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06 julho 2012
Nossa loucura de todos os dias.
Vi esse croqui do Louboutin no site Garotas Estúpidas e imediatamente lembrei da mania ensandecida de pés pequenos que assolou a China durante muitas décadas.
Apesar de reconhecer que o salto alto é uma tortura insana, confesso que cedo ao senso comum e acho bonito. E uso. E gosto. E até aprendi que o tal solado vermelho é leeeaaando.
Mas apesar disso tudo não posso deixar de pensar em quem foi o dono ou dona dessa ideia doida de colocar a gente com essa coisa no pé.
Mas ao olhar esse desennho e ver o pé deformado, torto, estranho, só pude me lembrar disso:
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30 maio 2012
A entrada de serviço
Já estou pra escrever sobre "Domésticas, o filme" há algum tempo.
Particularmente, gosto do diretor Fernando Meirelles, que nesse caso, também apitou no roteiro. O que conheço do trabalho dele, gosto.
A ficha técnica me faz pensar em um grupo de classe média intelecutalizada, tentando ( nesse caso, conseguindo) olhar o mundo com outros olhos que não o do eixo Vila Madalena-Leblon. Saca os sobrenomes: Cecília Homem de Mello,Andréa Barata Ribeiro,André Abujamra...sem desmerecer o trabalho, sempre penso nisso um pouco como "estamos aqui na conversando na casa do papai e tivemos uma idéia bacana pra um filme".
Ok, ainda assim, dá pra sair um filme interessante. E olha, saiu mesmo.
A trilha sonora é demais: hiper brega, dá a cor necessária para o filme, que transita entre o humor ( às vezes, negro) e o drama de forma genial.
O filme retrata o cotidiano de diversas domésticas - cinco em especial - dando ênfase para a fala das mesmas, que funcionam praticamente como "depoimentos".
Essa opção narrativa por si só, já vale o filme: pois dá voz a essas mulheres anônimas e não ouvidas, desloca o olhar para outro ponto, mostrando o mundo sobre a ótica dessa mulheres invisíveis.
Quem quer que tenha feito a pesquisa necessária para isso, caprichou, porque a estrutura das frases e a idiossincrasia das histórias está perfeita.
"Eu gosto assim..de feijão, arroz, sabe assim, bem farinha?"
Não sei quanto a vocês, mas alguns anos em Caxias me fazem ver que essa frase esquisita é completamente real, usada de forma cotidiana por várias pessoas.
E o olhar de Graziella Moretto no final? Quando diz que "ninguém escolhe ser doméstica, é uma sina", é absolutamente doloroso, é um daqueles momentos que marcam o filme de forma indiscutível.
Todas as histórias se entrecruzam, mostrando um universo desconhecido para a classe média e que me lembrou muito uma pesquisa feita na USP.
Um jovem da graduação - nas Ciências Sociais, creio - se vestiu de faxineiro e transitou pelo campus durante semanas.
Conforme ele relatou em seu projeto, foi ignorado pela maioria dos colegas e por todos os professores. Simplesmente, não viram que era ele. O que acarretou, ainda que ele tivesse consciência de que uma pesquisa e por tempo determinado, ainda assim, acarretou uma incrível angústia e abalo da auto-estima.
Ele havia se tornado invisível.
****publicado originalmente em 2009.
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16 setembro 2011
A cadeira
Desde o ano passado estava indo frequentemente pra São Paulo, por conta dos setecentos e noventa e seis milhões de exames que tive que fazer com Ricardo, meu irmão ( arquiteto, lindo e meu doador).
Nessas idas ele me levava em bares, cafés, feiras, restaurantes, peças, coisa e tal. Um dos dias pedi pra gente procurar o Choque Cultural, sobre o qual o Daniel fala tanto. Ok, toca para a tal galeria de arte urbana.
O bicho estava fechado, no meio da frustração, vimos uma loja absolutamente INCRÍVEL na esquina e demos uma entradinha básica.
Eu não conhecia a Maria Jovem, mas só posso dizer que é uma cooooisa.
As peças vintage são recuperadas à perfeição e vendidas. A proprietária falou que o forte mesmo são os alugueis para eventos, filmagens, tal. Eu surtei com a geladeira azul calcinha e o olho de lince do Ricardo foi em uma cadeira Barcelona enconstadinha em um canto.
Tentando se passar por João-sem-braço, perguntou:
- e o preço daquela cadeira ali?
