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03 setembro 2011

Natália Klein e o retrô





Claro que vocês já devem ter se deliciado com Adorável Psicose na tv.
A série tem um texto perfeito, engraçadíssimo e uma interpretação realmente adorável da própria autora.
Eu sempre penso em vários blogs que dariam boas séries, o meu por exemplo.;0)
(Momento cara de pau, nem noção)
O caso é que esse blog, Adorável Psicose, funcionou muito bem na tv. Os personagens sao incríveis, o texto é hilário.
Parte do tempo Natália passa na terapia, onde - vestindo suas habituais roupas de pin up - destila seu humor ferino e troca ironias com a dra. Frida, a terapeuta.
O tema relacionamentos é frequente, e por isso, podemos observar o cafonérrimo Cara-de-Bigode - que nunca foi nomeado e é exaustivamente chamado dessa forma - dando as cantadas mais horrorosas e caprichando no visual taxista.
Uma coisa que me chama a atenção, entre uma gargalhada e outra, é a decoração da casa da personagem.
Vai ao encontro do seu personalissimo estilo pin up - que eu adoro - e capricha na brincadeira retrô. As cores são muitas e são fortes, as peças tem uma boa mistureba charmosa, o armário eu vou imitar....até os puxadores ( em formato de rosinha, como andou saindo muito nas revistas de decoração) estão lá, lindos e loiros.
E se alguém me der uma escrivaninha turqueza como o dela, juro, terá meu amor eterno.

28 agosto 2011

A primeira revista de decoração a gente nunca esquece





Eu sei. Você já está de saco cheio de ver e rever esse slogan do comercial de soutien repetido em vários lugares, mas foi o que me veio na cabeça, tenham paciência comigo.
Eu devo ter comprado uma, duas revistas no máximo, em 43 anos de vida.
Aí, um dia, comecei a ver os blogs decór. E comecei a gostar.E comecei a gostar MUITO.
Em junho, próximo ao transplante, percebi que o tema me deixava relaxada e desencanava de toda a tensão do momento. ( rim novo, cirurgia, anestesia, internação, blá)
E cai de boca nos blogs. Daí passar para as revistas e curtir ambos concomitantemente foi um pulo.
Comprei vááááárias. Estou com uma pilha. Compro sistematicamente e me divirto horrores.
E a primeirinha é a minha favorita: Minha Casa. Porque sua proposta vai ao encontro dos meus desejos e minhas necessidades, ou seja, propostas factíveis, que apostam em preços bons e no Faça Você Mesmo.
As reportagens são dinâmicas, o passo-a-passo é claro, os ambientes fofos, as dicas quentes, como não gostar?
Isso tudo faz dela uma publicação antenada com as tendências do momento, plugada na demanda das pessoas que querem ter uma casa cute e não querem pagar os olhos e parte da orelha pra isso.
Se eu fosse você, eu comprava.


( Pra quem tem mais de trinta e alguns anos, me perdoe novamente, tasquei uma versão de outra propaganda de lingerie antiga...ha´!)

29 abril 2011

Gilberto Braga lado A e lado B


Se a novela é de Gilberto Braga, eu nem vou pestanejar, vou ver porque será ótima. A lista de produções que saem daquela careca é grande e bela, nem preciso me dar ao trabalho de citar.
E nessa última - Insensato Coração - ele confirma seu talento para a teledramaturgia.
Acertou com a comunidade negra ao colocar como garanhão voraz um homem negro. Como já dizia o editor da revista Raça, para além de discutir o racismo, há que se trabalhar a imagem do afrobrasileiro, combatendo, assim, os discursos conservadores, tolos e burros que permeiam a fala racista.
Acertou com a comunidade gay: a múltipla tipificação vai desde o divertido de plantão - aquele que tem tiradas sardônicas, rápidas e irresistíveis - passando pelo bem resolvido profissional, apresentando alguns dentro do armário e criando um universo em torno disso. Sem falar do grotesco homofóbico, anacrônico e reprimido. Tudo correto, em cima, na veia.
Acertou demais na estrutura da trama: personagens que entram e saem no decorrer na história, dando leveza e revigorando as tramas secundárias com charme.
Mas errou com as mulheres. Vixe. A protagonista é uma pentelha - verdade seja dita, seu par também o é - a profissional da vez, apesar de aparetemente bem sucedida, era monotemática no esqueminha "vou conquistar o fulano". Mantra repetido pela peseu frigida Leila que descobriu o sexo e decidiu caçar o santo milagreiro.
Apesar de eu temer parecer ser moralista, o fato das mulheres da novela - aos milhões - fazerem sexo com qualquer um a qualquer hora me confunde: é pra parecer controle do seu próprio corpo ou trivialização do sexo no limite mais pirado?
Estilo: oi, bom dia, quer subir no meu apê? E o cara pega? Inacreditável.
A personagem Bibi, apesar de realmente engraçada, seria uma personagem caricatural e isso funcionaria, creio, mas dentro desse contexto, não sei. O que me incomoda é isso, grande parte das personagens femininas ou fala de homem, ou corre atrás de um....ou é uma chata padrão,no melhor estilo mulher tpm. Sobram poucas personagens fora desses estereótipos.
No mais, insisto que minha dúvida em relação a promiscuidade não se restringe ao comportamento feminino: o mundo mudou tanto e eu é que não sei? Todo mundo agora vai pra cama com estranhos todo dia, tipo escovar os dentes? Que medo.

