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29 fevereiro 2008

Junho chegando























Em junho,farei 40 anos.Não sei ao certo como será.Adorei fazer 30,achei bacana,achei uma idade de conquistas na vida,essas coisas todas.
Mas acho que fazer 40 implica em fazer um balanço da vida:tenho isso e aquilo,fiz aquilo e isto...mas o outro também pesa,o lado do "ainda não fiz," ou "ainda não tenho" ou coisas do gênero.
Não,não vou selecionar 40 músicas...como fiz ano passado.Achar 39 músicas foi bacana,mas vou pensar em outra coisa.
Por hora,só digo e repito,eu sou a Malu Mulher.

20 fevereiro 2008

Barraco entre amigos






Eu estava esperado ansiosamente a nova mini-série da Globo:Queridos Amigos.
Estava com um certo receio,porque a autora é a Maria Adelaide Amaral,que há alguns anos adaptou meu livro preferido do Eça - Os Maias - e fez uma caca tão horrenda que me recusei a assistir até o final.Mas isso é assunto pra outro post.
Nesse post só vou comentar duas coisinhas bem básicas: a pressa em começar o "barraco" da história,ou seja,a falta de introdução.Explico.O personagem principal tem um sonho e sai recrutando amigos para um encontro depois de anos.Fica apressado,cenas curtas demais,tudo corrido,onde ele surge para convocá-los.Tem relação ainda com alguns? Ficou claro que alguns ainda tinham contato,mas quais?
Imaginei que na entrada da festa,isso seria esclarecido.
Nada disso:próxima cena,todos na mesa(como foi a entrada? houve tensão?quem não se via há tempos?) e o yuppie gay começa a disparar flexadas contra todos,transformando o almoço em um barraco.Tudo muito apressado,parecia mais uma resenha do que uma cena.
Mas houve um momento muito comovente.Quando começam a assistir a antigos vídeos
( casamento de fulano,ano novo na casa de sicrano..) incluem também a cena da volta do exílio de um dos casais.A sacada foi incluir cenas reais e aí eu não aguentei,chorei deslavadamente,para o espanto do Daniel.Vi Miguel Arraes,vi o Fernando Gabeira...e eu me lembro de ter assistido a isso em 79,com onze anos,sem saber ao certo o que era "abertura" ou "exílio",mas sentindo a emoção do reencontro dessas pessoas.
A cena ganha grandeza com a fala de Denise Fraga,que ao reagir calmamente as provoções do amigo yuppie,diz a que fica reduzida uma pessoa - que como ela - foi torturada.Aquilo que se perde internamente,para sempre.
Aí penso no que o exílio tomou dessas pessoas.
Não há uma vez que o caso do Alfredo Sirkis,autor de Os Carbonários,não me venha a mente.Ele foi exilado quando estava brigado com o pai,quando retornou,oito anos depois,seu pai já havia morrido.
Não houve tempo para o perdão,para fazer as pazes.Isso nunca vai ser apagado.
E aí gente,eu chorei mesmo.

27 junho 2007

Vixe, eu sou a Malu Mulher!


Eu era garota e via essa socióloga, mãe e divorciada, descabelada, cheia de chiquérrimos problemas. Não, não tem a menor lógica, mas eu achava aqueles problemas tão chiques...vejam vocês.Sério mesmo, achava tão peculiar, tão feminista, tão tudo.
Outro dia, conversando com uma amiga, tive essa sacada fatal: " eu queria ser a Malu Mulher e agora sou."Cara, só tem um nó nessa questão...agora não quero mais.
Tenho que pensar em outros personagem pra enfiar super ego adentro e fazer isso virar realidade.
Vocês tem alguma boa sugestão?

21 junho 2007

"senhor MacGee não me irrite, não gostaria de me ver zangado.."



Eu tenho bom humor quase todo o tempo. Não sou dada a deprê, quando fico mais abatida por um ou outro problema, me recupero rapidamente. Não sou de nhémnhémnhém. Nesse ponto, muias vezes sou intolerante comigo mesma, fico de bode e acho que é falta de um tanque de roupa suja, como já disse no post abaixo.


Mas tem um pequeno, pequeninho, ínfimo, suave problema: sou facilmente irritável.


