19 março 2008

12 palavras para Aleksandra


























Eu poderia listar muitas coisas que gosto aqui na blogosfera:gosto de ler e comentar,gosto de escrever e ler comentários,gosto de trocar figurinhas sobre assuntos diversos.Mas gosto,especialmente,da oportunidade incrível que tenho em conhecer pessoas fantásticas,como a Alek,por exemplo.
Adoro o que ela escreve e,veja,graças ao blog,posso dizer isso diretamente pra ela.
Fantástico mesmo.Se vocês,assim como eu,gostam de contos e mini-contos,precisam ler a
Aleksandra.
Então,vamos lá.Ela me passou uma tarefa aqui e vou mostrar pra vocês.Devo escolher 12palavras que gosto,palavras significativas pra mim.
Não digo que sejam minhas únicas prediletas,porque geminiano troca de predileções com facilidade,vocês sabem.Mas aqui vão algumas que adoro.

Segundo Daniel,eu tenho as minhas palavras de vingança,segundo meu filho sempre disposto a tirar um sarro da minha cara,palavras difíceis que uso pra confundir o interlocutor.Mentiroso,mentiroso...uso porque,ah,porque é exata,é perfeita.Se a pessoa se embanana é só a cerejinha do sorvete.
Uma das palavras de vingança é hermenêutica.Agora me diz,se eu preciso usá-la,posso substitui-la?

Outra palavra que gosto é Aliás,mas isso porque me lembra Emília de Monteiro Lobato.Era sua palavra favorita.

Gosto de chuchu.Foi o apelido que dei pros dois homens mais importantes da minha vida.(Sim,eu repeti o apelido,me prendam a uma camisa de força).Gosto porque é infantil,sonoro.

Gosto de paradisíaco,porque sonho em encontrar um lugar assim.


Adoro Brasil,acho estranha,enroladora de língua( fale Brasil muitas vezes...)e,inevitavelmente,bonita.Me remete ao povo,não a uma entidade imaginária.

Mãe,foi a palavra que mais gostei de ouvir na vida.Esperei 24 anos pra isso.


Amor é uma palavra linda.Tá bom,tá bom,tô sendo piegas,eu sei.Mas é linda,vai.

Banana é legal.por vários motivos.Gosto de banana,o som é divertido...(repita Banana várias vezes,é uma espécie de tatibitati).E os homens bananas me amam.Sério mesmo,sou a rainha dos bananas.Conheço vários,uma penca,literalmente.Os bananas sempre me amofinam.
Sei lá,talvez também seja pelo fato do meu filho me chamar de Mulher Macaco.

Amofinar! veja que verbo delicioso,esquecido em um baú qualquer.Nostálgico,heim?


Huelga,que é greve em espanhol,é uma palavra deliciosa.Primeiro porque parece uma ofensa:"sai pra lá,huelga!"
Depois porque no primeiro ano de Unicamp,me aventurando a ler um texto em espanhol,li essa palavra - junto com minhas então jovens amigas - e como não sabia o significado,deixei pra lá.Isso,deixamos pra lá...e continuamos a ler o texto.
O texto,sobre movimento operário,o texto sobre greves."Huelga?ah,depois a gente vê."


Tem dez palavras,depois completo a lista.Enquanto isso,escrevam aqui algumas palavras que vocês tem uma particular predileção.

18 março 2008

Quando a adaptação vale a pena








Eu já reclamei por aqui de adaptações que ficaram sofríveis,como Stardust ou A Casa dos Espíritos.Mas tive uma grata surpresa por esses dias.
Faz algum tempo comprei "As relações perigosas",romance que serviu de base para o maravilhoso "As ligações perigosas".Mas só fui ler há alguns dias.Li e adorei.
O livro é formado por um emaranhado de cartas trocadas entre vários personagens,através das quais vamos descobrindo o que está se passando e,o que é melhor,as tramas e artimanhas que estão sob a superfície da história.
Nessa trama,a marquesa de Merteuil articula mil estratégias,ludibria,engana,se diverte com isso.É cruel,é sacana,é uma escrota e eu não vou ficar aqui tecendo loas pra vilões,porque eles são sempre ridículos em sua patética tentativa de ser espertos.Eu odeio isso.
Mas para além de aprovar/desaprovar,gostar/desgostar das ações e estratagemas dela e do Visconde de Valmont,quero dizer que o livro é incrível.
Toda a fala rebuscada,as mil regras sociais do século XVIII,com suas possibilidades cínicas de serem quebradas,tudo é muito interessante.
E o filme não deixa por menos:captou essa atmosfera de espertalhões sofisticados,de cinismo sutil,de regras e mais regras sociais prontinhas para serem jogadas janela abaixo.
A interpretação de Glenn Close - absolutamente impecável - e o sempre fantástico John Malkovich simplesmente roubam qualquer cena.Vi outras adaptações,até gostei,mas essa é magistral.
Eu nem reparei direito no Keanu Reeves,vejam vocês....
Foi uma surpresa bacana.Uma surpresa gratificante ver que a obra foi bem traduzida,que o diretor realmente se embrenhou de tal forma na estrutura,que soube criar cenas que simplesmente ERAM o livro.Não no sentido de ser uma repetição ipsis literis,mas no sentido de ser uma tradução a altura.
Fiquei realmente feliz em ver que um dos meus filmes prediletos realmente foi uma obra que "deu conta" do livro.
Eu adorei.Leiam,vejam e - é claro - me contem.

14 março 2008

Novelas 1/4

Essa escolha aqui é óbvia,mas é necessária.Marcou padrões,estabeleceu algumas gírias que perduram até hoje,meu filho me chama de "Isaura" às vezes,por exemplo.
Foi um produto de exportação e parece marcar o imaginário de uma geração.Um professor brincava dizendo que Bernardo Guimarães era tão racista que só poderia meesmo se condoer de uma escrava...branca.E eu concordo com ele.Pena da branquinha,certo? Branquinha ouvindo "Tire minhas botas,Isaura!" parecia algo inimaginável.Tanto para o autor no momento da elaboração do livro quanto no momento da adaptação para a tv,feita por Gilberto Braga,o sempre fantástico,Gilberto Braga.
A abertura elaborada com gravras maravilhosas de Debret,dá de presente para o telespectador essa música deliciosa.Eu adoro essa música.Aliás,virou uma espécie de código:cante "lerê....lerê" e todo mundo já saca o que é.
Eu via todo dia,na casa da minha avó,comendo batatinhas fritas.Estava na quarta série e estudava à tarde,como minha mãe trabalhava,eu ia pra casa da minha avó.E eu adorava isso.Me lembro de ver minha avó trabalhando o tempo todo,cozinhando,limpando,só parando quando eu chamava pra ver a novela.Escuto a música e estou lá de novo,sentada,chamando :"vó...começou!"


12 março 2008

Livraria Cultura








Ontem tive que dar um pulo em São Paulo a trabalho.Decidi conhecer o apê novo do meu irmão Ricardo,que é arquiteto e lindo,e voltar hoje.O apartamento dele é uma delícia,ali na Bela Vista,perto de teatros,perto de tudo.
Assim,ele me sugeriu que o esperasse na livraria Cultura,ali na Paulista.Eu sei que é até ridículo eu dizer isso,mas eu ainda não tinha ido lá.Sei que qualquer pessoa minimamente civilizada que tenha andado na Paulista tem que conhecer,mas eu ainda não tinha ido,vejam que horror.
Eu só vou dizer uma coisa:fiquei três deliciosas horas lá dentro,surtadinha às vezes,calminha no puff umas outras,mas todas elas bem felizes.
A livraria é um mar,um oceano,um sem fim de livros.São milhares,são milhares,dá uma coisa,juro.Cds,filmes,gente bonita,lugares pra sentar e ler à vontade,uma torta mousse de chocolate que tem que ser saboreada com olhos fechados,música,livros,livros.
Eu era o Jonas dentro de uma baleia irresistível,era a Mariazinha na casa de doces da bruxa,era,era,era.
No lado de fora vi o ator que faz o papel de Beny(é assim?)em Queridos Amigos.Nem pensei duas vezes;fui lá,dei uma batidinha no braço e fiz alguns elogios.Ele foi uma amor,agradeceu e eu quase pedi o fulano em casamento.
Bonitão,gentem.Um olhar de derreter as calotas polares.
Isso é que é vida:um espetáculo desse,livros e torta de chocolate.Ai,ai.

09 março 2008

clipes 4/4


Vamos terminando essa lista com um clip divertido:um tanto quanto ingênuo,brincalhão e fofo.Olha isso,eu publicando clips fofos.É o fim dos tempos.
Mas a letra é uma delícia,vamos combinar.


08 março 2008

Clipes 3/4























Ano passado falei desta música,mas ela não poderia deixar de integrar essa lista.Me lembra as HQ de Neil Gaiman,cheias de referências,flertando com a mitologia,pautada em um universo simbólico que eu adoraria traduzir.
Quem souber falar sobre o clip,onde imagens de pinturas se mesclam com histórias lendárias,fique à vontade,vou adorar ler.