O labirinto do fauno



É na casa de M. e A. que faço maratonas Hero, como já contei aqui. A próxima será Lost e mal posso esperar.
Nessa semana, entretanto, assistimos a um filme: O Labirinto do Fauno.
Não vou me dispor a fazer uma análise dele, me falta traquejo e leitura sobre isso. Vou falar apenas como alguém que assistiu e se apaixonou pelo filme.
O filme é cuidadoso, sutil, envolvente. Duas narrativas - realidade e ficção - andam lado a lado na construção da história, mesclando-se todo o tempo de forma a fundir sonho e vida real.
O tom de contos de fadas misturado com terror se insere de forma intensa no momento político do filme, a guerra civil espanhola. Esse conflito violento foi retratada em Guernica de Picasso, mas como argumentou o diretor, é pouco discutido e relembrado fora da Espanha.
A violência chocante, a resistência corajosa, o medo constante, a criatividade das fantasias, tudo inebria. Não saberia como descrever esse filme em outras palavras a não ser: chocante e inebriante.
Além disso, assistir ao making of do filme é um prazer raro: ao invés do blablabalba convencional dos atores, assistimos a uma análise profunda e impressionante da história e dos personagens.
Eu adorei me perder nesse labirinto.Qualquer um que tenha sido uma criança que encontrava forma de escapar dos problemas reais dentro de um livro vai adorar se perder ali. Perca-se por lá também.



*****publicado originalmente em 07/03/2007

26 janeiro 2011

1976






Eu me lembro muito, muito vagamente, pois tinha oito anos. Mas me lembro de ouvir a música e achar a novela linda.
Um jovem escultor e sua musa, apaixonados e separados por décadas. Ele com vários casamentos, ela com um longo (Mário Lago?.

Vejam a cena final e me digam se Lauro Cezar Muniz não é o Cara....

17 dezembro 2010

Wagner Mouravilhoso


Voce quer saber por que Wagner Moura e intelectualmente mais interessante do que a maioria dos ourtos atores?

Entao, leia isso.

09 novembro 2010

Roda Viva versão "Como É Essa Coisa?"









Alguém por favor por de explicar exatamente o que aconteceu com o Roda Viva? Primeiro: é sério que o Heródoto Barbeiro dançou porque perguntou sobre os pedágios para o José Pedágio Serra? Sério?
Ah, caraca.
Bom, pra quem quatro blocos, sendo que o último serve para o "balanço" dos participantes. Em outras palavras, todo mundo diz que foi bom, ótimo, muito rico e que gostaria de fazer mais perguntas para o entrevistado, que dá uma jogada de confete de volta.
Sabe jogador dando entrevista? Falando sempre a mesma coisa? "Vamos dar tudo de si (sic), fazer um bom jogo, um grande futebol, o time está unido e seguir a instrução do professor e blábláblká". Gente, é igual. Mesmo papo repetitivo, inútil e abosolutamente previsível.
Augusto Nunes, que era meu ídolo na adolescência e juventude, por quem eu suspirava pelo charme e pela inteligência, está um fiasco. Não tanto pela aparência, os anos o atingiram em cheio, mas ainda dá um caldo. Mas perguntas superficiais, má condução de resposta, impaciência e outros problemas me fazem olhar pra ele com profunda decepção.
Marilia Grabriela é uma chata, mas isso não tem conserto. O pior de tudo é que ela e Paulo Moreira Leite gesticulam tanto que me lembram a entrevista - no mesmo programa - de José Celso Martinez Corrêa, que estava tão histriônico que as pessoas começaram a escrever perguntado se ele estava drogado. Um pé.
O que mais me incomoda mesmo são as perguntas vagas, mal elaboradas, que se repetem com aquela profusão de gestos e terminam com "como é essa coisa? " ou " como é isso?", o fim da picada, o fim dos tempos, o apocalipse das entrevistas.
No Roda Viva de ontem estava Contardo Calligaris - pausa para o suspiro apaixonado - que foi absolutamente brilhante e charmoso como sempre. Parecendo ficar surpreso com o nivel das perguntas. Quando indagado por Augusto Nunes se "ele conseguia se analizar ou precisava de alguém para isso", respondeu com um certo sorriso matreiro que "não se analizava, porque ninguém se analiza, é preciso do Outro para isso".
Sem desenvolver a resposta, foi quase lacônico, como quem diz: meu filho, pesquise antes de falar batatada...
De resto, a entrevista por boa por conta dele. Mona Dorf, jornalista convidada, foi sem sombra de dúvidas a melhor e mais elaborada. O resto..."ah, como é esa coisa?"
Faça-me o favor.

