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05 setembro 2011

Pela ampla defesa das bolinhas












Eu já comentei aqui com vocês, mas vou falar de novo, meio histérica: faz dois meses
que não volto para minha casa.
Quem vem por aqui sabe que fiz um transplante renal, contei algumas das agruras em outros posts, que está vindo pela primeira vez fica apresentado agora: "rim novo, leitor, leitor, rim novo".
Nesse tempo fiquei no hospital ( calafrio), passei para o apartamento do meu irmão em São Paulo e agora estou na casa da minha mãe, em Campinas.
Ainda não posso voltar para casa, ainda não posso subir escadas e preciso doar dois gatinhos que tenho: por conta dos imunossupressores, nada de gatos.
Dada esse introdução, quero que vocês imaginem comigo, como vive uma criatura que ainda não pode dirigir, adora sua casa e está há dois gigantescos, imensos, intoleráveis meses sem dormir no próprio quarto ou entrar na própria cozinha?
Respondo para vocês: planejando.
Riam, podem rir, é meio loser mesmo...mas acordo e durmo pensando nas mudanças que farei na minha linda, maravilhosa e pequena casa.
A bola da vez é....a bolinha.
Vou me jogar no vermelho com pois branco na cozinha, até ficar vendo bolinhas m tudo, no melhor estilo Anne Taintor ( a artista plástica que brinca com gravuras vintage, acrescentando frases irônicas), com sorriso colado no rosto.
O plano inicial é: contact vermelho para a geladeira - colocado pela Frou, super contacteira - cortinas vermelhas de pois, avental, luvas, bule, canecas (hiperventilando)...e pratos!...e coisas fofas!..e...e..bolinhas ao léu.
Tudo isso com quadrinhos incríveis de gravuras Anne Taintor, que mostrarei com mais apuro outra hora.
Agora me digam, dá pra ser mais feliz do que assim, em um mundo de bolinhas?