04 março 2008

Clipes 2/4










Acho que se eu preciso escolher quatro clips,é impossível não escolher algo da Madonna.A mulher estava na gênese dessa linguagem e vem se reinventando ( vocês sabem que eu estou tomada pelo "espírito dos clichês" nesses tempos,sorry)sempre com sucesso. Passei a década de 80 detestanto a Madonna.Achava fútil,boba,odiava os filmes babacas( isso ainda odeio),ignorava a música. Talvez eu tenha comeado a curtir sua produção a partir desse clip.Adoro a pequena e sagaz história,adoro a música,adoro a sensualidade meio mística,essas coisas de Madonna. Atualmente,sou fã de carteirinha,acreditando piamente que é impossível falar em produção artística contemporânea,sem falar dela,que para mim representa uma forma muito idiossincrática de feminismo.

03 março 2008

Clips 1/4








Ano passado,fiz uma lista de 39 músicas que me marcaram,para comemorar meu aniversário.Aliás,devo confessar que não terminei a lista.
Esse ano será diferente,porque escolher 40 coisas,seja lá do que for,é uma tarefa pra lá de hercúlea.
Então fica combinado:uma escolha para cada década,quatro escolhas.Quatro homens bonitos,quatro filmes,quatro propagandas,quatro sei lá o quê.Vou pensando e vocês vão me aturando,combinado?
Então começo com uma linguagem que surgiu na década da minha adolescência - os estranhos anos 80 - começo mostrando clips.
O primeiro da lista é de uma música que adoro,com um clip marcado por uma sensualidade fantástica.Um amigo me disse que a música não é tão difícil de tocar na guitarra e que o sucesso é garantido.
Eu,como boa ignorante musical,sempre achei que o fulano deveria ser um expert para poder tirar esse sonzão doido,mas parece que eu estava errada.
Rob Thomnas é quase o homem mais cool do mundo,pessoas,divirtam-se.
Primeira da seleção,para vocês.

(Guga,thanks,consgui colocar o vídeo)


02 março 2008

Sister!!!

Eu tinha colocado um post antes desse,mas resolvi retirá-lo por hora.Eu estava dando uma das minhas passeadas bloguísticas e vi a Luma postando sobre ser mulher,gostar de ser mulher,esses papos bacanas. Fiquei pensando em tantos trabalhos interessantes na historiogrfia estão sendo feitos no sentido de dar mais visibilidade para a mulher dentro da História.Apesar de tantos sub-divisões(que mulher?qual mulher?),tantas divergências,porque afinal,as mulheres não são um bloco homogêneo.Seria reducionismo falar dessa forma. Pelo contrário,somos diversas,conflitantes,discordantes. Nesse caso,não me advogo o direito de falar sobre "a mulher".Vou falar sobre o universo feminino do qual faço parte,das mulheres do meu convívio. Nada me irrita mais do que ouvir frases no sentido de desqualificar a amizade feminina em prol de uma suposta maior sinceridade dentro dos círculos masculinos. Quando ouço isso - NUNCA de minhas amigas,aliás - sempre digo que essas pessoas precisam escolher melhor as pessoas de suas relações ou melhorar a si mesmas,pois sua ótica pode ser distorcida.Uma amiga professora sempre repetia que o "seu ponto de vista é o ponto onde sua vista alcança".Pois é,meus queridos. Tendo em vista que falarei das pessoas do meu convívio basicamente,afirmo e levanto a bandeira,existe uma cumplicidade entre as mulheres,uma coisa de Moiras,de bruxas,uma coisa de poder feminino que é incrível. Acho que mulher é meio bruxa e isso no sentido mais visceral,poderoso,feminino e bonito da palavra.Os que tem visual preconceituosa em relação ao termo,que me perdoem,mas não vou ficar aqui explicando não.Saia por ai afora catando outras interpretações para essa expressão que sejam diferentes da imagem da velha má com verruga no nariz. Basta pensar em quantas mulheres foram torturadas e mortas sob a acusação de bruxaria,apenas por terem um conhecimento de ervas e outros tratamentos,livrando as pessoas dos antigos médicos e seus aventais cheios de sangue (um símbolo de status,durnte muitas décadas),apresentando uma outra cultura,ameaçadora,feminina. Em termos historiográficos,como já disse aqui,a figura das mulheres está cada vez mais presente,seja para quebrar paradigmas ( sorry,mas os clichês às vezes são necessários...),seja para discutir algo visto por outro ângulo,seja para descobrir histórias não contadas. Como eu disse na Luma,me lembro da fala de um dos conselheiros de Luiz XVI,quando os portões do palácio eram balançados por uma multidão ensandecida e rebelde:"não se abre portões a revoltosos,muito menos a revoltosas". Assim,derrubando os portões,queimando soutiens,participando de greves,as mulheres conquistaram elementos impensáveis até pouco tempo. Pois é... E quem quiser,que poste também.Vamos lá,sisters.

29 fevereiro 2008

Junho chegando























Em junho,farei 40 anos.Não sei ao certo como será.Adorei fazer 30,achei bacana,achei uma idade de conquistas na vida,essas coisas todas.
Mas acho que fazer 40 implica em fazer um balanço da vida:tenho isso e aquilo,fiz aquilo e isto...mas o outro também pesa,o lado do "ainda não fiz," ou "ainda não tenho" ou coisas do gênero.
Não,não vou selecionar 40 músicas...como fiz ano passado.Achar 39 músicas foi bacana,mas vou pensar em outra coisa.
Por hora,só digo e repito,eu sou a Malu Mulher.

27 fevereiro 2008

Dica da tia Vivien









Vocês já devem conhecer,mas é sempre bom lembrar,esse blog aqui é diversão garantida,confiram.
Meninos,antes que vocês reclamem: o blog não fala sobre tooodos os homens,fala apenas dos palhações.E o título,bom,o título é uma frase que toda mulher,uma vez ou outra na vida já disse,mas depois descobriu que existem outros homens,fora do circo.
Em homenagem a esse blog,republico esse texto.
Beijos a todos.

20 fevereiro 2008

Barraco entre amigos






Eu estava esperado ansiosamente a nova mini-série da Globo:Queridos Amigos.
Estava com um certo receio,porque a autora é a Maria Adelaide Amaral,que há alguns anos adaptou meu livro preferido do Eça - Os Maias - e fez uma caca tão horrenda que me recusei a assistir até o final.Mas isso é assunto pra outro post.
Nesse post só vou comentar duas coisinhas bem básicas: a pressa em começar o "barraco" da história,ou seja,a falta de introdução.Explico.O personagem principal tem um sonho e sai recrutando amigos para um encontro depois de anos.Fica apressado,cenas curtas demais,tudo corrido,onde ele surge para convocá-los.Tem relação ainda com alguns? Ficou claro que alguns ainda tinham contato,mas quais?
Imaginei que na entrada da festa,isso seria esclarecido.
Nada disso:próxima cena,todos na mesa(como foi a entrada? houve tensão?quem não se via há tempos?) e o yuppie gay começa a disparar flexadas contra todos,transformando o almoço em um barraco.Tudo muito apressado,parecia mais uma resenha do que uma cena.
Mas houve um momento muito comovente.Quando começam a assistir a antigos vídeos
( casamento de fulano,ano novo na casa de sicrano..) incluem também a cena da volta do exílio de um dos casais.A sacada foi incluir cenas reais e aí eu não aguentei,chorei deslavadamente,para o espanto do Daniel.Vi Miguel Arraes,vi o Fernando Gabeira...e eu me lembro de ter assistido a isso em 79,com onze anos,sem saber ao certo o que era "abertura" ou "exílio",mas sentindo a emoção do reencontro dessas pessoas.
A cena ganha grandeza com a fala de Denise Fraga,que ao reagir calmamente as provoções do amigo yuppie,diz a que fica reduzida uma pessoa - que como ela - foi torturada.Aquilo que se perde internamente,para sempre.
Aí penso no que o exílio tomou dessas pessoas.
Não há uma vez que o caso do Alfredo Sirkis,autor de Os Carbonários,não me venha a mente.Ele foi exilado quando estava brigado com o pai,quando retornou,oito anos depois,seu pai já havia morrido.
Não houve tempo para o perdão,para fazer as pazes.Isso nunca vai ser apagado.
E aí gente,eu chorei mesmo.

17 fevereiro 2008

Meme facim,facim

Minha mãe me passou um meme,estou fazendo e como aqui é a casa da mãe joana,quem quiser pode pegar e fazer,quem não quiser,leia ou não leia,ou seja,pode fazer como bem entender.Já que a internet é meio terra de ninguém,vamos usar essa liberdade.
O lance é pra contar seis coisas sobre si mesmo.Bora lá.Não tem nada de especial,novo ou sei lá o quê,são apenas algumas coisas que o blogueiro que topou listar,realmente faça.