(Sentiram, né? aquela cadeira, nem sei como não disse cadeirinha, no maior desprezo)
A mulher devolveu:
_ Aquela Barceloooooona...? (você-pensa-que-não-sei-o-que-estou-vendendo-mané?).
Falou lá um preço que não me lembro, seria algo parecido com MUITOCAROPRAVOCÊFIA. Estaria nessa faixa.
Ele aquiesceu e continuamos olhando as coisas por um tempo. Depois saimos, fomos para a padaria Bella Paulista, apesar de não ser madrugada - o horário mais bacana que ele me levou lá.
Agora, nessa minha fase-lixeira, como diz meu pai, meu desejo não é comprar por um preço alto. Não, não. Meu desejo é garimpar e transformar. Acho que isso dá mais personalidade, é mais divertido e, ahá!, cabe no meu bolso.
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29 abril 2011
Gilberto Braga lado A e lado B

Se a novela é de Gilberto Braga, eu nem vou pestanejar, vou ver porque será ótima. A lista de produções que saem daquela careca é grande e bela, nem preciso me dar ao trabalho de citar.
E nessa última - Insensato Coração - ele confirma seu talento para a teledramaturgia.
Acertou com a comunidade negra ao colocar como garanhão voraz um homem negro. Como já dizia o editor da revista Raça, para além de discutir o racismo, há que se trabalhar a imagem do afrobrasileiro, combatendo, assim, os discursos conservadores, tolos e burros que permeiam a fala racista.
Acertou com a comunidade gay: a múltipla tipificação vai desde o divertido de plantão - aquele que tem tiradas sardônicas, rápidas e irresistíveis - passando pelo bem resolvido profissional, apresentando alguns dentro do armário e criando um universo em torno disso. Sem falar do grotesco homofóbico, anacrônico e reprimido. Tudo correto, em cima, na veia.
Acertou demais na estrutura da trama: personagens que entram e saem no decorrer na história, dando leveza e revigorando as tramas secundárias com charme.
Mas errou com as mulheres. Vixe. A protagonista é uma pentelha - verdade seja dita, seu par também o é - a profissional da vez, apesar de aparetemente bem sucedida, era monotemática no esqueminha "vou conquistar o fulano". Mantra repetido pela peseu frigida Leila que descobriu o sexo e decidiu caçar o santo milagreiro.
Apesar de eu temer parecer ser moralista, o fato das mulheres da novela - aos milhões - fazerem sexo com qualquer um a qualquer hora me confunde: é pra parecer controle do seu próprio corpo ou trivialização do sexo no limite mais pirado?
Estilo: oi, bom dia, quer subir no meu apê? E o cara pega? Inacreditável.
A personagem Bibi, apesar de realmente engraçada, seria uma personagem caricatural e isso funcionaria, creio, mas dentro desse contexto, não sei. O que me incomoda é isso, grande parte das personagens femininas ou fala de homem, ou corre atrás de um....ou é uma chata padrão,no melhor estilo mulher tpm. Sobram poucas personagens fora desses estereótipos.
No mais, insisto que minha dúvida em relação a promiscuidade não se restringe ao comportamento feminino: o mundo mudou tanto e eu é que não sei? Todo mundo agora vai pra cama com estranhos todo dia, tipo escovar os dentes? Que medo.
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26 abril 2011
"I have a dream"
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21 fevereiro 2011
Deus mora nos detalhes
Minha política sempre foi escolher prioridades: fazer a vida ser um prazer e não uma obrigação, uma lista de afazeres repetidos.
Minha teoria agora é das "coisas legais". Faço "coisas legais" pra mim, sempre, todo dia. Pode ser um sorvete, uma soneca em um horário quase proibido pelo capitalismo visceral, pode ser ler com os pés pra cima, assistir novela ou mandar emails para amigos queridos.
A pergunta é: Vivinha, o que você fez de LEGAL pra você mesma hoje?;0)
Minha teoria agora é das "coisas legais". Faço "coisas legais" pra mim, sempre, todo dia. Pode ser um sorvete, uma soneca em um horário quase proibido pelo capitalismo visceral, pode ser ler com os pés pra cima, assistir novela ou mandar emails para amigos queridos.
A pergunta é: Vivinha, o que você fez de LEGAL pra você mesma hoje?;0)
27 janeiro 2011
O Rolo

Eu me lembrei do Cortiço ontem. Da briga entre a mulata e a portuguesa, do barraco das duas no meio do cortiço, da bagunça.