Pronto, aí é fogo. Abro a boca e o espírito fala, pronto, quando vi já vomitei uma cretinice, já dei uma patada.


Quem assistiu Incrível Hulk nos 80 me entende: sabe aquele momento do episódio em que alguém irrita, irrita, irrita e ele dá aquela virada pro lado, com o olho vidrado e bum!, vira o monstro cheio de bílis? Taí. Eu me identifico totalmente. Meu sonho era ter aquela força descomunal para socar o imbecil que me chateasse.


Msa só fui notar que dava a tal "paradinha" antes do coice, quando a Frou me disse isso, ainda na graduação.:


- ih....- risos - ela deu a "paradinha".....


Por isso ela disse que só quem me conhece sabe a cara que fiz nesse dia aqui. Eu queria voltar pro divã e escolhi o terapeuta da maneira mais burra possível, no dedômetro, ou seja, peguei uma lista de médicos e onde o dedo parou, liguei.


Liguei, marquei, fui.


O cara me atende, me diz bom dia e me manda sentar.


- Dona Vivien , a senhora tem problema de nervoso?










(respostas possíveis)




- não, dotô, num tenho probrema nos nelvo não.




- ah, dotô, num fala assim que fico com sistema nervoso!




- onde você estudou? faculdades unificadas de santo antonio da panelinha??




- vá a m****.






Não, não respondi nada disso. Só não voltei mais.

07 abril 2007

Heroes


Meu amigo, vizinho e um dos mais assíduso leitores dessa Casa, M., me convidou pra um programa absolutamente irrecusável: maratona Heroes. Eu e Daniel fomos, intrépidos, prontos pra virar a noite, nessa "balada" deliciosa.

Estavam outros amigos e fomos recebidos com cachorro quente, muito cachorro quente. ( Regime, alguém ai falou em regime...??)

Daniel resistiu bravamente até as três e meia, quando M. foi fazer bolo e café. Muito bolo e muito café. Gente , o paraíso na Terra.

Pouco tempo depois do bolo, Daniel capotou no sofá. Saímos dali às sete, sem ter visto tudo, mas sem aguentar mais. Depois de rir muito, dormi o sono dos justos até as duas da tarde.

Eu adorei Heroes, adorei a trama, adorei o inusitado dos personagens ( o visionário drogado, o "chupador de habilidades" meio problemático, a maluca duas caras, todos). Achei a trama mais do que envolvente, dinãmica, com dose certa de humor ( Hiro Nakamura, claro)

Ainda assim....creio que não bate em Lost. Mesmo que consiga costurar a trama de forma tão original, na minha opinião, Lost apresenta e reapresenta seus personagens. Seja mostrando fatos que fazem reavaliar a personalidade dos fulanos, seja modificando-os na própria dinâmica da história.

Algumas críticas afirmam que Lost abre muitas vertentes e não as fecha, frustrando o expectador. Eu, particularmente, dicordo. Acho profundamente estimulante.

Mas Heroes foi o que eu esperava.E virei fã.
E assistir assim, em dose cavalar, foi delicioso.

01 dezembro 2006

I want to be lost with Jack



Hoje passei na locadora pra devolver uns filmes e me deparei com a segunda temporada de Lost, que ainda não vi.

Enlouquecida, surtada e babando, peguei todos. Estou aqui no trabalho contando os minutos pra chegar em casa e me acabar de ver muito, muito, muito Lost.

Eu demorei pra começar, tinha visto de relance , em uma ou outra zapeada e pra mim era um filme chato, babaca, eu não sabia porque tanta gente comentava sobre uma série que falava de pessoas perdidas em uma ilha.

Por acaso, vi um episódio. E pirei. Imediatamente. Acho a série genial, curiosa, inteligente. Gosto dos personagens, gosto da trama e gosto, em especial, da estrutura narrativa, em flash backs alternados. Você precisa montar a história como um louco quebra cabeça e vai reinterpretando os personagens a partir de informações que são dadas paulatinamente, de forma não linear.

Além disso, tem o Jack, que já me valeria por tudo. Fala sério. As mulheres que curtem os chatérrimos bad boys que me perdoem, mas eles sempre, sempre me entediam.

Os Jacks da vida nunca me entediam.