25 abril 2009

Uma manhã campineira







Nem posso dizer que foi manhã, manhããã mesmo, porque acordei tarde, como sempre faço aos sábados, mas foi uma boa semi-manhã campineira. Porque um dos meus programas prediletos por aqui é ir pra Feira de Artesanato ou Feira Hippie, como a chamamos por aqui, apesar de ter apenas uns três hippies vendendo as mesmas bijoux vendidas em Woodstock.
Lá muito gostoso. Fica em um lugar privilegiado, chamado de Centro de Convivência, onde há uma praça em torno de um teatro interno e um de arena, árvores magníficas e ainda é pertinho do City Bar - uma espécie de Bar Luiz daqui - onde aos sábados uma turba bastante eclética se reune. Se você estiver por aqui, não deixe de comer um bolinho de bacalhau com uma cerveja bem gelada, eu recomendo.
Na feira sempre pintam atividades além das barracas, capoeira, gente dançando, gente cantando. Eu gosto.
Foi bom comer acarajé, bolo de chocolate, comprar um monte de coisas pra minha casa, ver cachorro com roupinha e viseira, conversar, essas coisas. E estava um tempo tão gostoso, o lugar é tão bonito que fiquei com o astral lá no teto. Bom demais.
Estou precisando é comprar uma máquina pra colocar fotos aqui pra vocês...vou providenciar isso.
Antes que eu me esqueça: quem for para lá não perca a barraquinha de brinquedos tradicionais, está ótima. Comprei vários pra mostrar na oficina que dou sobre cultura popular, vou sortear entre os alunos no final, vai ser bacana.





23 abril 2009

Peguei lá no Pinhead





















O Alexandre fez isso lá no blog dele e eu catei, quem quiser, pegue. Hoje é uma quinta feira pós feriado, quinta feira com cara de segunda e vale uma brincadeira boba pra segunda, sempre vale. Eu gosto.
Lembra aqueles caderninhos de pergunta que eu respondia quando era pré adolescente. Vamulá.


1. Nome: Vivien Christina Botelho de Souza Morgato, Vivien Morgato.

2. Porque lhe deram esse nome? Era o nome da heroína de um livro água com açúcar que minha mãe leu.

3. Você faz pedidos às estrelas? Sempre. Sou protestante, mas mantenho minhas macumbinhas íntimas.

4. Quando foi a última vez que você chorou? Vendo uma reportagem sobre doação de orgãos.

5. Gosta da sua letra? Não.

6. Gosta de pão com o que? Requeijão e azeitona.

7.Quantos filhos você tem? Um. Maravilhoso.

8. Se você fosse outra pessoa, seria seu amigo? Não tenho dúvidas que sim.

9. Saltaria de bungee-jump? Nem ganhando em dólar.

11. Acredita que você seja uma pessoa forte? Na maior parte do tempo, sim. Pelo menos enquanto tem alguém olhando.

12. Sorvete favorito? Chocolate.

13. Vermelho ou Preto? Vermelho, sempre.

14. O que menos gosta em você? Os quilos à mais.

15. O que mais gosta em você? Tudo, sou egocêntrica militante.

16. Descreva que roupa e calçado esta usando agora: Calça cinza, sandália rasteirinha, blusinha azul, brinco azul.

17. O que você está escutando agora? Uma música escrota na lan house.

18. A última pessoa com quem falou ao telefone? Sei lá, telefone é um saco.

19. Bebida favorita? Água gelada, refrigerante com gelo, chopp.

20. Comida? Árabe ou qualquer coisa com peixe e pimenta.

21. Último filme que viu no cinema e com quem? Benjamin Button, com uma prima.

22.Dia favorito do ano? Reveillon, sem dúvida.

23. Inverno ou verão? Primavera.

24. Beijos ou abraços? Muito.

25. Sobremesa favorita? Qualquer coisa com chocolate.

26.Que livro está lendo? O que é virtual? Pierre Lévy.

27.O que tem na parede do seu quarto? Prateleiras com livros, quadros com divas hollywoodianas.

28. Filmes favoritos? Matrix.

29.Onde foi o lugar mais longe que você foi? Minha mente.

30.Uma música? Roda Viva.

31.Uma frase? " I have a dream...."


***** Não esqueça de votar na enquete ao lado, para escolher a ordem das resenhas, beijocas.*****


(Remexendo na papelada virtual, achei isso, de 2006.



Eu vi essa brincadeira lá no Zander e decidi fazer. É assim, você escolhe uma banda e responde a umas perguntas usando títulos de músicas. Vamos nessa.

Minha banda escolhida é: Barão Vermelho

1. Você é homem ou mulher? Flores do mal.

2. Descreva-se: pedra, flor, espinho

3. O que as pessoas acham de você? Exagerado.

4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
o inferno é aqui.

5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente:
Como um furacão

7. O que pensa a respeito do amor?
fúria e folia

8. Como é sua vida?
Pro dia nascer feliz.

9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
Amor, meu grande amor

10. Escreva uma frase sábia:
o tempo não pára

Agora se despeça:

Todo Amor Que Houver Nessa Vida
Barão Vermelho Composição: Cazuza / Frejat

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum venenoanti-monotonia...
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti-monotonia...

Passo pra quem quiser fazer.

20 abril 2009

Livros e Gente ( com atualizações)









O Festival Internacional de Leitura está acontecendo na Estação Guanabara, restaurada, linda e completamente afeita a eventos assim. Muitos stands com boas editoras, editoras desconhecidas e livros dando em árvore - literalmente.
O evento vai continuar pela semana toda, quem estiver por aqui, confira.
Ontem houve uma mesa sobre literatura e blogs, onde participaram a Fal, o Bia e Branco Leone, falando sobre os Viralata.
Eu estava com saudades da Karen, uma das amigas mais queridas que fiz pela blogosfera e doShira, sempre com seus papos entusiasmados e cheios de planos.
Tendo a discordar muito do Bia, mais isso é o que torna a amizade dele mais interessante para mim: eu tenho lá que concordar com todo mundo?
A Fal eu não conhecia pessoalmente, só por email e pelo delicioso e único blog. E ela é exatamente aquela Fal que junta uma legião de amigos em torno dela, coerente, clara e afetuosa.
Comprei livros dos três e já estou terminando todos, esganada que sou. Leio e resenho por aqui, mas já garanto que vocês devem comprar, pois é literatura de qualidade. Vou rasgar uma seda nervosa, porque fico feliz em ver coisa boa sendo produzida, publicada e lida. Quem quiser conferir, visite o site dos Viralata.
Beijos e apareçam pela FILC, ainda vai rolar muita coisa bacana.


****atualização ****

Queridinhos, já terminei de ler. Aqui ao lado você vota e escolhe o primeiro a ser resenhado, ok? Beijos.

16 abril 2009

Papel










Leio raramente o Estado, sempre achei terno-e-gravata demais, apesar de alguns colunistas interessantes. Em geral, prefiro a Folha. Apesar de alguns problemas, como a atual farofada em chamar a Ditadura de Ditabranda e as incoerências que sempre se vê aqui e ali.
Na Folha, geralmente me irrito com o editorial: Clóvis Rossi e Eliane Cantanhêde eu particularmente detesto. Acho que já estão com as opiniões completamente estagnadas dentro da cachola, muitas vezes só se preocupando em ser pseudo engraçadinhos e pseudo irônicos. Um saco.
Carlos Heitor Cony é um lenga lenga. E confesso que, depois de ler na Denise Arcoverde a reação dele a favor de Doca Street quando do assassinato de Angela Diniz, olha, nunca mais consegui ler o fulano.
Mas eu disse que gosto da Folha e gosto mesmo. Em geral gosto dos textos, acho a parte cultural muito boa e sou adepta ao tom didático-com-planilhas-e-explicações que eles tem, acho que efetivamente torna o texto mais claro.
Leio o Correio Popular também. É um jornal regional, que abrange a Região Municipal de Campinas, é um jornal redondinho, interessante, com gente interessante produzindo.
Tem chatos, mas onde não tem chatos?
Gosto, em especial do Bruno Ribeiro e de um jovem jornalista chamado OrFabiano Ormaneze. O primeiro tem uma coluna sobre cultura e faz entrevistas sempre muito interessantes, o segundo é francamente influenciado pelo New journalism e tem o dom de encontrar matérias que atraem a atenção de todos. Há alguns dias escreveu sobre um vídeo game cujo objetivo era estuprar um grande número de meninas e obrigá-las a abortar, de forma violenta.
O cara promete, acho que ainda vai produzir muita coisa boa.
Quanto a revistas, sem dúvida, prefiro a Época. É de longe a mais plugada em mídias digitais, tem os textos nerds mais bacanas e tem a Ruth de Aquino, de quem sou fâ incondicional. A mulher é porreta, articulada ao extremo, texto perfeito, jornalista de primeira linha. Uma vez foi até engraçado, eu estava lendo uma reportagem sobre China e estava show de bola, transitando pela antropologia, bem costurada, ótima. Mas não tinha reparado quem havia escrito, quando fui ver isso, vi que era de Ruth de Aquino e pensei imediatamente: "ah, só podia ser". Acho que pensamentos assim ratificam a qualidade da editora/colunista.
E você...o que tem lido?

12 abril 2009

As flores de D. Beija





Essa coisa toda com o pé me trouxe algumas coisas. Trouxe tédio, por ficar enclausurada, preocupação por conta de meus alunos ficarem sem aulas, medo de que a saúde piorasse, etc e tal.
Mas como tudo tem não dois lados, mas muitos, consegui ver a quantidade de pessoas que se preocupam comigo.
Foi um tal de amigo vir, ligar, escrever, foi tanta gente dando carinho, que isso me reconfortou muito. Mas, para minha surpresa, descobri que uma pessoa, uma pessoinha baixa, estava feliz com tudo isso.
E a desocupada bate o cartão aqui no blog sempre, vocês acreditam?
Creiam, queridos, creiam, existem pessoas baixas assim. A ponto de terem uma vida tão vazia - e cheia de mentiras - que se contentam em saborear os problemas alheios.
Sim, claro, falta de divã, certo? Uma dieta pra queimar as banhas já seria um passo.
Mas eu acho realmente, que não devo dizer o que penso sobre esse ser esquisito. Mesmo porque, gastaria meu tempo e o seu com isso, não valeria a pena.
Portanto, lembro uma historieta de D.Beija e suas invejosas vizinhas:

"Um dia, um escravo entrega para D. Beija uma linda bandeija de prata, coberta com um finíssimo guardanapo. Ao descobri-lo, a cortesã vê que recebeu uma quantidade de esterco de vaca. Sim, cocô de vaca enviado como presente. Imediatamente, manda o escravo colher as mais belas flores do jardim e enviar de volta, como um presente.
Surpresa com a atitude, uma mucama pergunta a D.Beija porque ela mandaria flores para quem havia enviado fezes
.


- Simples - responde, ela - cada um dá o que tem."

09 abril 2009

A novela do pé - segunda parte





















Respondendo aos amigos que escreveram por email ou orkut: ainda não melhorei.
Se eu conseguisse ficar aqui um tempo, responderia a todos, mas alguns minutos com o pé para baixo e já fico com uma dor insuportável.
E toca chamar alguém pra me ajudar a voltar a deitar. Estou deitada há dias, estou mordendo a parede de irritação por isso e por outras coisas imblogáveis.
Porque pior do que ficar doente é ter que explicar que está doente, saca isso? Sempre tem uma criatura para quem você tem que se justificar uma, duas, duzentas vezes.
Caraca, não estou andando! Será que alguém opta por isso por livre e espontânea vontade? Quem convive comigo mais do que quatro minutos sabe que sou agitada, tenho o maior pique, sou um burro de carga pra trabalhar. Porque adoro trabalhar, estudar, adoro mesmo. Ficar aqui, ilhada, não é opção...é um castigo.
Passei por vários médicos, um estúpido e superficial, em um hospital aqui de Campinas foi o pior. Olhou meu pé da mesa, sem se mexer, pra dizer que estava infeccionado ( jura??) e teve que ser lembrado de me indicar a um reumatologista.
A consulta durou cinco segundos e ele estava na porta, gritando o nome de outra paciente...depois de me dizer pra ficar "em repouso e continuar com o antibiótico por mais 15 dias".
Um mês com antibiótico? Outra me enfiou uma injeção dolorida...já outra queria me dar uma benzetacil ( saca aquela? que parece um tiro no traseiro?) sem perguntar nem se eu era alérgica a penicilina.
E eu aqui, deitada, com tédio, irritada, sabendo que tenho alunos me esperando, trabalho acumulado e gente cobrando.
Ah, pra fechar com chave de ouro: um projeto muito bacana que eu estava ingressando na Unicamp, um mega projeto bacana...não vai rolar.
Legal, né?
Inferno astral ou eu não consigo ler as linhas tortas de Deus? Porque tem que haver um bom motivo pra isso tudo, TEM QUE HAVER.

05 abril 2009

Doeu pacas ( com atualizações)





Faz mais de quinze dias, machuquei levemente o meu pé direito. Coisa pouca, um furinho de nada. Higienizei, coisa e tal, esqueci.
Depois de vários dias, o pé começou a doer. Mas doer de um tanto, que nem sei.
Além disso, inchou, ficou uma coisa horrível.
Atualmente, estou desenvolvendo uma Oficina sobre Cultura Popular em um Ponto de Cultura, todas as segundas. O caso foi que nessa última segunda feira, saí de lá mancando, toda torta, dando um "ai" a cada meio passo.
No dia seguinte, claro, médico. Como minha carteirinha da nova assistência médica ainda não estava pronta, fui até um posto de saúde.
Para minha grata surpresa, só tenho elogios ao posto: muito simples, mas organizado, com um atendimento atencioso e eficaz. Saí de lá com um braço dolorido de vacina, remédios já entregues e uma prescrição para alguns dias de repouso.
Os dias de repouso é que foram um problemão: porque o pé doeu muito, muito mesmo. E dá um tédio dos infernos ficar ilhada em casa, vamos combinar.
Daniel, super Daniel, deu a maior força, lavando louça, cozinhando, me mimando. Hoje, como a dor piorou, fui em outro posto: mesmas observações, só tenho elogios em relação ao atendimento. Tomei outra injeção, desta vez anti inflamatória, e eu vou te contar uma coisa....estou sentada de lado, parece que um enxame de abelhas africanas me atacou, terrível, terrível.
De acordo com a médica, meu organismo demora pra entender que há algo errado. Ficou lerdo. Como o Lúpus faz com que o sistema imunológico trabalhe aceleradamente, os imunosupressores que tomo há duas décadas fizeram meu corpo ter uma resposta vagarosa diante de algo errado.
Ou seja, depois de quase dez dias o corpo se tocou "ih, é mesmo, ela machucou o pé.."
Dá pra acreditar?
Mas espero que tudo fique bem, estou indo pra casa da minha mãe, que já conclamou minhas amigas para me levarem para lá. Eu vou, mas já sinto que ele está melhorando, apesar de ainda não conseguir andar direito.
Mas, vamuquivamu. Beijos a todos.


**** terça feira ******

Depois explico melhor, mas ainda não melhorei. Não consigo andar e sinto muita dor.
Estou preocupada com meus alunos e nas aula que não estão tendo.
Fui em outro médico hoje, terrível, grosso e incompetente, depois eu conto.
Torçam aí, meninos.

30 março 2009

Sobre a natureza dos gatos


Pois é, Renildes está apaixonada. Está maluca pelo Malcom X, meu lindo gato preto. Mas Renildes não entendeu ainda que esse romance impossível já nasceu fadado ao fracasso, desde a primeira ronronada desse gato sacana.
Porque ele é gato e essa é a natureza dos gatos. Ele simplesmente não compreende a euforia estabanada dela, que ao vê-lo na sala, corre, torpeça, cai, de língua de fora, risonha.
Eles até que brincam bastante, até mais do que eu supus ser ele capaz, mas sempre menos do que ela quer. Ela mordisca a orelha dele, ele dá patadinhas suaves nela. Um tempão.
Até que ele enjooa, aí, não tem choro , nem vela. Não adianta ela apelar , segurando-o com a pata.
Ele pula pela janela baixinha tão rápido que só resta a Renildes fazer aquela cara de pidona e bater com a patinha no vidro, uma ,duas, muitas, muitas vezes.
Ele deita no jardim e lambe a pata. A gente aconselha:
- se manca, Renildes..... se manca...
-Renildes, vem pra cá, nem adianta que agora ele não vai entrar.
Mas ela continua na janela, batendo com a patinha.
Depois de um tempo, ela deixa a janela e vai brincar com o paliativo que encontrou: um sucedâneo de Malcom X, uma velha meia preta do Daniel, que ela morde, abraça, brinca.
- Não é o Malcom, bobona....rs.....te deram o pirulito e tiraram, né, menina?
Ela olha pra mim, olha pra janela e morde a tal meia. Coitada da Renildes...não entendeu que essa é a natureza dos gatos.
E Malcom X continua no jardim, lambendo as patas, sem dar a mínima.
Gatos.....



**** post publicado anteriormente em fins de 2006.

26 março 2009

Tempo Rei


Três na sala. Fulana, Sicrana e Beltrano.
Fulana deitada no sofá, descabelada, com cara de bunda.
Sicrana, com o telefone na mão:
- Então, tô ligando lá na farmácia....eles entregam o floral aqui mesmo.Você vai ver, floral é bacana, porreta, tiro e queda.
Fulana:
- ...hum...
Beltrano:
- Você deveria tomar empatiens.
Fulana, abrindo um olho só:
- Pra quê que serve...?
- ah...é bom pra impaciência. Assim como você está, o bom mesmo é rescue.
Fulana pensou que cara deveria estar pra ele dizer "assim como você está". Tentou ajeitar o cabelo, pensou em sentar, mas desistiu, ficou deitada, com cara de bunda.
Sicrana ri:
- Rescue é uma beleza....beira o fantástico - fazendo gesto de quem pega uma corda - resgata, sabe? Você quer ser resgatada?
Fulana, com riso nervoso:
- Alguém me tire daqui...
Sicrana:
- você está com uma cara melhorzinha.....está mais pra Jekill...antes estava Hyde....
Beltrano:
- o ruim de floral é que dá pesadelo pra caramba.
Fulana:
- o quê??? Além de tudo vou ter pesadelo??
Sicrana, conciliadora:
- Não ....não é assim.Bom, depois de um tempo, você sabe, floral coloca os bichos pra fora.
Fulana, de olhos arregalados:
- ãh???? Eu tô f***. Colocar os bichos pra fora?!
Sicrana:
- E aquele que eu te dei pra dormir, foi bom?
- Vixe maria.
- Eu te liguei , você dormiu rápido.
- Cheguei, tomei e apaguei.
- E acordou melhor? ( animada)
- Não.....( riso nervoso)
- Olha que amiga que sou...te dei um daqueles que não tomo nunca.
- Aqueles que a dra. X "miguela"?
- É.
- Amiga mesmo
.
Beltrano ainda diz que Fulana deve tomar Rescue. Sicrana e Beltrano discutem sobre florais. Fulana engole em seco, ainda vai ter que trabalhar.
Os jilós também trabalham.

********** Tempos depois...****************




Soube que a Fulana se mudou: viajou com um personal de 1.95m pra Israel e foi morar em um kibutz. Dizem que tiveram uma briga homérica sobre os territórios ocupados e ela quebrou um ou dois pratos na cabeça dele.
Parece que depois Fulana passou um tempo em Paris com um escultor que falava latim. Bom, não entendi ao certo se ele falava latim, mas duas palavras parece que ele sabia à perfeição.
Mas Fulana se desentendeu com o escultor, arrumou sua mala e se mudou. Disse que ia tentar os pintores...
Viajou sem rumo uns meses, trabalhando aqui e ali. Pintou o cabelo de vermelho, tatuou um símbolo da cabala na nuca e mudou o nome pra Sarah.
Hoje dirige uma galeria de arte alternativa e mora com seus três namorados no Soho.

*** Posts anteriormente publicados em dezembro de 2006, os comentários constam nos posts originais.

20 março 2009

Vocês ouviram?

Sem fazer a apologia do filme, que é ingênuo e cheio de equívocos, percebo que ele lida com algumas questões simbólicas interessantes, assim como é uma versão "para colorir", da jornada do Herói de Campbell.
Mas não é esse o tema desse post. Não, não meus queridos.
A minha pergunta é: vocês prestaram atenção no nome que ele grita?
Richard Gere, arrasadoramente lindo de terno - adoro terno - com flores na mão e gritando....ouçam, ouçam...ai, ai.

*suspiro*

15 março 2009

Watchmen - Depois de 18 anos






Quanto eu tinha 22 anos, namorava J., que viria a ser meu marido e pai de Daniel. Ele era um aficionado por HQ, colecionador e responsável por minha total conversão ao universo dos Quadrinhos.
Passamos nosso primeiro reveillon juntos em Paraty e foi aí que conheci Wachtmen.
Pra quem não conhece - pare de ler esse texto, vá comprar e ler, rápido, rápido! - é uma graphic novel brilhante, escrita por Alan Moore e colocada no papel por Dave Gibbons.
É um clichê dizer que Wachtmen revolucionou a cena HQ, mas eu preciso repetir esse clichê, porque revolucionou também todo o meu olhar para essa gama de personagens e histórias. Depois de ficarmos na festa de Ano Novo, voltamos para a pousada em que estávamos hospedados: me atraquei com o Quadrinho e li, inteiro, até o amanhecer. Foi meu reveillon com Alan Moore. Como boa compulsiva que sou, simplesmente não conseguia parar de ler aquela maravilha, que era diferente de tudo que eu havia lido.
Wachtmen trabalha com uma década de 80 paralela, onde gangues dominam as ruas, a ameaça de guerra nuclear é eminente e Nixon está estatelado no poder.
Dentro disso, a HQ transita em três tempos específicos: a década de 40, onde os Minutemen se fantasiavam e saiam às ruas para defender os norte-americanos e eram ovacionados por isso; na década de 60, onde um grupo tenta recriar isso, tendo apenas o Comediante da "turma antiga" e a década de 80, onde os mascarados cairam na ilegalidade, sendo hostilizados por boa parte da população.
Tudo isso em um clima irônico, que desconstrói toda a aura comum nos heróis: o Comediante é um fascista hiper violento, a primeira Silk Spectre,uma mulher que explora a ultra sensualidade da fantasia, a segunda, sua filha, que entra na dança por imposição materna; Rorschach, cuja identidade é revelada apenas na prisão, dono de uma integridade ímpar, violência rara e moralismo tacanho, e muitos outros, interessantes e originais.
O fato é que a nostalgia é o tom constante na HQ, dado que os primeiros mascarados estão velhos e olham com saudades e ternura para tempos áureos.
O plano de Adrian Veidt, o Ozmandias, é muito próximo ao que já apareceu em várias criações de ficção científica, com em Babylon V ou Heroes: a concepção de que uma grande desgraça coletiva traria a paz forçosa e que a destruição de milhões de vida, salvaria bilhões.
Não posso falar mais nada, ou o post vira spoiler, certo?
Quanto eu li essa graphic novel, no reveillon dos meus 22 anos, desejei ardentemente, que se tornasse filme. Com medo, porque porcas adaptações me dão arrepios.
A adaptação em questão, apesar de não captar essa ironia em relação a homens fantasiados combatendo o crime, consegue transmitir a nostalgia presente na HQ, consegue transpor para as telas personagens já-não-humanos, como dr. Manhattan e aquele eterno bonito-meio-bobo, como o segundo Nite Owl.
O filme tem uma trilha sonora incrível, só pecando algumas poucas vezes, tem a caracterização dos meus sonhos e procura ser bastante fiel a obra original, apesar dessa não ser a opinião de Alan Moore, cujo nome não aparece nos créditos.
O sonho americano, idealizado, ridicularizado e ressignificado, é isso que vemos em Watchmen. O sonho americano de malha colorida.

12 março 2009

O Rio Nilo na sala de aula


Quando eu trabalhava com ensino fundamental, tive experiências inesquecíveis. Algumas já contei aqui, outras eu gosto de lembrar.

Uma vez, junto com uma 5a série animada - e me parece que todas as 5as séries são animadas até as orelhas...- tive uma idéia aparentemente bacana: pra finalizar um trabalho que eles estavam desenvolvendo sobre Egito Antigo, faríamos um grande painel na sala.

Peguei o material na sala de artes: papel pedra, papel sei-lá-o-que que parece água, canetinhas, brilhinhos, toda uma parafernália maluca.

Era menino desenhando na mesa, no chão, pendurado no ventilador, uma farra.

Só que eu não tenho essa perspectiva do conjunto, essa noção estética, essa coisa da criação plástica, sou horrível nisso. Horrível pra valer, eu não faço a mínima idéia de como alguém pode ser cenógrafo ou arquiteto, me parece um tipo de conhecimento alquímico que nunca terei. Acho lindo. Absolutamente lindo.

Começamos a fazer um enorme rio Nilo, o papel que parecia água acabou e uma das meninas emendou um papel crepom. Esse também acabou e um garotinho colocou outro papel crepom, de outra cor. Foi uma emendação sofrível, entortada pra "parecer" um rio, tosca.

Eles desenharam pirâmides, sarcófagos e barcos. Cada um de um tamanho.

Quando tudo estava colado. Cruzamos os braços e apreciamos, com cara de intelectual em galeria de arte. Finalmente, alguém falou;

- professora...tá feio pra caramba....

Caímos na risada. Estava feio, estava horrível, desproporcional, medonho. Olha, rimos muito.

Eles decidiram não tirar, a sala ficou com aquilo pendurado. Até que foi trocado por nossa próxima idéia brilhante.



**** post publicado em 2007, republicado em atenção às minhas turmas de Pedagogia, repletas de animação, idéias e milhões de perguntas.
Beijo pra vcs!

04 março 2009

Corujas de todo o mundo, uni-vos!





Algumas vezes acho que falo muito do meu filho por aqui, mas é compreensível, venho que uma longa linhagem de corujas.
Saca só o olhar completamente corujal da minha mãe para mim, no batizado do Ricardo ( meu irmão arquiteto e lindo) em 1972.
Quem disse que uma imagem diz mais do que mil palavras, acertou em cheio.

22 fevereiro 2009

Porque sou fã do meu filho





Daniel encanou que quer ter uma kombi. Não contente com isso, quer grafitá-la e batizá-la de "Tereza".
- Filho...que tipo de garota vai sair com você com um carro assim?
- Simples - respondeu ele, rindo - uma que não seja nem fútil, nem interesseira.

Dá pra não ser fã desse cara?

19 fevereiro 2009

Mulheres à beira de um ataque de nervos


Frases ouvidas de amigas queridas nos últimos tempos:


" Eu casei seis vezes e meia. Pra arredondar, conto sete."

" Minha vida sexual com meu marido era pão-pão-queijo-queijo. Às vezes faltava pão...às vezes faltava queijo."


" (...) Então eu disse que tinha ficado tantos anos casada, que era a primeira vez que estava me relacionando com outro homem, que estava receosa...Se era verdade? Claro que não, mas colava que era uma beleza."

" No fim do túnel tem uma luz: é um trem."

" Do fundo do poço não passa. Mas que dá pra patinar um bocado, ah, isso dá."

15 fevereiro 2009

O Canto da Ju








Minha prima Ju tem um canto todo especial: uma casa onde ela passa religiosamente todos os finais de semana há um ou dois anos. Essa casa fica na represa de uma cidade chamada Avaré, no interior de São Paulo.
Estou aqui agora, enquanto escrevo. A casa é realmente especial, porque Ju é decoradora e completamente entusiasta de tudo que diga respeito a cores, formas e essas paradas que os decoradores entendem. Então, a casa ficou absolutamente especial, rica em detalhes, coisinhas, onde tudo tem um lugar certo e um porquê, nada está por acaso.
Daniel me aconselhou a não andar de lancha, pois conhece a mãe medrosa que tem, mas fiz ouvidos moucos pra isso e fui, e olha, gostei demais. O lugar é lindo e curti a velocidade - o que é incrível, porque eu REALMENTE, sou medrosa. E estou tão rebelde com esses meus antigos medos que até vou arriscar a andar de jet ski da próxima vez ou quem sabe esquiar - como meu irmão, aqui na foto . É isso, gente, ano novo e morte aos medos antigos.
Vivien atlética, hahahah, é o fim dos tempos...

08 fevereiro 2009

Fogo na boca














Confesso que ando tão viciadinha em pimenta, que acabo colocando em tudo, exageradamente, o que complica, porque os pratos acabam ficando com sabor parecido. Sabor de pimenta. Mas vou melhorando, meu intuito agora é aprender com quem entende do riscado, como a Fer, de quem sou fã declarada. Mas, gente,as duas coisas melhores com pimenta, na minha opinião, são arroz picante com liguiça calabreza e moqueca de peixe.
Mas ou menos assim: refogue a linguiça com cebolas e pimentões amarelos, deixe dorar, mexendo com ares de dona Flor. Pode se achar, faz parte. Se é pra cozinhar, tem que entrar no clima, certo? Eu, por exemplo, tenho que usar avental, sei lá, compoem a personagem.;0)
O arroz é refogado ali e, depois de estar bem perfumado, coloque pimenta ( pode ser dedo de moça, calabreza...escolha sua ardência favorita) e açafrão.
Não deixe secar totalmente, apague o fogo ainda com ele relativamente úmido.
Junto com uma saladinha verde, é só alegria.
A Moqueca é o prato fácil mais gostoso que conheço. Gosto de usar filés, mas se quiser fazer com postas de peixe, tá valendo.
Use uma panela de barro - depois coloco a foto da minha, lindinha, lindinha - coloque um fundo de azeite ( não costumo usar dendê, acho que pesa, opto por um bom azeite de oliva)e faça camadas alternadas com peixe - previamente temperado com limão e sal - tomates, cebolas e pimentões verdes e amarelos, em fatias grossas.
Regue com azeite, sem ser mão de vaca. Mande bala na pimenta, mas coloque dentro do que você consiga segurar a onda. Deixe em fogo baixo e quando estiver maravilhosamente cozido, regue com leite de côco e salsinha ou coentro.
Sirva com arroz branco, salada verde com tomatinho cereja.
Depois? Só correr para o abraço.

07 fevereiro 2009

Cidade de Pedro


Nos anos que morei em Caxias, ir para Petrópolis era um programa que a gente costumava fazer de final de semana. Como a cidade ficava muito próxima, era só meu pai perguntar se a gente queria "sentir um friozinho" e pronto: todo mundo pulava da cama e se arrumava, animadamente, prontinho pra "patinar" no Museu.
Porque era sagrado ir ao Museu Imperial, delicioso, que tinha um atrativo à mais, para a molecada: para a proteção do chão, a gente calçava um chinelão de feltro, que dava pra escorregar por alguns corredores. Uma delícia.
Mês passado, fui pra lá com Daniel e uma turma escolhdia a dedo, minhas primas Cris e Bia, e o namorado de Cris, Felipe.
A conversa com eles é sempre agradável, divertida.
Então a idéia era ir ao Museu, que está impecável, como sempre -sugiro que quem vá, assista ao show que eles tem à noite, dessa vez não fiquei, mas já assisti e é ótimo - e passear por lá, Quitandinha, Palácio de Cristal, blábláblá. Curtir a cidade e a arquitetura peculiar, incluenciada por alemães e outros europeus lá de cima.
A gente optou por almoçar em um restaurante português perto do Museu, chamado Transmontano ou algo assim, que era interessante: charmoso, com um bolinho de bãcãlháu de matar um de felicidade, um peixe saboroso e um atendimento diretamente com o dono, um portugués super simpático. Ah, e fado choramingando.
Minha dica pra quem estiver explorando o Museu: minha peça favorita é um colar fantástico que pertenceu a Marquesa de Santos, com um camafeu com a gravura de D.Pedro. Vai ser cara de pau assim lá longe, heim?

02 fevereiro 2009

"Pintinho Explosivo"


Daniel entrou em um curso de Arte Contemporânea no ano passado. Gosta demais, mudou seu olhar em relação a muita coisa, e continua me mostrando o universo da arte urbana, coisas que eu nunca tinha parado - de verdade - pra notar: como o universo do grafitti, por exemplo.
A última vez que estivemos em São Paulo, teve que ser com parada obrigatória no Beco do Batman, que rendeu uma coleção de fotos no meu orkut.
Estou mesmo entusiasmada com essa nova forma de olhar a cidade.
Na exposição de obras de alunos desse curso, o "Pintinho Explosivo" foi a contribuição do meu rebento. Contém stencil, colagem e pintura.
Beijos e já volto, pessoas, estou um pouco atarefada em montar umas oficinas, mas já estarei por aqui, contando tudo.

29 janeiro 2009

Estrelinhas









Apesar de gostar de cozinhar, como comentei com vocês, nunca havia assado um peru, nunca tinha sido tão protagonista da noite de natal.
Pois bem, com a ajuda da Fer, que me teleguiou com vários e atenciosos emails....produzi minha obra prima natalina: meu peru!
Ficou deliciosamente tenro e úmido( porque fui religiosa em regá-lo com azeite de vinte em vinte minutos, com os cuidados de uma mãe) bem recheado e ladeado por estrelinhas de carambola.
Pensei em fazer um recheio com provolone, como havia visto por aí,mas minha gurua culinária achou que pudesse ficar meio chicletento, então desisti: fiz uma farofa caprichada e mandei bala.
Junto com ele, e devidamente enfeitada com estrelinhas de carambola e tomatinhos cereja, fiz uma salada de frango defumado e abacaxi, que já virou uma pedida certa na ceia.
Adorei, crianças.
Depois conto mais, beijos.


24 janeiro 2009

No Paço e na tv


Queridinhos, durante esses dias no Rio, vi algumas exposições imperdíveis. Uma delas está no Paço Imperial - que é, por si mesmo, um lugar imperdível - e é sobre a obra de Burle Marx.
Depois de ficar nadando naqueles quadros de cores inverossímeis, acho que comecei a entender melhor seus jardins maravilhosos. São quadros, tão lindos e inacreditavelmente coloridos quando as pinturas: só que ele pinta com flores. Cara, coisa de louco, de artista, de gente que vê para além das flores ou vê totalmente as flores. Não sei. Mas vê além de mim, isso tenho certeza.
Daniel e Guilherme, filho da Kátia, minha prima querida, foram meus acompanhantes e também gostaram demais. Pra quem for, sugiro assistir ao vídeo e ver Burle Marx falando de suas obras e cantando ópera. Demais.
Durante as noites, uma das coisas que gostei de fazer foi assisti Maysa, primeiro com a Kátia, depois com Cris e Bianca, outras primas muito queridas.
Gostei da adaptação, apesar do texto ser de Manoel Carlos, aquele chato. Na verdade, já fui esperando gostar, porque acho o Jayme Monjardim bastante talentoso e inovador.
A atriz que saiu do anonimato para a fama, mereceu o papel principal: a mulher é da pá virada, é uma grande atriz. Adorei.
Mas sacanearam o Bôscoli, heim? Porque eu fiquei achando que o cara era um canalhinha de quinta mesmo, nossinhora.
Quanto a Maysa, personagem, continuo com a mesma impressão: cantora maravilhosa, egocêntrica e chata como todo/a bêbado/a. Vamos combinar, neguinho vira uma cachaça e já se sente um suuuuper transgressor, certo? Olha, tio, como sou rebelde! Fala sério.
Enfim: a despeito do egocentrismo, o talento da mulher era indiscutível.

Então, deixo uma das minhas prediletas pra vocês, como presentinho.


21 janeiro 2009

2009


Por incrível que pareça, eu fiquei mesmo desplugada por muitos dias. Via o pc ali, sozinho e prontinho pra receber meus dedinhos blogueiros, mas faltava vontade. Assim, pela primeira vez na minha vida de blogueira, não fiquei doida pra postar.
Mas isso foi nas férias, tenho certeza que mais uns dias e já estarei de novo inteiramente de volta, escrevendo e lendo como antes. Fases, fases.
Claro que nem vou cair naquela lenga-lenga de quem desbloga, dizendo que "tenho outras coisas melhores pra fazer" ou outras dessas bobagens ingratas.
Sempre tive implicância com neguinho que deixa de blogar e passa a falar da blogosfera com um certo desprezinho bobo, não, queridinhos, não vou cuspir no blog que li.
Esses dias foram dias de viagem, de papos e de risadas. Bom demais rever a família, rever o Rio, passear e jogar WAR.
E - isso é incrível - eu, uma perdedora sistemática de WAR, venci uma batalha! Venci, fotografei, pulei, fotografei de novo esse momento histórico. Delícia.
Será que deixei de ser a jogadora óbvia como me chamava Daniel? Ahá, na guerra e no amor vale tudo, ok? Se eu ganhei no WAR, significa que agora só falta o amor.
Então, alguém tem aí o telefone do Reynaldo Gianechinni?

13 janeiro 2009

Ainda desplugada


Volto pra Campinas no sábado, aí quero sentar, escrever sobre a viagem e ler todo mundo, porque estou off line todos esses dias e aposto que estou bem desatualizada em relação aos textos dos blogs que tanto leio e gosto.
Estou desde quinta aqui na Barra, fui pra Petrópolis e algumas histórias estão aqui na minha cabeça, mas só vou conseguir amadurecer alguma crônica quando estiver em casa.
Claro que já andei novamente pelo apaixonante centro do Rio, mas contar isso requer tempo e calma. E eu vou contar.
O fato, queridos, é que o Rio de Janeiro continua lindo.
Um grande beijo.

05 janeiro 2009

2009


Pois é, meus queridos, aqui estamos, em pleno 2009. Minha lista de coisas a fazer desse ano tem 30 ítens, bem pensados e bem desejados. No final desse ano, conto o resultado.
Cheguei aqui no sábado, dia 28, no último sábado de 2008, tentado me livrar desse ano e antecipar o outro.
O reveillon foi em Cabo Frio, meus tios, sempre muito unidos, tem casas de praia no mesmo condomínio. Então, forma-se uma insólita vizinhança de muitos tios, primos, barulho e risadas. Muito bom.
De certa forma, ir pra lá exige um exercício mental meu, que nem sempre consigo fazer: porque ser lúpica, não poder tomar sol, onde toda a diversão gira em torno da praia/piscina, é algo - no mínimo - complicado.Pra piorar as coisas, deixei minha carta de motorista vencer. Resultado? Fiquei de carona, o que é sempre, sempre, uma questão muito delicada. Mas não vou comentar isso agora, deixa pra depois.
Mas foi iso: vi 2009 raiar em um lugar bonito, concentrada na possibilidade de muitas melhoras...Isso é bom.
Fui pra Búzios e de novo fiquei doida com aquele lugar maravilhoso, descolado e cheio de estilo. Claro que falo da rua das Pedras, porque a parte dos moradores é uma droga. Mas como fiquei lá, na parte paradisíaca dos turistas, vi a parte show, e a parte show ..é absolutamente demais mesmo. A decoração dos bares, restaurantes, lojas, é de um bom gosto fantástico, parecia uma exposição de design de interiores.
Enfim!
Vim para Niterói, mas para não me alongar....conto depois.

04 janeiro 2009

O Rio de Janeiro continua lindo....

Queridinhos, cheguei de Cabo Frio, estou em Niterói e estarei no Rio nos próximos dias...quem estiver por aqui e quiser papear, me escreva, beijos.

vivien_morgato@yahoo.com.br

25 dezembro 2008

Que venha 2009






Queridinhos, então 2008 está acabando. Eu até acho que foi um bom ano, longe de ser um dos melhores, ao menos "tirou o bode da sala". Mas ainda falta muito pra coisa melhorar mesmo. As coisas ruins que aconteceram foram didáticas pra mim ( vou poupar vocês das descrições dessas coisas, basta que saibam que houve coisas ruins e que aprendi com elas, ponto), foram cruciais para que eu valorize efetivamente as muitas coisas e pessoas maravilhosas que tenho.
Enfim. Aprendi, ok, vamos pra próxima, certo? ;0)
Espero que 2009 me traga mais do que coisas boas, me traga a realização de sonhos que elaborei com cuidado, carinho e lucidez nesse ano. É isso que espero pra mim, é isso que espero pra vocês.
Particularmente, gosto muito do reveillon, gosto muito da idéia cíclica de encerrar um período e, oficialmente, abrir um outro.
Já fiz minha lista de metas e desejos, estou trabalhando para conquistar tudo que listei. Quanto isso acontecer, conto pra vocês.
Um grande beijo, cheio de afeto e desejo de renovação.
Feliz 2009 pra todos, a gente se encontra por lá.

22 dezembro 2008

Feliz natal em 2008, queridos

Queridos amigos e leitores, amanhã Daniel faz 16 anos e depois de amanhã é natal. São duas datas deliciosas, queridas e importantes.
Então quando as palavras escritas se tornam pouco pra expressar o que rola dentro da mente e do coração de alguém, só nos resta correr pra música, que sempre tem esse poder.
Então, pra vocês, o Rei.
Beijos e feliz Natal.






18 dezembro 2008

Há 16 anos






Em todo aniversário na minha família, minha mãe começa " há XXX anos, eu estava no hospital e ..." e conta nosso nascimento, a mágica de ser mãe, essas coisas todas. A gente sempre tirou o maior sarro, brincando com ela, que ria também.
Eu já disse aqui várias vezes e vou repetir: só entendi o que ela dizia, só entendi o que significava esse amor, quando eu mesma me tornei mãe.
E venho de uma linhagem de mães por exelência, quem conheceu minha avó, dona Gogóia, sabe do que falo, sabe da relação extremada com os filhos.
Dia 23 de 1992, um pouco antes das oito da noite e depois de mais de 24h de um trabalho de parto muito difícil, nasceu Daniel e nasceu uma mãe de 24 anos.
Complicadíssimo descrever o que é olhar pela primeira vez uma carinha toda amarrotada que estava vivendo dentro do seu próprio corpo, indescritível dizer o que significa amamentar: construir o próprio alimento, ser tão suficiente assim. É algo que me lembrava uma super-mulher.
Amamentei muito pouco, apenas três meses, por conta do lúpus e da medicação que deveria voltar a tomar. Essa parte eu não gosto de lembrar.
Mas gosto de lembrar de tudo, de cada idade.
Agora, com um filho que vai fazer 16 anos, descobri que ser mãe de adolescente é muito bacana. E sempre impliquei com adolescentes, mesmo quando eu era uma deles, e achava que seria um período muito chato.
Ah, tem suas chatices, como tem. Mas é tão divertido. É tão divertido poder discutir tantos temas diferentes com ele, ver o interesse dele por política, por arte, ver a sagacidade, o humor.
Daniel foi o melhor presente de natal que já ganhei, foi o meu primeiro natal como mãe, foi o primeiro de todos os outros.


*********


Quem não conhece e quiser conhecer, tem post novo no meu outro blog, que a Lu do Epa criou e me chamou pra participar. A gente está meio relapsa nele - e nas dietas..- mas 2009 é ano novo, blogs novos e ...peso novo!
Passem por lá.

14 dezembro 2008

Tempo Rei


A primeira coisa que me chamou a atenção no livro, foi a o título. Sei que pode parecer óbvio ululante, mas quando olhei a capa vermelha e li O Filho Eterno, pensei o que qualquer um que tenha tido o mínimo contato alguém com Síndrome de Down pensaria: o título é genial, porque para os portadores da síndrome o tempo é uma abstração incompreensível, tudo é praticamente um presente eterno, para eles a noção de tempo praticamente não existe.E eu sei disso, porque como tive alunos Downs e sou professora de História, e me vi em uma situação angustiante: como ensinar História para alguém que não compreende o que é tempo?
Cristovão Tezza, o autor, o intelectual para quem a possibilidade de um desenvolvimento que fosse aquém do convencional era uma tormenta, tinha tido a inverossímel profissão de relojoeiro.
O ex-relojoeiro tinha então que lidar com o não-tempo do filho, o tempo eterno do filho.
Tezza construiu um romance com rara franqueza, com rude franqueza, despido de qualquer pudor, onde tem seus sentimentos mais recôndidos revelados. Sem pena de si mesmo, ironiza suas atitudes, ironiza suas desculpas e assume, de forma dolorosa e aberta, a frustração e o medo que sentiu ao ser pai de Felipe, um menino com síndrome de down.
E o texto não é um daqueles que mostram o pai rejeitando e amando pouco tempo depois, todo felizinho. Não. Mostra o pai desejando a morte daquele "filho errado" , como ele classifica, mostra o pai tentando toda e qualquer estratégia para normatizar o pequeno e transformá-lo no tal filho certo.
Concomitantemente a narrativa em que a aventura de ser pai é descrita, Tezza se alonga em uma deliciosa digressão onde sua temporada como trabalhador e como estudante na Europa, onde seu olhar, longe de ser saudoso, mas uma vez tem o tom sagaz e cruel de uma ironia sem perdão. Assim, o livro é narrado em dois tempos: o tempo de Felipe e o tempo antes de Felipe, onde tudo converge para que conheçamos de forma mais intensa o pai.
Assumir Felipe não era apenas assumir um filho , e um filho down, mas era assumir uma vida de adulto, perceber que embora ele negasse, tempo que havia passado.

"Um gancho atávido ainda o prende à nostalgia de uma comunidade de teatro, que frequenta uma vez por ano, numa prolongada dependência ao guru da infância, uma ginástica interminável e insolúvel para ajustar o relógio de hoje à fastasmagoria de um tempo acabado" (p.12)

Assim, o tempo é um personagem à parte: o tempo que o antigo Tezza tentava parar, o tempo que Felipe não concebe e o tempo real, reorganizando as relações e desenvolvendo o amor que finalmente surge e toma conta do pai, que resolve crescer, trabalhar, ser pai efetivamente.
A história aparece pautada na literatura, tudo parece ter significado através de uma interface com alguma referência literária. Assim a vida é compreendida melhor através dos livros, como se eles dessem sentido à realidade.
O pai compreende o mundo através dos livros e perceber que isso seria impossível para seu filho praticamente o destroça.
Descobrir o amor desse filho, descobrir o amor por esse filho, tudo isso acontece de forma paulatina, dolorosa e profunda.
Acho que poucas vezes vi algo tão genuinamente franco, tão corajosamente franco.
Tezza foi laureado com vários prêmios ( Bravo!, APCA, Jabuti , Portugal Telecom) e tudo indica que ainda irá receber mais alguns, o que sinceramente, eu espero.

02 dezembro 2008

Queridos Amigos


Eu entrei na Unicamp em 1989, me formei em 1992. Desde então, muita água passou debaixo da ponte e alguns amigos eu perdi de vista. Alguns sairam do país, outros foram pra outros estados, outros deixei de ser amiga, outros perdi de vista. Mas tenho na minha vida alguns deliciosamente escolhidos, que entra ano, sai ano, continuam fazendo parte do meu cotidiano.
Alguns eu vejo mais, alguns mantenho contato por email e marco encontros eventuais, mas estão presentes na minha vida.
Outro dia, eu estava pensando em uma amiga que não via há pelo menos oito anos. Edilene, de uma turma anterior a minha, que morava na mesma república que Mara, uma das pessoas mais engraçadas que já conheci. Mara e eu nos falamos por email, sempre marcamos um almoço em um japonês aqui de Campinas e continuamos colocando a fofoca e as risadas em dia.
A Edilene foi pra Itália, foi pra Fortaleza e eu a perdi de vista. Mas com uma googada, consegui achar a faculdade onde ela dá aulas e escrevi para ela.
Depois de todos esses anos - que descobrimos ser dez...- a amizade continua a mesma, o que me deixou muito feliz.
Rindo, lembramos que conheci meu ex marido, pai do Daniel, em um aniversário dela à fantasia, onde eu estava de dark, ela de cigana, Mara de freira..isso foi um passo para olharmos as fotografias e descobrirmos aqueles jovens fantasiados e felizes.
Como ela está morando em São Paulo, combinamos um almoço no sábado passado: foi ótimo. Ela convidou um casal extremamente simpático, a conversa fluiu tranquila e foi ótimo saborear aquele banquete à italiana.
Sua mãe estava lá e também pude conhecer seus dois filhos: um garotinho lindo e uma menininha fofa. O marido, um historiador italiano que veio pesquisar aqui, não estava no Brasil, mas vou revê-lo depois, com certeza.
Acho que a vida vai levando os amigos pra longe, ainda que morem na mesma cidade, são as pequenas coisas do cotidiano, a rotina do trabalho, tudo isso vai ocupando toda a nossa vida. E se não olharmos com um pouco mais de cuidado, pessoas importantes simplesmente viram fumaça.
Eu faço questão de manter as pessoas que gosto - e que valem a pena - dentro da minha vida, e a Di vale, como vale.

30 novembro 2008

Doa-se micro panterinhas negras


Queridos amigos e leitores, como eu já comentei aqui, tenho uma cadelinha vira-lata e três gatos pretos. Acontece que, antes de entrar na faca e ser castrada como a irmã, Tina Turner resolveu descobrir o mundo, os gatos e essas coisas todas.
O resultado foi uma ninhada de quatro lindos gatinhos pretos, umas panterinhas negras mesmo, mas que, infelizmente, não posso cuidar.
Preciso urgentemente doá-los, já estou recebendo multas - a síndica me esfaqueou com 250 reais de multa, sério - por conta dos gatinhos.
Preciso doá-los!!! Mas como o povo é estranho, o fato de serem gatos pretos parece atrapalhar.
Quem quiser um gatinho ou souber de alguém que queira, por favor, me escreva:vivien_morgato@yahoo.com.br.


brigadim.

29 novembro 2008

Multiculturalismo




Algumas pessoas já tinham me falado, mas quem insistiu foi a Frou, dizendo que o Bar do Estadão era um balaio de todos os gatos. Decidida a colocar minha dietinha tão linda de lado, fui com Daniel e dois amigos ali, no meio da madrugada.
O público é o mais eclético possível, jornalistas com cara cult ( às vezes real, às vezes fake...), gente com cara de louco, gays, pessoas com jeitão de artista, namoradas e namorados famintos, grupos barulhentos, tudo e mais um pouco, parecia uma grande tirinha do Angeli ao vivo.
Alguns batendo um rangão feroz às duas da manhã, enquanto outros encaravam um super sanduíche, indecente de tão bom.


28 novembro 2008

Devorando São Paulo


Continuando a sessão " correspondente glamourosa", como pilheriou um amigo, agora falo do restaurante no Bixiga. Claro que a gente teria que ir ali, seria um crime não ir jantar, pelo menos um dia, naquele bairro cheio de lugares charmosos.
Eu queria ir em um restaurante que conheci há algum tempo, quando fui com alguns amigos de uma escola que trabalhei: me lembrava que era nome de homem, Fernando, talvez. E toca a procurar o tal Fernando.
Mas ao passar pelo Roperto, me lembrei: é aqui!
O restaurante é pequeno, um tremendo clima mafioso te faz pensar que a qualquer momento gãngsters entrarão com metralhadoras, saídos de um filme noir.
O couvert é tradicional, mas caprichadíssimo, com tudo da melhor qualidade e um pão italiano de chorar de emoção. O cardápio é variado, bem servido e, naturalmente, muito, muito apetitoso.
Quem me apresentou, há alguns anos, foi um chefe super bom garfo, por isso, não me espantei em ver que a cantina já havia ganhado duas vezes como a melhor de São Paulo. Em lugar como São Paulo, onde se come maravilhosamente bem em qualquer esquina, esse prêmio é uma tremenda chancela de qualidade.
Para os mais afoitos pela modinha, há a clássica parte das fotos com globais, só pra você ficar feliz em usar o mesmo garfo que o Fagundes, essas coisas.
Crianças, adorei. Vocês já sacaram que larguei a dieta, mas foi um motivo justo, eu volto, juro que volto.
Ricardo disse que não dá pra esquecer o nome da cantina , é só lembrar...Roberto com gripe...Roperto!Ok, piadinhas infames, eu sei. Mas vocês perdoam a professora aqui, que acabou de lançar notas, corrigir provas e ainda tem uma bela e suculenta pilha pra corrigir, certo?
Fica a dica da Tia Vivien, quando em São Paulo, Roperto na cabeça.
E vocês acham que meus delírios gastronômicos acabaram por aí? Hummm....quem já foi no tradicional Bar do Estadão?
Como é? Conto tudo...no próximo post.

27 novembro 2008

Um basta para todos os imbecis


Todo blogueiro tem seu momento divã, certo? Taí, chegou o meu.
Hoje entrei aqui apenas pra dar um grito virtual...momento final de ano é um momento crucial para a tomata de decisões e uma delas, talvez uma nevrálgica, seja fazer um balanço de quem é possível levar ou não para o ano que vem. Quem segue com a gente e quem fica no ano que se encerra, junto com as coisas ruins, enterradinho no esterco.

Então é isso, eu levo:

1)Os alunos incríveis que conheci, esforçados e divertidos, turmas que nunca vou esquecer.
2)os blogs que decidi me tornar leitora compulsiva
3)os amigos que estão presentes há muito tempo e os amigos que revi e coloquei com carinhho, novamente, dentro da minha vida.
4)meus tios e primos, que pretendo ver com mais frequência.
5)os amigos que fiz no blog, blogueiros e não-blogueiros, que se tornaram parte da minha vida.
6)meu irmão Ricardo, que é arquiteto e lindo.

Quem eu deixo embaixo do esterco, longe de mim e pulando junto as pulgas...:

1) gente fofoqueira, intrigueira, que eu quero distância.
2) povo balzaquiano que se vê como adolescente e age de maneira patética.
3) alunos sacanas.
4) pessoas sem princípios, que perdem o amigo, mas não perdem a piada, geralmente tola.
5) gente fútil, cuja principal distraçao é falar sobre festas, modelos e outras coisas idiotas.
6) gente que bebe demais, vira o clássico bêbado chaaaato pra burro e faz da droga um ícone. Eca.

Juro que tentei ter paciência com o segundo grupo, tentei exercitar a alteridade.
Mas, gente, alegria não é histeria. As pessoas tomadas pela histeria, acreditando piamente que esse surto público possa ser traduzido como suposta alegria, são pessoas que estão ali, no limiar, no pré-surto. Saca o tipo que grita na rua e vai pra casa sozinho?
Eu juro que tentei relevar, não ser excludente.
Mas quer saber? Dane-se.
Cada um no seu quadrado.
E o meu quadrado é beeeem longe deles, me larga, me solta, me deixa.

26 novembro 2008

O Poder do Coletivo


Queridos amigos e leitores, pausa no nosso papo: fiquei aterrorizada com o que aconteceu em Santa Catarina, a situação das famílias é desesperadora, nem tenho palavras pra isso.
Vários lugares aqui em Campinas estão se organizando para arrecadar alimentos não-perecíveis, roupas, cobertores, objetos em geral, que possam facilitar um pouco esse momento, que possam ajudar a essas famílias a reconstruirem suas vidas.
Eu e alguns professores estamos fazendo o mesmo.
Lembrando que já passam de 50 MIL desabrigados e mais de 60 mortos.
Gostaria de pedir que, quem quiser e puder, faça o mesmo: se organize no seu local de trabalho, sua escola, seu bairro, sua igreja.
Eu sempre acreditei no poder do Coletivo, espero que vocês também.
Um grande beijo pra todos.

23 novembro 2008

Me apaixonando por São Paulo - II - A Pinacoteca






No mesmo dia do post anterior, como eu já havia comentado, almocamos e fomos até a Pinacoteca, que fica na frente do Museu de Lingua Portuguesa.
A coisa já fica bacana no ingresso, no fato de entrar em um prédio criado por Ramos de Azevedo e (re)criado em uma intervencão, por Paulo Mendes da Rocha.
O acervo é incrível, gosto em especial da producão do século XIX, mas Daniel preferiu as obras mais arrojadas como de Maria Bonomi, que estavam em um espaco considerável por ali.
Havia também uma exposicão especial sobre Visconti e ainda ficamos lá curtindo algumas coisas do acervo.
Daniel me sugeriu outra forma de observacão, ao invés da leitura anterior a obra, conmo costumo fazer, sugeriu que prinmeiro tivéssemos esse contato direto com a obra, e só depois, o contato com a informacão sobre ela. Como achei que essa forma vai ao encontro do flâneur que eu pretendia ser por essas paragens, aceitei. E acho que realmente é melhor assim, sem informacão sobre a obra, o olhar busca comunicacão direta com ela, interpretacão direta com ela. Se isso condiz ou não com a proposta do autor, vemos depois, e mesmo que seja diferente, foi uma forma de recriar a obra, e isso é muito legal.
Depois de um bom tempo por lá fomos ao café da Pinacoteca que se abre para o Jardim Da Luz, lindíssimo.
Sempre que o vejo me lembro de um artigo, em um jornal anarquista do princípio do século, que descrevia um piquenique de burgueses, enquanto proletários enfiavam os rostos das grades, atrás dos portões fechados do Jardim. Triste e ridículo.
Depois disso, saimos pra jantar, e conto tudo no próximo post.



21 novembro 2008

Me apaixonando por São Paulo - I





Estou aqui na cidade da garoa. Cheguei ontem, e fui com Daniel, meu irmão ( que me hospedou) e alguns amigos dele comer pizza. Eu também sei que você está pensando que estou sendo óbvia, porque pizza em São Paulo é deliciosamente óbvio. Porque ela é sempre boa, sempre gostosa e eu sempre vou comer. Depois disso, meu irmão Ricardo, que é arquiteto e lindo - como quase todos os arquitetos - me levou pra um lugar cheio de frescuras, o Octávio. Lindo, lindo, maravilhosamente lindo. Uma decoracão que prima por um design arrojado e fresco, muito fresco. E aquela coisa de café que se toma aos gemidinhos. O problema é que eu adoro lugar fresco, mas detesto quem frequenta. São as idiossincrasias nossas de todo o dia, me perdoem.
Daniel e eu decidimos ir flanar hoje, falei um pouco pra ele sobre Benjamin e essa questão de descobrir a cidade com o primeiro olhar, de se perder na cidade. Ficamos assim, flanando aqui pela Bela Vista, linda, nostálgica, andando pela Ipiranga, claro, claro até a São João, e simplesmente reparando em tudo, nos prédios, nas pessoas, tudo. E tudo isso com aquele papo cabeca de professora-e-filho-de-professora.
Decidimos ir novamente no Museu Da língua Portuguesa: agora, substituindo a exposicão sobre Guimarães Rosa, está acontendo uma maravilhosa, sobre o Bruxo do Cosme Velho.
A exposicão anterior era realmente inusitada, instigante, mas só poderia ser assim: idealizada pela Bia Lessa, o que mais seria? Eu conheci a Bia Lessa em uma peca que ela trouxe pra Campinas, e quando ela iria dar um curso de teatro e não deu. Mas conto isso depois. Vamos voltar ao Museu.
Gente, é um verdadeiro presente pra qualquer um que goste de Machado de Assis: uma exposicão rica, criativa, dinâmica. Sö senti falta de ler algo do Sidney Chalhoub, que fez um trabalho fantástico sobre Machado e não aparece entre os outros intelectuais que discutiram a obra deste autor. Senti essa lacuna.
Aconselho a todos que forem nesse Museu, que não percam, de forma nenhuma, o vïdeo apresentado. Depois de rápidos dez minutos de um vídeo absolutamente bem encadeado, a parede se move e somos convidados a passar para um outro espaco, onde praticamente entramos em uma instalacão artística, porque o restante da apresentacão é feita ali, de maneira muito sensorial....o público ouve leituras de trechos de poesias, escuta trechos de músicas, enquanto imagens e palavras são projetadas em várias direcões. Gente, é sério, foi uma sacada. Você vê o público deslumbrado. Porque o público é tragado por essa trip multidimiática e é tudo irresistível.
O restante do Museu é altamente dinâmico e interativo, com espaco para a história da língua, vídeos enormes em lugares inusitados e a lúdica atividade do "Beco das palavras", onde todo mundo brinca coletivamente, juntando palavras que sáo projetadas sobre uma espécie de mesa e, quando unidas, são explicadas com clareza e , muitas vezes, com bom humor.
O Museu da Lingua Portuguesa funciona na Estacão da Luz, cujo projeto foi executado com material inglês, do cimento aos tijolos vermelhos. O resultado é deslumbrante.
Criancas, eu recomendo.
Depois de horas ali dentro, me divertindo muito, fui com Daniel até a Pinacoteca, que fica em frente.
Mas isso é assunto do próximo post.
Essa cidade é uma delícia.




