eu já disse aqui, tenho um fraco por professor. R. foi um amálgama de professor, namorado e amigo. Atualmente é leitor eventual dessa Casa, apesar da distância.
Ele foi quem me apresentou a alguns autores que nunca tinha lido, quem me estimulou a discutir e -segundo ele -foi a motivação pra eu fazer História.
Mas isso é egocentrismo dele.
O fato é que eu adorava suas aulas, isso é verdade.
Na época do Colégio, eu, R., Dri, seu então namorado e atual marido , Pitty, e outros amigos saíamos da aula e fazíamos um pit stop no bar da frente. Estudávamos à noite e sexta feira era obrigatoriamente dia de beber e jogar conversa fora.
Olhando agora, mais velha e infinitamente mais careta, acho um absurdo grande parte das coisas. Bebíamos por lá e íamos a pé até uma parte do Cambuí, cheia de bares, apelidada carinhosamente de Setor. Isso em uma era pré diluviana em que se podia andar a pé em Campinas, durante a noite.
Me lembro de uma noite , andando ao lado da prefeitura, quando um garoto de rua desceu correndo, disparado e apavorado, fugindo de dois jovens.
O garoto agarrou as pernas de R., talvez percebendo, de alguma forma, que poderia ser protegido por ele.
R.segurou o garoto, falou calmamente com os perseguidores - que haviam sido assaltados pelo menino - e resolveu tudo. Mas com uma firmeza, um olho no olho, que não deixava espaço pra discordar. Os caras foram embora, o garoto foi salvo. E eu só pensava : "uau..."
Acostumada aos colegas histriônicos, aquele controle todo da situação era cinematográfico pra mim.
Na época, me encontrava com meu amor eterno da época lá no Setor, ele saia da agência e ia direto pra lá. Tinha ciúmes de R., coisa que só fui entender mais tarde. Antes que eu mesma notasse, ele já tinha notado meu interesse. Se é que dá pra entender isso.
Após o fim do relacionamento com esse namorado, houve algo muito bacana com R.
Como eu estava saindo de um relacionamento que havia me ocupado toda a adolescência e eu estava muito "mudééérninha", vivemos uma coisa esquisita no melhor estilo "relacionamento aberto".Eu achava o máximo na época, mas de forma alguma repetiria a dose hoje em dia.
Como eu estava saindo de um relacionamento que havia me ocupado toda a adolescência e eu estava muito "mudééérninha", vivemos uma coisa esquisita no melhor estilo "relacionamento aberto".Eu achava o máximo na época, mas de forma alguma repetiria a dose hoje em dia.
Já disse, sou infinitamente mais careta.
Quando eu decidi terminar com ele, continuamos muito amigos.Tínhamos um gostoso ritual, cada vez que ele vinha pra Campinas:sair pra almoçar, conversar o dia todo, se despedir sem angústia. Era bom.
Depois, ficamos muito tempo sem nos ver.
Há alguns anos, nos reencontramos em São Paulo, ele vinha pra cá e combinamos de nos ver por lá.Um final de semana pra matar a saudade.
Já fazia alguns anos que não nos víamos. Foi bom e foi ruim. Acho que eu fui esperando o professor e ele foi esperando a aluna e "eles" não foram.Confesso que foi estranho.
Em um determinado momento, desse final de semana de remember, R. começou a relembrar as mulheres que passaram por sua vida. Sei lá porque. Fulana, Beltrana...todas lindas e inteligentes, blablabla.E eu ouvindo.
Mas ele me pulou. Eu estava deitada no sofá e pensei: "porra, ele me pulou".
Não corrigi, nem brinquei com isso. Só pensei que não estava na lista.Foi tão frustrante, me senti como se ele tivesse roubado algo que era "direito" meu, direito a parte de sua história. Talvez eu devesse ter dado um pedala bem dado, exigindo meus direitos, "ô meu filho, você está na minha lista, c***!"
Um dia ainda escrevo pra ele e digo isso. Ou deixo ele ler aqui.
**** publicado originalmente em 13/04/07.
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11 maio 2009
Ser ou não ser? (Sempre a mesma questão....)

Eu estava lendo o blog da Rosely Sayão agora há pouco. Vejam que interessante - e angustiante - a observação que ela faz:
"Em tempos de ideais individualistas, vivemos uma contradição: priorizamos nossa autonomia, mas queremos compartilhar nossa vida com um outro.Valorizamos o relacionamento conjugal porque, ao se tornar a base das relações íntimas entre pessoas da mesma geração, pode ser um antídoto para a solidão típica do nosso tempo. Podemos dizer que o casamento ganha importância cada vez maior na vida dos adultos.O número de separações é grande, mas o de recasamentos também. O problema é que não sabemos muito bem como conduzir essa relação tão peculiar."
Pois é, momentos de alteração de categorias, mudanças de paradigmas, tendem a dar um certo tombo em todo mundo. E aí, pintam as mais variadas questões: tenho amigos dentro de casamentos convencionais que adoram, tenho amigos dentro de casamentos tradicionais que se sentem presos e sufocados, gente que só namora e não pensa em casar, gente que nunca namora,gays festeiros, gays caseiros, mulheres que trabalham e querem ficar em casa, mulheres que ficam em casa e querem trabalhar, mulheres que trabalham e gostam, gente que sofre porque não tem filhos, gente que nunca vai ter filhos por opção, tem de tudo.
De qualquer forma, a dificuldade dos relacionamentos é algo inegável. Quem - como eu e algumas amigas - conseguiu comprar e sustentar uma casa sozinha ou com filho, acha difícil conseguir dividir isso com outra pessoa.
O mais estranho é que mesmo alguns casais que tem muito em comum - como eu tinha com meu primeiro marido - podem ser devorados pelo tédio. Devo confessar que esse divórcio foi causado, em grande parte, por imaturidade de ambos, mas a vida é assim.
Ela não é cor de rosa com desenhos, como querem algumas pessoas. (Alguém realmente tem saco pra esse tipinho de gente?) Pode até ser, mas não é pra grande parte das pessoas.
Meu segundo casamento foi um "juntamento", diferentemente do primeiro, não oficializamos nada. O que tornou mais fácil a separação, ou pelo menos, menos burocrática. Mas, ainda que eu ache meu segundo marido bonito e inteligente - e eu acho - percebo como chegar em casa e encontrar paz é uma dádiva divina. Sem ter que conviver com mudanças de humor inexplicáveis e outras chatices. Paz mesmo. Delícia.
(Deculpa, N., mas você sabe que era terrível!) O engraçado é que durante todos os anos que fomos namorados, ele não era tão instável. Ou era, mas eu podia me resguardar disso, dentro da minha própria casa.
Eu adoro minha casa e minha vida, com todas as coisas que conquistei sozinha, por minhas próprias pernas, sem pegar carona no sucesso de outros. Sou eu-comigo.
A forma de lidar com o cotidiano, com as contas, com as regras, a maneira de colocar um vaso ou a cortina, as manias, tudo isso fica cada vez mais difícil de ser compartilhado. Pode vir a ser uma boa experiência, mas ainda assim, árdua.
Não que o casamento seja ruim por definição. Não. Difícil, entendiante muitas vezes, mas não ruim. Mas ainda que tenha qualidades - e certamente as tem - fico me perguntando se ainda nessas próximas décadas saberemos como preservar a individualidade que valorizamos, com um relacionamento afetivo saudável.
Mas eu acho que é possível. Conheço poucos cuja felicidade me convence realmente, que parece algo sólido e não pra inglês ver. Porque em tempos de internet, vocês sabem, o povo faz uma graça que só por Deus....(risos)...tendo que provar sei lá o quê, pra sei lá quem, todo o tempo, sem descanso. ( Haja tempo disponível, vamos combinar..)
