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Demorei muito pra contar sobre a viagem que fiz para Recife, porque voltei de viagem e continuei de férias: lendo, dormindo, vendo filmes, essas coisas boas e caseiras que dá pra fazer sem pausa em tempos de ócio.
Mas a viagem foi ótima. Primeiro porque viajar com meu filho é sempre bom,a gente gosta dos mesmos lugares, das mesmas comidas, tem o mesmo ritmo pra conhecer as coisas.
Depois porque vi amigos de blog muito queridos, conhecidos através da blogosfera há anos, mas ao vivo e à cores pela primeira vez: bom demais.
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Assim que a gente chegou no hotel, decidiu sair pra dar uma voltinha básica: Boa Viagem é um bairro super bonito, coisa e tal. E toca a andar. O plano era achar uma barraquinha em frente ao mar, tomar um suco e comer um peixe ou qualquer outra coisa.
Mas só tinha tapioca.
Olha só, eu odeio tapioca. E tapioca em um banco alto, em mesa, todo incômodo? Nem a pau, juvenal.
Tudo é muito bonito, ventava deliciosamente, estava bom. Mas nada de peixe.
Passamos por uma construção grande, aparentemente um auditório ou algo do gênero, ao lado, uma escultura de uma mãe retirante e seus muitos filhos. Falei para o Daniel: olha ali, parece a mãe do Lula.
E para minha grata surpresa, é ela mesma. O lugar será um grande e bem estruturado Centro Cultural, com local para eventos, biblioteca, essas coisas.
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Eu adorei, além de sempre ficar animada em ver locais como esse, acho a homenagem mais do merecida, pois Dona Lindu foi uma mulher absolutamente guerreira e impressionante.
E toca a andar. Insisto nisso porque tomar um suco gelado na praia é uma das coisas mais relaxantes do mundo, e eu queria isso. Afinal, todos os locais litorãneos que conheço tem isso, com ofertas de coisas diferentes, mas tem mesa, cadeira, blá blá blá.
O fato, queridos, é que em Boa Viagem não rola, não tem. Existem várias - e super organizadas - barraquinhas à beira mar, mas não tem mesinha - snif - e muitos menos peixe. Tem tapioca pra todos os gostos, menos o meu, é claro.
Daniel sucumbiu à iguaria, mas foi fome mesmo, porque quando eu perguntei o que ele tinha achado, disse "é diferente", código pra dizer "odiei" sem ofender o cozinheiro, quando este está por perto.
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O vento estava delicioso, o calorzinho perfeito, o lugar bonito.
Depois da malfadada tapioca, a gente voltou para o hotel, não sem antes eu pirar de medo de tubarões (depois de histórias de horror contadas pela tapioqueira e pelos cartazes mostrando manfibulas famintas).
O jantar foi no hotel mesmo, onde comi um dos melhores camarões da minha vida, servidos com toda gentileza.
O dia seguinte? Só no próximo capitulo....;0)