05 outubro 2010

'"Tropa de Elite, osso duro de roer" - post sobre o primeiro filme







A primeira pessoa que vi falando do Tropa de Elite, foi a Andréa .Eu nem sabia o que era BOPE.De lá pra cá, fugi dos textos que falavam do filme, para tentar assistir com menos bagagem,com mais abertura para minha propria análise.De cara havia a questao, ser ou não fascista , não dava pra não pensar nisso.Porque apesar de não ler as análises, alguns dos temas das discussões sobre o filme sempre acaham chegando, só dá pra fugir totalmente, indo pra Marte. ( Ou preenchendo diários de classe, claro).
Não achei fascista, não achei que faz a apologia ao Bope. Mas abre o flanco para essa interpretação, afinal, mostra o ponto de vista do Nascimento e isso, muitas vezes, acaba desenvolvendo uma cumplicidade entre espectador e filme.
Então, para um expectador mais afeito a porrada e que tem simpatia por "justiceiros", parece ser uma apologia.
Por mais que seja óbvio - e é obvio - é importante falar sobre a questão plástica do filme e no seu tempo: o ritmo dele é instigante demais,ele é visualmente interessante e os atores são um show à parte. Se eu disser mais uma vez que adoro Magner Moura, vou acabar ficando ridícula.Mas eu não temo o ridículo quando ele é bem intencionado e assim, repito: o cara é simplesmente um dos melhores atores que já vi.
Gosto de filme com narrador, gosto dessa coisa que acaba sendo uma forma de modelar meu olhar, direcionar. Nesse caso, o narrador era um personagem que eu sentiria aversão logo de cara. E senti mesmo.
Pra mim não adianta mostrar o lado "papai em crise", "marido com apartamentinho ferrado" para eu simpatizar: a História prova que homens terriveis no trato social podiam ser adoráveis em casa. O filme "A Queda - as últimas horas de Hitler", apresenta o fuhrer sendo carinhoso com o cachorro, entre um surto e outro, por exemplo.
Ao msotrar o cotidiano, o personagem deixa de ser apenas o Outro e o vilão por exelência,como ficou reduzido o Baiano ( em apenas uma cena ele é visto com a mulher e filho),passa ser um cara comum. E os caras comuns não são monstros, são?
Ah, gente, são.
E a HIstória prova.Mas para algumas pessoas, pode parecer que não.Esse é um dos pontos que abrem o flanco para a interpretação "pró bope", creio.
Impossível não ver como a autoridade, ou melhor, como o grande prazer no abuso da autoridade e da violência estão impressos no Capitão Nascimento.
Em busca de valores éticos louváveis - como a repulsa a corrupção e a convivência pacifica entre policiais e traficantes - Capitao Nascimento se advoga o direito de "trazer a doze".Assim, ainda que sob um objetivo correto, Nascimento cede/entra/mergulha na lei da selva.
Se alguém me disser que os traficantes fazem o mesmo, vou ficar irritada.Porque se a lei for usar as memas estratégias e regras da marginalidade, voltamos a barbárie. Aliás, é exatamente isso que vivemos, o que é deprimente.
Me apavoro em pensar que vivo em um mundo onde um ou outro "capitao nascimento" decide quem vive e quem morre. Policial e padre, pra mim, só à distância.
E muita distância.
Obviamente sei que o cotidiano deles é estressante e coisa e tal, não creio que seja possível não surtar eventualmente ,ou tomar bola, como o Nascimento.Mas isso não significa que direi que apoio. Tenho repulsa por justiceiros e afins, tanto quanto qualquer outro tipo de violência.
No conto "A Coleira do Cão", Rubem Fonseca demontra, de forma absolutamente genial, como um policial acaba se envolvendo, se deixando seduzir pela possibilidade de usar qualquer método, de estar além da lei e mais do que isso, de efetivamente se sentir envolvido pelo poder da violência: de ser pego pela "coleira do cão".
Nesse conto,filmado pela Globo com o excelente Murilo Benício, um delegado honesto tenta trabalhar dentro de uma esfera de lagalidade, até perceber que todos na delegacia - menos ele, como descobriu - estavam atravancados com uma rede de corrupção e abuso de poder.
Até que ele mesmo se sente seduzido, tomado, pela chamada coleira do cão, onde o poder, associado a uma fálica arma o transforma.
Inevitável pensar no prazer que proporciona aqueles policiais a chegada, o terror, o tal tapa na cara. Um amigo de infância, hoje policial no Rio , diz pra quem quiser ouvir que "dar tapa na cara é bom pra caramba".
O persongaem Neto, notadamente perturbado,com a cena hiper "Taxi driver" ,que seria o escolhido ( doido por doido...)para substituir o líder do BOPE é morto. Sua morte é vingada pelos companheiros. Sim, vingada, ou seja, um conceito fora da legalidade, onde o policial se torna também juiz e carrasco.
A responsabilidade dada ao coletivo, sintetizada na crítica ao uso do baseado dos universitários é e não é interessante. Em um primeiro momento, com minha patológica aversão ao Estado, penso que o coletivo pode e deve exercer seu poder: usar drogas cria a marginalidade? Em parte, sim.
Mas a questão principal é: usar drogas, pura e simplesmente, cria a marginalsidade?
Não.
Eu sei que vcs vão dizer que estou usando um grande clichê, mas por incrível que pareça, para alguns espectadores do filme , ainda há que se apontar: as condições sócio econômicas criam a marginalidade, em alguns casos, fica impossível fugir dela.
O fato de haver usuários de drogas não tornou eu ou você que está lendo, traficantes. Mas se nossas condições fossem outras, poderia ter tornado.
Eu confesso que me incomodei um pouco com a visão tortuosa que foi transmitida acerca dos universitários. Concordo em parte, mas como toda generalização é burra, creio que apresentar absolutamente todos os estudantes como "garotos-danoninho-esquerda-festiva" é exagero.E aquela aula que reduziu Foucault a papo de botequim com secundaristas foi o fim da picada. Ali era só pegar um professor para dar assessoria, porque um bom professor torna palatável textos densos. E se evitaria aquela cena - insólita - da aula.
Arnaldo Jabor inexplicavelmente acredita que tem a capacidader de traduzir o inconsciente coletivo, desta forma, diz que não foi o olhar sádico que teve peso sobre o público, mas a forma que o público se sentiu "vingado".Acho pertinente sua interpretação, mas acho tolo acreditar que uma chave explicativa dá conta da leitura do público.Aliás, ele disse isso baseado em quê? Achologia é terrível.
Fiquei pensando sobre as estratégias de treinamento do BOPE, em grande parte, parecidas com o treinamento espartano e também próximo ao que se vê expresso na pesquisa "Tortura Nunca Mais". Nesse caso, o policial tortura os amigos, passa por tortura. Depois disso, arrebentar com qualquer um fica fácil, principalmente se for o Outro, o inimigo, o diabo, ou sei lá como eles traduzem isso.
No momento da tortura, o cara confessa, mente, bota a mãe no meio, diz que assinou o livro do capeta com o sangue de bebês. Qualquer um que tenha lido Guinzburg ou outro historiador que pesquisou o Santo Ofício percebe isso.
Assim, acho que algum personagem que relativizasse um pouco esse olhar maniqueísta de Nascimento, que questionasse suas ações poderia contrabalaaçar um pouco a narrativa.Ainda que sob a ótica do BOPE, acho que tenderia a possibilitar uma interpretação mais aberta e múltipla.
Então, ainda que eu não acredite que o diretor tenha elaborado um filme para tecer loas a esses métodos policiais, me deparo com William Wach soltando essa piadinha-pérola, ao falar sobre corrupção da polícia.
"é..o capitão Nascimento não gostaria nada disso..."
Pois é, o capitão América também não.


