28 setembro 2007

Wagner Moura (II)


























Eu estou aqui esperando o final da novela, como muitos brasileiros.Li no Estado de ontem - parênteses em tempo: só comprei porque a Folha tinha acabado, não leio o Estadiiinho - que alguns estão surpresos com o sucesso de público dos personagens Olavo e Bebel.
Como boa noveleira que sou,vou cá dar meus pitacos.Começando pelo óbvio, ambos são atores ímpares, talentosos até a medula,convincentes, carismáticos, dominam a cena, são impactantes, coisa e tal.Sobre o Wagner Moura,tanta gente já falou tanto...tenho pouco a acrescentar.Isso somado a criatividade de Gilberto Braga só poderia dar mesmo um bom caldo. E deu.
Apesar de algumas pessoas se indignarem com a popularidade dos vilões,c reio que o que chama a atenção - nesse caso - é a dose irresistível de humor com que ambos temperam seus personagens, humor sacana, inteligente, irônico.
A questão da sexualidade também é um item bacana, diferentemente dos mocinhos da trama, que se amam com a musiquinha mais brega do planeta ao fundo e em câmera lenta ( por que será que sexo entre "mocinhos" é sempre lento?), Bebel e Olavo esquetam a tela com cenas repletas de risos,de sensualidade divertida e despudorada.
Será que as cenas amorosas dos "mocinhos" da trama provocam alguma coisa ...além de tédio?
Alguém me disse que achou incrível que parte do público feminino gostasse dos nomezinhos pouco ortodoxos com que Olavo chama Bebel.Sério? Se surpreendeu mesmo? Alguém acha que chamar de princesinha é a melhor opção??
Gente, gente, Olavo precisa dar umas aulas ao público masculino...
Assim, no meu caso, descarto a interpretação de que o público está sem padrões morais e sem ética ...e outras observações do gênero.Particularmente, acho essa interpretação moralista,simplista e ingênua.
Creio que a ironia na medida, a humanização dos personagens ( que tem sangue nas veias e nem sempre são límpidos como anjos) e a sensualidade espontãnea ganharam um espaço privilegiado.
E Wagner Moura ganhou,com Olavo, definitivamente uma coroa de louros.

26 setembro 2007

Para Lord Caco e para Vivina








A vida é mesmo engraçada e cheia de bonitas surpresas.Esse momento aqui foi muito, muito importante pra mim.Leiam e dividam isso comigo.

21 setembro 2007

Conversas com Daniel
















Eu já falei dos meus papos com Daniel em alguns posts: como esse, esse ou esse.
Mas lá vai mais um. A moda agora é me chamar de "mulher macaco", atenção, não pode ser "macaca", tem que ser no masculino, porque segundo ele, eu viro um macaco, um macacão doido e feroz, quando começo:
- Danieeeeeelll...!!!! vai arrumar seu quarto!!!!! vai estudaaar!!!!
Essas coisas de mãe. Ou melhor, de macaco.
Aí eu perco a compostura, tô dando uma bronca,ele olha pra mim, faz um bico e imita um macaco, murmurando:
- uh..uhn...
Quando começo a rir, ele se empolga e eu perco toda a autoridade.Eu sei que deveria ficar fortona e firme, mas eu rio de me acabar, gente.
Outro dia, almoçando, conversávamos sobre um livro que dei pra ele, o Na Toca dos Leões, do Fernando Morais.
- tá gostando do livro?
- tô sim, super legal. Aquele Olivetto lá é foda mesmo.Escuta, o Fernando Morais morreu?
- não, por quê?
- Sei lá, ele não tem nome que quem já morreu?
- ?????
Quanto a "mulher-macaco", ela tem variações:
* "macaco-professora" - quando estou ajudando com o estudo, ele descreve uma macaca com óculos e reguinha.
* "macaco-senhora-do-destino", uma macaca com turbante e bola de cristal, quando discutimos e ele diz que sou a "dona da verdade".
* "cyber monkey" - uma macaca com óculos pra ver em 3d, digitando loucamente.
* "macaco juiz" - com toga e peruquinha, quando sou autoritária.
E por ai vai. E eu me mato de rir.
Ai, gente, ele é o máximo.

17 setembro 2007

O espelho









A idéia é do Tiago e eu copiei, quem quiser fazer, mande brasa.