1)Além da leitura normal,diária,tenho que ler antes de dormir ou demoro demais pra pegar no sono.Gosto de deixar vários livros diferentes pra escolher e ler vários ao mesmo tempo.Sempre literatura;História e outros temas habitam meu dia,mas nunca minhas noites.



2)Sempre começo dietas e as largo,já contei que fiz todas as dietas do mundo e sei que o melhor é reeducação alimentar.Mas acabo desistindo.



3)Leio a mente do meu irmão Ricardo,trocamos olhares e "dizemos" milhares de coisas,em especial quando no meio de pessoas chatas.Tem até argumentação e contra argumentação.Sério.



4)Tenho pavor de altura,mesmo janela de prédios ou roda gigante.Já dei vexame em parques e só vou em brinquedos totalmente retardados e café-com-leite.


5)Adoro fazer maratonas de séries,em especial Lost e Heroes.De preferência,na casa de M. e A., amigos queridos que preparam bolo quente na madrugada das maratonas.



6)Adoro acupuntura,faria todo dia,se tivesse grana para isso.


E vocês,quem topa falar de si mesmo? Vamos lá,um pouco de eguinho regado nunca matou ninguém.Soltem as frangas.

13 fevereiro 2008

A jornalista











Hoje recebi uma notícia que me deixou muito feliz: uma ex aluna (quando trabalhei em uma grande escola católica da cidade) me disse pelo orkut que havia passado na Eca,na Usp.Essa figurinha vai ser jornalista e já antecipo para vocês,vai ser de primeira linha.
Inteligentíssima,articulada,culta e bonita,causava pânico entre os garotos.
Em uma atividade em que alguns alunos e alunas eram "candidatos" a presidência,ela sempre os acertava com um gancho de esquerda nas perguntas.Eles passavam por campanha e tinha a fase das entrevistas.
Em um desses dias,ela fez perguntas tão instigantes e profundas que dois alunos da platéia trocaram olhares e murmuraram:"uia", com ar assustado.Eu ri demais.
Ela passou alguns meses na Espanha e quando a professora - ela afirmava que os professores eram bastante agressivos - disse que o texto estava ruim e ela não deveria "confundir espanhol com brasileiro",ela respondeu calmamente:"não confundo professora,não falo brasileiro,falo português".
Sua outra irmã era uma das que me auxiliava quando eu precisava de um bom narrador para os RPGS.Algumas vezes ela ia no outro horário,para ajudar as turmas que tinham dificuldade em elaborar e conduzir uma aventura de RPG.
Nesse caso,eu a convidava,junto com os outros narradores,para tomar café na sala dos professores.Ela dizia que adorava,dizia que "se achava importante".
Adorei ser professora das duas.
Ao receber as notícias de Naíma,fiquei muito feliz.Me sinto realizada quando vejo meus ex-moleques entrando em universidades,trabalhando,vivendo a fase adulta.
Me sinto feliz em ter participado de uma parte dessa história.

11 fevereiro 2008

A mãe do Toddy




















Eu estava lendo a Anna agora.Eu adoro ler a Anna.Ela foi uma das primeiras pessoas que li diariamente e a primeira que conheci pessoalmente:eu ia apresentar um trabalho no Rio e marcamos uma saída,foi uma delícia quase por inteiro.Eu ainda era uma leitora de blogs,demorei séculos pra fazer o meu.Ela é uma graça,seus amigos também.Quase todos,pelo menos.Por sei lá que cargas d'água,um deles - não me lembro o nome - implicou comigo porque,em determinado momento,eu disse que acreditava na existência de um Deus.Caraca,o fulano tinha bebido e virou filósofo:queria discutir,agressivamente,isso comigo.Eu no maior papo com o Bruno Accyoli, que é hiper interessante e o tal do outro cara querendo discutir a existência de Deus.
Desculpaê,mas essas elocubrações teóricas me interesssam tanto quanto um tratado sobre a reprodução dos pandas.Eu acredito e pronto,me larga,passa amanhã.
Mas,enfim,não era isso que eu ia dizer.
A Anna casou e teve uma filha,uma filha linda e toda fofa.E sua vida mudou:ela virou mãe.E aí é isso mesmo,muda.Você vai deixar,pelo menos momentaneamente,de fazer algumas coisas,não vai ter saco pra outras que gostava e vai descobrir mil outras maravilhosas.
E por mais que estudar seja delicioso,trabalhar seja instigante e essas paradas todas.Nada vai ser igual a ser mãe.É único.
E o mais engraçado,você vai virar a "mãe do fulano" e vai achar a coisa mais engraçada do mundo.
Hoje em dia,com filho adolescente,não sou mais a "mãe do Daniel", sou a "mãe do Toddy".Os moleques ( e meninas..) batem na minha porta e chamam pelo "Daniel", mas é meio solene,porque pela porta afora,ele é o "Toddy" mesmo.
E eu adoro ser mãe do Toddy.

07 fevereiro 2008

Johnny vai a guerra











Acabei de ver "Meu nome não é Johnny".Daniel tinha visto em dvd,na casa do pai,falou muito bem e topou rever no cinema,comigo.
Filmão,como se dizia há algum tempo.(alguém ainda fala assim?)
Não despreguei os olhos da telona,ri e me comovi.Adorei.
Roteiro bacana,que não perde o rebolado,não perde o ritmo.Selton Mello,o único gordinho gostosinho do Brasil,interpreta um João com humor irresistível,rápido e "pleiba",como diriam os presos.Um filhinho de papai que ainda não entendeu o que poderia ou não fazer.João Estrella pode tudo e vai fazendo tudo,até o flagrante que ele tem com a polícia - e acaba com um bate papo e um ranguinho pela madrugada carioca - é engraçado.Não há dúvida,o cara devia ter um carisma dos diabos.
Torra o dinheiro que ganha no nariz e em qualquer coisa,mas não paga a luz ou telefone.De acordo com seu advogado,se o crime organizado dependesse dele,seria o crime mais desorganizado possível.
A cena em que a mãe ganha uma jóia e não sabe explicar em que o filho trabalha é patética:a amiga diz que o filho fez duas graduações e um mestrado no exterior,mas vive sem grana.Ah,essa hora,obviamente,eu e Daniel trocamos olhares,sabemos bem o que é isso.
A juíza,interpretada por uma elegantérrima Cássia Kiss,acaba condenando João a dois anos em um manicômio.Pela quantidade de cocaína que ele consumia,achei que pelo menos um bodezinho ia rolar,mas o filme pula essa parte.Como se ele tivesse parado de tomar coca-cola.
Ele sai,vai trabalhar com música e blablablá.
Vou ser óbvia,ok?
João era traficante?sim.Viveu disso durante anos?sim.Comercializou quilos dessa merda?sim de novo.
Foi preso? nhém.
Dois anos dentro de um manicômio devem ter sido horríveis.Mas o manezão que faz exatamente a mesma coisa está engavetado dentro de um presídio.Exatamente a mesma coisa.Ah,os caras são mais organizados e não torraram grana na Europa.
Outra diferença?O manezão que faz a mesma coisa não tomou uísque com o pai,frequentou a nata(?) da sociedade carioca ou escolas particulares.
Vou ser óbvia, já disse.
Acho bacana que João Estrella tenha reconstruido sua vida.Mas acho uma merda que os pobretões que fizeram um quinto do que ele fez,estejam mofando na cadeia.

06 fevereiro 2008

Clips 3/4

Ano passado falei desta música,mas ela não poderia deixar de integrar essa lista.Me lembra as HQ de Neil Gaiman,cheias de referências,flertando com a mitologia,pautada em um universo simbólico que eu adoraria traduzir.
Quem souber falar sobre o clip,onde imagens de pinturas se mesclam com histórias lendárias,fique à vontade,vou adorar ler.


04 fevereiro 2008

E eu estava lá...











Eu estava aqui na minha mãe ontem,zapeando,quando vi o show o do Chico.O Chico Maravilhoso que eu amo,que minha mãe implica e que o Daniel detesta,apelidando de Chico Bento Chato.
No tal show ele etava mais jovem,e eu comecei a comentar com a minha mãe que em 1988,com meu ex-noivo(sic),eu tinha ido em um show dele na Unicamp,o primeiro que ele dava em anos.Um show histórico.
Comentei que ele deu uma sambadinha desegongaçamente linda e tímida e que a mulherada quase infartou,eu incluída nessa leva,obviamente.Falei isso,o bicho sambou, na tv, na mesma hora.Cantalorei as deliciosas músicas e comentei coisas do show que eu havia visto há vinte anos e elas iam se sucedendo: com o fato dele parar de cantar para que toooodos entoassem "agora eu era o herói,e o meu cavalo só falava inglês...".Lindo,gente como eu,na época com quase vinte anos,gente mais velha,gente mais nova,todo mundo.E ele com aquele sorriso de Chico que faz 99% das mulheres que conheço se derreterem.Lady A. e minha mãe nem ligam, são as anti-chico.
Mas eu faço parte do clubinho das derretidas.Acho tudo nele maravilhoso,o jeito nada arrogante,a intelectualidade,os famosos olhos, o sorriso,todas as músicas,até o gosto pelo futebol. So não gosto da manguaça,porque tenho aflição de manguaceiro,vocês sabem.
No final,vimos que estava em uma dessas tvs comunitárias e que era a tv Unicamp.E o show que eu comentava era o show que eu tinha visto.E eu estava lá.Há vinte anos.