*****post originalmente publicado em 2007.

Pretendo ver o Tropa de Elite II, então, vamos esquentando os tamborins.

31 maio 2010

P.C , o melhor do youtube

Esse cara é absolutamente genial. Eu já comentei aqui, descobri através da Época - é por essas e outras que gosto tanto desta revista...- e foi só assistir pela primeira vez para ficar completamente fã.
Assista e ria. Eu adoraria saber estruturar minhas críticas assim, porque concordo muiiiito com ele. Assista, assista.
MasPoxaVida.


10 abril 2010

@EncForadoEixo



A coisa já começou certa pelo título: uma proposta que tira o foco dos grandes centros e passa a oferecer discussões em outras paragens.
Eu vi o #encForadoEixo divulgado no twitter, vi que ia ser aqui em Campinas e fui.
Cheguei totalmente estranha no ninho, imediatamente percebi que a maioria transitava por áreas ligadas à publicidade e não é esse meu foco de interesse. ( A não ser quando é pra ler os textos perspicazes e críticos da Denise, Lola e Baxt). Enfim.
Confesso que pensei como Angeli faria a festa, traduzinho caricaturalmente os tipos presentes...porque todos somos tipos, vamos combinar. ( Nada pessoal, queridos, quando vou a encontros de historiadores, penso a mesma coisa.)
O encontro teve um caráter informal que me agradou e que vai ao encontro da própria internet, que ao aproximar pessoas que forma substancial, quebrou certos paradigmas de conduta.
O início foi antológico: um professor da PUCC, Wagner Mello, abriu as apresentações.
Começou demonstrando total falta de familiaridade com as novas propostas midiáticas e educação, pois, ao se sentir incomodado com o banner eletrônico que reproduzia uma página de twitter, FICOU EM PÉ NA FRENTE, eu juro sobre o pc, ele fez isso. Ficou lá, em pé, para que as pessoas prestassem atenção somente nele.
Olha, alguém que não compreendeu que nativos digitais conseguem assobiar e chupar cana ao mesmo tempo, não pode falar de novas mídias e educação.
Ele divagou sem transparência conceitual: citou alguns autores de forma superficial que ficaram ali, sem que houvesse, efetivamente, uma condução de seu raciocínio.
E citou Aristóteles em inglês. Gente, foi uma tentativa bobinha de dar um ar acadêmico à apresentação. Quer citar no original? Cita em grego, então...rs
De resto, a apresentação mostrou tentativas ainda rudimentares de se implantar elementos relacionados à novas mídias dentro da faculdade campineira.
E não pensem que vou puxar sardinha para minha universidade não, porque não vou. Já ouvi cada batatada na Unicamp sobre internet e afins que nem sei como sobrevivi.
Acredito que a Educação como um todo continua encerrada em um olhar extremamente preconceituoso em relação à rede e suas - gingantescas - possibilidades. Para além disso, há que se perceber um receio patológico em minha classe em relação à mudança de paradigmas ( Eu sempre juro que não vou repetir clichês, mas é mais forte do que eu, me domina.)
Ao final da apresentação, depois de ter sido convidado a falar sobre cases de sucesso por um integrante do auditório e NÃO fazendo isso a contento - por razões óbvias - o palestrante foi indagado por @cerasoli da seguinte forma:
- Professor, esquecemos de perguntar: qual é sua arroba?
O professor, diante do mediador atônito, solta uma sonora gargalhada e diz:
- Isso depois eu respondo.
Pessoas, pessoas, ou ele não entendeu a pergunta, ou não tem twitter. Seja um caso ou outro, o que ele estava fazendo ali?
Para deixar o público feliz, entretanto, tivemos a presença de @luizcarioca, redator e blogueiro, que acertou a mão o tempo todo. Ou quase.
Citou os autores na mosca e colocou um vídeo que eu procurava já tempos, pois só havia assistido em um curso, Michel Serres, relativizando as "perdas" da tecnologia.
G-e-n-i-a-l.
O redator narrou experiência profissional, contou situações, deixou claro que opta por experimentar algo para realmente compreender seu processo, como fez com seu Blog: criou um para entender sua dinâmica.