Retrato-falado

Nome: Vivien Morgato
Idade: 39 anos
Nascimento: 01.06.1968
Naturalidade: São Paulo - sp
Signos: Gêmeos - Macaco
Formação: História
Trabalho: Docência e pesquisas em História e Pedagogia
Sonho: não ter mais lúpus, viajar loucamente, viver de blog, ver meu filho feliz.
Lugar: Paraty
Mania: Mexer no cabelo
Instrumentos: só pra ouvir
Linguagem: literatura
Esportes: caminhada
Times: heim?
Religião: mistureba de crenças, fé
Drogas: feijoada em lata
Animal: Renildes ( minha vira-latas), Malcolm X e Chiquinha ( meus gatos)
Gula: Comida baiana picante feita por mim e chocolate.
Ira: pobreza,abandono,dor,chilique de blogueiro ególatra. .
Preguiça: rede
Inveja: tô fora
Avareza: sou perdulária
Luxúria: Brad Pitt
Vaidade: na medida
Bebida: coca cola com muito gelo
Objeto de desejo: lap top, tv de plasma e um carro que não faça barulho de caminhão quando anda.
Cor: vermelho fogo.
Banda: Legião Urbana
Música: mpb dia e noite
Disco: qualquer coisa com a chancela Chico Buarque de Hollanda.
Livro: Cem anos de solidão ( Garcia Márquez)
Filme: Clube da Felicidade e da Sorte, Matrix.
Figura histórica: Madre Tereza de Calcutá,Martim Luther King, Zumbi, Lula.
HQ: Neil Gaiman
Virtude: entusiasmo.
Defeito: arrogância.
Família: delícia.
Frase: "Viva como se fosse morrer amanhã. Aprenda como se fosse viver para sempre".
(Gandhi)
Epitáfio:Aqui está a mãe do Daniel, foi bom pacas.

Bernardo Caro

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Lendo o site da Unicamp, recebi essa notícia triste:

"Morre o pintor Bernardo Caro, ex-diretor do IA

[17/9/2007] Faleceu na manhã de domingo (16), em Campinas, o artista plástico Bernardo Caro. Caro, que era professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ia fazer 76 anos em dezembro, havia se submetido na sexta-feira a um implante de válvula cardíaca no Hospital Celso Pierro, não resistindo ao pós-operatório. Seu sepultamento ocorreu no domingo.

Bernardo Caro firmou-se como pintor e artista plástico a partir de 1964, quando passou a fazer parte do Grupo Vanguarda, de Campinas. Na década de 70 participou de várias versões nacionais e internacionais da Bienal de Arte Moderna de São Paulo. Além de ter participado de exposições na Itália, na Espanha, no Japão e em países da América Latina, tem obras em acervos de Londres, Washington, Paris, Madri, Granada, Stuttgart e Estocolmo.

Natural de Itatiba, Bernardo Caro foi educador e professor universitário, ligando-se primeiramente à Pontifícia Universidade Católica de Campinas, de cujo Departamento de Artes Plásticas foi chefe de 1979 a 1982, e depois à Unicamp, de cujo Instituto de Artes foi diretor. De 1997 a 2006 foi vice-cônsul da Espanha em Campinas e região.

Filho de imigrantes andaluzes, a arte de Bernardo Caro era um ponto de união entre a tradição da pintura espanhola e a temática brasileira. Era possivelmente o pintor brasileiro mais marcadamente espanhol. Em 1997, a cidade de Villanueva del Trabuco, onde nasceram seus pais, prestou uma homenagem ao artista dando seu nome a uma das ruas da localidade. Bernardo compensou-os com um monumento construído na praça principal da cidade.

Detalhes sobre a vida e a obra de Bernardo podem ser consultados no site bernardocaro.bravehost.com
(Eustáquio Gomes)"
A partida das pessoas sempre me deixa triste, mesmo quando deixam uma marca tão intensa e bonita quanto ele deixou.
Ainda mais quando essa pessoa era alguém que eu admirava tanto.

