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08 dezembro 2010

Vivinha e Daniel em São Paulo II - o inóspito - post de 2008





















Levei Daniel pra conhecer o Memorial da América Latina. Eu já fui várias vezes,quase sempre levando alunos. Ele gostou. Minha parte predileta é o Pavilhão da Criatividade, em especial, o mapa onde andamos em cima das pequenas esculturas estilizadas. Quando levava crianças de quinta série, elas rolavam em cima. Daniel curtiu, mas preferiu a parte onde está o quadro do Portinari e as colunas do Carybé. Realmente lindas.

Mas que o Niemeyer nunca conheceu um lúpico, ah ,meus amigos, não conheceu. Atravessar aqele sol+concreto é praticamente um suicídio lento. Segundo Daniel, ele também nunca conheceu um cadeirante, porque a passarela é impossível pra eles. Sério mesmo. Nem com uma boa alma segurando, só se o fulando largar a cadeira e deixar o cara se estraçalhar no final.

Lindo,porém,inóspito.Se for pra escolher uma obra dele, prefiro aquele museu de Niterói. Ao menos fica perto da água.

E eu tentanto levar um papinho cabeça com meu filho,arrisquei essa:

- mas o cara tem um estilo marcante,né? dá pra identificar...igual aquele espanhol que eu gosto..

Antes de eu continuar e dizer "o Gaudí", o sacana ri da minha cara:

- ah,claro que sei...o Antonio Bandeiras?

Bom, ele também. Mas o assunto era sério, caracoles.

Mas vamos aos micos: na saída do banheiro da lanchonete havia um pequeno desnível, eu dei uma tropeçadinha, juro, foi apenas uma tropeçadinha....então, por reflexo, apoiei as mãos na parede. Riam, crianças: não era parede, era uma divisória que se estabacou com chão, com todo,todo o barulho possível.

Daniel disse que eu saí com a maior cara de bunda, olhando pra um lado, pro outro, com cara de quem pensa "será que alguém ouviu?"

ô coisa.





***** texto publicado originalmente em janeiro de 2008.

04 agosto 2010

Os Botelhos em Olinda















Eu assino Vivien Morgato pra tornar o nome mais curto, mais prático. Mas também sou uma Botelho. Daniel não tem Botelho no nome, mas tem sangue e Felipe, meu blog-amigo há anos, também carrega esse sobrenome.
Não somos primos, mas o nome e a identidade em relação aos gostos poderiam dizer que somos.
Felipe´é arquiteto, mas deixou essa profissão pra ser diretor de teatro. O papo entre esse trio foi farto, fácil e rico: sabe quando há aquela facilidade de comunicação super rápida? Então.
Daniel virou fã.





Antes de sentar pra papear e comer a gente passeou por Recife à noite, vendo tudo de outra forma, e visitou uma igreja. Sai da pequena igreja, desci umas escadas e me espatifei no chão. Linda, loira e japonesa, benhê.
Não contente com isso, quebrei o tamanco e a gente teve que fazer uma pequena caça à uma loja aberta, pra poder comprar uma sandália de couro.
Devidamente calçada, a noite continuou. Me diverti muito, conversei pra caramba e foi, certamente, a noite mais bacana que passamos por lá.
Sem dúvida, as pessoas com as quais mais me identifiquei e com as quais mais gosto de conversar, encontrei aqui, na blogosfera.;0)



















03 julho 2010

"Hasta la vista, baby!"






O próximo post será de Recife. O Eckhout é pra entrar no clima da terra.
Notícias em breve! beijos.

