16 novembro 2008

O olhar






















Já falei com vocês como o passado pode adulterar o olhar sobre uma pessoa, sobre uma história.O passado muda mesmo, por isso, "resgatar" o passado não é trabalho de historiador: o caso é rever, reinterpretar, essas paradas todas, sabendo que seu ponto de vista, seu instrumental, sua metodologia, sua teoria...tudo vai influenciar no seu olhar. Não dá pra imaginar a possibilidade de se atingir a "verdade", mesmo porque, esse conceito eu não uso, acho que quase nenhum historiador usa mais, pelo menos não de forma irredutível.
Mas eu fiquei pensando no Olhar, na forma de ver, na forma de sentir o mundo.
Eu tenho essa gravura, de Klee, na minha sada. Na sala da casa mais linda do mundo, dentro da casa mais linda do mundo.
Fica ao lado de outra gravura, do Miró, saborosa, colorida, solar. Perto dela esse Klee fica ainda mais triste. E foi por isso que coloquei os dois juntos, pra todo mundo ver como é ser geminiana, como é ser esse duplo constante.
Muitas vezes coloco pinturas aqui imaginando que a relação dela com o texto é mais do que uma mera ilustração de uma idéia, é um diálogo com a ídéia, um casamento.
E hoje, tem esse olhar de Klee pra vocês todos.
Beijos e boa segunda feira.
Hum, que delícia....

7 comentários:

  1. Boa segunda-feira prá ti tb !
    E boa terça, e quarta, e quinta..ad infinitum...
    Gostei muito do blog !
    Parabéns !
    Bj

    JP

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  2. Assim, numa segunda à noite, parece que ela adivinha como foi o dia. Está mandando um beijo? Espero que sim! Um abraço.

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  3. ***James, obrigada. Volte sempre, a Casa é sua, beijos.

    ***Charô, eu sempre achei o achei muito triste...beijocas.

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  4. Pra você ver como cada um interpreta a seu modo: eu não acho essa gravura do Klee triste. Misteriosa, talvez; triste, não.

    :)

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  5. Belíssimo.Tomara que não fique trocado.

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  6. Magui, acho que não, pelo menos pra mim...rs
    São amores antigos aqui de casa.
    beijos.

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