27 janeiro 2008

Requentando um texto e lembrando de um chato
















O Arnaldo implica quando eu republico textos.Mas como ele,a sempre delicada Clélia e a aprendiz de historiadora Cecília (sua filha),me deram o prazer de sua companhia ontem -adoro recebê-los em minha casa, acho que já disse isso aqui - e lembramos desse causo,resolvi republicar.Mesmo ele dizendo que estou dando "pão velho",desta vez tenho uma boa desculpa.
Porque eles leram o texto na época que publiquei,e apesar de eu não dizer o nome do fulano,identificaram a criatura NA HORA.E me ajudaram a contar a história para Frou e Débora,que agora,já sabem que devem tomar muiiiito cuidado com esse bonitão-chato.
Então, requento a história para vocês saberem do que se trata.

23 janeiro 2008

Eu e eles











Hoje,em função de uma conversa sobre blogs e outras coisas,pensei muito em meus ex-alunos,da época que trabalhei com pré-adolescentes.
Lembre dessa história e dessa.
Ontem ouvi de uma prima - queridíssima - que ela lê por minha causa,por meu incentivo.Tem coisa melhor pra uma professora ouvir?

20 janeiro 2008

A Renildes do Valter




















Meu querido amigo Valter fez uma brincadeira inspirado na minha cachorrinha,a Renildes.
Leiam sobre a Renildes que ele criou.


"Renildes:
Quando Liliane entrou na faculdade, sua vida mudou. Claro, sempre muda. Primeira vez fora da casa dos pais, teria que se virar sozinha.
Tentou se organizar com os horários, correria, falta de experiência.
Seguindo conselho de amigas e da própria mãe, arrumou uma empregada. Com medo de ferir sentimentos, só a chamava de "secretária". Era a "minha secretária" para cá, "minha secretária, prá lá. Chegava a encher o saco, com o perdão da má palavra. Mas a vida seguia. A mocinha era competente. Quer dizer, mais ou menos competente, que perfeito, só Deus mesmo.
A moça,era um desastre ambulante. Com dois dias, quebrou o botão da máquina de lavar roupas. Girava com tanta força, que o pobre um dia ficou em sua mão. O técnico da autorizada cobrou cinqüenta reais.
Na cozinha, não era diferente. Pratos e copos, quebrados às dúzias. Talheres, sumiam no lixo doméstico. No mais, tudo transcorria na paz de Deus.
Uma tarde de sábado, Liliane levou o namorado Marcelo para seu apartamento. Queriam namorar um pouco, no intervalo das provas de filosofia. Marcelo, porte atlético, grandão mesmo, o desejo da mulherada. Liliane que não vivera tudo ainda, desfilava o puro sangue, fazendo vítimas pelo campus.
Naquela tarde, não percebeu quando "distraidamente" Marcelo passou várias vezes pela apertada cozinha do apartamento, onde Renildes enrolava o serviço. Aos sábados, o trato era que ela trabalharia até que a patroa chegasse da faculdade.
Marcelo, não perdoou. Roça daqui, espremem-se Dalí, marcou uma ponta com a espevitada de corpo violão.
Um tempo depois, Liliane já dispensara o atlético garanhão, apaixonara-se agora pelo professor de história da filosofia, um quarentão divorciado, sem filhos, muito bem apessoado. Tinha sorte para a conquista, a moça. Descobre que Marcelo além das colegas de bancos escolares, traçara a secretária dela. Não titubeia. Dispensa sumariamente a moça. Paga-lhe todos os direitos, pega recibo de quitação como orientada pelos amigos. Desconta os itens quebrados durante a permanência da destruidora em suas dependências. Renildes volta para Itaquera com oitenta reais a menos no pagamento.
Dez anos se passaram, Liliane formada, faz agora o mestrado. Já não precisa de secretária. Aprendeu a administrar a casa. Tem um filho adolescente, o Gabriel que lhe toma o tempo e enche de alegria e preocupação os seus dias.
Ganhou uma cachorrinha do atual namorado, seu orientador na universidade. É uma poodle. Atrevida, possessiva e destruidora. Uma gracinha. Já comeu o botão da máquina de lavar ficando em pé nas patinhas de trás. Pés de sofá, cantos da mesa de centro, até um livro na parte de baixo da estante, foram suas mais recentes vítimas. Liliane não titubeou. Deu-lhe o nome de Renildes. Tem cara de Renildes, age igual e a dona tem certeza, se bobear, toma-lhe o namorado. Não é mais ingênua e não o trouxe ao apartamento ainda.
Nesses dez anos, a vida não foi muito generosa com Renildes, a moça de Itaquera. Espevitada que era, engravidou cinco vezes, engordou, não casou. Cria os cinco filhos trabalhando como diarista. Vida dura, mulher sozinha sofre numa cidade como São Paulo.
Todas as vezes que Liliane vê a cachorrinha, espevitada, carinha de safada, lembra da ex-secretária. É, conclui: o nome foi uma escolha perfeita.
Mulher sabe ser cruel, muito cruel quando quer, eu acho.



Pra quem não sabe,Valter é autor do Capão,outras histórias,publicado pelos vira-latas.
Em breve vai ter resenha por aqui,mas não perca tempo,pode comprar pelo site.Mesmo porque,vocês sabem que só sei fazer resenha,fazendo spoiler,então corram,senão conto tudo.

18 janeiro 2008

Vivinha e Daniel em São Paulo III - o Lord que é um Lord


















Eu e Daniel combinamos de almoçar com Lord Caco na segunda.Saí mais cedo do hotel pra subir a Paulista andando.Como já tínhamos ido ao Masp,achei legal passar pelo Centro Cultural Itaú,Sesc, Casas das Rosas,se desse tempo,na livraria Cultura.
Mas era uma segundona e nas segundonas tudo está em manutenção.Chato,deixa pra próxima então.O problema é que eu fui com um salto de madrinha de bateria de escola de samba e na volta,de metrô,quase pedi uma massagem pro primeiro fulano sentado.("o moço, dá pra dar uma apertadinha no meu pé,tá doendo pacas.").Claro que eu não disse,mas o pé merecia.Ih,gente,alguém ainda fala pacas?
Sem maiores dramas,fomos andando,curtindo a Paulista que eu adoro,até a hora do almoço.Chegamos antes,combinamos no Reserva Cultural,onde eu já tinha ido com a Márcia K.,e adorado.
Daniel curtiu o misto de cinema,teatro,café,livraria,restaurante: como não gostar?
E descobrimos o óbvio: Lord Caco é um Lord.
Espontãneo,inteligente,agradável,gentil.Mas,afinal,o que se espera de um Lord?
Uma amiga me perguntou se eu não temia encontrar amigos de blogs,ficar sem assunto,coisas assim.Não,nunca tive esse receio.
Porque com já disse outras vezes,tomar um café,almoçar,ir ao cinema,qualquer dessas coisas com as pessoas que já entraram na minha vida e no meu coração. Com quem já discordei trinta mil vezes ( não é Valter?),com quem já concordei, com quem já debati, pra quem já reclamei de coisas importantes ou de coisas triviais é fácil.Porque essas pessoas já são minhas amigas.
O almoço foi ótimo,o papo melhor ainda e o café cheio de frescuras -coisa que eu adoro - a barista vem na mesa,faz o café ali, tem cardápio de café,essas coisas.
Lord Caco achou meio morno,mas eu tomava até frio,só pelo prazer das frescurinhas.Gente,estou peruando mais a cada dia,foi pintar as unhas de vermelho e virei esse ser.

15 janeiro 2008

Vivinha e Daniel em São Paulo I - visitando Sibila









Se eu disser que fui conhecer a Sibila,estarei mentindo.Porque eu conheço a Sibila e ela já era minha amiga muito antes de eu conhecê-la pessoalmente.Porque é isso que o blog me trouxe:pessoas maravilhosas dentro da minha vida.
A Sibila foi me buscar e fiquei conhecendo seu marido,seu apartamento show de bola ( quando Daniel foi ao banheiro teve que fazer um caminho com pão picado pra achar o caminho de volta...)e constatar o que eu já sabia: que ela é divertida,inteligente,generosa e especial.
Sibila,você nunca mais vai se livrar de mim,quem mandou ser gente boa?
Quando eu digo pra ela fazer um blog é por motivos altamente egoístas:adoro ler meus amigos,saber o que pensam,discutir,concordar.Então,está fazendo falta o blog dessa comentarista.Eu tenho certeza que muita gente pensa como eu.