O texto da Mel









Lendo o blog da Mel, me deparei com esse texto. Pedi autorização dela para publicá-lo, porque acho que o racismo deve ser combatido sistematicamente, diariamente, sem tréguas. E nada melhor do que ouvir quem levou na própria carne pra ter mais certeza ainda.Acompanhem a Mel:




"Obtive meu primeiro emprego com carteira assinada em 1996, aos 15 anos. Fui contratada para ser atendente de uma das lojas Arby´s, um fast food de sanduíches de rosbife. Comecei em novembro. Em dezembro tive meu primeiro salário (recebia R$ 1,96 por hora) e fui ao shopping Ibirapuera (o mais próximo, dado que eu trabalhava na Alameda dos Maracatins) comprar uma calça jeans de cintura baixa. Há tempos queria ter uma. Todas as meninas usavam modelos assim. Geralmente eu herdava roupas que não cabiam mais em minhas irmãs, logo não podia me dar ao luxo de ter preferências. Mas naquele dia de dezembro de 1996 seria diferente: com meu primeiro salário eu compraria uma calça exatamente do jeito que eu queria.

O tempo apaga muitas coisas da memória como, por exemplo, o nome da loja que escolhi para fazer minha tão almejada compra. Entretanto não apaga outras como a sensação de ser sumariamente ignorada dentro desta mesma loja. As vendedoras, todas brancas como as clientes que estavam por ali, escolhendo e provando roupas, não se deram ao trabalho de perguntar nada, de oferecer ajuda... enfim: eu era absolutamente invisível naquele lugar. Inegável mal-estar. Vontade de sair dali o quanto antes. Sorte que a loja era do tipo que deixava a mercadoria à mão. Sozinha procurei a calça e encontrei um provador livre. Sozinha me dirigi ao caixa para efetuar o pagamento. A moça do caixa me sorriu e perguntou onde estava a minha comanda. Eu disse que não tinha uma. Ela então perguntou quem me atendera. Ninguém, respondi. Por um momento ela ficou me olhando. Como se houvesse entendido coisa que eu aprendera a entender desde muito cedo. Paguei a calça, peguei minha sacola e fui embora.

pCreio que todo adulto negro lembre de pelo menos uma dezena de episódios de racismo pelos quais tenha passado. Digo isso chutando baixo. Eu nunca parei para contabilizar (até porque tenho mais o que fazer da minha vida), mas enquanto escrevo este pequeno texto vão me aflorando na memória muitos, muitos mesmo. Desde o colega da pré-escola, Eduardo, 5 anos, que numa brincadeira infeliz de “beijo, abraço ou aperto de mão” cuspiu no chão depois de beijar minha bochecha até o constrangimento de, numa agência de empregos da Barão de Itapetininga, ser “avisada” pela entrevistadora que a vaga pela qual eu me interessara era só para quem estivesse “fazendo faculdade”. A fulana tinha meu currículo nas mãos, mas não se deu ao trabalho de olhar o documento: para ela bastava olhar o tom da minha pele e, a partir dele, julgar meu grau de instrução.

Algumas pessoas que se posicionam contra a concessão de cotas para negros nas universidades alegam como motivo principal a dificuldade de apontar, num país tão miscigenado, quem seria de fato negro. Haveria uma dificuldade em apontar o fenótipo. Engraçado que quem nasceu negro neste país sabe exatamente o fenótipo que o faz ser preterido quando se candidata a uma vaga de recepcionista, por exemplo. Não quero com esta declaração me posicionar a favor das cotas. Este é, aliás, um defeito da minha formação. O professor Kabengele diz que os educadores têm a obrigação de ter uma opinião formada sobre este assunto, o das cotas. Eu confesso que não tenho uma, ainda. Toda vez que começo a pender para uma posição, surge um outro questionamento que me faz rever tudo... Em todo caso eu não comecei a blogar para escrever sobre as cotas. Isso aqui é sobre outra coisa.

O racismo dói e ao mesmo tempo revolta. Quando criança, mais nova e inexperiente, doía mais que revoltava. Hoje revolta mais que dói.

Setembro de 2007. Vou almoçar com uma colega da seção. Não sei por que cargas d´água falamos numa outra pessoa que também trabalha na FEA. A colega, rindo, me pergunta se eu estava falando da “dominó”. Fico intrigada com o apelido, não entendo. Ela me explica que M., um outro funcionário da FEA, dera esta apelido àquela pessoa a quem nos referíamos por se tratar de “uma negra com pinta de branco”.

Preciso dizer que perdi a fome?