Eu disse pra ele que achava que tinha mandando um grande unfollow, mas nem me lembrava o motivo, mas ele já havia avisado a plateia que sua fala nem sempre é suave, mas pode pegar na veia mesmo. Por isso, volta e meia, recebe uns unfollows nervosos. Melhor assim, nada pior do que povo que faz média.
É importante salientar que @luizcarioca tem um domínio fácil do público e que, certamente, todo mundo ficaria muito mais tempo ouvindo-o falar sobre sua forma de enxergar a rede.
Claro que ao se definir como anarquista eu imaginei Kropotkin rolando em cólicas: publicidade/consumo e anarquia só podem estar na mesma frase se for para um negar o outro, né, crianças?
Após um coffe que propiciou um papo com as pessoas, a palestra final foi do @interney: essa passeou por outras paragens.
Edney Souza, o @interney, se absteve de citar autores: fez uma apresentação correta, enxuta, pragmática. Optou por não discutir essas questões em nível acadêmico e mandou bala fazendo uma apresentação que era um relato do trabalho feito pelas agências publicitárias que utilizam novas mídias, especificamente, a @pólvora.
Para meus espanto total, pouquíssimas pessoas tinham visto o vídeo do greenpeace, censurado pela Nestlé, fato que o inspirou a dar um cutucão bem dado. Afinal, povo, a plateia ali não era formada por profissionais que se interessam por novas mídias e blablablá? Putz, mexe a bunda, cidadão.
Também me surpreendeu a pouca quantidade de perguntas para ele: visto que é uma das pessoas pioneiras nessa área, não havia nada que eles quisessem saber?
Estranho.
Mas creio que a plateia tenha gostado, pois a apresentação teve um forte cunho profissional: o cara sabia o que estava falando. Não estava baseando em hipóteses ou suposições, estava falando sobre algo do seu cotidiano.
Eu gostei do Encontro, certamente irei nos outros: só não prometo elogiar tudo ou ser "neutra", porque ninguém faz História e sai acreditando em "neutralidade". Mas prometo ser justa, ou procurar ser.

01 abril 2010

Novela : lado A e lado B



Eu vejo novela e gosto: só colocam porcaria no ar porque querem, afinal, existem autores de talendo e atores fantásticos.
O caso é que seriar uma história não faz dela, necessariamente, uma má história. Mas como já contei aqui, conversando com um amigo que hoje é roteirista da Globo, ouvi algo mais ou menos assim; "Temos que escrever porcaria, porque nivelamos por baixo, competimos com porcaria...". Triste, heim?
Mas o fato é que assisto. E sempre achei que comunicação de massa TEM que ser discutido, dada o seu poder, a sua inserção social.
Vamulá.
No caso da atual novela das oito, Viver a Vida, tenho alguns pitacos a dar:

* Atuação magistral de Aline Moraes e Lilian Cabral, que conseguem se superar a cada trabalho.

* Mateus Solano arrasando na pele dos gêmeos. Além de um ator de primeira, um fofo, uma coisa.

* Fotografia deliciosa, já vale a novela.

* Bárbara Paz arrasando como anoréxica bebum: além de uma atuação brilhante, um tema complexo e importante que massacra jovens brasileiras.

* Todas as informações sobre acessibilidade dadas na novela, sem papo com cara de sermão barato, estão imbuídas na história de forma inteligente.


Mas eu quero é falar do lado B:

* Sei que infidelidade é comum, rola e tal. Mas nessa novela, TOOODOS são infiéis sistematicamente. Em uma festa, o namorado flerta com uma louca qualquer, nas fuças na namoradinha jovem. Em outra, o marido dá cantada em uma desconhecida, enquanto a mulher enche a cara. A mesma mulher que, entediada de sua vida vazia, tem um grande dilema : trair ou não trair. Fato que é motivo de piadas da amiga.
A amiga da personagem principal, observando a primeira crise do casamento desta, diz:

- Relacionamento é como cristal, partiu, não tem jeito. Joga fora e compra outro.

Juro em cima do pc que ouvi essa pérola.
Vamos comprar, gente, é promoção. Ainda que a infidelidade exista, que as crises existam e que casamentos acabem, essas interpretações levianas são um saco.
Fica tudo sendo a mesma coisa: artigo que pode ser comprado.
Aí é a prima que avança no quase-caso da outra prima, a prima que dá corda pro marido da casada corna( aqueeeela que divide a vida entre academia e ...academia).