Ontem eu vi algo assim, mas muito menos literário e muito mais deprimente.
Com o carro no conserto, tive que ir dar aulas na faculdade de ônibus, o que detesto. Já tomei muito ônibus na minha vida, essa chatice...passo.
Sempre trabalhei de manhã, essa experiência com a graduação é interessante, mas é à noite. É um saco dar aulas à noite.
Mas não tive escolha, era isso ou faltar. Então, isso. Na volta, peguei uma carona com outra professora, que me deixou em um ponto de ônibus medonho. Era medonho, gente.
Era em frente de um botequim que cheirava a muitos anos sem faxina, com alguns bêbados rondando. Sério, uma caminhada de bêbados, parecia sindicato dos cachaceiros de Campinas.
E nada da porcaria do ônibus. E mais bêbados. E eu me encolhendo e pensando "manchete..professora fatiada e assada com batatas em um botequim de campinas!!!!". Meda. Porque qualquer um que me conheça, sabe que sou muito medrosa, muito mesmo.
Do nada surge o master bêbado, esses tipos que parecem uma caricatura humana, que olhados, despertam pena e irritação, porque são sempre, sempre, uns inconvenientes. Dito e feito, o master bêbado chegou perto de duas senhoras ( que estavam de braços dados, flores na mão e comentavam do baile que tinham saído, já meio chumbadinhas também)e começou a berrar:
- olha isso..olha isso....veeeeeeeeeeeia....feia...quem quer essa m***????
As duas se encolheram,eu entrei no botequim, pensando:morri, morri.
(Daniel sempre diz que o melhor dessas cenas é minha cara de pânico)
Continuou ofendendo as mulheres, até que um jovem, que chegou em seguida - vindo do mesmo bailão..- parou na frente dele:
- qual o problema aí, seu otário?? Tá ofendendo as senhoras por que??
O valentão se encolheu. Ficou quieto. Do nada,começou a gritar:
- eu piso na cabeça deeeeeeeeela...o sangue vai espichar!!!
Nessa hora eu já estava rezando, abraçada com a bolsa, com cara de choro.
A namorada do jovem que havia defendido as senhoras, pulou na frente do master bêbado: escuta aqui, seu b***, você é homem, mas não é dois!!! cala tua boca, seu bêbado nojento...aqui só tem mulher séria, só porque a gente vai no baile você acha que pode ofender, seu idiota!!!! some daqui, some,seu lixo< /em>.
- Euuu...não...bato em mulheeeer...porque não queeero....eu já matei, já matei...
- Então me mata, seu idiota!
Dizendo isso, a moça sentou um tabefe nas fuças do bêbado. Mas um senhor tabefe, com mão aberta, que fez barulho mesmo. Aí um grupo de adolescentes saindo de uma escola começou a rir, o pessoal começou a tentar acalmar, até eu entrei na história, acalmando a moça, oferecendo água, essas coisas que quando a gente entra na turma do "deixa disso" faz. Porque eu sou apavorada, muito apavorada, porém,maior que o meu medo de bêbados, é o meu medo de linchamento, e aquele imbecil, uma vez no chão, viraria uma panqueca de sangue.
Ele continuou:
- eu sou primo do xxxx - não entendi o que ele disse - sou graaaande lá no xxxxx - disse o nome de uma favela -eu te mato,heim?
- mata nada, seu bêbado, seu otário, sai daqui senão eu é que te arrebento.
E gritou:
- frouuuxo!!!
O bêbado foi embora, eles tomaram seus ônibus e logo passou o meu.
Subi, ainda com um medo dos diabos, achando a tal da moça uma heroína dos becos. E parecia uma história digna da Madame Gongadeira,afinal.
Socorro.
****post originalmente publicado em abril de 2008.
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17 dezembro 2010
Wagner Mouravilhoso

Voce quer saber por que Wagner Moura e intelectualmente mais interessante do que a maioria dos ourtos atores?
Entao, leia isso.
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Wagner Moura
13 dezembro 2010
Cenas de Woody Allen

Revi uns trechos de Maridos e Esposas ontem.
Vejo e gosto de Wood Allen, ou melhor, gosto de seus filmes, nao tenho a menor simpatia por ele. Depois que ele pegou a enteada entao, nem se fala.
Mia Farrow me da aflicao. Acho que ela parece um amalgama de garoto imberbe com uma freira, ou seja, a representacao do maximo da asexualidade. E isso se repete em todos os filmes que vi com ela - a mesma boca branca fragil, o mesmo cabelinho de freira, a roupa oscilando entre lacos de boneca antiga com pijamas. Bom, se nao eram pijamas, pareciam ser.