Atitudes deste tipo me incomodam tremendamente muito mais que demonstrações de racismo declaradas. Quando trabalhei na Atento tive uma amiga, de quem gostava muito, que desde a primeira visita a sua casa me avisara “Minha vó não gosta de negros”. Eu ia sempre visita-la preparada para o tratamento hostil. A criatura de seus 80 e poucos anos permanecia na cozinha enquanto eu estivesse na sala. Eu, da minha parte, fazia de tudo para ir embora logo. Assim nos (des)entendíamos e a vida prosseguia. O comportamento do M. me incomoda por ser velado. Duvido que, se colocado frente a parede e questionado se seria de fato um sujeito racista, M. responderia “sim, eu sou”. Imagino que se desvencilharia da questão com uma alegação do tipo “foi só uma brincadeira” ou coisa que o valha.

Não é preciso ter cursado Letras e nem ser um às em análise do discurso para perceber o racismo presente no apelido e na expressão “preto com pinta de branco”. A colega de trabalho da FEA em questão, a apelidada de “dominó”, veste-se muito bem, com muito bom gosto por sinal. Para o racista M. este esmero significa um distanciamento da negritude e conseqüente aproximação ao “mundo dos brancos”, mundo dos “bem-vestidos”. Alguém duvida que isto seja racismo?

Lembro-me de, mesmo criança e incapaz de compreender muitas coisas, questionar o porquê de certas atitudes alheias que doíam em mim. Como o exemplo do pequeno Eduardo que, aos 5 anos, numa brincadeira de “beijo, abraço e aperto de mão”, cuspiu no chão na frente de todos depois de beijar minha bochecha. Demorei alguns anos para entender que a culpa não é do Eduardo, mas sim de seus pais e/ou demais adultos que de alguma maneira vão incutindo o gérmen do racismo em seus filhos, sobrinhos, netos, afilhados, etc. A criança é resultado de seu meio. Assim, boçais racistas como M. vão, infelizmente, plantando suas sementes podres e gerando pequenos Ms Juniores...

Ps: Como não sei quem lê este blog, me contive e optei por não citar abertamente o nome do racista funcionário da FEA em questão. Não se trata de medo, nem nada do tipo. Ocorre que o episódio além de não ter acontecido diretamente comigo me foi narrado em 3º pessoa. Não posso sair por aí fazendo acusações porque teria que prova-las. Duvido que o racista em questão assuma o que disse. De pessoas assim só é de se esperar a covardia. "

13 setembro 2007

Tudo pode ser diferente





















Esse ano esteve longe de ser o melhor da minha vida.Problemas profissionais que nunca tive, o caso que contei abaixo ainda se refletindo, coisas assim.
Mas como boa geminiana, um dia chato foi substituído por um dia gostoso, um mau humor deu lugar a uma felicidade cheia de esperança.
E é aí que começo com a clássica (re)avaliação das escolhas que fiz. Vejo que fiz um monte de besteiras, mas tive grandes conquistas.Um filho, em primeiro lugar, um Daniel, o que não é pouca coisa...inteligente, engraçado, companheiro, lindo.
O fato de ter feito História, os bons anos de graduação na Unicamp. O mestrado, que está enrolado, mas vai ficar bacana. A casa, a casa...O blog, a minha outra casa.
Os amigos que me cercam com tanta atenção e amor que me derretem: seja pra dar risada, seja pra ir na minha casa e fazer chazinho quando estou de bode, achando que o mundo é uma porcaria.Isso é uma benção.
Amigos que consegui conquistar até aqui no blog,que continuam por emails ou pessoalmente, os papos que começamos aqui. Isso é uma benção.
O fato de eu estar indo deitar ontem e amigos passarem na minha casa, sorridentes, pra passear pelas praças do condomínio. O fato de minha tia me ligar pra saber por que não vou no casamento de meu primo, dizendo que farei falta.
Gente, o fato de eu fazer falta, como meus amigos fazem, como minha família faz falta pra mim.
O fato de receber scraps de alunos e ex alunos no orkut, o fato de minha cachorra pular de feliz em me ver.
Isso é uma benção e eu agradeço.