12 junho 2010

Eu e Daniel em Salvador


Eu estava lendo um dos meus blogueiros favoritos e fiquei pensando na viagem que fiz pra Salvador.
Começa que não tenho medo de voar, mas detesto a decolagem. O ar vai pra algum outro lugar que não os meus pulmões e fico colada na cadeira, com cara de quem assistia cine catástrofe quando era criança.
Nesse dia, o cara que estava na janela papeou com o Daniel e eu me concentrei em procurar o tal ar que tinha sumido.
Quando cheguei...apavorei: parecia Caxias, e ninguém merece Caxias....pensei, desolada, então é isso aqui?
Logo a tal paisagem mudou diametralmente, fiquei em um bairro que o Rafael, diz em seu texto, que um dia foi Leblon e que hoje, é , no máximo, Copacabana.
Eu, na minha condição de pobretona deslumbrada, achei tudo lindo. Lindo.
Cheguei no hotel e quando vi que tinha até um stand da H Stern, quase tive uma síncope.
Estava louca pra ir no Pelourinho, fui praticamente todos os dias. Me acabei naquela pimenta maravilhosa, comprei presente até pro gato da vizinha, ou seja, mais turista, mais paulista, impossível.
O mercado modelo não foi bem o que eu esperava, o mercado da minha imaginação era melhor. Mas na saida, sentar pra comer um troço que Daniel falou que parecia olho de sapo ( não comi, depois disso) e ver aqueles Tony Garridos jogando capoeria foi o máximo.
Não sei como é o paraíso de vocês, mas no meu tem um monte de Tony Garrido jogando capoeira. Ah, tem o Reynaldo Gianechini também.
Um dos dias em que a gente estava no Pelourinho, entrei em uma galeria. Reparei em uma escada antiga, de madeira, bonita.Fui ver o que tinha escrito, reparei que havia uma plaquinha.
Bom, gelei, a perna tremeu,senti um aperto indescritível no peito quando li: "Aqui Jorge Amado viveu quando estudante e escreveu Suor".
Provavelmente hoje, eu releria Jorge Amado com ressalvas, provavelmente o acharia maniqueísta, coisa e tal...mas o fato é que li, e li muito, quando tinha 12 anos. Foi através dele que comecei a pensar em conhecer a Bahia e foi através dele que comecei a gostar de política.
A tal escada estava presente todo o tempo no romance, eu me lembro perfeitamente disso, e me deu um troço ver o lugar que o inspirou, deu um troço mesmo.
Adorei ver as ruas com nome de personagem, achei deliciosamente insólito.
Achei as praias de uma beleza arrebatadora, e curti com todos os meus limites, porque não tomo sol nunca.Daniel fez tatto de henna, a gente continuou a orgia das pimentas.
Uma coisa me irritou barbaramente: o tal tempo baiano.
"São só cinco minutos....mas cinco minutos baiaaaanos"..eu tinha impetos de socar a cara do fulano. Quando perguntei , em um determinado lugar, onde havia taxi, o cara mandou essa (juro!!)
- Vá de taxi não...é muito rápido.....
O que eu poderia responder? Que sou uma palixxxxxxta otaaaaaaaaria? E que tenho muita, muita pressa todo o tempo? ...rs. Pois é.
Mas o bom, o bom mesmo era ouvir o tempo todo, minha rainha pra cá, minha rainha pra lá. Eu nem sabia que existia esse hábito, mas a-d-o-r-e-i...pode me chamar de rainha que vai rolar gorgeta, e como vai. Eu compro o que o fulano estiver vendendo.
Ser rainha é bom demais da conta.



********post originalmente publicado em dezembro de 2006.

21 outubro 2009

Fortaleza II - Praia do Futuro




Gente, é a ilha de Caras...rs
Sério. A praia além de bonita pra caramba, é base pra algumas "barracas" que são resorts....formam um conglomerado de restaurantes transados, bares, piscinas, redes, tudo com um paisagismo de ilha da fantasia. Lindo, lindo, lindo.
Ao lado, ali mesmo, atravessando a rua, não encontramos prédios, mas favelas. Lixo pela rua, casebres e bastante violência, lugar perigoso mesmo.
Uma terra de contrastes.


ps. fotos retiradas da net.

11 outubro 2009

Fortaleza









Minha gente, tô aqui,em Fortaleza.
Notícias detalhadas depois de quarta feira. Beijos a todos.

24 julho 2009

Os monstros, o mico e os monges.