14 janeiro 2008

Lar,doce lar

Queridos,acabei de chegar de São Paulo.Foi bacana.Vi parentes,jantei com a Sibila - que ainda não é blogueira,mas que vou ficar infernizando até virar,almocei com o Lord Caco,levei o Daniel no Memorial da América Latina,no Masp,andamos bastante,encontramos amigos de Campinas por acaso,essas coisas.
Depois eu posto tudo,porque vocês sabem:tudo vira post.
Foi uma delícia e tô moída,então,conto depois.
Beijos.

08 janeiro 2008

Prêmios com morangos













Alguns amigos me mandaram mais alguns prêmios-de-blog.
Vou dizer porque GOSTO desse tipo de coisa.Porque é democrático,porque não existe uma banca que decide quem leva ou não a estatueta( ou os morangos).
Como qualquer avaliação e julgamento passa por uma enorme dose de subjetividade e outros bichos,creio que a leitura particular de cada um também pode e deve ser um quesito inportante a ser levado em conta.Sempre penso no texto "O Discurso Competente" da Marilena Chauí e sempre me pergunto: de quem é,efetivamente,o "discurso competente". De qualquer forma,me recuso a ser refém dele.E tomo para mim mesma a decisão de premiar e aceitar ( com vestido vermelho e balançando o cabelão) os prêmios.
Acho uma delícia porque é uma forma de mostrar quem você está lendo,quem está curtindo,de uma forma calcada na informalidade,coisa que adoro.
Eu não repassei os últimos que recebi - recebi um montão,gente,delícia pura - não premiei ninguém. Não porque não goste ou me coloque contra isso. Porque sou absolutamente a favor desse tipo de homenagem.Tem gente, como a Márcia k., Lord Caco e Maristela que sempre cito.Já estão com uma estante de prêmios que mandei.
Mas agora era uma época de escrever outras coisas.
Então,pra começar bem esse ano, vamos aqui dar umas "morangadas" no povo.
Recebi da Santa, que se você ainda não foi ler, está perdendo tempo. E repasso para os seguintes blogueiros.


1) Tem uma nova blogueira no pedaço. É a Karen,pra quem ainda não foi ler,vale a pena rir com o texto fluido e bem escrito,as receitas que são sempre um escândalo e com a forma de se abrir francamente ao mundo.
Então, morangos para a Karen.







2)Esse blog aqui eu descobri por acaso e vocês devem conhecer,posso garantir que já dei boas e deliciosas gargalhadas ali. Então,morangos para Homem é Tudo Palhaço.





3) Eu sou fâ da Urubua desde que comecei com o blog,ela me achou por acaso e eu acho que seu humor ácido e único são ingredientes bacanas pra um blog maluco.
Morangos para a Urubua.





4) Paula Lee,sempre articulada e inteligente,me fez rever muitos preconceitos.
Morangos para a Paula Lee.





5) A Andréa é uma das blogueiras que leio direto,simplesmente acho deliciosas suas ironias que amarram todos os textos. Morangos pra essa professora.

06 janeiro 2008

"Vaso ruim não quebra"









Eu precisei de uns dias,precisei dormir pra caramba,ler Ana Karênina - porque na minha loucura,sempre leio coisa meio punk em momentos ruins,quando me separei pela primeira vez,fiquei lendo A Peste,vai vendo.Precisei chorar muito,me desmilinguir,desistir um pouco de ser polyanna,desistir um pouco de ser "foca" (bater palma pra qualquer merda),precisei ter o humor negro de entrar na comunidade "tá no fundo do poço?abraça a samara",brigar com o Daniel,expurgar tudo o que eu eu tinha de bílis,de tristeza.Acho que que eu precisava lavar a porra desse ano de 2007 assim,com lágrimas mesmo.
Mas passou.
E em grande parte porque tenho a sorte fenomenal de ter amigos que escreveram aqui,mandaram emails maravilhosos,ligaram pra mim.Vocês me fizeram um bem incrível,eu só posso agradecer mil vezes,milhões de vezes.
Porque eu vou confessar uma coisa pra vocês,nesse momento de tristeza e abatimento,volto a ter sete anos e me sinto a mais tímida,a mais "sobrando" do mundo. E quando meus amigos me mostram que isso não é verdade,me tiram do poço, mas me tiram com tudo,é fantástico.
Sábado eu estava na cama,descabelada,atracada com o Tolstói, quando a Karen ligou.
Eu já disse por aqui que tenho radar pra gente do bem e a Karen entrou na minha vida pra ocupar um espaço privilegiado de amiga,existiu desde o começo uma cumplicidade tácita entre a gente,foi realmente algo muito especial.
Ela me ligou, mais ou menos me esculhambando por eu não ter ligado no momento ruim.Em minutos já tinha resolvido tudo: ela e o Bia iam me pegar mais tarde,eu ficaria por lá,dormiria e no dia seguinte me trariam de voltar.
Aí eu falava com ela, me desmilinguia de chorar no telefone e ao mesmo tempo me sentia privilegiada por tudo,por ter gente que ser importava comigo em um momento em que eu estava me sentindo um zero à esquerda.Meus amigos se abalaram de Americana até minha casa e me trouxeram no dia seguinte.
E estar lá foi o prazer de sempre; conversa boa demais,risadas garantidas.
Parecia que eu tinha tomado um vidro de rescue - saca aquele floral que resgata da depressão?, pois é Karen, Bia e Lia foram melhores do que rescue no gargalo.
Depois que os outros convidados foram embora,ainda ficamos vendo Woody Allen de madrugada e,cara,eu garanto pra vocês.Não restava mais nada daquela Vivinha sofredora de dias atrás que tinha perdido até o pique de blogar.Eu era eu de novo.
Ainda ganhei os dois livros do Bia,que vou resenhar por aqui.Só preciso que o Paulinho me devolva o Sexo Anal ( pô,Paulinho,roubar Sexo Anal nem pega bem,heim? logo depois de eu ter elogiado aquele seu texto,nem vem,pode devolver aí...rs)
Então,meus queridos,apesar da obviedade da música,foi nela que pensei nesses dias e ela fica de presente pra todo mundo que mandou energia positiva.
Pra vocês:
Titâs.

02 janeiro 2008

feliz ano novo












Qualquer pessoa que me conheça há algum tempo,sabe que adoro o Ano Novo.É o meu dia predileto do ano,é algo que espero com ansiedade e que curtia a cada minuto.
Eu sempre adorei,sempre me senti tão feliz,tão cheia de esperança,de força,de planos.
Gostava de passar essa festa com família da minha mãe no Rio.Nos último três anos eles optaram por passar em uma casa de praia perto de Búzios. Legal,né?
Pelo menos pra eles.Obviamente não fui mais.Digamos que ficar dentro de uma casa - com todos no sol,na praia - ficar impedida de fazer quase tudo por apenas uma noite de festa não chega a ser meu ideal de felicidade.
O engraçado é que quando minha mãe disse que não dava pra eu ir por causa do sol - sou lúpica,aquela merda toda - todo mundo ignorou as horas torrando no carro,a impossibilidade de ir a praia com todos e ainda ouvi piadinhas porque
" a festa era durante a noite,ora,hahahah".Incrível como conheço pessoas engraçadas.
Não fiz nada no ano passado,após uma demissão,tive pouca força pra curtir o meu dia favorito.Mas eu tentei fazer isso esse ano.
Tentei - e acho até que consegui - aprender muito com as dificuldades (de saúde,fincanceiras,profissionais e emocionais) que passei esse ano.Acho mesmo que aprendi.Por isso,por ter achado que de alguma forma eu havia aprendido uma porra qualquer,esperei que esse ano fosse começar bem.Arrumei a casa,cozinhei com cuidado,essas coisas.
Não vou chatear vocês com detalhes chatos,só quero dizer que passei o ano novo,toda arrumada,como uma idiota,sentada na praça do meu condomínio,vendo os fogos.
Sozinha,mas sozinha mesmo.Sentindo inveja das pessoas que se abraçavam, tiravam fotos.A única coisa que consegui fazer foi chorar e pensar que eu sinceramente não consigo ter forças pra me animar,é completamente patético que eu mesma tenha que fazer isso comigo mesma.
É completamente deprimente que,após um ano tão difícil, onde consegui até perder até a bosta do carro,EU tenha que me consolar.
Por isso eu vou dar um tempinho aqui.Porque além de tudo,estou sem vontade de escrever no blog,que foi uma das únicas coisas que realmente fiz com prazer nessa bosta de 2007.
Mas eu volto.
Beijo.