11 setembro 2007

Música para o amor que não houve


















Deve ter acontecido com vocês. Pelo menos espero que me entendam..Porque é algo tão incômodo que fica difícil explicar, porque como se explica se apaixonar sozinho?
Quero dizer, entra alguém na sua vida, vive algumas coisas com você e sai ileso, como se não tivesse sido nada. Praticamente nada, acho.
Mas o fato é esse: no ano passado, me apaixonei sozinha. Ele entrou e saiu da minha vida e eu fiquei aqui, sem saber ao certo o que fazer com todo aquele sentimento gigantesco que ele simplesmente deixou pra lá.
Eu sei, eu sei...."se doer, eu sei que sara".
O que posso dizer pra quem ler é que ainda que essa pouca vida juntos - muito pouco, um quase nada - me marcou a ferro. Lembro com detalhes de cada pequeno sorriso, cada programa bobo, lembro.Porque ao menos tenho isso, tenho esssa história que não houve, tenho essa história que foi só um lampejo.
Me apaixonar de novo?
Nem pagando, nem por nada. Dói e não vale a pena.
E só digo que ele é tão lindo e tão doce que me aperta o peito só de pensar.

09 setembro 2007

A Casa mais bonita do mundo


Ontem, dia 08 de setembro, fez um ano que mudei para a minha casa. A primeira casa que comprei e, portanto, a casa mais bonita do mundo.
Coloquei algumas fotos dela por aqui e vou colocar outras, ainda mais agora que ganhei uma cortina maravilhhhooooooosa da minha mãe.( Valeu, mãe.;0)
Sai com amigas e pra mim foi uma bela comemoração: uma noite de tributo a Raul Seixas no Tonico's, um bar já tradicional da cidade.
Tirando uma gordona maluca que ficou berrando, completamente chapada, e balançando os braços sobre minha cabeça - ela virou uma espécie de versão gorducha da espada de Dâmocles pra mim - e que fez com que fosse melhor a gente mudar de mesa, tudo foi ótimo.
Conversa boa, risadas e muito Raul Seixas. Nesse caso, o clássico "toca rauuul" que acomete alguns ouvintes em todos os bares foi ouvido, ah, se foi.
E termino aqui com uma música que adoro, meu eguinho já meio estrela adora: pra você entender, mude a palavra "vida" por "vivien" e veja como alguns amigos cantavam pra mim, há vinte anos.Beijos a todos, tô feliz.
Tenho a casa mais bonita do mundo.

01 setembro 2007

Meu amigo Zé










Esse é um dos meus melhores amigos, me ligou ontem e estamos morrendo de saudades um do outro. Como não trabalhamos mais juntos, ficamos um tempo sem nos ver, mas vamos dar um jeito nisso logo.
Tem coisas que só com o Zé tem graça.

31 agosto 2007

Professores e alunos
















Todo mundo já foi aluno de alguém, muitos amigos blogueiros são professores como eu.
Essa relação de amor e ódio já foi tema de textos, livros, filmes, músicas.
E tema do meu segundo post.

29 agosto 2007

Quem cai aqui através do google







Uma das primeiras coisas que eu li com frequência no Rafael foi a sequência hilariante que ele chamou de "alegrias que o google me dá". Eu recomendo, dê um pulo lá, leia e se mate de rir.
Sempre penso nisso quando vejo as buscas que aparecem no google, buscas que fazem pessoas cairem aqui na minha Casa. Espero que essas pessoas gostem e voltem. Mas devo confessar que algumas das buscas são muito, muito estranhas.
Não vou comenta-las, porque depois do Rafael fazer isso, fica impossível...
Então eu vou dar uma amostra pra vocês, ok?

Algumas tem sentido: Almir Sater, Saramandaia, anjo da guarda e sonhos,foram temas de alguns posts.
Mas essas aqui...alguém me explica por que raios cairam aqui???

"no ônibus de mini saia"

"mãe do Daniel pelada"

"ana inibidor de fome"

"arte com danoninho"

"respostas idiotas em prova"

"quais são as obrigações eu com o professor"

"tenho saudades do meu grande amor"

"teoria dos frutos da maça invenenada 'direito'"

"cirurgia no menisco"

"vídeo da brincadeira do compasso"

"insõnia menopasa"

"como os astecas se despediam"

"ai que vergonha do valter"

"mentir vale a pena"

Anjo da guarda


Muita gente chega aqui no meu blog procurando "anjo da guarda" na internet.
Então, vamos falar de anjo.

27 agosto 2007

A festa do Ricardo


A festa de formatura do Ricardo conseguiu trazer pra Campinas uma leva de tios, tias e primos do Rio. Todo mundo na maior animação, querendo mesmo comemorar com ele.
A festa teve duas etapas: um jantar em um dia e a super festa em outro. Eu, como irmã predileta, fui nas duas, obviamente.
Na segunda era aquele esquema que tem as formaturas atualmente,com aqueles shows meio over, mas muito divertidos.
Nossas mesas, animadíssimas, eram comandadas por um tio que articulava:
- Olha só, na entrada dele a gente tem que fazer mais barulho que os outros, viu? Nossa mesa tem que ganhar....entenderam? Todo mundo grita...e balança esse guardanapo...todo mundo de guardanapo na mão!!!
Os anos de sindicalista deram a ele essa mania de organizar: e funcionou, a mesa toda abanou o tal guardanapo, na maior tietagem:
ricardooo!!! ricaaaaaardo!!!
De resto, o que posso dizer é que me diverti horrores: dancei a noite toda, enchi a cara de coca cola e guaraná, conversei com minhas primas.
Uma delas, alma gêmea do Ricardo e também arquiteta, é uma das meninas com mais classe que já vi, consegue ter classe até pra cantar funk....eu me divirto em imita-la: olhar de lady, voz suave..."quer dançar, quer dançar..o tigrão vai te ensinar..."
O que posso dizer é isso, foi bom, foi divertido.

24 agosto 2007

A festa - começando pelo fim







Hoje minha mãe me pediu pra contar como foi a festa de formatura do Ricardo, meu irmão, que é arquiteto e lindo.
Então vamos fazer assim, começo pelo fim.
Na época, há uns seis anos, eu estava no meu segundo casamento.Bom, o primeiro foi casamento, com papel , juiz e festa, mas o segundo não foi assim casameeento. Foi um juntamento que não deu certo. Mas isso eu conto depois.
Meu segundo marido não queria ir na festa, na mega festa que eu estava louca pra ir, porque aquela flor não gosta de sair de casa. Paciência.Fui lá me embonecar no salão e pra mostrar que não estava chateada - mentira, estava sim...- comprei um perfume pro meu amor de então. Embrulhei, escrevi bilhetinho e coloquei em cima do seu travesseiro.
Não é que o cidadão deixou o tal presente em cima de uma cômoda, sem abrir nem o tal bilhetinho em que eu tinha colocado uma poesia da Florbela Espanca e tudo? E ainda me disse que não sabia pra quem era....cristo: um presente em cima de uma cama de casal, em cima do seu travesseiro, pra quem é, gênio???!!!
Então fomos lá pra tal festa, que vi ser tema do próximo post.
Voltamos de van, pra todo mundo relaxar e quem quisesse beber, não arriscar a vida de ninguém. Beleza.
Na volta, tarde, pedi pra uma de minhas tias pra abrir o zíper do meu vestido, pois o tal marido estaria dormindo e eu ficaria toda torta pra fazer isso. Beleza.
Mas...como ele deixou o portão trancado, tive que abaixar, destrancar, etc e tal.Com o zíper aberto, o vestindo abrindo e todo mundo fingindo que nada estava acontecendo.
E eu pensando: estou agachada aqui, abrindo o portão, meio pelada de madrugada, pode haver algo mais patético?
E todo mundo assobiando, normalíssimo.E a porcaria do portão duro de abrir me infernizando. E eu com sorrisinho amarelo de dar gosto.Abriu. Entrei e dormi o sono dos justos e das mulheres sem zíper.

Depois conto mais, bom final de semana a todos que passarem por aqui.