Ontem fui dar uma volta pela Liberdade. Achei o bairro caído, sujo, diferente das últimas vezes que estive por lá. O tal "Cidade Limpa" do Kassab certamente não foi bom para o bairro, que teve de retirar os letreiros em japonês, minando um pouco o clima do lugar. Pena.
Como eu e Daniel somos fãs da culinária japonesa, chegamos secos pra entrar em um restaurante. Rodamos bastante, tropeçamos em alguns que, segundo o Daniel, pareciam a ala B da Yakuza, onde ele imaginou um shushi man gordão, limpando o facão na camiseta suja e cuspindo.
Piadinhas nojentas à parte, passamos por alguns que pareciam caros: havia os caros e os esquisitos. Andando um pouco, achamos um mediano e entramos.
O restaurante era simpático, ninguém falava português e eu me entendi quase com mímicas com a simpática garconete.
Perguntei se o prato era suficiente pra duas pessoas, ela disse um monte de coisas com sons incompreensíveis para mim, no qual identifiquei "arroz". Ok.
Entendi que ela sugeriu siri. Siri com gengibre. Toda feliz da minha vida, pedi.
Chegou uma travessa cheia de yakimech, mas estava realmente sem graça. Daniel, verde de fome, resmungava:
- pô, virado eu como em casa...
Um pouco depois chegaram os siris. A travessa trazia os monstros inteiros, cheios de milhares de pernas, junto com duas pinças ( alicates?) em formato de pata.
Pedi para que ela nos ensinasse, ela pegou a pinça, toda torta e apertou um pedaço de um dos monstros. A carne ficou ali e eu não sabia como tirar. Com a mão, ela disse, ou melhor, mostrou.
Eu tentei, juro, mas as velhinhas da frente me encararam tanto que tive certeza de estar fazendo errado.
A última vez que comi siri, assim, inteiro, foi em um sítio, em uma rede. Parafraseando Rubem Braga ao falar de manga: pra comer direito, tinha que sujar até a lâmpada.
Eu esperava uma super casquinha e me vi em frente de cascas pernudas duras. Ai.
Pagamos, mandamos embrulhar e saímos com cara de nada.
Como eu não havia identificado nada no cardápio, achei que era comida de alguma região específica do Japão...sei lá, o equivalente a buchada de bode aqui, algo assim.
Descobri que o restaurante era chinês e eles estavam há quatro meses no Brasil.
Saí com fome.
Pouco tempo depois, passamos em frente a um templo budista. Monges davam bençãos e tocava uma música super envolvente, com uns mantras, interessante mesmo.
Os monges davam bençãos, refeições, logo uma pequena multidão pacífica se aglomerava ali. Infelizmente, não conseguimos entrar no Templo, pois isso só seria possível mais tarde.
O Museu da Imigração ainda estava fechado. Continuamos caminhando, vendo as lojas com milhões de objetos diferentes e Daniel apontou um porãozinho meio macabro: um lugar para acender velas na igreja das Almas dos Enforcados. Não riam, parecia filme de terror e quase corri.
Depois foi encarar o metrô e ir pra casa do meu irmão.
*****
Agora, me digam uma coisa, como viver em uma cidade cujas escadas rolantes já são mais rápidas do que as outras ( eu juro que são!) e você ainda tem que ficar à direita, porque o povo sobre correndo as mesmas escadas?
Cara, juro, eu me estresso só de olhar.
Mas foi bom. Depois conto mais, inclusive o reencontro com amigas queridas da Unicamp, no nosso "aniversário de vinte anos de amizade".

15 fevereiro 2009

O Canto da Ju








Minha prima Ju tem um canto todo especial: uma casa onde ela passa religiosamente todos os finais de semana há um ou dois anos. Essa casa fica na represa de uma cidade chamada Avaré, no interior de São Paulo.
Estou aqui agora, enquanto escrevo. A casa é realmente especial, porque Ju é decoradora e completamente entusiasta de tudo que diga respeito a cores, formas e essas paradas que os decoradores entendem. Então, a casa ficou absolutamente especial, rica em detalhes, coisinhas, onde tudo tem um lugar certo e um porquê, nada está por acaso.
Daniel me aconselhou a não andar de lancha, pois conhece a mãe medrosa que tem, mas fiz ouvidos moucos pra isso e fui, e olha, gostei demais. O lugar é lindo e curti a velocidade - o que é incrível, porque eu REALMENTE, sou medrosa. E estou tão rebelde com esses meus antigos medos que até vou arriscar a andar de jet ski da próxima vez ou quem sabe esquiar - como meu irmão, aqui na foto . É isso, gente, ano novo e morte aos medos antigos.
Vivien atlética, hahahah, é o fim dos tempos...