* o personagem do José Mayer merece um tópico só pra ele: é o protótipo do tio sukita em sua pior versão. O autor teve a infelicidade de criar cenas em que ele agride Dora - uma personagem dúbia e estranha - e a despeito disso, é recebido por ela em um arremedo de amor-ódio que não cola.
Quando ela diz que vai trabalhar na casa, ele retruca, com vozinha rouca ( péssimo):
- Vai trabalhar aqui...tem que fazer o serviço todo.
Quase vomitei, povo.
O autor acha meeeeesmo isso erótico? Onde? Em novela mexicana ou peça de circo do interior?


* Trabalho infantil me assusta, já comentei aqui, já coloquei a Beth Davis aterrorizando o público em O que Terá acontecido a Baby Jane? Porque efetivamente acho um risco expor crianças ao universo do trabalho, ao universo da ficção e todas as suas neuras.
Aquela menininha é uma fofa, mas eu penso nos astros mirins norte americanos, todos surtados e tenho pena da garota.


Esses são alguns dos pontos que me chamam a atenção na novela. Pena, né? Com tanta gente talentosa, eles ainda escolhem o Manoel Carlos do Leblon e suas velhas histórias repetidas.

28 março 2010

"Mais do que a "alegria da posse", promete a alegria da inscrição na sociedade." Clóvis de Barros Filho (ECA)







Para quem se lembra dessa peça, ela foi veiculada por um tempo e posteriormente proibida pelo CONAR. Uma ONG elaborou uma outra, onde crianças de rua eram mostradas em diversas situações, sob o "mantra" : "eu não tenho, você tem...", como uma forma de responder à essa lunática propaganda eutenhovocênãoteeeeeem.

O documentário abaixo é fantástico, se tiver tempo, assista. Refletir sobre a criação de um pequeno exército consumista é necessário, pois manusear o desejo infantil e transformá-lo em um mecanismo de lucro desenfreado é algo assustador.










21 março 2010

Eu gosto de domingo

















Implico com quem não gosta de domingo. Acho clichê murmurar..."hum, quando escuto a musiquinha do Fantástico...". Ah, cara, com tv a cabo, livros, internet e O MUNDO TODO, só assiste Fantástico quem quer.
Ainda tropeço com quem diz que não tem "tempo para ler". Gente, nem vou me dar ao trabalho de argumentar, certo?
De mais a mais, sempre fui uma ardorosa defensora da segunda feira: dia internacional do começo das dietas, dos novos projetos, dia de rasgar foto de ex, dia de procurar novos rumos. Segunda é um grande dia, gente, é sim.
Quarta já é complicado: emperrada no meio da semana, indecisa, algo assim, meio PSDB.
Segunda não, segunda se coloca.
Hoje fiquei um tempão - na verdade, enquanto escrevo, estou ouvindo - um canal no youtube que descobri graças à Época: o MasPoxaVida, engraçadíssimo.
Existe uma dúvida quando à veracidade do autor: o fulano é um real geek ou um ator fazendo esse personagem?
Pouco importa para mim, já que o texto é incrivelmente engraçado e suas piadas realmente fazem parte do universo geek. Eu sugiro que você assista, sempre é bom encontrar novas formas de humor.
De resto, planejo passar no shopping com Daniel. Vou reformar seu quarto e há muita coisa pra escolher, como cama, estantes, etc.
Mas domingo de professor nunca é só lazer, nunquinha da silva; uma boa pilha de textos da moçada da quinta série me espera para corrigir e devolver para a reescrita.
Nosso projeto é escrever um livrinho - totalmente manuscrito, ilustrado, coisa e tal - sobre pré-História. Depois scaneio alguns e mostro aqui.
Bom domingão a todos.

29 novembro 2009

Manoel Carlos e a pedagogia da porrada


Semestre passado eu estava com aulas todas as noites, quando via a novela era em um ou outro sábado e ficava mais perdida que cego em tiroteio.

Agora estou com algumas noites livres e estou assistindo. Mas ainda não estou entendendo muitas coisas, talvez vocês possam me ajudar.

A principal delas é por que não existe um movimento grande contra a propaganda "pró porrada" que ele faz sistematicamente. E deveria ter, deveria ter.

A pancada parece ser educativa para o autor...me lembro de ter visto o pai da fulana que maltratava os avós apanhando, em outra coisa maravilhosa que ele escreveu. Assim, pai banana se redime e espanca a filha. Educa. Que beleza.

Nessa novela isso se repete.

Entendo que alguém irritado tente sair na mão com outro, é compreensível e é real.

Mas o que me deixa passada é ver que isso é colocado de forma educacional.

Exemplo: a sem noção da garota-que -não -me -lembro - o-nome continuava dando em cima do sacanão- que- trai -a- mulher- professora de teatro, personagem escondidinho. A tal garota bate boca com a cornélia e toma uns tapas, compreensível, porque ninguém gosta de ser corna.

Mas aí entra a pedagogia da porrada....a mãe da garota - Alguém sabe o nome do personagem da Ana Botafogo?? - coloca a filha em uma sala e solta a seguinte pérola:

- ninguém vai te bater, porque quem tem que te bater sou eu....