20 agosto 2007

Vida na cadeia









Há algum tempo vi Carandiru, baseado no livro do dr. Dráuzio Varella.
Passei o filme para a primeira turma que tive de Engenharia: como eu trabalhava uma disciplina de Ciências Humanas, achei que seria pertinente dentro das discussões que estávamos tendo e achei que vinha ao encontro dos papos sobre os ataques do PCC aqui pelo estado de São Paulo.
O resultado foi curioso e , se bem estudado, daria uma boa tese: os alunos eram, em grande parte, oriundos da classe trabalhadora e cursavam, com muita dificuldade financeira, uma faculdade particular.
Esse era o ponto que os fazia olhar com repúdio para a realidade que o filme mostrava.queNão se conformavam, observavam o filme pautados em uma leitura maniqueísta dividia bem e mal em lugares estanques e bem separados.Diferentemente do que eu pensei a princípio, eles não só não se identificavam, como forçavam uma separação total entre essas realidades.O que na verdade, socialmente, é irreal.Alguns dos homens que estavam no Carandiru poderiam ter sido meus alunos. Alguns de meus alunos poderia estar no Carandiru. Uma distância tênue os separava.
Mas entendo o ponto de vista dos estudantes: eles se agarravam a todas as suas chances, ou mesmo criavam chances de trabalho e estudo...e não se conformavam com o destino que os outros haviam "escolhido".
Não sei se minha aula mudou algo nesse olhar, gosto de pensar que sim, pelo menos pra uma parte deles.Mas confesso que não tenho certeza disso.
Essa semana li o livro que deu origem ao roteiro: se eu já gostava do filme, agora gosto mais ainda, pela maravilhosa adaptação.
Nem vou discutir as questões sociais que levam grande parcela da população a lotar as cadeias nacionais: qualquer um sabe disso.
O que me impressionou foi a tradução que Dráuzio Varella fez do cotiano da prisão e das regras de conduta, rígidas, tácitas, claras dentro da coletividade.
Quer gostemos ou não, o PCC foi organizado e deu provas de uma união que poucas organizações tem....e essa é uma questão pra se pensar.
Minha admiração por Varella é enorme: trabalhando em condições precárias , junto a uma população que ofereceria medo pra grande parte da população. Eu teria medo.
Apesar disso, ele fez um trabalho memorável e ainda conseguiu dividir isso com pessoas como eu e você, o que levou esse trabalho a outro âmbito.
Quem lê meu blog já deve ter notado que tenho uma grande simpatia por movimentos anarquistas, pela atuação da coletividade.Ainda que de uma maneira torta, o Carandiru foi uma forma de pensar sobre isso: sobre as regras de conduta da coletividade.
Quando um ou outro defende o massacre que houve ali, só consigo pensar que não gostaria de viver em um país em que um policial decide quem vive e quem morre, nem em um lugar onde se entra metralhando pessoas desarmadas. Como eles disseram no livro "eles eram bandidos, não eram burros, não iam enfrentar metralhadora com pedra.
E pra quem crê na pena de morte, penso como Caco Barcellos, no seu incrível ROTA 66 :"Se pena de morte desse certo, São Paulo seria um paraíso".

19 agosto 2007

Cinema Paradiso e Bette Davis
















Quantos anos tem esse filme? Vi no cinema, entrei com meu então namorado e atual ex marido , sem dar muita bola pro tal filme.
Sai desmilinguida de chorar.E essa cena aqui foi uma das coisas mais delicadas e emocionantes que já vi.Roubei lá do orkut do Bruno.
Bom domingo pra todos.


***** atualização *******


Esse outro vídeo também é delicioso: eu gostava muito dessa música, super anos 80.E acho o máximo essas divas do cinema.

16 agosto 2007

Perguntinhas







Olhando meu orkut vejo um monte de gente bonita, grande parte desse povo é formado por ex alunos meus, muitos eles, dos anos que trabalhei com ensino fundamental.
Ou seja, aquelas moças - algumas já mães - e aqueles garotões foram meus alunos em uma época em que eram pré-adolescentes e eu sempre vou me lembrar com carinho disso.
Com carinho e com humor, já que eu me lembro de alguns "micos".
Como esses aqui:


(Respostas de prova)

" Na idade média os servos comiam muito sucrilhos"

" O muro de Adriano foi contruido durante o império de Adriano...daaaaaa"

" Eu acho que o monge do Nome da Rosa quebrou o voto de castidade, mas não tenho certeza porque a professora cortou a cena!!!"

" No filme A guerra do fogo os homens pensam muito em seqsu"

" O que eu mais gostei nessa época do século XVIII foi o que a gente estudou sobre os filósofos ilusionistas"

O mais bacana era ver como eles se apropriavam de um jargão, discutindo entre si, dizendo que um ou outro não havia entendido porque estava sendo anacrônico ou etnocêntrico.Uia.Tem coisa mais linda que uma criança de quinta série sacar que o outro está sendo anacrônico?
Alguns pais contavam nas reuniões que os filhos pediam ajuda para os debates e levavam questões pra discutir em casa.
"Po, Vivien, não aguento mais falar de anarquismo na hora do jantar!"(risos)
Fala aí, bonitinho, né?