Wood Allen fazendo Wood Allen. Mas isso e dado, se quero ver um filme com ele sera assim, aquele magrelo flacido branco escritorio, pouco cabelo, muito nariz e cara de quem nao come carne.
Ja que estou implicando, vamos implicar geral. O que a Juliete Lewis tem na boca? Porque aquela fala mooooole?
E ela aparece fazendo aquele tipinho que Allen adora - a aluninha. Chega a ser caricatural, olhar de baixo pra cima, fala mole, pacote completo. Aquela que nada sabe tgeria que aprender tudo com o tal,o fodao,o hiper tcham. O inseguro master, ne?
A aluna deslumbrada com o professor - a ponto de nao reparar na careca ou na
pelanquina branca - jovem, bonita e inteligente. Em alguns filmes essa entidade aparece, as vezes assim, as vezes burra, mas sempre aluninha.
Quando essa personagem reage e critica, deixa de ter encntos, e ele perde o interesse. Porque o grande lance parece ser a jovem mulher que esta mais para plateia do que para companheira. Aquela que vai babar diante de cada babaquice que ele diz.
Mia diz isso (aspas) Essas bobagens que voce diz podem impressionar suas alunas, mas para mim sao apenas isso, bobagens ( aspas). TOIM!
Ai,ai, o cara faz realmente terapia atraves dos proprios filmes.
Realmente ele deve curtir isso, dado que papou a enteada - alguem lembra da historia? onde Mia flagra fotos eroticas da entao garota tirada pelo Pelancudo? E o Pelancudo casou mesmo com a enteada, puta chute no saco da Mia, fala serio.
Algumas cenas sao realmente antologicas. Quando o Amigo do Pelancudo esta em uma festa, ja separado da mulher, acompanhado de uma Namoradinha. A cena e cruel. A Namoradinha do Amigo do Pelancudo tenta inadvertidamente explicar porque a astrologia seria algo da esfera da ciencia. Os integrantes da festa desdenham a coitada, que esta sentada sob os olhares criticos e ironicos, tentando argumentar, toda enrolada.
Como ela esta sentada e os outros em pe, argtumentando sem se exaltar, parece mais cruel ainda.
Quando ele a tira da festa, ela grita, esperneia, fazendo uma cena que parece manha de crianca mal educada, fazendo o cara parecer o que e - um cara patetico que decidiu namorar uma mulher trinta anos mais jovem. Todos tem que pagar um preco, o dele e a vergonha publica.
Voltemos a Mia.
Seu pergonagem e descrito tomo agressivo-passivo e concordo plenamente. Parece envolta naquele clima esteril de freira, mas acana definindo o que quer e tomando, nem que pra isso, faca chantagem emocional. Sabe aqueles coitadinhos que conseguem tudo? Os ratinhos que roem corda? Entao.
Ah, quase me esqueci....e a Judy Davis? Ganhou minha admiracao quando conseguiu ser uma pentelha master e ainda assim ter Liam Neeson pegando no seu pe nervosamente. Como? Como?
Sei la. Mas ela volta para o marido - O Amigo do Pelancudo - e continua sua vida sensata e sem sexo.
Woody Allen transforma essa personagem na chata que sabe fazer tudo melhor do que todos. Aquela que critica o chef do restaurante, critica o maestro, parece sempre ansiosa, torcendo as maos, pouco riso e muita neura. E ele nao para por ai, constriu a personagem frigida e tensa, nao ha como nao ver isso. Entao fico me perguntando... como esse constroi personagens femininos.
So sobram essas e as Julietes Fala Mole?
Caraca, meda.
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11 dezembro 2010
Curtas

*** Fiz uma cirurgia, mas estou legal.
*** Estou de ferias.
*** Meu teclado esta sem acentos.
*** Li dois livros de contos do Neil Gaiman, e nem preciso, obviamente, dizer que Coisas Frageis I e II sao brilhantes. Pra variar, mergulham em um territorio de contos de fadas, terror, loucura e fantasia. Adoooro. DepOis resenho aqui, estou em fase de digestao.
