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22 agosto 2011

Irmãos - O Xingu dos Villas Boas











Minha mãe e Ricardo - meu irmão e doador - queriam ir ao cinema.Como eu ainda não posso ficar em salas fechadas com milhões de bactérias, fui com Daniel ao shopping, mas optei por ficar no Sesc Pompeia.
O Sesc é aquele programa não-tem-erro, fatalmente você verá uma boa exposição, tomará um café e ficará feliz.
Nesse dia sentamos perto de um grupo que jogava - mal - RPG, tomamos nosso café maravilhoso e ficamos sentadinhos, descansando meu rim novo.
A exposição está linda: vá ver, vá correndo. Ela foi feita depois que os idealizadores do filme homônimo perceberam que tinham muito mais material do que seria possível apresentar no projeto inicial. Resultado?
Trechos de gravação,narrativas de kaka werá e Daniel Mundukuru - que adoro e cujos textos sempre usei em aula - objetos, entrevistas, peças indigenas. Tudo disposto de maneira criativa, interativa, com pegada de instalação.
Não falei pra você correr? Corra. ;0)




(Faça um força e veja o vídeo até o final - peguei no youtube, não gravei - pois as melhores partes estão no final.)

28 março 2010

"Mais do que a "alegria da posse", promete a alegria da inscrição na sociedade." Clóvis de Barros Filho (ECA)







Para quem se lembra dessa peça, ela foi veiculada por um tempo e posteriormente proibida pelo CONAR. Uma ONG elaborou uma outra, onde crianças de rua eram mostradas em diversas situações, sob o "mantra" : "eu não tenho, você tem...", como uma forma de responder à essa lunática propaganda eutenhovocênãoteeeeeem.

O documentário abaixo é fantástico, se tiver tempo, assista. Refletir sobre a criação de um pequeno exército consumista é necessário, pois manusear o desejo infantil e transformá-lo em um mecanismo de lucro desenfreado é algo assustador.










05 março 2010

A apresentação II











Já que nos post abaixo estou contando sobre uma apresentação, vai mais uma historinha.
Um dos encontros que mais gosto de participar é o promovido pela Ludus Culturalis. Além de ser um momento de mostrar o meu trabalho e conhecer os outros, ficou sendo, pra mim, o período do ano em que mais troco figurinhas com gente que gosta de rpg, hq, e outras coisas de geeks.Uma delícia.
É tão divertido revê-los. Com certeza, as conversas mais divertidas que tive foi jantando com esses amigos. Alguns filmes eu jamais consegui ver com meus próprios olhos, depois de terem sido destruidos brilhantemente por eles.
(Algumas histórias eu ainda preciso blogar...)
No ano passado minha apresentação foi em um auditório enorme, mas enorme de verdade. Eu fiquei super bem, até cinco minutos antes de começar.
Comecei a ver aquele povo entrar, o coração disparou e o ar foi embora, todo ele, sem dó nem piedade. Pânico total.
Continuei conversando com os amigos com quem estava, sentindo o sangue sumir do rosto e pensando " Agora eu despenco aqui no chão...".
Subi e fui pra mesa: eu sempre peço pra falar antes, como o pânico sempre vem e preciso de uns segundos pra domina-lo, se eu tiver que esperar, tenho medo de não conseguir. Ok, me apronto para começar.
Mas meu colega de mesa chama uma psicóloga.
E eu não entendendo necas. Ela sobe, pega o microfone, fala um pouco, em pé, sobre ludicidade, exagerando nos gestos e me deixando com vergonha por ela. E eu ainda não entendendo.
Ela continua, diz que todos vão relaxar e devem acompanha-la.
Ai começa a bater palmas, dar uns pulos, fazer umas coisas lá na frente.
Na minha frente: e eu, com cara de naaaada, sorrindo amarelo, sussurro pra ele : " Não temos que fazer isso, né?"
"não " - ele respondeu baixinho - " Também morro de vergonha..."
Depois de ver a platéia bater na própria bunda e dar uns gritinhos estranhos, eu já estava mais calma. Com vontade de rir, mas estava calma.
Minhas imagens no data show ficaram absolutamente gigantes e lindas, um belo trabalho feito por um amigo.
Deixei de discutir um monte de temas, mas acho que deu pra dividir um pouco da experiência que tive com as crianças, deu pra mostrar um pouco de como eu acredito que deva ser a educação, de como eu tento caminhar.