27 dezembro 2007

Tradições natalinas e cinéfilas









Eu, minha prima e meu irmão temos uma tradição natalina:todo dia 25, vamos ao cinema. Criamos até uma comunidade pra isso,comunidade bem vazia aliás.Mas esse é o objetivo. NINGUÉM vai ao cinema no dia 25: não há filas,o cinema fica com um ou outro gato pingado,uma delícia.Tudo só nosso.
Como eles escolheram o do ano passado ( Eragon,chato,chato), eu escolhi o deste ano.
E como boa fã incondicional de Garcia Máquez,escolhi O Amor nos Tempos do Cólera.
Só posso dizer que,caso você também adore esse autor,faça um favor pra você mesmo.NÃO veja o filme.Não perca seu tempo,não passe raiva,não veja um texto maravilhoso ser transformado em uma porcaria.
Se você espera ver a sutileza deliciosa e divertida do realismo fantástico,tão bem traduzida em Como água para Chocolate,esqueça.Não li o livro que deu origem ao roteiro,nem conheço o autor,mas reconheço ali muito mais realismo fantástico do que no filme que assisti.
Não há realismo fantástico,não existem as peculiaridades de Garcia Márquez,o livro com certeza não está ali.E não estou dizendo que falta essa ou aquela cena,não,nada disso.Falta a presença dos personagens,de sua magia,do seu caráter sensorial e intenso,falta o cólera,falta o amor,falta tudo.
Segundo li,Garcia Marquez exigiu uma grande porcentagem de atores latinos e que as músicas fossem criadas por Shakira.Mas acho que um diretor norte americano no comando é que foi o erro.Não me tomem por purista,gosto do cinemão,sou uma vendida pro cinema americano,gosto e pronto.
Mas tem coisa que não desce. Aconteceu a mesma coisa com A Casa dosEspíritos, baseado no romance homônimo de Isable Allende.Apesar de contar com atores de calibre indiscutível,não consegue captar a suave loucura que há nesse tipo de literatura.
Saimos frustrados do cinema,segundo minha prima,nossa tradição não se limita a IR ao cinema no dia 25. Tem que ser filme ruim.

25 dezembro 2007

As pessoas que eu fui


O Arnaldo e a Clélia me deram um presente delicioso: um livro do Moacyr Scliar,onde ele faz uma auto biografia literária. Isso; o que ele pensava,sentia ou desejava,pautado por quem ele lia.E assim dá pra perceber as fases ou "as pessoas" que ele foi.
Quando vejo esse clipe mega anos 80 me lembro de uma das das pessoas que fui: pegue esse clipe,misture muita literatura e uma certa militância política.Assim eu fui no final da adolescência.

21 dezembro 2007

"Meu coração é o seu lar."(Cássia Eller)
















Os meus queridos leitores e amigos sabem que é meu hábito fazer declarações de amor ao meu filho aqui.Isso é muito fácil de entender,porque eu nasci pra ser mãe do Daniel. O resto vem depois,mas vem com uma distância tão grande que é até covardia.Gosto de todas as esferas da minha vida,mas sou a mãe do Daniel. E o cara ficou demais: inteligente,bonito,espirituoso,bom papo.
Eu sei,vocês estão me achando A Jocasta, certo?Perfeito,porque é isso mesmo.Aqui no lado,na marcação "Daniel" tem textos sobre a gravidez difícil,tem textos sobre as palhaçadas que ele faz.Quem tiver tempo e vontade,leia.Está aqui no meu blog a minha eterna declaração de amor pra ele.
E pra quem queria ser mãe,ganhar esse filho no dia 23 de dezembro é uma dádiva absurda.Imaginem uma então jovem mãe passando o natal do ano de 1992 com um bebê no colo. Um bebê criado e saído do seu corpo,alimentado pelo seu corpo.
Imaginem.

20 dezembro 2007

O insólito II
















No post anterior,eu comentei como eu e "Charlotte" falávamos dos homens presentes.Meu amigo Arnaldo perguntou se "scanear" alguém dói,minha querida Andréa lembrou que nós,mulheres,somos uma multidão desenfreada.
Como se dizia na época da Revolução francesa:"não se abre o portão a revoltosos,muitos menos a revoltosas".Pois é.Somos muitas.
Minhas primas me sacaneiam,dizem que peguei a "cota" de outras,porque casei duas vezes,"noivei" uma e namorei bastante.Mas digo pra vocês,agora a coisa está mais complicada.Muito mais complicada.
Explico.Os homens estão em menor número, isso é fato.Problema número um. Uma amiga afirmou categoricamente: "os homens se dividem em três categorias, os casados, os gays e os canalhas.E as categorias não são auto excludentes".
Um prima disse que não existem mais homens, segundo ela todos foram abdusidos e os que trafegam por aí são ets,cuja missão é enlouquecer todas as mulheres da Terra.
Porque,meus amigos,esses fulanos falam outra língua.Mesmo.Eu desisti de entender.
Na tal boate,comentava com 'Charlotte" o fato dos homens ficarem esperando sempre uma ação feminina, ficarem com suas bundas paradas até que alguma mulher tome a iniciativa.Minha ídala, Urubua, acha que não há nada demais. Eu também não.
Eu achava o máximo tomar a iniciativa: comecei vários namoros assim, inclusive o meu primeiro casamento.
Mas,meus queridos, vocês não sabem o peso de um "não" pra uma mulher.Dentro de nossa sociedade,ainda machista,um "não" para um homem é apenas um erro de cálculo,um tiro errado. Para uma mulher é devastador.Levei um "não" de um amigo e caracoles,morro de vergonha até hoje.Brinco com ele e finjo - mal - que não me importei tanto.Mas me importei sim.A auto estima vai para o finzinho do sapato e eu comecei a imaginar que milhares de defeitos eu tinha.
De mais a mais,é uma delícia ser cantada.Os homens não sabem que toda mulher gosta disso?Meus queridos é muiiiiito bom, uma boa cantada melhora a auto estima,aumenta a sensualidade e pode garantir muitas outras coisas bem animadinhas.
Meu filho disse que as meninas tomam a iniciativa. E eu vejo isso, ligando, batendo na porta de casa, sorridentes, perguntando por ele.Não vejo mal nisso, mas vejo que ele se acostumou a isso e espera que elas se mexam.Vira rinha de galo, acho.
Amigas da minha idade me ensinam: o problema são os homens da nossa geração, os mais velhos ou os mais jovens são melhores. Segundo elas,os mais velhos ainda tem algumas caracteristicas mais claras, sem jogos complicados de sedução.Os mais jovens cresceram com mães e irmãs dentro de um novo estilo de mulher e não caem naquela armadilha tolinha da competição.Segundo minhas amigas - que namoram mais velhos ou mais jovens - eu deveria investir nesse novo nicho de mercado.
Até posso perceber isso,mas vou continuar aqui,na minha.Me arriscar a outro "não"?Jamais.Sei lá,homens...

11 dezembro 2007

Para a Santa













Eu descobri o blog da Santa no meu contador.Ela vinha aqui,muito da quietinha e lia,quando eu a descobri, ela já tinha me linkado.E eu descobri uma blogueira imperdível,vocês devem ler.
Como ela disse que se imagina papeando comigo e outras blogueiras no melhor estilo Sex and City, eu reconto esse papo-mulherzinha aqui.
Gente,mulher quando está em bando fala coisa séria,fala de cinema,de política,de arte,de filhos.Mas fala de homens e essa sempre é a parte mais divertida.

Agora vamos ver quem me saca por aqui: nesse texto linkado ,quem sou eu?
Estou falado desse texto,povo, não da série em si, nesse papo com quatro amigas papeando. Leia e descubra, tcham tcham tcham tchaaaammm.....;0)

10 dezembro 2007

Para você









Foi muito bom ter falado com você no sábado,foi muito bom ter conseguido dizer que fechei um ciclo. Foi muito bom você ter dito que agora posso começar outro,parece uma mandinga,uma benção,um despreendimento.
Essa nossa história que não foi poderia ter sido linda,mas o pouco que tenho está guardado com carinho.
Foi importante você dizer o quanto me quer bem, o afeto que tem por mim.O quase-amor que senti por você jamais será apagado,porque historiadoras não contam apenas as histórias vencedoras, mas as histórias perdidas,as histórias que poderiam ter sido.
Muitas vezes,com saudades,pensei no tanto que esse quase-amor poderia ter trazido pra nós dois,mas nossa história tomou rumos diferentes,simplesmente isso.
Mas eu não vou esquecer você,nem seu sorriso,nem o jeito com que você me abraçou e me beijou,porque a memória é um tesouro único e a minha está guardada a sete chaves.
Um beijo pra você.