*** Comecei a ler A Rsinha Margot. Quem se lembra do filme pode ter certeza, Patrice Chéreau viajou bastante sobre o romance de Dumas. Existem os casos, as intrigas e tal...mas a forma como isso e descrito nao lembra em nada o surubao que e o filme. Eu realmente gosto do filme, assisti ha anos no Cineclube Paradiso- que fechou ano passado - mas sempre achei que sofria de severos anacronismos. Nao pOsso falar com propriedade sobre o periodo, mas o filme me pareceu uma leitura tortuosa e quase caricatural. Vale a pena lembrar que as pilhas de corpos da Noite de Sao Bartolomeu sao identicas as pinturas sobre esse evento tragico. Pavoroso.
***Tenho assistido hoooooras de The Big Bang Theorie, nao existe melhor serie de humor pra mim. Humor geek autentico, no cerne, no jargao e nas manias.
*** Recebi visitas de amigas queridas que conheco ha dez mil anos, o que pode ser melhor?
*** Enjoei do twitter, desisti do orkut, continuo adorando o facebook.
***Quero ver o filme sobre o Facebook,
*** To zappeando demais e acho que isso esta interferindo na minha concentracao. Vixe.
*** Gosto de blogs de organizacao, craft, etc. Mas algumas vezes elas parecem saidas do Mulheres Perfeitas e eu juro que morro de medo das personagens do filme...robos que vivem o estilao Um Sorriso no Rosto e Um ssado no Forno. Meda, meda. Muiras vezes elas falam claramente que se espelham nas donas de casa da decada de 50.
Respeito intensamente as mulheres que optam por serem donas de casa e se esmeram nisso, nao obstante, quando isso passa a ser o centro da vida e o pico do prazer, apavoro.
*** Mas tambem tenho medo que quem, ao fugir desse estereotipo, acaba se embarangando de proposito, no meohor estilo Bagulho Intelectual To Nem ai. Ninguem vai me convencer que alguem e mais ou menos intelectualizada porque usa sovaco cabeludo e peito caido. Descupae. Sao duas faces da mesma moeda, o Duas Caras do Batman. Iguais do recorte e na ausencia de alteridade.
*** ta bom,eu sei, to chata.
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09 novembro 2010
Roda Viva versão "Como É Essa Coisa?"

Alguém por favor por de explicar exatamente o que aconteceu com o Roda Viva? Primeiro: é sério que o Heródoto Barbeiro dançou porque perguntou sobre os pedágios para o José Pedágio Serra? Sério?
Ah, caraca.
Bom, pra quem quatro blocos, sendo que o último serve para o "balanço" dos participantes. Em outras palavras, todo mundo diz que foi bom, ótimo, muito rico e que gostaria de fazer mais perguntas para o entrevistado, que dá uma jogada de confete de volta.
Sabe jogador dando entrevista? Falando sempre a mesma coisa? "Vamos dar tudo de si (sic), fazer um bom jogo, um grande futebol, o time está unido e seguir a instrução do professor e blábláblká". Gente, é igual. Mesmo papo repetitivo, inútil e abosolutamente previsível.
Augusto Nunes, que era meu ídolo na adolescência e juventude, por quem eu suspirava pelo charme e pela inteligência, está um fiasco. Não tanto pela aparência, os anos o atingiram em cheio, mas ainda dá um caldo. Mas perguntas superficiais, má condução de resposta, impaciência e outros problemas me fazem olhar pra ele com profunda decepção.
Marilia Grabriela é uma chata, mas isso não tem conserto. O pior de tudo é que ela e Paulo Moreira Leite gesticulam tanto que me lembram a entrevista - no mesmo programa - de José Celso Martinez Corrêa, que estava tão histriônico que as pessoas começaram a escrever perguntado se ele estava drogado. Um pé.
O que mais me incomoda mesmo são as perguntas vagas, mal elaboradas, que se repetem com aquela profusão de gestos e terminam com "como é essa coisa? " ou " como é isso?", o fim da picada, o fim dos tempos, o apocalipse das entrevistas.
No Roda Viva de ontem estava Contardo Calligaris - pausa para o suspiro apaixonado - que foi absolutamente brilhante e charmoso como sempre. Parecendo ficar surpreso com o nivel das perguntas. Quando indagado por Augusto Nunes se "ele conseguia se analizar ou precisava de alguém para isso", respondeu com um certo sorriso matreiro que "não se analizava, porque ninguém se analiza, é preciso do Outro para isso".
Sem desenvolver a resposta, foi quase lacônico, como quem diz: meu filho, pesquise antes de falar batatada...
