27 junho 2007

Amorais tratados com danoninho


Eu estava lendo a Maristela e ela estava falando sobre os garotos que espancaram a empregada doméstica no Rio.
O acontecimento em si dá engulhos, a "justificativa" dos agressores idem: disseram que confundiram a moça com uma prostituta. Ah,então tá.
A declaração abjeta de um dos pais, que argumentava que as "crianças estão na faculdade, tinham caráter e não podiam se misturar com os outros presos".
Nisso eu concordo: já imaginaram que perigo? Um zé mané que roubou uma bolsa e está preso ao lado desse grotesto filhinho de papai espancador?? Um perigo, realmente.
Quando vejo as manifestações anti violência me irrito, como já disse anteriormente, não vejo uma discussão criteriosa sobre os motivos do aumento da criminalidade, não vejo uma discussão efetiva sobre a questão social e econômica.
Tenho certeza que os pais desses delinquentes riquinhos fazem parte do seleto grupo dos apoiadores da pena de morte e outras besteiras.Mesmo criando esses monstros amorais, ainda vão fechar a janela do carro com violência diante de qualquer pedinte, reclamando da violência da cidade.

13 comentários:

  1. Pois é... alguém precisava ensinar para esses pais que, em primeiro lugar, existe uma coisa chamada RESPEITO. Que se, todos ensinassem isso aos seus filhos, o mundo seria um lugar bem melhor de se viver. Enfim...

    Beijocas, querida!!!!

    ResponderExcluir
  2. Luciana, o nojento de tudo isso é que esses caras pensam que respeito tem que ser limitado aos seus "iguais", gente como ela está fora dessa classificação.
    Triste e perigoso.;0(

    ResponderExcluir
  3. Adorei o cantinho e j� favoritei. Danoninho? Hmmm...s� se for aquele super proteico. Bjs

    ResponderExcluir
  4. Vivien,

    Quando morreu aquele menino, no Rio de janeiro, arrastado, preso num carro, lembro-me que fiquei incomodado pelo fato da comoção geral ter ocorrido pelo fato dele ser um menino de clásse média. Isso chocou mais do que o crime.

    E desta vez, sinto o mesmo incômodo. O fato da pessoa espancada ser uma empregada doméstica e o fato dos espancadores serem "meninos mimados" de classe média alta está tendo uma importância maior do que a violência, em si.

    Da mesma maneira que eu reclamei que a reação à violência contra o menino arrastado deveria existir quando ela ocorresse contra os meninos pretos e pobres, eu insisto que uma reação como essa deveria acontecer se a vítima do espancamento fosse uma patricinha ou uma grã-fina.

    O que me incomoda, na verdade, é o fato de aceitarmos mais ou menos a violência, dependendo de quem é a vítima e dependendo de quem é o agressor. Me incomoda perceber que a reação não seria tão grande se os agressores fossem pretos e favelados e a agredida fosse uma patricinha da Barra da Tijuca. Isso seria considerado normal. E não deveria ser normal.

    Indignar-se por causa da identidade dos personagens e não por causa da violência, em si, é uma bruta forma de discriminação, embora possa parecer o contrário.

    ResponderExcluir
  5. O pai do estudante de direito foi o que mais me revoltou nessa história toda. Queria ver se fosse a mulher dele.

    Obrigada pela visita! Vou passear por aqui, ok? beijoca

    ResponderExcluir
  6. Andrea, vi seu blog e já adicionei de cara: adorei.;0)
    Volte sempre.

    ResponderExcluir
  7. Arnaldo, eu discordo de vc.
    Acho que a violência é sempre grotesca,sempre. Mas tb acho que existe uma diferença diametral entre reagir a um universo de cotidiano violento e banalizar a violência como uma diversão. No caso desses garotos-danoninho, a condição da mulher (empregada? prostituta?) foi a "justificativa" para a agressão-diversão.
    E isso me agride, choca, revolta e indigna.

    ResponderExcluir
  8. Ana, adorei seu canto, vou voltar sim, com certeza.
    O pai do garoto perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.

    ResponderExcluir
  9. Te acompanho faz pouco tempo, mas o suficiente para gostar muito do jeito como escreve. Tomei a liberdade de linkar você. Espero que não se importe. Concordo com o que disse sobre esses boçais que espancaram a moça. O comentário infeliz de um dos pais foi a gota.
    Grande beijo.

    ResponderExcluir
  10. Mel, volte sempre! Obrigada pelo link, beijos.

    ResponderExcluir
  11. Oi Viviern.
    Divido com você o prêmio do Ronald e vim conhecer as suas indicações. È claro que ser um indicado de um grande amigo como o Ronald, já seria credencial suficiente. Então vim apenas constatar o óbvio: que o seu blog é muito bom, e, claro, mereceu mesmo a indicação.
    Eu conheço a Maristela, que e adoro ela (não é uma rima, propriamente, tá mais pra cacófato), apesar da sua preferência futebolística, que estamos aprendendo a conviver com isso. A todas essas, escolhi entrar aqui, nesse post (já que não posso ler agora tudo o que eu gostaria), pra dizer que na cozinha da minha mãe, em Porto Alegre, existia exatamente essa gravura que escolheu pra ilustrar o post. Muito legal!
    Viu as voltas que dei pra dizer isso? Então...
    Uma hora dessas, se quiser, me visite. Tenho dois blogs: o Flainando na Web, que o Ronald premiou, que é sério, e o By Osc@r Luiz, que não é nem tanto sério. Hora ou outra, se tiver tempo e curiosidade, apareça. Será sempre bem vinda. Amiga do Ronald, é amiga minha!
    Beijo!

    ResponderExcluir
  12. Oscar, é um prazer te receber aqui na minha Casa. Venha sempre, sacumé, aqui é mesmo a casa da mãe joana!!!
    Vou lá ver seu blog, abç.

    ResponderExcluir
  13. Vivinha,
    Se eles tratam as pessoas de forma tão inferior assim, e os animais como será que são tratados.
    Bjs
    Mamãe

    ResponderExcluir

Queridinho, entre e fique à vontade: