29 novembro 2007

Cadê o fio de Ariadne?









Tem momentos na vida, engolidos pela burocracia e por gente mal intencionada, em que parece que me perdi num romance de Kakfa.

27 novembro 2007

As maravilhas do próximo ano ( com atualizações)












Não tive um bom ano.Foi ruim profissionalmente, foi ruim financeiramente e amorosamente foi um completo desastre.
De bom nesse ano houve meu Filho - esse presente divino diário que enche minha vida de significado - e teve uma gama linda de amigos que mergulharam meu coração adentro.
Mas eu desejo muito um 2008 melhor e estou ruminando cá comigo tudo o que quero: um emprego bacana, organização financeira, melhora da saúde.
E eu quero esse amor aqui.
Ô anjo da guarda, se vira, meu filho, eu quero e mereço.Eu conjuro meu desejo.


@@@@@ Queridos, sugiro um pulinho na Santa, pra ver como ela descreve seu ganso tarado. É Imperdível.
E passem na Tati, pra contar sobre suas conjurações e macumbinhas cotidianas.

25 novembro 2007

O trio







Ontem saí com Daniel e meus sobrinhos, a gente foi comer uma pizza, conversar, essas coisas de tia.Sempre adorei sair com os três, sempre foi divertido.A gente ia pra cinema, restaurantes, parques, bosques...essas coisas. Sempre divertido.
A gente brincava de jogos de perguntas dentro do carro, antes de chegar nos lugares. A gente ria muito.Eu brincava de boneca com a Julinha e nunca foi esforço, porque eu ainda gosto de bonecas.
Eles faziam teatro aqui na minha mãe, com cenário, guarda roupa e até ticket de entrada. Um dia vou chantagear essa molecada, porque tenho fotos comprovando esses micos todos.
Uma das coisas que eu mais gostava era fazer piquenique com os três nos parques aqui da cidade, além de comer coisas gostosas piqueniquescas, a gente brincava de mímica, contava histórias, tinha todo um ritual de bagunça.
A diferença agora é que os papos mudaram, os três adolescentes se posicionam, argumentam. Conversamos sobre música, escola, eutanásia, aborto.Júlia é totalmente a favor do aborto, Daniel é a favor da legalização, mas tem ressalvas, Victor é diametralmente contra.Opiniões diversas e - principalmente - respeito a opinião alheia, o que é um grande passo, pois nada mais tacanho do que a intransigência.
Bacana ter o privilégio de ver essa moçada crescendo, fazendo planos, entrando paulatinamente no universo dos alunos.Bacana pensar que,de alguma forma, pude contribuir pra isso.
Estabelecer essa conexão, ter o mesmo humor, participar dos mesmos sonhos. Fico feliz em ter essa moçada linda por perto, feliz em ser mãe e tia, coisas que adoro ser.Feliz em ter brincado de mímica e de papear hoje em dia, feliz em pensar que daqui a alguns anos, talvez eu esteja brincando com os filhos deles.

22 novembro 2007

Velhos amores






Meu amigo Tarcísio diz que sou "muito anos 80". Acertou em cheio, sou mesmo.
Essa história aqui, aconteceu nos fins dos 80.
Pra quem estava lá, eu pergunto, era bom,não era?

20 novembro 2007

"tempo , tempo, tempo , tempo...."










Sábado passado tinha tudo pra ser um dia muito bacana.Eu fui jantar na casa da Karen e do Biajoni, ou seja, garantia de comidinhas maravilhosas, papo ótimo e boas risadas. Um dos meus programas favoritos, com certeza.
E tudo foi bem, com todos os ingredientes acima. Ganhei até a bonequinha do texto abaixo....
Fui embora mais ou menos meia-noite, só que a cinderela aqui não deixou o sapatinho de cristal pra trás, deixou o carro. Isso mesmo, parei em uma blitz e,apesar de tentar passar uma conversa mole dos guardas, meu carro foi rccolhido.
Sério, é muito estranho ver o seu carrinho subindo no guincho, dá um aperto no coração.
Por sorte ainda estava perto da casa deles, voltei a pé, pra pedir abrigo.
Cheguei com cara de bunda.
- Gente, tinha uma batida...tô sem carro...
- batida? você bateu o carro???
- não, batida policial, tô com dos documentoes vencidos.
- que boooooossssta...!!!´
A maior parte dos outros convidados tinha ido embora, mas ainda deu tempo de conversar um pouco com o Paulinho, que pertence a minha tribo: passou na primeira fase do mestrado na Educação e não foi fazer a prova, porque esqueceu, me disse isso comendo uma inexplicãvel mistureba de homus, coalhada seca e maionese.
Ao terminar, ainda disse:
- Ih, comi no potinho da Lia....tem um ursinho desenhado no fundo...
Pois é, meus amigos, nós , os desligados, ainda vamos dominar o mundo.
Dormi por lá, na manhã seguinte eles me deixaram em casa, passando antes no carro recolhido, porque a banana aqui tinha deixado a chave de casa.
Aliás, só me dei conta disso porque a Karen me lembrou de procurar na bolsa.
ô vida.
Bom, depois dessa lambada e de outras, no topo da lista de começo de ano tem que constar: "preciso me organizar esse ano".
Organizar meu tempo.
"Tempo, tempo, tempo...vou fazer um pedido."

17 novembro 2007

16 novembro 2007

O segredo da Clélia












No ano passado, conheci os fantásticos Clélia e Arnaldo. A gente se conheceu primeiro em um lugar muito interessante , em caixas de comentários. Isso mesmo, em caixas de comentários de vários blogs.
Depois de pouco tempo, nos conhecemos pessoalmente e posso garantir pra vocês: meu "radar para pessoas legais" apitou .
Poque eu tenho esse radar que me aproxima de pessoas muito rapidamente.Sempre foi assim, estudando ou trabalhando, eu ficava amiga de um ou outro, sem muitos prelúdios, graças ao meu "radar".De outros, já manhtinha distância e não havia meio de me fazer mudar de idéia.Confio no meu "radar".
Durante esse tempo, sempre que saimos e papeamos, foi ótimo. Eu tenho a sorte de ter adquirido amigos inteligentes , atenciosos e divertidos.
Arnaldo trouxe a revista alemã que pedi e eu nunca vi alguém viajar tanto e falar disso com tanta naturalidade, sem ostentação.Aliás, ele é um paladino anti-ostentação.
Quarta feira fui, junto com meu inseparável escudeiro mirim, jantar na casa deles.
Claro que me perdi no caminho e eles tiveram que vir me resgatar, mas isso eu já sabia, minha noção espacial não é ruim, ela simplesmente não existe.
Claro que o jantar foi delicioso - são ótimos cozinheiros - e o papo rolou até o começo da madrugada.
É exatamente o meu tipo de programa favorito.E do Daniel também, aliás.
Mas o caso é que descobri o segredo da Clélia.Pra quem lê o blog dela, falar que ela conhece muito de música é chover no molhado. Mas o fato é que ela sempre sabe uma letra que se encaixa perfeitamente com o que o texto diz, é incrível.
Ela costumava colocar essas letras em seus comentários blog afora.
Pois é, assim que entrei na casa deles, vi a maior coleção de cds do universo. Gente, é um escândalo.Tem absolutamente tudo.Mas tudo mesmo, acho que até a Saraiva fica devendo.
Esse é o tipo de segredo que vale a pena descobrir e eles são o tipo de pessoa que vale a pena conhecer.

08 novembro 2007

A culpa é deles






Eu deveria estar trabalhando na dissertação, isso é o que eu deveria fazer.Porque esse mestrado está parado e eu acho que vai nascer por geração espontânea.
Mas a culpa é deles, eu juro.
Meu queridos Clélia e Arnaldo,com quem sempre é delicioso conversar, me deram O texto, ou; a vida, onde Moacyr Scliar narra sua trajetória como leitor e escritor, mesclando sua narrativa com seus contos, ou seja, um primor.
Os fantásticos anfitriões Karen e Biajoni, me emprestaram uma pilha de Lourenço Mutarelli.
Agora me diz, se eu largo tudo e fico só lendo essas delícias, a culpa é minha.
Nada, rapá, a culpa é deles.Minha é a sorte em tê-los como amigos.

07 novembro 2007

Professores organizados e suas chatices diárias









Os professores podem se dividir em dois grandes grupos: os que preenchem diário de classe e os que não preenchem.
Claro que vocês já devem imaginar em qual grupo estou.
Já tentei virar a casaca, passar pro grupo dos organizados, mas essa decisão dura tanto tempo quanto minhas dietas. Ah, eles são uns chatos.
Os professores -que-fazem-diário desprezam dos professores -que- não -fazem -diário.Eles mantém tudo na maios absoluta ordem, orgulhosos de sua retidão, risonhos com ela, exigindo com histeria algo denominado "letra bonita" (?) dos alunos, não admitindo canetas col0ridas (!) no caderno, ainda que estejam trabalhando com garotos que precisam de cores e signos pra se diferenciar do grupo.surtando quando observam um rabisco na prova.
Em uma parca definição conceitual, confundem rigor com mediocridade caprichosa.
Eles nunca erram, falam aos cochichos na sala dos professores e sempre tem um sorridinho mau diante de uma nota baixa.Especialmente de alunos que tem o caderno bagunçado (tsc..tsc..)
Sua aula também é organizada. Muito organizada. Cuspe e giz, giz e cuspe. Qualquer outra coisa os deixa nervosos. Os professores-que-fazem-diário odeiam professores que usam outros textos, criticam as idas áo pátio, porque aula é na sala de aula, obviamente.Não gostam dos jogos, mas vez ou outra fazem alguns,tolos, sem sentido,rudimentares e acreditam realmente que a aula melhorou, a despeito dos bocejos dos garotos.
O professor-que-faz-diário nunca lê, quando o faz, escolhe tão mal que seria preferível ter ficado com sua tv. Não conhece HQ porque considera coisa de criança.
Na sala dos professores, torce o nariz quando ouve falar em blogs: diz que não tem tempo pra essas coisas.
Ele nunca fala com prazer de um aluno, nunca conta algo instigante de sua aula.Sempre reclama, revira os olhos quando a sineta toca, pronto pra ir para seu martírio pessoal: seus alunos.
A escola idela para o profesor-que-faz-diário não tem aluno.
Principalmente alunos que estão descobrindo sua sexualidade:"bando de assanhadas" ou meninos que não acatam tudo como pronto e definitivo , os terríveis "questionadores".
Esse último adjetivo é dito entredentes, na hora do café, com bílis no olhar.
- Essa molecada não quer saber de nada...estudar ...ler....eles não tem hábito de leitura!
Perguntado sobre o que anda lendo, diz que não tem tempo pra isso.
Sei lá, vai ver que usa seu tempo pra preencher diários.Bem direitinho.

04 novembro 2007

Homens, homens...











Respondendo aos amigos que escreveram, não com guerra declarado aos bomens.Claro que não.Só acho graça em algumas coisas, ué.
De qualquer forma, tem gosto pra tudo como já disse por aqui.
E as pessoas podem surpreender sempre.

01 novembro 2007

Post marcado


















Ah, homens,homens...


Carly Simon - You're So Vain
you walked into the party

like you were walking onto a yacht

your hat strategically dipped below one eye

your scarf it was apricot

you had one eye in the mirror

as you watched yourself go by



and all the girls dreamed that they'd be your partner

they'd be your partner and



you're so vain

you probably think this song is about you
you're so vain

I bet you think this song is about you

don't you, don't you, don't you



well you had me several years ago

when I was still quite naive

well you said that we made such a pretty pair

and that you would never leave

but you gave away the things you loved

and one of them was me



I had some dreams they were clouds in my coffee

clouds in my coffee and



you're so vain

you probably think this song is about you

you're so vain

I bet you think this song is about you

don't you, don't you, don't you




I had some dreams they were clouds in my coffee

clouds in my coffee and...



you're so vain

you probably think this song is about you

you're so vain

I bet you think this song is about you

don't you, don't you, don't you



well I hear you went up to Saratoga

and your horse naturally won

then you flew your Lear jet up to Nova Scotia

to see the total eclipse of the sun

well you're where you should be all the time

and when you're not

you're with some underworld spy or the wife of a close friend

wife of a close friend



you're so vain

you probably think this song is about you

you're so vain

I bet you think this song is about you

don't you, don't you, don't you

31 outubro 2007

"Ora Yèyé , Oxum...!"









Estou quase de óculos, quase de volta a vida.
Por hora, deixo vocês com música linda, mágica. Ouçam até o fim, porque a saudação feita no final é linda.

Esse texto aqui retirei do blog Candomblé - o mundo dos orixás:

"Oxum


Dia da semana: Sábado
Cores: Amarelo – Ouro
Saudação: Eri Yéyé ó!
Elementos: Água Doce (Rios, Cachoeiras, Nascentes, Lagoas)
Domínios: Amor, Riqueza, Fecundidade, Gestação e Maternidade
Instrumento: Leque com espelho (Abebé)


Na Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum, a morada da mais bela Iyabá, a rainha de todas as riquezas, a protectora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência. Generosa e digna, Oxum é a rainha de todos os rios e cachoeiras.

Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino. Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé.

É a própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama. O primeiro filho de Oxum chama-se Ide, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todos os iniciados de Oxum devem colocar nos seus braços. Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos, para ela, são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver o seu brilho.

É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência. Os seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza.


Características dos filhos de Oxum


Dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na procura dos seus objectivos.

Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades; atrás da sua imagem doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.

Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos. Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.

Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo o que é bom e caro.

O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum."

29 outubro 2007

"Eu uso óculos..."












Queridos, amanhã irei no oftalmo porque estou com muita dificuldade pra enxergar, muita mesmo. Alguns blogs não consigo ler e o mesmo aconteceu com páginas impressas, ou seja, jornais e revistas estão inlegíveis para mim.
Ele me passou um óculos e amanhã vou retornar pra fazer uns outros exames, pois já tive lesão ocular por stress .Gente , o corpo humano é muito estranho.
Então, vou ficar uns dias sem blogar, porque está realmente MUITO difícil ler.Olha só, uma blog-viciada como eu falar em se afastar por uns dias sente até palpitações, sério, sério.Adoro blogs, todo mundo que me conhece sabe, mas é sempre bom dizer: adoro escrever, adoro ler, adoro comentar, adoro absolutamente tudo.
Então vou ficar uns dias sem ler esses blogs bacanas que estão linkados aqui, sem conhecer novos, sem escrever no meu.No máximo vai dar pra responder aos comentários e peço aos que amigos que habitualmente me escrevem - e quem quiser escrever - que façam como a minha querida Clélia, mandem em letras maiores.
Bom, daqui a pouco volto.
Esando óculos.;0)

26 outubro 2007

A cozinha dessa Casa















Eu leio blogs há quatro anos. Escrevo em um blog há um ano.
Desde o começo, sinmpatizava com a caixa de comentários.No começo, nunca comentava.Nunca mesmo. Me sentia constrangida, achava que era apenas para um grupo ,achava que eu não teria muito a dizer, mas confesso, morria de vontade de uns palpites lá e cá.
Quando comecei a comnetar, foi uma avalanche:comentava sistematicamente, diariamente em alguns blogs.
Na época, lia poucos, um grupo seleto e intocável, alguns dos quais, confesso, nem leio mais.Porque as coisas mudam, certo? Mas alguns blogs eu continuo lendo todo dia, como o da Anna Maron, a primeira blogueira que conheci pessoalmente - antes de eu ter meu próprio blog - e que tem blogado menos, porque seu temnpo agora é todo da Clara, sua filha lindinha.
Nessa época de leitora-comentarista-sem-blog, eu me sentia muito bem ao ver meus comentários respondidos.
Sempre achei que responder aos comentários criava um elo entre o escritor e o leitor, que criava uma cumplicidade e que, no mínino, era um gesto muito gentil da parte do blogueiro.
Vários blogs que leio não respodem aos comtários: continuam sendo ótimos blogs,eu continuo lendo, mas sinto falta desse troca, dessa gentileza. Sempre penso que isso soa como um "dane-se a sua opinião".
Se eu tiver que optar, opto pelo blogueiro que repsonde, que omenta, que me olha. Afinal, aessa interação é uma das coisas mais bacanas da blogosfera.
E quando o blogueiro só responde pra alguns e ignora o resto?
Gente, sabe quando você dá um tchau e a pessoa não vê...e vc fica com a mão no ar, todo sem grana, no vácuo? então....
Acho que a caixa de comentários pode ser um lugar para interagir com o texto de forma intensa, seja para elogia-lo ou para questioná-lo.Se bem que tem gente que surta. Outro dia discordei de um blogueiro, o cara deu um piti de mulher grávida, me deslinkou, me excluiu do orkut, ficou totalmente de mal.. Uma coisa meiga de se ver.
Só faltou mostrar a língua e me chamnar de boba.Vocês podem pesnar que é piada, mas é sério. Isso existe.
Mas no universo das pessoas adultas, a discussão é sempre bem vinda.
Obvidamente, a Casa aqui tem suas regras: não se entra chutando a porta, nem sujando o meu chão, aqui tem que seguir as regras básicas da civilidade.
Por isso tem mata -burro na entrada: permito as discussões, permito os comentários, mas se vier de palhaçada, fica do lado de fora,porque debate com grosserias eu não permito mesmo.
No caso do meu blog, a caixa de comentários é minha cozinha.Todo mundo senta, comenta, abre a geladeira pra pegar suco, pergunta se tem mais café, brinca com meus gatos, fala sobre os copos novos que comprei.E eu adoro isso, adoro minha casa cheia de gente, adoro minha cozinha cheia de conversa.
E eu to ali, cozinhando, fofocando, fazendo mais café pra quem acabou de chegar e quer conversar,
Eu adoro a coziha do meu blog e todos vocês são bem vindos ali.
Pode entrar, tô passndo um cafezinho novo.

25 outubro 2007

Dica da Tia Vivien










O período da graduação é sempre inesquecível, ainda mais se o estudante tem a sorte de ser aluno da Frou. Eu convido a todos para uma visita nesse blog, esses alunos aqui, depois de todo trabalho que tiveram, merecem.

23 outubro 2007

A Bula ( com atualizações)




A Carol fez e me passou, então, aqui vai minha bula.




Princípio ativo

Vivien 70 mg é composto por

Bom humor ...................... 20 mg
Maternidade extra forte..........20 mg
Carinho ativo....................10 mg
Humor instável ............. 5 mg
Vaidade......................5 mg
curiosidade .......... 5 mg
Arrogãncia.................. 5 mg


Indicações

Indicada para casos de necessidade de conversa, carinho e risadas crônicas.
Funciona para pacientes com desejo ativo de leitura e escrita.A antiga fórmula não continha vaidade, que foi acrescentada a nova versão do produto, em doses regulares e pequenas.

Modo de usar

Tomar em grandes doses caso aja urgência em ir para livrarias , shoppings e cinemas. Aconselha-se o uso moderado em restaurantes.

Reações adversas

Tem severas reações alérgicas quando em contato com o princípio ativo de "crocolilagens masculinus"
Apresenta reações adversas quando exposta a " hipocrisias activas femininiuns", sendo que o contato breve pode vir a expor a irritação horas depois. Recomenda-se manter longe desse princípio ativo.

Contra indicações

É contra indicado o uso em ex-maridos, caso ocorra exposição, recomenda-se o uso de água em abundância e a procura de um médico para a retirada dos resíduos de "patadas master" destilados.

Posologia

Usar preferencialmente de bom humor, doses variáveis.



Interações medicamentosas


Não expor ao sol. Evitar o sal.


Eu deixo em aberto, quem quiser fazer, mande brasa. E me avise aqui, pra eu ler essas bulas bloguísticas.


@@@@@@@@@ atualização @@@@@@@@@@@@@@@

Queridos, o texto é só piada.Só ataque de bobeira. Tô dizendo isso porque volta e meia tem gente me escrevendo: "Vivien, você está falando de mim?" ou "Era eu???".
Olha só, quando eu mando recado aqui, em geral eu mando um email dizendo :"fulano(a), aquele texto é pra vc!"
Fora isso, desencanem.
Mesmo porque eu sou geminiana...meus pitis e ataques de raiva ( e ciúmes) são pontuais e momentaneos. E passam. ´Quem já viu meus xiliques ,sabe.Desculpaê.
Porque como dizia o poeta: "tudo na vida passa, até uva passa."
beijos a todos.
Peace.

20 outubro 2007

O projeto
















O André me fez um convite irrecusável: participar do projeto Macabéa.Eu estava conversndo agora com a Ana Leticia sobre ele, toda empolgada da minha vida.
Leiam o que diz o André :"Tenho em mente a criação de um site/blog que tenha a capacidade de ser uma revista sem deixar de ser um simples blog. Será um portal
especializado na divulgação e discussão das tendências do meio e das inovações
na criação artística.
Um projeto que tenha a aptidão para ser um portal cultural sem se
perder em armadilhas técnicas e dificuldades operacionais. Que possa ser
divulgado com facilidade e tenha a destreza de reunir pessoas afins e
leitores desavisados. Que sirva para Josés e Serafins, para blogueiros
viciados a poetas, literatas, artistas, estudantes e jovens em fase de
inclusão digital. Acima de tudo nosso projeto deve gerar conhecimento,
entretenimento, interatividade, inovação e um perfume de cidadania
."

Quem quiser saber um pouco mais, dê uma passada aqui. Ainda estamos arrumando a casa, dividindo os móveis e as tarefas ( quem lava a louça, quem guarda, quem cozinha...) e ainda discutindo alguns pontos.
Só posso dizer que estou contente em participar , em ver a gênese da revista/blog.
E tem coisa mais deliciosa que isso?
Mantenho todo mundo informado.Quem quiser descobrir mais um pouco sobre o projeto, entre aqui. Bom sabadão.

19 outubro 2007

Mamulengos ( com atualizações)










Há algum tempo recebi uma comunicação do meu sindicato sobre algumas oficinas que iriam acontecer por aqui. Fui lá ver, todas muito interessantes, mas com poucos inscritos - afinal, professor geralmente não tem tempo nem pra respirar - e acabei fazendo inscrição em apenas uma: sobre Mamulengos.
Já achava que quem era o responsável pelo curso era o Sebastian, e não teve erro: era ele mesmo.
Há vinte anos - em uma outra vida, portanto - eu fui sua secretária. Em uma vida em que ele tinha um emprego tradicional e eu era uma adolescente. Graças a ele conheci uma das melhores pessoas no planeta Terra: A.,que foi um grande amigo por muito tempo.Infelizmente, nos perdemos por essa vida, o que foi uma pena, porque pessoas com a índole de A. não se acham nas esquinas das cidades.
Eu estou achando que vai ser muito bacana e - obviamente - vou contar aqui na Casa, porque afinal, "tudo vira blog", já dizia o poeta.


**** atualização****

Fui na escola onde deveria ser a oficina: ninguém sabia de nada, não estava rolando nada. Voltei pra cara com um bico enorme.Saco.

18 outubro 2007

"Eu vou bater na madeira três vezes com os dedos cruzados"











Eu estava na estrada, indo para o médico. A gasolina, no toco, e eu rezando pra bichinha durar até eu pegar dinheiro e abastecer.
Vinha cantando, bela e formosa, com meu rabo de cavalo, óculos escuros e um grande bom humor.
O carro começou a engasgar, engasgar, miar, miar. Parou.
No minuto que parou eu comecei a suar, de nervoso, de calor, de desespero: sozinha com o carro parado na estrada.
Mas como diz o caboclo, desgraça vem em trinca e eu estava sem crédito no meu celular e sem grana. Mas não é que eu estava com pouca grana...eu não tinha passado no banco, estava zerada.
Então, vejam a situação: carro parado, sem dinheiro e sem celular.Ainda bem que não tinha uma faca de pão por perto.
Então liguei pra Frou - aliás, liguei na casa dos pais a cobrar *** pausa para sentir o gosto do constrangimento *** e pedi socorro.
Pouco tempo depois , seu R., pai da Frou ,estava lá pra me salvar, ela não tinha vindo porque D., outra amiga nossa, havia se acidentado e estava precisando de ajuda.
A bruxa está solta para as professoras? Sério, tô batendo na madeira três vezes com os dedos cruzados, xô urucubaca.Não, queridos, não acabou: a gente não conseguia abrir e colocar a gasolina. Torce pra lá e vira pra cá, seu R. conseguiu.
Liguei o carro. Deu tudo certo? Não. A porcaria do carro não pegava.
Começou a chuviscar, os caminhões passavam balançando a gente, eu já estava me vendo na capa do jornal marrom " professora esmigalhada por buzão porque ficou sem gasolina!"
No fim das contas, deixamos o carro lá e seu R. me levou ao médico, ou seja, eu o aluguei mesmo. Mas vocês sabem, pessoas quando são do bem, são integralmente e eu tenho muita sorte com meus amigos.
No médico, a velha novela, mas nenhuma conclusão por hora. Vou ainda passar por outros exames pra definir o tratamento que farei ( ou que não farei).Não aguento mais tirar sangue e levar xixi.
Fiz uns milhões de exames, me sinto uma espécie de cobaia em uma aula de anatomia.
Mas apesar da gravidade da coisa, estou com muita fé que tudo vai ficar bem, porque eu acredito mesmo que milagres acontecem diariamente. Por mais piegas que seja dizer isso, e eu sempre digo, ser mãe já é um tremendo milagre.
Por hora, pessoas, tô aceitando um rinzinho de segunda mão em boas condições.
beijos.

16 outubro 2007

mãe e filha














O difícil pra uma menina que tem mãe bonita é achar que nunca vai ser bonita também. Mas comigo era um pouco mais complicado, eu era desajeitada - até hoje não sei me maquiar, passo um batom e tá valendo - e tímida. Tímida não sou há décadas, literalmente. Sou uma exibida,exibida mesmo, sem dó nem piedade.
Minha mãe era professora e em pouco tempo passou a trabalhar na diretoria, assim , durante anos, eu fui a "filha da diretora".
Era legal, assumo gente, era legal.
Mas o máximo era ver minha mãe indo trabalhar toda linda, usando um lencinho no pescoço - quem estava na Terra na década de 70 sabe do que falo, era um charme -
e eu ali, pensando .."uau..".
Então cresci sendo criada por uma ariana mandona pra caramba, moderna, bonita e inteligente. Tenho sorte ou não?
Conforme fui crescendo e definindo meu estilo, passamos a ter uma relação que mescla maternidade, fraternidade e amizade, e é algo que prezo muito.
Mas a criatura é mandona mesmo: acostumada a organizar, vai dando ordens até na minha casa...e quando me rebelo, rapaz, ela se admira.
Meu segundo marido, após uma briga feroz, foi chamado por ela: levou um esporro daqueles, que ouviu de cabeça baixa. Bom, ele era um panaca e gostava de fazer média ( vocês devem conhecer esse estilinho obtuso, perde a dignidade, mas não perde a fama de "bonzinho"), mas mesmo que fosse um homem firme, não creio que a enfrentasse.
Posso me orgulhar de tê-la influenciado também, pois ela acabou simpatizando com o PT por minha causa. Hoje em dia, falar mal do Lula é praticamente pisar no pé dela, eu sacaneio, digo que quando todos os ratos abandonarem o navio, vão estar ao lado do presidente: d. Marisa e minha mãe, socando a cara de quem se aventurar a incomodar.E olha que com essas mulheres aí, não tem tempo quente não.