07 fevereiro 2009

Cidade de Pedro


Nos anos que morei em Caxias, ir para Petrópolis era um programa que a gente costumava fazer de final de semana. Como a cidade ficava muito próxima, era só meu pai perguntar se a gente queria "sentir um friozinho" e pronto: todo mundo pulava da cama e se arrumava, animadamente, prontinho pra "patinar" no Museu.
Porque era sagrado ir ao Museu Imperial, delicioso, que tinha um atrativo à mais, para a molecada: para a proteção do chão, a gente calçava um chinelão de feltro, que dava pra escorregar por alguns corredores. Uma delícia.
Mês passado, fui pra lá com Daniel e uma turma escolhdia a dedo, minhas primas Cris e Bia, e o namorado de Cris, Felipe.
A conversa com eles é sempre agradável, divertida.
Então a idéia era ir ao Museu, que está impecável, como sempre -sugiro que quem vá, assista ao show que eles tem à noite, dessa vez não fiquei, mas já assisti e é ótimo - e passear por lá, Quitandinha, Palácio de Cristal, blábláblá. Curtir a cidade e a arquitetura peculiar, incluenciada por alemães e outros europeus lá de cima.
A gente optou por almoçar em um restaurante português perto do Museu, chamado Transmontano ou algo assim, que era interessante: charmoso, com um bolinho de bãcãlháu de matar um de felicidade, um peixe saboroso e um atendimento diretamente com o dono, um portugués super simpático. Ah, e fado choramingando.
Minha dica pra quem estiver explorando o Museu: minha peça favorita é um colar fantástico que pertenceu a Marquesa de Santos, com um camafeu com a gravura de D.Pedro. Vai ser cara de pau assim lá longe, heim?

24 janeiro 2009

No Paço e na tv


Queridinhos, durante esses dias no Rio, vi algumas exposições imperdíveis. Uma delas está no Paço Imperial - que é, por si mesmo, um lugar imperdível - e é sobre a obra de Burle Marx.
Depois de ficar nadando naqueles quadros de cores inverossímeis, acho que comecei a entender melhor seus jardins maravilhosos. São quadros, tão lindos e inacreditavelmente coloridos quando as pinturas: só que ele pinta com flores. Cara, coisa de louco, de artista, de gente que vê para além das flores ou vê totalmente as flores. Não sei. Mas vê além de mim, isso tenho certeza.
Daniel e Guilherme, filho da Kátia, minha prima querida, foram meus acompanhantes e também gostaram demais. Pra quem for, sugiro assistir ao vídeo e ver Burle Marx falando de suas obras e cantando ópera. Demais.
Durante as noites, uma das coisas que gostei de fazer foi assisti Maysa, primeiro com a Kátia, depois com Cris e Bianca, outras primas muito queridas.
Gostei da adaptação, apesar do texto ser de Manoel Carlos, aquele chato. Na verdade, já fui esperando gostar, porque acho o Jayme Monjardim bastante talentoso e inovador.
A atriz que saiu do anonimato para a fama, mereceu o papel principal: a mulher é da pá virada, é uma grande atriz. Adorei.
Mas sacanearam o Bôscoli, heim? Porque eu fiquei achando que o cara era um canalhinha de quinta mesmo, nossinhora.
Quanto a Maysa, personagem, continuo com a mesma impressão: cantora maravilhosa, egocêntrica e chata como todo/a bêbado/a. Vamos combinar, neguinho vira uma cachaça e já se sente um suuuuper transgressor, certo? Olha, tio, como sou rebelde! Fala sério.
Enfim: a despeito do egocentrismo, o talento da mulher era indiscutível.

Então, deixo uma das minhas prediletas pra vocês, como presentinho.


13 janeiro 2009

Ainda desplugada


Volto pra Campinas no sábado, aí quero sentar, escrever sobre a viagem e ler todo mundo, porque estou off line todos esses dias e aposto que estou bem desatualizada em relação aos textos dos blogs que tanto leio e gosto.
Estou desde quinta aqui na Barra, fui pra Petrópolis e algumas histórias estão aqui na minha cabeça, mas só vou conseguir amadurecer alguma crônica quando estiver em casa.
Claro que já andei novamente pelo apaixonante centro do Rio, mas contar isso requer tempo e calma. E eu vou contar.
O fato, queridos, é que o Rio de Janeiro continua lindo.
Um grande beijo.