De resto, a entrevista por boa por conta dele. Mona Dorf, jornalista convidada, foi sem sombra de dúvidas a melhor e mais elaborada. O resto..."ah, como é esa coisa?"
Faça-me o favor.
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05 outubro 2010
'"Tropa de Elite, osso duro de roer" - post sobre o primeiro filme

A primeira pessoa que vi falando do Tropa de Elite, foi a Andréa .Eu nem sabia o que era BOPE.De lá pra cá, fugi dos textos que falavam do filme, para tentar assistir com menos bagagem,com mais abertura para minha propria análise.De cara havia a questao, ser ou não fascista , não dava pra não pensar nisso.Porque apesar de não ler as análises, alguns dos temas das discussões sobre o filme sempre acaham chegando, só dá pra fugir totalmente, indo pra Marte. ( Ou preenchendo diários de classe, claro).
Não achei fascista, não achei que faz a apologia ao Bope. Mas abre o flanco para essa interpretação, afinal, mostra o ponto de vista do Nascimento e isso, muitas vezes, acaba desenvolvendo uma cumplicidade entre espectador e filme.
Então, para um expectador mais afeito a porrada e que tem simpatia por "justiceiros", parece ser uma apologia.
Por mais que seja óbvio - e é obvio - é importante falar sobre a questão plástica do filme e no seu tempo: o ritmo dele é instigante demais,ele é visualmente interessante e os atores são um show à parte. Se eu disser mais uma vez que adoro Magner Moura, vou acabar ficando ridícula.Mas eu não temo o ridículo quando ele é bem intencionado e assim, repito: o cara é simplesmente um dos melhores atores que já vi.
Gosto de filme com narrador, gosto dessa coisa que acaba sendo uma forma de modelar meu olhar, direcionar. Nesse caso, o narrador era um personagem que eu sentiria aversão logo de cara. E senti mesmo.
Pra mim não adianta mostrar o lado "papai em crise", "marido com apartamentinho ferrado" para eu simpatizar: a História prova que homens terriveis no trato social podiam ser adoráveis em casa. O filme "A Queda - as últimas horas de Hitler", apresenta o fuhrer sendo carinhoso com o cachorro, entre um surto e outro, por exemplo.
Ao msotrar o cotidiano, o personagem deixa de ser apenas o Outro e o vilão por exelência,como ficou reduzido o Baiano ( em apenas uma cena ele é visto com a mulher e filho),passa ser um cara comum. E os caras comuns não são monstros, são?
Ah, gente, são.
E a HIstória prova.Mas para algumas pessoas, pode parecer que não.Esse é um dos pontos que abrem o flanco para a interpretação "pró bope", creio.
Impossível não ver como a autoridade, ou melhor, como o grande prazer no abuso da autoridade e da violência estão impressos no Capitão Nascimento.
Em busca de valores éticos louváveis - como a repulsa a corrupção e a convivência pacifica entre policiais e traficantes - Capitao Nascimento se advoga o direito de "trazer a doze".Assim, ainda que sob um objetivo correto, Nascimento cede/entra/mergulha na lei da selva.
Se alguém me disser que os traficantes fazem o mesmo, vou ficar irritada.Porque se a lei for usar as memas estratégias e regras da marginalidade, voltamos a barbárie. Aliás, é exatamente isso que vivemos, o que é deprimente.
Me apavoro em pensar que vivo em um mundo onde um ou outro "capitao nascimento" decide quem vive e quem morre. Policial e padre, pra mim, só à distância.
E muita distância.
Obviamente sei que o cotidiano deles é estressante e coisa e tal, não creio que seja possível não surtar eventualmente ,ou tomar bola, como o Nascimento.Mas isso não significa que direi que apoio. Tenho repulsa por justiceiros e afins, tanto quanto qualquer outro tipo de violência.
No conto "A Coleira do Cão", Rubem Fonseca demontra, de forma absolutamente genial, como um policial acaba se envolvendo, se deixando seduzir pela possibilidade de usar qualquer método, de estar além da lei e mais do que isso, de efetivamente se sentir envolvido pelo poder da violência: de ser pego pela "coleira do cão".
Nesse conto,filmado pela Globo com o excelente Murilo Benício, um delegado honesto tenta trabalhar dentro de uma esfera de lagalidade, até perceber que todos na delegacia - menos ele, como descobriu - estavam atravancados com uma rede de corrupção e abuso de poder.
Até que ele mesmo se sente seduzido, tomado, pela chamada coleira do cão, onde o poder, associado a uma fálica arma o transforma.
