
Minha cachorrinha, Renildes, está em pólvorosa.
Como eu não estou mais trabalhando à noite, posso sair com ela para passear. Saio sempre no mesmo horário, mas ela começa a pular uma hora antes, pedindo pra sair, toda maluca.
Na maior parte das vezes em que a levava para passear ia com duas amigas e seus respectivos bichinhos. Uma tríade feminina e canina passeando, tagarelando e rindo de tudo.
Ultimamente, como tenho ido sempre e durante a semana, vou apenas com a Nildinha, minha vira-latas.
Eu tenho feito um exercício cotidiano de tentativa de desnaturalizar as milhares de coisas bacanas que acontecem rotineiramente.
Há algum tempo, fiquei embasbacada com as nuvens. Acho que só tinha reparado como são incrivelmente lindas quando era pequena. Agora são as árvores. Estou passando o mundo a limpo, mentalmente.
Tenho procurando ser uma versão feminina do Flaneur de Baudelaire, quando Benjamin o discute: quero buscar o olhar novo de quem se perde em um cidade desconhecida, percebendo as minúcias.
Adoro o lugar em que moro, adoro as praças, as ruas, minha casa, tudo. Fico celebrando isso com a minha cachorrinha e pensando como tenho sorte em poder perceber as milhares de coisas incríveis que acontem todos os minutos.
Tô meio pollyana, heim? haha.