21 novembro 2008

Me apaixonando por São Paulo - I





Estou aqui na cidade da garoa. Cheguei ontem, e fui com Daniel, meu irmão ( que me hospedou) e alguns amigos dele comer pizza. Eu também sei que você está pensando que estou sendo óbvia, porque pizza em São Paulo é deliciosamente óbvio. Porque ela é sempre boa, sempre gostosa e eu sempre vou comer. Depois disso, meu irmão Ricardo, que é arquiteto e lindo - como quase todos os arquitetos - me levou pra um lugar cheio de frescuras, o Octávio. Lindo, lindo, maravilhosamente lindo. Uma decoracão que prima por um design arrojado e fresco, muito fresco. E aquela coisa de café que se toma aos gemidinhos. O problema é que eu adoro lugar fresco, mas detesto quem frequenta. São as idiossincrasias nossas de todo o dia, me perdoem.
Daniel e eu decidimos ir flanar hoje, falei um pouco pra ele sobre Benjamin e essa questão de descobrir a cidade com o primeiro olhar, de se perder na cidade. Ficamos assim, flanando aqui pela Bela Vista, linda, nostálgica, andando pela Ipiranga, claro, claro até a São João, e simplesmente reparando em tudo, nos prédios, nas pessoas, tudo. E tudo isso com aquele papo cabeca de professora-e-filho-de-professora.
Decidimos ir novamente no Museu Da língua Portuguesa: agora, substituindo a exposicão sobre Guimarães Rosa, está acontendo uma maravilhosa, sobre o Bruxo do Cosme Velho.
A exposicão anterior era realmente inusitada, instigante, mas só poderia ser assim: idealizada pela Bia Lessa, o que mais seria? Eu conheci a Bia Lessa em uma peca que ela trouxe pra Campinas, e quando ela iria dar um curso de teatro e não deu. Mas conto isso depois. Vamos voltar ao Museu.
Gente, é um verdadeiro presente pra qualquer um que goste de Machado de Assis: uma exposicão rica, criativa, dinâmica. Sö senti falta de ler algo do Sidney Chalhoub, que fez um trabalho fantástico sobre Machado e não aparece entre os outros intelectuais que discutiram a obra deste autor. Senti essa lacuna.
Aconselho a todos que forem nesse Museu, que não percam, de forma nenhuma, o vïdeo apresentado. Depois de rápidos dez minutos de um vídeo absolutamente bem encadeado, a parede se move e somos convidados a passar para um outro espaco, onde praticamente entramos em uma instalacão artística, porque o restante da apresentacão é feita ali, de maneira muito sensorial....o público ouve leituras de trechos de poesias, escuta trechos de músicas, enquanto imagens e palavras são projetadas em várias direcões. Gente, é sério, foi uma sacada. Você vê o público deslumbrado. Porque o público é tragado por essa trip multidimiática e é tudo irresistível.
O restante do Museu é altamente dinâmico e interativo, com espaco para a história da língua, vídeos enormes em lugares inusitados e a lúdica atividade do "Beco das palavras", onde todo mundo brinca coletivamente, juntando palavras que sáo projetadas sobre uma espécie de mesa e, quando unidas, são explicadas com clareza e , muitas vezes, com bom humor.
O Museu da Lingua Portuguesa funciona na Estacão da Luz, cujo projeto foi executado com material inglês, do cimento aos tijolos vermelhos. O resultado é deslumbrante.
Criancas, eu recomendo.
Depois de horas ali dentro, me divertindo muito, fui com Daniel até a Pinacoteca, que fica em frente.
Mas isso é assunto do próximo post.
Essa cidade é uma delícia.