Inevitável pensar no prazer que proporciona aqueles policiais a chegada, o terror, o tal tapa na cara. Um amigo de infância, hoje policial no Rio , diz pra quem quiser ouvir que "dar tapa na cara é bom pra caramba".
O persongaem Neto, notadamente perturbado,com a cena hiper "Taxi driver" ,que seria o escolhido ( doido por doido...)para substituir o líder do BOPE é morto. Sua morte é vingada pelos companheiros. Sim, vingada, ou seja, um conceito fora da legalidade, onde o policial se torna também juiz e carrasco.
A responsabilidade dada ao coletivo, sintetizada na crítica ao uso do baseado dos universitários é e não é interessante. Em um primeiro momento, com minha patológica aversão ao Estado, penso que o coletivo pode e deve exercer seu poder: usar drogas cria a marginalidade? Em parte, sim.
Mas a questão principal é: usar drogas, pura e simplesmente, cria a marginalsidade?
Não.
Eu sei que vcs vão dizer que estou usando um grande clichê, mas por incrível que pareça, para alguns espectadores do filme , ainda há que se apontar: as condições sócio econômicas criam a marginalidade, em alguns casos, fica impossível fugir dela.
O fato de haver usuários de drogas não tornou eu ou você que está lendo, traficantes. Mas se nossas condições fossem outras, poderia ter tornado.
Eu confesso que me incomodei um pouco com a visão tortuosa que foi transmitida acerca dos universitários. Concordo em parte, mas como toda generalização é burra, creio que apresentar absolutamente todos os estudantes como "garotos-danoninho-esquerda-festiva" é exagero.E aquela aula que reduziu Foucault a papo de botequim com secundaristas foi o fim da picada. Ali era só pegar um professor para dar assessoria, porque um bom professor torna palatável textos densos. E se evitaria aquela cena - insólita - da aula.
Arnaldo Jabor inexplicavelmente acredita que tem a capacidader de traduzir o inconsciente coletivo, desta forma, diz que não foi o olhar sádico que teve peso sobre o público, mas a forma que o público se sentiu "vingado".Acho pertinente sua interpretação, mas acho tolo acreditar que uma chave explicativa dá conta da leitura do público.Aliás, ele disse isso baseado em quê? Achologia é terrível.
Fiquei pensando sobre as estratégias de treinamento do BOPE, em grande parte, parecidas com o treinamento espartano e também próximo ao que se vê expresso na pesquisa "Tortura Nunca Mais". Nesse caso, o policial tortura os amigos, passa por tortura. Depois disso, arrebentar com qualquer um fica fácil, principalmente se for o Outro, o inimigo, o diabo, ou sei lá como eles traduzem isso.
No momento da tortura, o cara confessa, mente, bota a mãe no meio, diz que assinou o livro do capeta com o sangue de bebês. Qualquer um que tenha lido Guinzburg ou outro historiador que pesquisou o Santo Ofício percebe isso.
Assim, acho que algum personagem que relativizasse um pouco esse olhar maniqueísta de Nascimento, que questionasse suas ações poderia contrabalaaçar um pouco a narrativa.Ainda que sob a ótica do BOPE, acho que tenderia a possibilitar uma interpretação mais aberta e múltipla.
Então, ainda que eu não acredite que o diretor tenha elaborado um filme para tecer loas a esses métodos policiais, me deparo com William Wach soltando essa piadinha-pérola, ao falar sobre corrupção da polícia.
"é..o capitão Nascimento não gostaria nada disso..."
Pois é, o capitão América também não.
*****post originalmente publicado em 2007.
Pretendo ver o Tropa de Elite II, então, vamos esquentando os tamborins.
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22 junho 2010
Geeks
É por isso!
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06 junho 2010
Para nunca esquecermos
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28 abril 2010
21 março 2010
Eu gosto de domingo

Implico com quem não gosta de domingo. Acho clichê murmurar..."hum, quando escuto a musiquinha do Fantástico...". Ah, cara, com tv a cabo, livros, internet e O MUNDO TODO, só assiste Fantástico quem quer.
Ainda tropeço com quem diz que não tem "tempo para ler". Gente, nem vou me dar ao trabalho de argumentar, certo?
De mais a mais, sempre fui uma ardorosa defensora da segunda feira: dia internacional do começo das dietas, dos novos projetos, dia de rasgar foto de ex, dia de procurar novos rumos. Segunda é um grande dia, gente, é sim.