Mas , enfim, eu ainda creio em felicidade à dois, acredito sim, não costumo ver muita ...mas.. adoraria que um geek bonitão me ensinasse a brincar de casinha.
Aposto que seria divertido, duvido que seria perfeito, creio que seria humano.
Porque é assim que rola, não é?
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sex and the city
30 abril 2009
Saudade?

Minha mais recente mania é ficar séculos ouvindo músicas que finalizaram episódios de Cold Case - seriado policial-para-historiadores..rs - que adoro.
Essa daqui é uma que simplesmente não consigo mais para de ouvir.
Depois escrevo mais, agora vou ouvir novamente.;0)
Your Song (tradução)
Elton John
Sua Canção
É um tanto engraçado este sentimento interior
Eu não sou do tipo de pessoa que consegue esconder facilmente
Não tenho muito dinheiro, mas garoto, se eu tivesse
Compraria uma grande casa onde nós dois poderíamos viver
Se eu fosse um escultor, mas poxa, não sou
Ou um homem que faz poções em um show ambulante
Eu sei que não é muito, porém é o melhor que eu posso fazer
Meu presente é minha canção e esta é para você
E você poderá contar para todo o mundo que esta é sua canção
Talvez ela seja bastante simples, mas agora que está terminada
Eu espero que você não se importe (bis)
Que eu tenha colocado em palavras
Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo
Me sentei no telhado e retirei o musgo
Bem... alguns dos versos me colocaram em uma encruzilhada
Mas o sol estava adorável enquanto eu escrevia esta canção
É para pessoas como você, que a mantém viva
Então perdoe-me se eu esquecer, mas estas coisas eu faço
Perceba que esqueci, se são verdes ou são azuis
De qualquer maneira, bom... o que eu realmente quero dizer
É que seus olhos são os mais doces que já vi.
*** Em tempo:
gente, é só eu publicar uma música ou pseudo-falar de paixões antigas pra um monte de espíritos surgirem do passado, pensando que eu falo deles.
Se eu tivesse tanto cara querendo me cantar, como tenho ex com ego super aquecido...estava feita nessa vida.
( E isso vale pra VOCÊ também, querido ex e atual leitor diário...rs)
ô, coisa...rs
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queridos geeks
12 abril 2009
As flores de D. Beija

Essa coisa toda com o pé me trouxe algumas coisas. Trouxe tédio, por ficar enclausurada, preocupação por conta de meus alunos ficarem sem aulas, medo de que a saúde piorasse, etc e tal.
Mas como tudo tem não dois lados, mas muitos, consegui ver a quantidade de pessoas que se preocupam comigo.
Foi um tal de amigo vir, ligar, escrever, foi tanta gente dando carinho, que isso me reconfortou muito. Mas, para minha surpresa, descobri que uma pessoa, uma pessoinha baixa, estava feliz com tudo isso.
E a desocupada bate o cartão aqui no blog sempre, vocês acreditam?
Creiam, queridos, creiam, existem pessoas baixas assim. A ponto de terem uma vida tão vazia - e cheia de mentiras - que se contentam em saborear os problemas alheios.
Sim, claro, falta de divã, certo? Uma dieta pra queimar as banhas já seria um passo.
Mas eu acho realmente, que não devo dizer o que penso sobre esse ser esquisito. Mesmo porque, gastaria meu tempo e o seu com isso, não valeria a pena.
Portanto, lembro uma historieta de D.Beija e suas invejosas vizinhas:
"Um dia, um escravo entrega para D. Beija uma linda bandeija de prata, coberta com um finíssimo guardanapo. Ao descobri-lo, a cortesã vê que recebeu uma quantidade de esterco de vaca. Sim, cocô de vaca enviado como presente. Imediatamente, manda o escravo colher as mais belas flores do jardim e enviar de volta, como um presente.
Surpresa com a atitude, uma mucama pergunta a D.Beija porque ela mandaria flores para quem havia enviado fezes.
- Simples - responde, ela - cada um dá o que tem."
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