****post originalmente publicado em março de 2007.

21 janeiro 2010

Langsdorff, o fantasma







Se não levo um livro, só posso mesmo partir para as revistas da sala de espera, quando vou ao médico. Li uma, folheei outra,quando achei uma Metrópole - uma revista dominical que vem anexada ao Correio Popular - fui imediatamente ler o texto de Eustáquio Gomes, que é, tradicionalmente, a primeira coisa que leio nessa revista.
O texto, ótimo como sempre, tinha o seguinte título :"A Maldição de Langsdorff".
Eustáquio falava sobre uma pesquisa organizada pela Unicamp sobre a Expedição Langsdorff, organizada por esse genial cientista alemão que veio para o Brasil no século XIX, representando a Rússia em uma ambiciosa viagem de pesquisa.
Pois é, junto com ele vieram Taunay, Rugendas, Hercule Florence, entre outros.
A viagem foi incrível, cortando o Brasil, passando por minha região, estudando plantas, animais, pessoas, hábitos. Anotando, desenhando, estudando cada detalhe. O lance é que houve afogamentos, mortes, loucura. Além de um outro integrante que enlouqueceu durante a viagem, Lansdorff - cientista, poliglota, intelectual - perdeu a razão com cinquenta e poucos anos, no meio do Brasil, no meio da pesquisa. Nunca mais recuperaria a sanidade.
Eustáquio comenta que o primeiro organizador da pesquisa, posteriormente comandada por Danúsio no Centro de Memória, faleceu.
Por que estou contando isso para vocês?
Rapaz, porque eu também participei da pesquisa. Eu trabalhava com microfilmes de manuscritos dele, em português ( ele havia feito anotações me português, alemão, russo e francês). Fui auxiliar de pesquisa do prof.Plínio, que faleceu ainda durante o projeto. Apavorada como sou, lia a brincadeira de Eustáquio e já pensava "pronto, ferrou tudo, Langsdorff miserável.."
Mas tudo vai dar certo, pé de pato mangalô, certo?
Pô, Lansdorff, não me assombre....

****post publicado originalmente em maio de 2008.

11 agosto 2008

Volto já





Queridos leitores e amigos, vou dar uma saidinha daqui, mas volto em breve.
Não se trata de nenhuma crise com a blogosfera, continuo adorando postar, mas tenho que colocar uns projetos em ordem.
Beijocas e todos.

16 maio 2008

Escrever, escrever e escrever









Momento "faça você mesmo": me digam, queridos, que assuntos vocês gostam de ver nesse blog?

15 maio 2008

Convite








Queridos leitores, o assunto "blogs" sempre me interessou, desde que descobri esse universo, há cinco anos, primeiro como leitora, depois como blogueira.
O bacana é ver como existem inúmeros pesquisadores - alguns linkados aqui ao lado - que desenvolvem trabalhos sobre esse tema.
Como eu já disse várias vezes, concordo com quem acha que essa democratização da informação e da criação é uma revolução sem igual.
Para quem, como eu, se interessa por esse tema, tenho um convite.
Meu querido amigo, professor, blogueiro e "pai" desse blog, Tarcísio Torres, vai defender sua dissertação de mestrado no mês que vem. Eu não vou perder, e você, vai?

Título do trabalho: "Blogs e as ferramentas de publicação pessoal no processo de construção de subjetividades" (mestrado). Candidato: Tarcisio Torres Silva. Orientador: professor Hermes Renato Hildebrand. Dia 20 de junho de 2008, às 14 horas, na sala 3 do prédio de pós-graduação do Instituto de Artes - UNICAMP