E soca pancada na sem-noção.

Essa foi uma das inúmeras cenas onde a pancada parece ter um valor educativo, pedagógico.

Ainda uma vez digo que não tenho leitura teórica sobre comunicação de massa, mas me interesso sobre o tema. Aí fica a hipótese: a trivialização, a banalização da violência doméstica já é um mal em si. Mas a demonstração disso como algo não só admissível, como recomendável, é asqueroso. E sério, e muito sério.

Ah, Manoel Carlos, você e seu Leblon idílico estão mesmo na contramão da história.




***** texto originalmente publicado em março de 2007.



******2009*******


Manoel Carlos do Leblon continua aquele. Em sua nova novela, Viver a Viva, a sua didática porrada insiste em continuar a ser uma estratégia para se controlar a filha agressiva. Porque é sempre filha, aliás. Outro ponto a ser observado. Nesse caso, uma surra de cinto dada pela personagem Tereza em sua filha Isabel, a pentelha.
Por hora, vamos apenas localizar o seguinte: em três novelas relativamente próximas, em um instrumento de comunicação de massa e em horário nobre, o teledramaturgo exibe cenas de espancamento.
Seria interessante haver uma discussão apropriada que comparasse a real inserção de campanhas anti-agressão fisica em contraponto a cenas de óbvia exaltação da mesma, dentro de obras de ficção.
Não se trata de negar a violência, mas se trata de discutir como esta aparece dentro do contexto da comunicação de massa. E se trata de perceber o estrago que cenas ridículas como essa podem fazer.

04 novembro 2009

Comportamento de manada com bois acéfalos


Há pouco tempo recebi um email de uma amiga que falava sobre o tal caso da Uniban. Eu não sabia, mas um pulinho no twitter me mostrou a cena insólita, do povo doido gritando contra a moça. Denise Arcoverde fala sobre o assunto e levanta uma lebre: se a moça fosse magra, isso teria acontecido? Porque magra pelada na rua é rotineiro, gordinha querendo ser sexy parece ser algo ofensivo aos olhos brasileiros.
Não sei.
Umas alunas disseram que ela "estava provocando". Claro que isso remete aos argumentos usados há poucas décadas, que desqualificavam o papel de vítima de mulheres estupradas, dizendo que elas "haviam provocado" por usar roupas provocantes.
Assim, mulheres que haviam sido vítimas de inúmeras agressões não podiam nem denunciar o crime, pois seriam tratadas como causadoras.
As constantes ironias em relação às mulheres agredidas pelos maridos levou a criação de uma delegacia especializada em crimes domésticos. Ainda assim, só com a recente lei Maria da Penha, a agressão doméstica foi realmente criminalizada e mão resolvida na base de meia dúzia de cestas básicas pagas pelo agressor.
Vi uma escritora no Roda Viva que explicava que o véu muçulmano tinha afunção de proteger....os homens. Sim, você leu certo. Em termos, os homens seriam destituídos de auto-controle, portanto, caberia as mulheres conservar sua imagem apagada, para que os instintos masculinos não fossem despertados.
Não me interessa se a roupa da garota estava adequado ou não. Se ela fosse de biquini ou nua, quem deveria discutir com ela a viabilidade do traje seria a instituição e nunca, nunca, deveria ser mote para agressões físicas ou verbais.
O comportamento de manada sempre me assusta. Alunos que escutam um maluco gritar e correm atrás dele, no afã de gritar também, são capazes de qualquer coisa.
Quando as pessoas seguem os "alfa" e agem como manada, se escondem na multidão e mostram atitudes que seriam impensáveis, caso tivessem que repeti-la sozinhos, de cara limpa.


09 junho 2009

Quando todo mundo vira alguma coisa na prateleira












Sei que todo reality show acaba por usar o que de pior temos como seres humanos. Sei que todos eles são compostos por pessoas que fazem quase (?) qualquer coisa por dinheiro, mas confesso a vocês que a última tirada da Globo me deixou estupefata.
O programa Jogo Duro - que vi durante dois blocos, não aguentando mais - se resume a um grupo de pessoas pegando dinheiro do chão ou de algum lugar.
Só isso. Mas o fato é que os lugares são esgotos imundos, locais cheios de insetos, cobras, lagartos, escorpiões, ratos e sei lá mais o quê.
Assim, os participantes se arrastam em esgotos, pegando dinheiro de fantasia perto de ratos e recolhendo-os, DENTRO DA PRÓPRIA ROUPA. Sim, isso mesmo, vocês leram rato/esgoto/roupa na mesma frase. Eu também quase vomitei.
Sei que muita gente está disposta a fazer muita coisa por dinheiro, mas acredito que alguma limitação exógena há de existir, antes que as pessoas comam baratas, vendam rins ou leiloem as filhas. Há que se ter um limite.
Eu me recuso a ver aquilo. E vocês...o que acham?
É possível deixar que pessoas se vendam e se exponham dessa forma?