19 novembro 2008

O insólito


















O insólito é me ver em "balada". Tenho aflição até dessa expressão....que diabos significa "balada"? Tenho aflição de quem fala assim.
Pior do que falar "balada" é falar "bárbaro". Se alguém me diz que um filme é "bárbaro", não só implico com o filme, como implico com a pessoa.
Meus programas são ligths: gosto de cinema, uma peça bacana (raridade aqui em Campinas), um bar, um café, um restaurante. Gosto de ir na casa de amigos, gosto de receber, gosto de conversar. Não é que não goste de dançar, eu gosto, adoro a ginga de uma black music - como toca divinamente no Barril da Máfia - mas odeio, com todas as forças do meu ser, uma coisa chamada "música eletrônica".
Fui em uma casa nova aqui da cidade, uma boate que não vou dizer o nome, pra evitar problemas. Fui porque era aniversário da "Samantha",uma amiga queridíssima.
Comecei a noite NÃO achando a casa. Eu rodei, xinguei, esbravejei, desci do carro com um salto indecente e perguntei em um botequim escroto onde era a tal boate. O balconista explicou com toda gentileza e lá fui eu. Achei o troço.
Vou mandar guardar o carro e a mocinha me sai com essa:
- doze reais,senhora.
- por quê? vocês lavam também
?
Ela deu um sorridinho amarelo e mau, com certeza pensando palavrões contra a pobre ali(eu) ainda por cima fazia piadinhas de pobre (ainda eu).
Então, vejamos..ah , teve a fila. Pessoas, eu não entro em fila. Se o lugar tem fila, vou em outro. Só pego fila pra cinema e olhe lá. Fila pra restaurante ou qualquer outra coisa me parece absurdo, eu simplesmente opto por outro. Mas ali eu tinha que ficar, minha amiga merecia que eu a pretigiasse, nem que pra isso eu tivesse que ficar em uma fila idiota. Ficamos em uma fila absurda, porque estava cedo e com certeza havia espaço lá dentro. O que constatei depois. A fila estava lenta, comecei a insuflar as pessoas, houve um certo mal estar entre os outros reféns da fila, todo mundo percebeu que a porcaria da fila não tinha razão de ser. Inexplicavelmente, depois do certo zumzumzum que provocamos, fomos convidados a entrar na tal boate.
A decoração da casa é linda, descolada, incrível. Mas a despeito dessa beleza toda, o tormento ainda não havia acabado.
Na entrada, os homens são revistados e as mulheres tem que abrir a bolsa. Olha, pode ser praxe (eu não frequento, tô por fora mesmo), pode ser por segurança, mas é uma merda. Eu abri a bolsa, não disse nada, mas quase lati para a moça.
Aí, então, houve o golpe fatal. Ao invés de rock e outras coisas que "Samantha" disse que tocaria, o dj tocava umas coisas que eu descobri ser "tecno house". Seja lá o que isso for.
Cara, como eu saberia que havia distinção entre os tun tun tun, se nem consigo identificar quando uma música acaba?
Fiquei uma hora e meia, contados no relógio. "Charlotte" e eu demos uma scaneada nos homens em geral, falamos muita bosta. Os únicos pegáveis eram galinhas e homem galinha não serve pra nada. Ao final de cada "observação", a pergunta dela:
- não vai colocar no blog, né?
- claro que vou....hheheh
- o problema todo é que mudaram as regras e eu fiquei pra trás.
...- diz "Charlotte", magra e elegrante como sempre.
- eu bóio também,não existe mais cantada? Eles NUNCA mais vão mexer o traseiro e tomar a iniciativa?

( continua)


******* post publicado originalmente em dezembro de 2007.
A propósito das conversas que andei tendo com algumas amigas, vale republicar.

16 novembro 2008

O olhar






















Já falei com vocês como o passado pode adulterar o olhar sobre uma pessoa, sobre uma história.O passado muda mesmo, por isso, "resgatar" o passado não é trabalho de historiador: o caso é rever, reinterpretar, essas paradas todas, sabendo que seu ponto de vista, seu instrumental, sua metodologia, sua teoria...tudo vai influenciar no seu olhar. Não dá pra imaginar a possibilidade de se atingir a "verdade", mesmo porque, esse conceito eu não uso, acho que quase nenhum historiador usa mais, pelo menos não de forma irredutível.
Mas eu fiquei pensando no Olhar, na forma de ver, na forma de sentir o mundo.
Eu tenho essa gravura, de Klee, na minha sada. Na sala da casa mais linda do mundo, dentro da casa mais linda do mundo.
Fica ao lado de outra gravura, do Miró, saborosa, colorida, solar. Perto dela esse Klee fica ainda mais triste. E foi por isso que coloquei os dois juntos, pra todo mundo ver como é ser geminiana, como é ser esse duplo constante.
Muitas vezes coloco pinturas aqui imaginando que a relação dela com o texto é mais do que uma mera ilustração de uma idéia, é um diálogo com a ídéia, um casamento.
E hoje, tem esse olhar de Klee pra vocês todos.
Beijos e boa segunda feira.
Hum, que delícia....

01 novembro 2008

Uma perua incomoda muita gente






Já comentei por aqui que eu não fui uma garota vaidosa. Pelo contrário, não fazia as unhas, usava tênis furado, jeans e camiseta. Achava sinceramente que toda e qualquer vaidade era prova de burrice. Obviamente, burrice era ter um pensamento tão estereotipado, e imaginar que usar bontons e camisetas iriam comprovar intelectualidade. Então o caso é que faz tempo que passei dessa fase. Agora, mais velha e cada vez mais avessa aos estereótipos e padrões de comportamento, me assumo como a mais completa perua. E isso já faz tempo, desde a entrada na balzaquice. Virar balzaquiana foi uma experiência onírica.
Fazer 30 anos foi muito simbólico pra mim: chegar a maturidade me deu a possibilidade de pintar as unhas de vermelho e achar maravilhoso, usar salto diariamente e me sentir ótima, fazer escova, chapinha e todas essas paradas que deixam o cabelo lindo, liso e flutuante na cabeça ( eu sei que sou colonizada, eu sei, eu sei, mas renego o cabelo crespo, dá licença! acho lindo nos outros, mas prefito o meu liso, liso totalmente, pela força de um secador nervoso )
Enfim, o que me deixa intrigada é como isso pode incomodar. Claro que existem pessoas que curtem, existem pessoas que nem notam, nem ligam, estão totalmente na delas...e existem as pessoas que se incomodam. Pessoas que se incomodam com a vaidade alheia.
Comentam a roupa, comentam o cabelo, ironizam aqui e ali, parecem mais preocupadas com a cor dos meus tamancos do que eu mesma. Cara, um pé no saco. Eu particularmente não sou adepta das ironias, portanto, me faço de idiota e continuo conversando, mas me sinto incomodada. Porque a ironia sistemática é sempre uma forma de bullying e isso é sempre uma forma de violência.
Outro dia, conversando com uma conhecida, vi que ela insistia em um gesto onde levantava os braços e deixava à mostra - olha, que rebeldezinha, gente, uma coisinha linda - as axilas não depiladas. Isso mesmo, as axilas nunca, nunca depiladas, um pesadelo. E esse gesto no maior estilo "isso é ser feminista, nega".
Não, gente, isso é ser porca, só isso.
Não consigo fazer um link real e significativo entre intelectualidade e /ou movimento feminista e axila com pelos. Ai, que nojo.
Pois é, crianças, "de modos que " eu tenho que aturar algumas ironias desse povo que precisa usar uniformezinho "olha como sou inteligente, tio". Eu tô fora.
Simplesmente me nego a pertencer a um grupo amarrado a um padrão, não sou um número, sou uma pessoa com todas as qualidades e defeitos, com todas as idiossincrasias inerentes a um indivíduo que se percebe como sujeito. E me recuso a permitir que me definam, me rotulem ou que me mudem.
Eles que vão procurar um divã.

26 outubro 2008

As coisas bobas que eu faço




Eu nunca resisto: sempre, sempre faço testes. Qual animal eu seria, ou qual mangá, ou personagem de Star Trek. Nunca resisto. Porque eu acho um barato saber que eu "sou" a Princesa Léia ou a Tempestade. Eu sei que é idiota, vocês não precisam me avisar. Mas eu vou continuar fazendo todos esses testes.
Então, no calor do momento, essa sou eu em Sex and the City.
Aliás, é a segunda vez que tenho esse resultado. Depois comento minha relação de amor e ódio do seriado, por hora, eu sou a Miranda.





"Você é cerebral como Miranda
Dotada de mente lógica, ela é a menos sonhadora, a mais realista e a mais prática do grupo. Mulheres cerebrais, como Miranda, são céticas: só acreditam no que a razão lhes mostra. Geralmente, dão mais valor à carreira que ao casamento. Não romantizam a relação, como as idealistas, nem variam de parceiro como as hedonistas. E também não sonham com casamento, como as guardiãs. A questão de gênero faz pouca diferença quando se trata de cerebrais, ou seja, elas são bem parecidas com eles."