07 dezembro 2007

Carnivália





















Eu estava lendo a Andrea,como faço todo dia,e vejo comentários sobre uma maluca que vai ser madrinha de bateria,essas paradas aí.
Como eu disse na caixa de comentário da Andrea, acho carnaval um saco,uma bosta. Me enfio em casa com milhões de dvds e livros e ninguém me tira dali nem à forceps.
Nem o Reynaldo Gianechinni.Bom,mentira,ele tirava.Ai, ai.
Voltando ao papo,me lembrei de um ano que estava no Rio e fui ver ensaio de escola de samba.Queria ver da Grande Rio,óbvio, porque morei em Caxias. Mas como boa pobretona que sou, claro que fui na Zona Sul,ver gente chiquérrima bêbada. Queridos,nunca percam a oportunidade de ver seu ídolo dando baixaria.
Bom,ídolo meu não tinha.Vi uns globais de segunda linha -pessoas, aquela ex-Ronaldinho, a Suzana Verner,é o ser humano mais lindo do mundo, juro por Deus -
se eu tivesse aquela cara e aquela bunda,passava o dia inteiro no espelho, me mandando beijos.
Enfim, o povo bebe que é uma coisa.E eu me entedio facilmente com as coisas,já disse isso. No começo, até gostei: nunca tinha ido, novidade, sambas antigos, bklablalaba.Pouco tempo depois, eu queria era dormir.Eu queria uma caminha, só isso, e aquele barulho,aquela multidão,eu estava achando tudo um horror.
Eu estava de carona.Cristo, eu escrevi na minha listinha "nunca mais sair de carona com notívagos".Junto com algumas primas, sentei no chão, ao lado da saída vip.Foi um show. Neguinho famoso saia arrastado por amigos, os pezinhos no chão, uma barbaridade. Um deles - qual é o nome mesmo?? - voltava, abraçava o porteiro, beijava, voltava. E eu lá, sentada, me odiando por não ter uma máquina e ganhar uma grana como paparazzi por uma noite.
Minha prima apontava:
- olha só aquele fortão..."bola" todo dia, aposto.Se espetassem um alfinete, fiiiuuuuu.....(imitando uma boa esvaziando)
Quando o resto dos meus primos decidui ir embora,eu já tinha visto metado da Globo passar vomitando. E por que raios eu não tinha uma máquina?
Terminamos a madrugada no Bob´s, ao lado do Carlinhos de Jesus.

05 dezembro 2007

Um post pra mim








Por hora, ouçam.
Mas , afinal, isso eu já contei.
Essas músicas deliciosas são irresistíveis, aliás, nada como música pra te enfiar numa tremenda chuva de lembranças que se embaraçam, se confundem, melhoram ou pioram as pessoas com a distãncia.
Tornam doces os terríveis animais que já cruzaram nosso caminho. Como o animal que a moça da gravura segura, um arminho feroz, que ali, de maneira divertida e irônica, parece um bichinho doméstico.
As lembranças fazem isso com as pessoas, com as histórias e até com as dores.

02 dezembro 2007

O almoço que não houve











Marquei um almoço com alguns amigos hoje, domingão. Eu particularmente gosto muito de gente na minha casa, gosto do barulho, das risadas, da conversa. Gosto de cozinhar pros meus amigos e descobrir gostos específicos pra comprar coisas específicas: lembrar no supermercado de comprar o doce do fulano ou o suco que a sicrana adora. Gosto desses mimos.
Então preparo minha casa como uma casa-noiva: limpo, perfumo, enfeito, coloco flor.
Nesse sábado, fiquei limpado. Eu estava linda, vocês tinham que ver, de havaiana lilás, calça arregaçada, cabelo preso em um coque com lápis. Eu estava uma gata.
Lavei, cantarolando, porque lavar é ritual e ritual precisa de canto. Aí decidi desinfetar com álcool, porque vinha criança e como tenho a Renildes, achei melhor garantir uma coisa desinfetada. Porque, gente, quando meu filho era pequeno, eu era a rainha das coisas esterelizadas, uma paranóica.
Ai, parei, linda com minha vassoura na mão e tive uma idéia brilhante: água fervendo....ah, genial.
Foi um tal de água fervendo, panos e vassouras, limpa vidros e desinfetantes.
Ficou titindo, dava pra comer no chão.
Putz, e a salada? Estava sem carro, não dava pra ir no mercado. Fui até a revistaria-conveniência mais próxima e improvisei coisas pra salada, ficou legal, ficou sim.
Aí comecei a cozinhar, ia repetir o prato que fiz outro dia pra outros amigos: frango ao curry. Então, cozinhei, temperei, coloquei um pouco mais de cúrcuma, experimentei, hum, mais curry, llalalalllá, cantando, bebendo coca-cola e assistindo Senhor dos Anéis na tv.Deixei tudo no jeito, pra dar o toque final na hora de servir, no dia seguinte.
Tudo pronto, peguei um dos livros que estou lendo ( falarei dele em outro post), Malcoml X pulou para minha cama, apaixonado como sempre, li e dormi.
Acordei cedo pra lavar o quintal, lavei toda linda, com aquele visual que já contei. Terminado o servicinho de preso, tomei um super-banho, fiquei toda arrumadinha, cheirosinha e lendo meu jornal.
Passou um tempo, minha amiga me ligou, dizendo que estava vindo.
tic-tac. tic-tac.tic-tac. Nada.Nada.
Tmei mais coca cola pra enganar o estômago, comi uma bisnaguinha, deitei na minha cama com meu livro.Nada ainda, meio-dia, meio dia e meia, uma hora, uma hora e meia...
O telefone toca, minha amiga, toda nervosa, me conta essa:
esqueceu o número da minha casa. Chegou, viu casas iguais, sai batento em todas, nada de Vivien, suou no sol, ouviu choro da filhinha, stress do marido, tentou me ligar, meu celular imprestável não tocou.Séculos depois, suando e cansada, voltou pro carro e pra casa. Aí me ligou.E ai a bosta do meu celular imprestável resolveu tocar.
E a outra amiga que viria, também não apareceu. Foi um complô, ah, juro que foi....rs
Mas tudo bem, vou comer frango ao curry por uma semana.
De mais a mais, se não fossem esses desencontros, como eu escreveria no meu blog?
Ah, queridos, meu endereço vai por email e espero vocês em outro dia.
NO stress, beijos a vocês.

29 novembro 2007

Cadê o fio de Ariadne?









Tem momentos na vida, engolidos pela burocracia e por gente mal intencionada, em que parece que me perdi num romance de Kakfa.

27 novembro 2007

As maravilhas do próximo ano ( com atualizações)












Não tive um bom ano.Foi ruim profissionalmente, foi ruim financeiramente e amorosamente foi um completo desastre.
De bom nesse ano houve meu Filho - esse presente divino diário que enche minha vida de significado - e teve uma gama linda de amigos que mergulharam meu coração adentro.
Mas eu desejo muito um 2008 melhor e estou ruminando cá comigo tudo o que quero: um emprego bacana, organização financeira, melhora da saúde.
E eu quero esse amor aqui.
Ô anjo da guarda, se vira, meu filho, eu quero e mereço.Eu conjuro meu desejo.


@@@@@ Queridos, sugiro um pulinho na Santa, pra ver como ela descreve seu ganso tarado. É Imperdível.
E passem na Tati, pra contar sobre suas conjurações e macumbinhas cotidianas.

25 novembro 2007

O trio







Ontem saí com Daniel e meus sobrinhos, a gente foi comer uma pizza, conversar, essas coisas de tia.Sempre adorei sair com os três, sempre foi divertido.A gente ia pra cinema, restaurantes, parques, bosques...essas coisas. Sempre divertido.
A gente brincava de jogos de perguntas dentro do carro, antes de chegar nos lugares. A gente ria muito.Eu brincava de boneca com a Julinha e nunca foi esforço, porque eu ainda gosto de bonecas.
Eles faziam teatro aqui na minha mãe, com cenário, guarda roupa e até ticket de entrada. Um dia vou chantagear essa molecada, porque tenho fotos comprovando esses micos todos.
Uma das coisas que eu mais gostava era fazer piquenique com os três nos parques aqui da cidade, além de comer coisas gostosas piqueniquescas, a gente brincava de mímica, contava histórias, tinha todo um ritual de bagunça.
A diferença agora é que os papos mudaram, os três adolescentes se posicionam, argumentam. Conversamos sobre música, escola, eutanásia, aborto.Júlia é totalmente a favor do aborto, Daniel é a favor da legalização, mas tem ressalvas, Victor é diametralmente contra.Opiniões diversas e - principalmente - respeito a opinião alheia, o que é um grande passo, pois nada mais tacanho do que a intransigência.
Bacana ter o privilégio de ver essa moçada crescendo, fazendo planos, entrando paulatinamente no universo dos alunos.Bacana pensar que,de alguma forma, pude contribuir pra isso.
Estabelecer essa conexão, ter o mesmo humor, participar dos mesmos sonhos. Fico feliz em ter essa moçada linda por perto, feliz em ser mãe e tia, coisas que adoro ser.Feliz em ter brincado de mímica e de papear hoje em dia, feliz em pensar que daqui a alguns anos, talvez eu esteja brincando com os filhos deles.

22 novembro 2007

Velhos amores






Meu amigo Tarcísio diz que sou "muito anos 80". Acertou em cheio, sou mesmo.
Essa história aqui, aconteceu nos fins dos 80.
Pra quem estava lá, eu pergunto, era bom,não era?

20 novembro 2007

"tempo , tempo, tempo , tempo...."