26 maio 2009

Saramandaia


Pra quem se lembra, Saramandaia era uma novela que passava tarde, lá pelas dez horas, eu creio.
Eu não assistia,tinha que acordar cedo pra ir pra escola e minha mãe cortava meu barato.Eu me lembro de cenas, alguns personagens. Já tinha uma queda pro Realismo Fantástico, que eu só viria a conhecer anos mais tarde.
Mas eu achava sedutor aquele universo mágico de um homem que voava, uma mulher que explodia, um fulano que tinha formigas no nariz e outras coisas tão deliciosamente absurdas quanto essa.
Sempre admirei a possibilidade da criação, fico abobada quando vejo novelas ruins, porque sei que existem autores fantásticos e atores/atrizes geniais. Ou seja, só se produz porcaria porque se QUER produzir porcaria.
Há alguns anos eu encontrei um antigo colega de colégio que agora é roteirista na Globo: passamos horas falando de séries e coisas assim, uma delícia.
Mas ele foi categórico - acho até que já comentei isso aqui - a produção de lixo é consciente.Eu sei que isso é chover no molhado, que vocês já sabem...mas não é chocante?
Como eu queria ver Saramandaia hoje, caracoles.






***publicado originalmente em julho de 2007.

12 maio 2009

Sadismo pode?

Acabei de ver essa coisa absurda no Alex Maron.
Se algum leitor entender de Direito, me avise: isso aqui está dentro da legalidade? Não é possível fazer algo contra esse showzinho de horrores sádico?
No CQC vi uma cena desse apresentador maluco carregando a garota dentro de uma mala, mesmo após ela repetir que estava machucando.
Agora isso. Vejam vocês mesmos.


09 maio 2009

Conversa de passarinho







Ontem eu entrei no Twitter. Sei que estou sendo meio lerdinha, pois me parece que o ápice se deu em novembro - salvo engano - mas eu demorei para decidir se entrava ou não.
É divertido. Para quem ainda não entrou ou não conhece, se trata de uma nova ferramenta para interagir com outros internautas: uma espécie de microblog onde são postadas mensagens de até 140 caracteres e tem como mote a seguinte pergunta:"O que você está fazendo?"
Aí você diz o que quiser.;0)
Quando você "segue" alguém, todas as postagens desse usuário vão para sua página. Por exemplo, eu estou seguindo umas quarenta pessoas, entre famosos distantes e amigos queridos, tudo que eles twittam, aparece na minha página.
Acho que ainda preciso explorar as possibilidades midiáticas dessa ferramenta, mas por hora, digo para vocês: é bem interessante e divertido. Vamos ver se o twiiter vinga, porque parece que grande parte dos ingressantes o abandona no período de três meses. Vamos ver o que rola.
A blogueira Marina W. mandou bem nesse exemplo de atuação do twitter, veja você:


" Jornal: John Lennon morreu ontem.
Blog: John Lennon acaba de morrer.
Twitter: John Lennon está dando autógrafo para um esquisitão ali na esquina
"

16 abril 2009

Papel










Leio raramente o Estado, sempre achei terno-e-gravata demais, apesar de alguns colunistas interessantes. Em geral, prefiro a Folha. Apesar de alguns problemas, como a atual farofada em chamar a Ditadura de Ditabranda e as incoerências que sempre se vê aqui e ali.
Na Folha, geralmente me irrito com o editorial: Clóvis Rossi e Eliane Cantanhêde eu particularmente detesto. Acho que já estão com as opiniões completamente estagnadas dentro da cachola, muitas vezes só se preocupando em ser pseudo engraçadinhos e pseudo irônicos. Um saco.
Carlos Heitor Cony é um lenga lenga. E confesso que, depois de ler na Denise Arcoverde a reação dele a favor de Doca Street quando do assassinato de Angela Diniz, olha, nunca mais consegui ler o fulano.
Mas eu disse que gosto da Folha e gosto mesmo. Em geral gosto dos textos, acho a parte cultural muito boa e sou adepta ao tom didático-com-planilhas-e-explicações que eles tem, acho que efetivamente torna o texto mais claro.
Leio o Correio Popular também. É um jornal regional, que abrange a Região Municipal de Campinas, é um jornal redondinho, interessante, com gente interessante produzindo.
Tem chatos, mas onde não tem chatos?
Gosto, em especial do Bruno Ribeiro e de um jovem jornalista chamado OrFabiano Ormaneze. O primeiro tem uma coluna sobre cultura e faz entrevistas sempre muito interessantes, o segundo é francamente influenciado pelo New journalism e tem o dom de encontrar matérias que atraem a atenção de todos. Há alguns dias escreveu sobre um vídeo game cujo objetivo era estuprar um grande número de meninas e obrigá-las a abortar, de forma violenta.
O cara promete, acho que ainda vai produzir muita coisa boa.
Quanto a revistas, sem dúvida, prefiro a Época. É de longe a mais plugada em mídias digitais, tem os textos nerds mais bacanas e tem a Ruth de Aquino, de quem sou fâ incondicional. A mulher é porreta, articulada ao extremo, texto perfeito, jornalista de primeira linha. Uma vez foi até engraçado, eu estava lendo uma reportagem sobre China e estava show de bola, transitando pela antropologia, bem costurada, ótima. Mas não tinha reparado quem havia escrito, quando fui ver isso, vi que era de Ruth de Aquino e pensei imediatamente: "ah, só podia ser". Acho que pensamentos assim ratificam a qualidade da editora/colunista.
E você...o que tem lido?