12 março 2008

Livraria Cultura








Ontem tive que dar um pulo em São Paulo a trabalho.Decidi conhecer o apê novo do meu irmão Ricardo,que é arquiteto e lindo,e voltar hoje.O apartamento dele é uma delícia,ali na Bela Vista,perto de teatros,perto de tudo.
Assim,ele me sugeriu que o esperasse na livraria Cultura,ali na Paulista.Eu sei que é até ridículo eu dizer isso,mas eu ainda não tinha ido lá.Sei que qualquer pessoa minimamente civilizada que tenha andado na Paulista tem que conhecer,mas eu ainda não tinha ido,vejam que horror.
Eu só vou dizer uma coisa:fiquei três deliciosas horas lá dentro,surtadinha às vezes,calminha no puff umas outras,mas todas elas bem felizes.
A livraria é um mar,um oceano,um sem fim de livros.São milhares,são milhares,dá uma coisa,juro.Cds,filmes,gente bonita,lugares pra sentar e ler à vontade,uma torta mousse de chocolate que tem que ser saboreada com olhos fechados,música,livros,livros.
Eu era o Jonas dentro de uma baleia irresistível,era a Mariazinha na casa de doces da bruxa,era,era,era.
No lado de fora vi o ator que faz o papel de Beny(é assim?)em Queridos Amigos.Nem pensei duas vezes;fui lá,dei uma batidinha no braço e fiz alguns elogios.Ele foi uma amor,agradeceu e eu quase pedi o fulano em casamento.
Bonitão,gentem.Um olhar de derreter as calotas polares.
Isso é que é vida:um espetáculo desse,livros e torta de chocolate.Ai,ai.

04 maio 2007

39 músicas (11)


E a música que mais cantei para o Daniel foi, sem dúvida, Trem do pantanal. Cantava para o bebê que morava em mim, cantava depois, quando amamentava.

Já disse aqui o porquê. Descobri anos depois. Hoje penso que o fato das pessoas ficarem com medo da minha gravidez, medo dos cuidados que eu teria que tomar, em função do lúpus, me fizeram viajar sozinha nessa gravidez.

Todos estavam tão preocupados que não conseguiam perceber que eu vivia o maior e melhor sonho da minha vida, que sem essa gravidez e sem esse filho, eu jamais poderia ser feliz.

Eu me lembro da sensação da gravidez: única, única. Sensação de poder, de não-solidão, de amor que irradiava, de uma viagem única.

O engraçado é que percebi a relação desse momento com a música muitos anos depois. Naquela época, era o inconsciente cantando loucamente feliz.

21 novembro 2006

Domingo


Saimos aqui de Campinas antes das nove horas, no domingo. Eu, Daniel e outros professores aqui da faculdade, entre eles Tarcisio - que está linkado aqui.
A programação foi: exposição de arte grega na Faap, almoço no Mercadão e tarde no Museu de Língua Portuguesa.E foi ótimo.
A exposição está bacana, a despeito de algumas críticas que se posicionaram contra a "ambientação" das peças, eu particularmente gostei desse esquema de elaborar um pseudo-cenário: na exposição dos guerreiros chineses isso ficou muito bacana e no Brasil 500 anos, simplesmente maravilhoso.
No caso DESTA exposição, no meu entender, se criou um clima de valorização das peças. Daniel discordou, achou brega.
O almoço no Mercadão foi, claro, aquele hiper sandubão de mortadela, muito, muito gostoso mesmo. O único problema foi a pimenta, minha inseparável companheira, que só chegou junto com a conta.
Fiquei perdida naquela imensidão de temperos, queijos, frutas exóticas. Uma mistura de tudo, uma tradução de São Paulo pros sentidos.
O Museu de Língua Portuguesa foi fantástico: a concepção da interatividade é muito sedutora, a possibilidade lúdica das atividades - em especial no Beco das Palavras, onde é possível, literalmente brincar com as palavras - torna desconhecidos parceiros: as pessoas acabam por se ajudar dentro das atividades, rindo juntas, comentando, descontraídas.
Essa nova compreensão do que pode vir a ser um Museu, onde o visitante pode interagir com as peças e informações é algo que me deixa muito feliz.
Ainda vou escrever um projeto pra fazer uma atividade mesclando RPG, Live Action e algum museu bacana...preciso sentar e pensar. Já namoro essa idéia há tempos.
Foi um domingo delicioso e a possibilidade de passa-lo junto com meu filho, meus amigos e meus alunos, deixou ainda melhor.