Sábado passado tinha tudo pra ser um dia muito bacana.Eu fui jantar na casa da Karen e do Biajoni, ou seja, garantia de comidinhas maravilhosas, papo ótimo e boas risadas. Um dos meus programas favoritos, com certeza.
E tudo foi bem, com todos os ingredientes acima. Ganhei até a bonequinha do texto abaixo....
Fui embora mais ou menos meia-noite, só que a cinderela aqui não deixou o sapatinho de cristal pra trás, deixou o carro. Isso mesmo, parei em uma blitz e,apesar de tentar passar uma conversa mole dos guardas, meu carro foi rccolhido.
Sério, é muito estranho ver o seu carrinho subindo no guincho, dá um aperto no coração.
Por sorte ainda estava perto da casa deles, voltei a pé, pra pedir abrigo.
Cheguei com cara de bunda.
- Gente, tinha uma batida...tô sem carro...
- batida? você bateu o carro???
- não, batida policial, tô com dos documentoes vencidos.
- que boooooossssta...!!!´
A maior parte dos outros convidados tinha ido embora, mas ainda deu tempo de conversar um pouco com o Paulinho, que pertence a minha tribo: passou na primeira fase do mestrado na Educação e não foi fazer a prova, porque esqueceu, me disse isso comendo uma inexplicãvel mistureba de homus, coalhada seca e maionese.
Ao terminar, ainda disse:
- Ih, comi no potinho da Lia....tem um ursinho desenhado no fundo...
Pois é, meus amigos, nós , os desligados, ainda vamos dominar o mundo.
Dormi por lá, na manhã seguinte eles me deixaram em casa, passando antes no carro recolhido, porque a banana aqui tinha deixado a chave de casa.
Aliás, só me dei conta disso porque a Karen me lembrou de procurar na bolsa.
ô vida.
Bom, depois dessa lambada e de outras, no topo da lista de começo de ano tem que constar: "preciso me organizar esse ano".
Organizar meu tempo.
"Tempo, tempo, tempo...vou fazer um pedido."

17 novembro 2007

16 novembro 2007

O segredo da Clélia












No ano passado, conheci os fantásticos Clélia e Arnaldo. A gente se conheceu primeiro em um lugar muito interessante , em caixas de comentários. Isso mesmo, em caixas de comentários de vários blogs.
Depois de pouco tempo, nos conhecemos pessoalmente e posso garantir pra vocês: meu "radar para pessoas legais" apitou .
Poque eu tenho esse radar que me aproxima de pessoas muito rapidamente.Sempre foi assim, estudando ou trabalhando, eu ficava amiga de um ou outro, sem muitos prelúdios, graças ao meu "radar".De outros, já manhtinha distância e não havia meio de me fazer mudar de idéia.Confio no meu "radar".
Durante esse tempo, sempre que saimos e papeamos, foi ótimo. Eu tenho a sorte de ter adquirido amigos inteligentes , atenciosos e divertidos.
Arnaldo trouxe a revista alemã que pedi e eu nunca vi alguém viajar tanto e falar disso com tanta naturalidade, sem ostentação.Aliás, ele é um paladino anti-ostentação.
Quarta feira fui, junto com meu inseparável escudeiro mirim, jantar na casa deles.
Claro que me perdi no caminho e eles tiveram que vir me resgatar, mas isso eu já sabia, minha noção espacial não é ruim, ela simplesmente não existe.
Claro que o jantar foi delicioso - são ótimos cozinheiros - e o papo rolou até o começo da madrugada.
É exatamente o meu tipo de programa favorito.E do Daniel também, aliás.
Mas o caso é que descobri o segredo da Clélia.Pra quem lê o blog dela, falar que ela conhece muito de música é chover no molhado. Mas o fato é que ela sempre sabe uma letra que se encaixa perfeitamente com o que o texto diz, é incrível.
Ela costumava colocar essas letras em seus comentários blog afora.
Pois é, assim que entrei na casa deles, vi a maior coleção de cds do universo. Gente, é um escândalo.Tem absolutamente tudo.Mas tudo mesmo, acho que até a Saraiva fica devendo.
Esse é o tipo de segredo que vale a pena descobrir e eles são o tipo de pessoa que vale a pena conhecer.

08 novembro 2007

A culpa é deles






Eu deveria estar trabalhando na dissertação, isso é o que eu deveria fazer.Porque esse mestrado está parado e eu acho que vai nascer por geração espontânea.
Mas a culpa é deles, eu juro.
Meu queridos Clélia e Arnaldo,com quem sempre é delicioso conversar, me deram O texto, ou; a vida, onde Moacyr Scliar narra sua trajetória como leitor e escritor, mesclando sua narrativa com seus contos, ou seja, um primor.
Os fantásticos anfitriões Karen e Biajoni, me emprestaram uma pilha de Lourenço Mutarelli.
Agora me diz, se eu largo tudo e fico só lendo essas delícias, a culpa é minha.
Nada, rapá, a culpa é deles.Minha é a sorte em tê-los como amigos.

07 novembro 2007

Professores organizados e suas chatices diárias









Os professores podem se dividir em dois grandes grupos: os que preenchem diário de classe e os que não preenchem.
Claro que vocês já devem imaginar em qual grupo estou.
Já tentei virar a casaca, passar pro grupo dos organizados, mas essa decisão dura tanto tempo quanto minhas dietas. Ah, eles são uns chatos.
Os professores -que-fazem-diário desprezam dos professores -que- não -fazem -diário.Eles mantém tudo na maios absoluta ordem, orgulhosos de sua retidão, risonhos com ela, exigindo com histeria algo denominado "letra bonita" (?) dos alunos, não admitindo canetas col0ridas (!) no caderno, ainda que estejam trabalhando com garotos que precisam de cores e signos pra se diferenciar do grupo.surtando quando observam um rabisco na prova.
Em uma parca definição conceitual, confundem rigor com mediocridade caprichosa.
Eles nunca erram, falam aos cochichos na sala dos professores e sempre tem um sorridinho mau diante de uma nota baixa.Especialmente de alunos que tem o caderno bagunçado (tsc..tsc..)
Sua aula também é organizada. Muito organizada. Cuspe e giz, giz e cuspe. Qualquer outra coisa os deixa nervosos. Os professores-que-fazem-diário odeiam professores que usam outros textos, criticam as idas áo pátio, porque aula é na sala de aula, obviamente.Não gostam dos jogos, mas vez ou outra fazem alguns,tolos, sem sentido,rudimentares e acreditam realmente que a aula melhorou, a despeito dos bocejos dos garotos.
O professor-que-faz-diário nunca lê, quando o faz, escolhe tão mal que seria preferível ter ficado com sua tv. Não conhece HQ porque considera coisa de criança.
Na sala dos professores, torce o nariz quando ouve falar em blogs: diz que não tem tempo pra essas coisas.
Ele nunca fala com prazer de um aluno, nunca conta algo instigante de sua aula.Sempre reclama, revira os olhos quando a sineta toca, pronto pra ir para seu martírio pessoal: seus alunos.
A escola idela para o profesor-que-faz-diário não tem aluno.
Principalmente alunos que estão descobrindo sua sexualidade:"bando de assanhadas" ou meninos que não acatam tudo como pronto e definitivo , os terríveis "questionadores".
Esse último adjetivo é dito entredentes, na hora do café, com bílis no olhar.
- Essa molecada não quer saber de nada...estudar ...ler....eles não tem hábito de leitura!
Perguntado sobre o que anda lendo, diz que não tem tempo pra isso.
Sei lá, vai ver que usa seu tempo pra preencher diários.Bem direitinho.

04 novembro 2007

Homens, homens...











Respondendo aos amigos que escreveram, não com guerra declarado aos bomens.Claro que não.Só acho graça em algumas coisas, ué.
De qualquer forma, tem gosto pra tudo como já disse por aqui.
E as pessoas podem surpreender sempre.

01 novembro 2007

Post marcado


















Ah, homens,homens...


Carly Simon - You're So Vain
you walked into the party

like you were walking onto a yacht

your hat strategically dipped below one eye

your scarf it was apricot

you had one eye in the mirror

as you watched yourself go by



and all the girls dreamed that they'd be your partner

they'd be your partner and



you're so vain

you probably think this song is about you
you're so vain

I bet you think this song is about you

don't you, don't you, don't you



well you had me several years ago

when I was still quite naive

well you said that we made such a pretty pair

and that you would never leave

but you gave away the things you loved

and one of them was me



I had some dreams they were clouds in my coffee

clouds in my coffee and



you're so vain

you probably think this song is about you

you're so vain

I bet you think this song is about you

don't you, don't you, don't you




I had some dreams they were clouds in my coffee

clouds in my coffee and...



you're so vain

you probably think this song is about you

you're so vain

I bet you think this song is about you

don't you, don't you, don't you



well I hear you went up to Saratoga

and your horse naturally won

then you flew your Lear jet up to Nova Scotia

to see the total eclipse of the sun

well you're where you should be all the time

and when you're not

you're with some underworld spy or the wife of a close friend

wife of a close friend



you're so vain

you probably think this song is about you

you're so vain

I bet you think this song is about you

don't you, don't you, don't you