Quarta já é complicado: emperrada no meio da semana, indecisa, algo assim, meio PSDB.
Segunda não, segunda se coloca.
Hoje fiquei um tempão - na verdade, enquanto escrevo, estou ouvindo - um canal no youtube que descobri graças à Época: o MasPoxaVida, engraçadíssimo.
Existe uma dúvida quando à veracidade do autor: o fulano é um real geek ou um ator fazendo esse personagem?
Pouco importa para mim, já que o texto é incrivelmente engraçado e suas piadas realmente fazem parte do universo geek. Eu sugiro que você assista, sempre é bom encontrar novas formas de humor.
De resto, planejo passar no shopping com Daniel. Vou reformar seu quarto e há muita coisa pra escolher, como cama, estantes, etc.
Mas domingo de professor nunca é só lazer, nunquinha da silva; uma boa pilha de textos da moçada da quinta série me espera para corrigir e devolver para a reescrita.
Nosso projeto é escrever um livrinho - totalmente manuscrito, ilustrado, coisa e tal - sobre pré-História. Depois scaneio alguns e mostro aqui.
Bom domingão a todos.
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08 dezembro 2009
Dicas da Lola

Há pouco tempo, descobri um blog bastante especial: Escreva, Lola, escreva.
Já simpatizei por fazer uma paródia do título de um filme que adoro. ( Se você ainda não viu o alemão "Corra, Lola, Corra", desembeste até a próxima locadora, é divino.)
A Lola criou um concurso interessante, onde blogueira estão apresentando textos sobre maternidade. Os textos não percorrem um só caminho, tem uns que me fizeram rolar de rir, outros me fizeram pensar.
Nessa toada li muitas blogueiras que eu não conhecia e tive o prazer de visitar. Algumas virei freguesa, como a Rita, que escreve um dos blogs mais interessantes e inteligentes que já descobri nos últimos tempos.
Então, amigos leitores, fica a dica do dia: Vá correndo para a Lola.
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02 novembro 2009
Mix

Pela primeira vez, crianças bateram na minha porta no tal Dia das Bruxas. Eu havia comprado doces e adorei ser visitada por monstrinhos alegres, bruxinhas loucas por balas e mais dúzias de sorridentes fantasiados.
Um dos grupos, ao passar por último, ficou sem os doces, que haviam acabado.
Um fantasminha me tranquilizou:
- Não tem "ploblema" nenhum...
Eu achei o máximo.
Não torço o nariz para o "ralouím" tupiniquim, não mesmo. Penso na cultura como algo vivo e, portanto, necessariamente dado a miscigenações.
Aqui pode bater saci ou bruxinha, porque sempre vai rolar bom humor na recepção a qualquer um desses.
E vamuquivamu.
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21 outubro 2009
Fortaleza II - Praia do Futuro



Gente, é a ilha de Caras...rs
Sério. A praia além de bonita pra caramba, é base pra algumas "barracas" que são resorts....formam um conglomerado de restaurantes transados, bares, piscinas, redes, tudo com um paisagismo de ilha da fantasia. Lindo, lindo, lindo.
Ao lado, ali mesmo, atravessando a rua, não encontramos prédios, mas favelas. Lixo pela rua, casebres e bastante violência, lugar perigoso mesmo.
Uma terra de contrastes.
ps. fotos retiradas da net.
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19 outubro 2009
Fortaleza I - Dragão do mar

Das coisas que vi em Fortaleza, umas das que mais gostei, sem dúvida, foi o Centro Cultural Dragão do mar. Eu tinha pesquisado um pouco na net e já fui com o intuito de encontrá-lo, mas não achei que fosse tão bacana.
A entrada não promete e o a arquitetura é de gosto duvidoso, mas o lugar é um paraíso. Voltei várias vezes e quero falar das coisas que vi com mais tempo, pois eram exposições que merecem um post cada uma. Mas por hora, fica a descrição gral: o lugar conta com teatro, anfiteatro, auditório, salas de exposições variadas, lugar para oficinas, muiiito espaço, livraria, café, planetário, Museu de Arte Contemporânea e, atravessando uma passarela, casarões LIIIIINDOS restaurados que funcionam como bares e fervem à noite.
Ao lado, a enorme biblioteca pública e um Sesc bem bacana, onde vi uma exposição de arte naif maravilhosa.
Eu surtei naquele lugar, quem for pra lá, não deixe de conhecer.
Depois conto mais, beijos.
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